Revista História da Biblioteca Nacional – Edição especial sobre a trajetória de Euclides da Cunha
O escritor Euclides da Cunha é destaque de capa na edição de agosto da Revista de História da Biblioteca Nacional. Um dossiê, elaborado por pesquisadores e professores especializados, aborda diversos aspectos da vida e do legado deixado por este importante brasileiro, no ano em que é celebrado o centenário de sua morte.
A RHBN traz, ainda, as semelhanças entre os governos do presidente brasileiro Getúlio Vargas e do americano Franklin Delano Roosevelt, além da colaboração do Brasil para recuperar a economia dos Estados Unidos na crise financeira de 1929. Outros assuntos encontrados nesta edição são a obra pornográfica de João de Minas e a rede clandestina que resgatava escravos em São Paulo.
Na série sobre a vida de Euclides da Cunha, especialistas revelam o por que do escritor exercer fascínio mesmo depois de 100 anos de sua morte. Órfão aos 3 anos e libertário por natureza, foi na literatura que o carioca de Cantagalo atingiu seu ápice. Em 1902, Euclides da Cunha, então correspondente do Diário de S. Paulo (atual Estado de S. Paulo) seguiu para o interior da Bahia e descreveu, além da Guerra de Canudos, a vida do homem nordestino e a geografia do lugar no famigerado livro Os Sertões.
Morto em 1908 por um tiro disparado pelo amante de sua esposa, Euclides da Cunha é responsável por um legado que inclui festivais, centros culturais, Pontos de Cultura e mais recentemente, um longa-metragem sobre sua vida e obra entitulado A paz é dourada, de Noilton Nunes.
Na matéria Os inventores do ‘New Deal’, Flávio Limoncic, professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), aborda as semelhanças entre as políticas de Getúlio Vargas e do presidente norte-americano Franklin Roosevelt. A associação entre os dois líderes, deve-se pelo fato de ambos priorizarem o Estado em seus governos. Roosevelt cuidava da crise financeira que assolava seu país, enquanto Vargas industrializava o Brasil e o valorizava através de sua memória. Inclusive, foi neste período que criou-se o atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Os dois presidentes por diversas vezes encontraram-se, e o presidente americano não poupava elogios a Getúlio Vargas.
Outro destaque, contado pelo historiador Leandro Antonio de Almeida, é a vida de João de Minas. O escritor dos anos 1930, descrito como excêntrico pelos colegas, nasceu em Ouro Preto, em 1896. Teve sua trajetória cheia de reviravoltas e transitou entre os viés sertanista e político, além de destacar-se como autor de obras pornográficas. João de Minas morreu 1984 e permaneceu somente na memória dos que viram seus méritos em suas obras.
Em Quando o crime compensa, a professora aposentada da Universidade de São Paulo, Maria Lucia Montes, traz a história da Rede Clandestina que libertava escravos em resgates ousados. Liderado pelo ex-juiz e ex-delegado Antonio Bento, o grupo dos ‘caifazes’ armava sequestros, rebeliões e fugas em massa com a missão de libertar, prover o sustento e empregar os escravos que libertavam. A força abolicionista aconteceu em São Paulo no final do Século XIX.
Revista de História da Biblioteca Nacional – Lançada em 2005, a Revista oferece informação qualificada em dossiês, textos e artigos produzidos pelos mais importantes historiadores brasileiros. A publicação conta com a chancela e o acervo iconográfico da Fundação Biblioteca Nacional, instituição vinculada ao Ministério da Cultura. Especializada em História do Brasil, a publicação mensal é a única em seu segmento editorial. Pode ser adquirida em bancas de todo o país, por assinatura e na página eletrônica www.revistadehistoria.com.br.
(Comunicação Social/MinC)
(Fonte: RHBN)




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