sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

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É melhor que shopping center

O Dia-RJ, em 10/10/10

Entrevista com Ivete Miloski, coordenadora da Biblioteca-Parque de Manguinhos

POR MARIA LUISA BARROS

Rio – À frente da primeira biblioteca-parque do Brasil, em Manguinhos, Zona Norte, a produtora de eventos Ivete Miloski, 58 anos, tem o desafio de promover inclusão social em região com 17 comunidades e 100 mil moradores. Inspirada na experiência da cidade colombiana de Medellín, que investe em equipamentos culturais para reduzir a criminalidade, a biblioteca carioca ocupa 3.300 m² de antigo depósito do Exército. Tem em seu acervo 25 mil livros, 800 filmes e 3 milhões de músicas e em breve oferecerá um cineteatro. Tudo gratuito. Em um ano de funcionamento, coleciona também boas histórias, como de traficante que retirou romance e devolveu o livro no prazo e em perfeito estado.

O DIA: É a primeira vez que um complexo de favelas ganha uma biblioteca multimídia no padrão dos melhores centros culturais da cidade. Como os moradores receberam esse espaço?

IVETE: No início, liberamos todo tipo de acesso aos computadores para observar o que eles buscavam na rede. Em uma semana, os usuários, a maioria formada por adolescentes, danificaram todos os aparelhos. Eles baixaram programas piratas e conteúdos pornográficos. A rede não suportou.

E o que vocês fizeram?

Passamos a controlar o acesso, filtrando as páginas. Ficamos uns dias sem computadores, que foram para o conserto. Os garotos iam de mesa em mesa, tentando ligá-los, sem sucesso. E a gente na torcida para que eles se aproximassem dos livros. Aos poucos, eles pararam nas estantes e descobriram os exemplares. Eles são curiosos. Se você amplia o cardápio, eles se interessam. Dizer que pobre não gosta de cultura é puro preconceito. Eles têm muita fome de conhecimento. Alguns gostam tanto das obras que nem devolvem. Tem pessoas que chegam de manhã e só saem quando fecha. Teve uma menina que gostou tanto do livro ‘Mururu no Amazonas’, que transcreveu à mão as 82 páginas do exemplar para tê-lo em casa.

Quais são os títulos preferidos pelos usuários?

Os jovens gostam muito de filmes de comédia, de ação e de séries brasileiras. Eles levam vídeos do ‘Tropa de Elite’ e ‘Cidade de Deus’, que retratam a realidade deles. As mulheres preferem romance e filmes de época. No acervo de livros, os mais emprestados são ‘Harry Potter’, Sidney Sheldon, Stephen King e Nora Roberts. Os meninos levam a coleção do ‘Senhor dos Anéis’, ‘Crepúsculo’, e as meninas pegam todos os livros da Thalita Rebouças. Em apenas cinco meses, já temos 2.356 cadastrados e 10 mil livros emprestados desde a abertura, em abril.

As pessoas conservam as obras e respeitam os prazos de devolução?

Na primeira semana, os DVDs vinham danificados, com capas rasgadas. Chamamos as pessoas para conversar e pedimos que comprassem outro original para o acervo. O mais difícil é manter os banheiros limpos. Tem crianças que não sabiam o que era descarga porque moram em casas sem luz ou água encanada. Coisas básicas para nós são novas para eles. Agora estão mais conscientes. Já incorporaram que isso tudo aqui é deles. Os próprios usuários pedem que se fale mais baixo.

As famílias também frequentam a biblioteca?

Crianças e jovens atraem os pais e avós. As mães gostam muito de livros de receitas, que é uma fonte de renda para as famílias. Os universitários têm laptops à disposição para estudos. E os pequenos têm uma brinquedoteca com computadores só para eles. Aos sábados, há cursos de alfabetização digital. Eles têm aqui como a segunda casa.

A senhora sentiu redução na criminalidade, como aconteceu na Colômbia depois da implantação das bibliotecas?

Quando a comunidade ocupa o seu espaço, a violência diminui. Não vemos ninguém armado, mendigos, usuários de crack ou pichações na porta da biblioteca. Estamos fazendo uma revolução que vai atingir todas as famílias. Aqui é um lugar seguro, onde as pessoas se sentem bem. É muito melhor do que ir ao shopping center.

A senhora soube de algum jovem de Manguinhos que largou o tráfico atraído pelos livros?

Ainda não. Mas outro dia, um funcionário me contou que um traficante veio no turno da noite. Não aparentava estar armado. Deu boa-noite e pediu sugestão de livros de suspense. Depois pediu outro título de romance para a esposa. Agradeceu e foi embora. Quando terminaram os 15 dias de prazo, trouxe o livro. É um começo.


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Biblioteca no Terminal

Gazeta de Piracicaba, em 15/9/2010

Incentivo à leitura Será inaugurada amanhã a primeira biblioteca em um terminal de ônibus do Estado

Mais de 500 mil pessoas terão acesso diário a livros de literatura, conhecimento, culinária, infantis e juvenis com a inauguração, amanhã, da biblioteca Máquina do Saber, no Terminal Central de Integração (TCI). A abertura será às 11 horas e o projeto é uma iniciativa da Caterpillar, Prefeitura de Piracicaba, por meio das secretarias de Ação Cultural e Trânsito e Transportes e do Instituto Brasil Leitor (IBL). A proposta tem ainda apoio do Ministério da Cultura.

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Biblioteca popular

Correio Braziliense, em 15/9/2010

No princípio era o delírio e o delírio se tornou realidade. Tudo é meio surreal, deliciosamente surreal, na história das bibliotecas e dos projetos cultuurais criados por Luiz Amorim, o dono do açougue T-Bone. Ele é um açougueiro que leu os filósofos gregos e resolveu botar a paideia dentro do açougue.

De acordo com pesquisa realizada pela fundação Getulio Vargas, Brasília ocupa, com exceção do Plano Piloto, o penúltimo lugar no ranking das bibliotecas públicas do país, só ficando na frente do Amazonas. A matéria informa ainda que, com exceção da Biblioteca de Ceilândia, nenhuma outra está incluída no orçamento das administrações regionais, dependendo exclusivamente de doações para sobreviver.

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Claro que quem cultiva currais


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Rede Biblioteca Viva

Por força da lei eleitoral, retiramos do ar todos os posts de Pontos de Leitura e Bibliotecas da Comunidade Biblioteca Viva, uma vez que não temos o domínio dos sites destas instituições, linkados neste blog.


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Em dez anos, todas as escolas do país precisarão ter biblioteca

FOLHA DE S. PAULO – SP | COTIDIANO

 

Medida, prevista em lei, vale para colégios públicos e privados

DE BRASÍLIA

Todas as escolas do Brasil deverão ter bibliotecas daqui a dez anos. A medida está prevista em lei sancionada ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vale para todos os estabelecimentos, públicos e privados.

O acervo de livros deverá ter pelo menos um título para cada aluno matriculado.

Segundo o censo escolar, em 2008 apenas 37% das escolas de educação básica do país tinham biblioteca.

A pior situação é na região Norte, onde só 20% dos colégios oferecem esse tipo de estrutura. No Sul, que tem o melhor cenário, 58,6% das escolas possuem biblioteca.

Estudo recente do Ministério da Cultura mostra ainda que 21% das cidades não têm bibliotecas municipais.

O autor da lei sancionada ontem, deputado federal Lobbe Neto (PSDB-SP), admitiu que o prazo de dez anos para a instalação das bibliotecas é longo. De acordo com ele, o prazo original previsto no projeto era de cinco anos, mas acabou sendo alterado na tramitação do texto.

Marcelo Soares, diretor de políticas de formação e materiais didáticos da educação básica do Ministério da Educação, diz que a pasta colabora enviando acervo e recursos às administrações que pedem verba para biblioteca.

Ele afirma que a responsabilidade principal pelo cumprimento da lei é dos Estados e dos municípios, que têm a jurisdição sobre a maior parte das escolas do país.

Para ele, a biblioteca é indispensável mesmo com o avanço da internet, porque o acesso à rede é restrito no Brasil e o ideal é a convivência dos livros com a tecnologia digital. A taxa de escolas com biblioteca no país é quase a mesma da de escolas com acesso à internet (35%).


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Estantes virtuais

Correio Braziliense – DF, Nahima Maciel, em 24/5/2010

 

A digitalização de livros aumenta no mundo. No Brasil, as bibliotecas na internet contribuem para a democratização da informação 

O livro ainda não acabou, prateleiras de bibliotecas e livrarias continuam abarrotadas e nem o anúncio do sedutor iPad fez caírem os índices da lista dos mais vendidos do New York Times. Mas há, sim, uma batalha travada silenciosamente na galáxia do livro impresso. Enquanto se discute por aí se e-books vão substituir o papel, uma indústria paralela se prepara para digitalizar a maior quantidade de livros possível e coloca em pauta a mais importante das discussões sobre a ligação entre tecnologia e acesso à informação.

Disponibilizar o conhecimento na web é democratizar a informação, mas como fazê-lo? E nesse campo de batalha há pelo menos dois fronts bem definidos. De um lado está a lógica comercial, que aceita o risco de burlar os Direitos Autorais. Do outro, as instituições apegadas à ética da preservação do objeto e seu autor.

O Brasil ainda engatinha nessa trilha.

O projeto mais expressivo começou a ser realizado na Universidade de São Paulo (USP) no ano passado. A instituição disponibilizou na web 1.200 volumes da coleção de 40 mil títulos doada por José Mindlin em 2006. A biblioteca digital intitulada Brasiliana pode ser consultada por qualquer pessoa com acesso à internet e é um braço de projeto mais amplo que envolve a construção de um prédio para receber o acervo de Mindlin.

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Bibliotecas em segundo plano

Correio Braziliense – DF, Yale Gontijo, em 18/5/2010

 

Administrações regionais investem pouco na manutenção desses prédios públicos, que não têm orçamento próprio

Marília e Neuma são unidas pelo fato de frequentarem bibliotecas. Mesmo que por razões completamente diferentes. Os espaços onde as duas foram encontradas também têm algo em comum. Tanto a Dorina Nowill quanto a Monteiro Lobato são bons exemplos de bibliotecas públicas do Distrito Federal. Espaçosas, arejadas, bem iluminadas, acessíveis e organizadas, são espaços ideais para a prática da leitura e pesquisa.

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15 anos da Biblioteca Braille

A Biblioteca Braille Dorina Nowill está comemorando os 15 anos de sua fundação, por esse motivo a família Braille convida a todos para compartilhar deste momento de alegria.

 Dia: 21/05/2010

Horário: 14 às 16 hs

 LOCAL: Teatro da Praça – CNB 01 (ao lado da Biblioteca)  -  (Espaço Cultural de Taguatinga)

 

 


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Ministério da Cultura contempla 200 municípios em edital de modernização de bibliotecas

Crianças da Favela do Bode_Foto Luiz Avila001.Cena1_01A Fundação Biblioteca Nacional, vinculada ao Ministério da Cultura, publicou no Diário Oficial da União (Seção 3, páginas 20 a 22), do dia 5 de maio, a relação das propostas classificadas e desclassificadas do Edital Mais Cultura de Modernização de Bibliotecas Públicas Municipais. Os não classificados têm prazo de cinco dias úteis para interpor recurso contra a decisão.

Para atender um número maior de municípios com até 20 mil habitantes, o MinC dobrou o recurso do edital, para R$ 6,8 milhões, contemplando 200 bibliotecas públicas – a previsão anterior era de 100.

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Censo das bibliotecas repercurte nas rádios

As principais rádios do país divulgaram o 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais (BPMs), anunciado no último dia 30.

Ouça as matérias:

Rádio CBN

Band News

Jovem Pan


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