Estantes virtuais
Correio Braziliense – DF, Nahima Maciel, em 24/5/2010
A digitalização de livros aumenta no mundo. No Brasil, as bibliotecas na internet contribuem para a democratização da informação
O livro ainda não acabou, prateleiras de bibliotecas e livrarias continuam abarrotadas e nem o anúncio do sedutor iPad fez caírem os índices da lista dos mais vendidos do New York Times. Mas há, sim, uma batalha travada silenciosamente na galáxia do livro impresso. Enquanto se discute por aí se e-books vão substituir o papel, uma indústria paralela se prepara para digitalizar a maior quantidade de livros possível e coloca em pauta a mais importante das discussões sobre a ligação entre tecnologia e acesso à informação.
Disponibilizar o conhecimento na web é democratizar a informação, mas como fazê-lo? E nesse campo de batalha há pelo menos dois fronts bem definidos. De um lado está a lógica comercial, que aceita o risco de burlar os Direitos Autorais. Do outro, as instituições apegadas à ética da preservação do objeto e seu autor.
O Brasil ainda engatinha nessa trilha.
O projeto mais expressivo começou a ser realizado na Universidade de São Paulo (USP) no ano passado. A instituição disponibilizou na web 1.200 volumes da coleção de 40 mil títulos doada por José Mindlin em 2006. A biblioteca digital intitulada Brasiliana pode ser consultada por qualquer pessoa com acesso à internet e é um braço de projeto mais amplo que envolve a construção de um prédio para receber o acervo de Mindlin.
Veja aqui a matéria completa.
Data: 24 de maio de 2010
Categorias: notícia

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