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Encontro em Porto Alegre debaterá novo procedimento para cadastro de projetos culturais

O Ministério da Cultura, por meio da Representação Regional Sul e com o apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, promove reunião entre artistas, gestores e produtores culturais e o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do MinC, Henilton de Menezes. O encontro acontece no dia 22 de novembro, das 16h às 18h, no prédio da reitoria da UFRGS, em Porto Alegre.

Na pauta, os novos procedimentos da Instrução Normativa Nº 1, que objetiva desburocratizar a apresentação, recebimento, análise, aprovação, execução, acompanhamento e prestação de contas de projetos culturais, relativos ao mecanismo de Incentivo Fiscal do Programa Nacional de Apoio à Cultura – Pronac. 

Os interessados em participar devem se  inscrever enviando o nome, o estado e o telefone para o e-mail regionalsul@cultura.gov.br até às 18h do dia 19/11.

Serviço: 

Data: 22 de novembro de 2010

Horário: das 16h às 18h

Local: Av. Paulo Gama, 110, 2º Andar, sala João Farion, Prédio da Reitoria da UFRGS – Porto Alegre – RS.

Mais informações: (51) 3395 3423

Sheila Rezende em Notícias

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Alice Portugal altera critérios para financiar projetos culturais

Jornal da Câmara, em 11/11/2010

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) apresentou ontem à Comissão de Educação e Cultura substitutivo à proposta que cria um novo modelo para o financiamento de projetos culturais no País e revoga a Lei Rouanet (8313/91). O texto, que dá origem ao Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (Procultura), pretende aumentar a participação privada no custeio de produções culturais e descentralizar a aplicação dos recursos da área, que hoje se concentram nos estados da região Sudeste.

O Procultura muda o modelo de isenções fiscais concedidas pelo governo às empresas privadas que financiam projetos culturais. Hoje, existem faixas pré-fixadas de abatimento de imposto que variam de acordo com o tipo de produção artística financiada (dança, música, circo, etc.). A isenção pode chegar a até 100% do valor investido. Ou seja, no balanço final, as empresas podem imprimir suas marcas em projetos culturais sem dispor de recursos próprios.

Pelo substitutivo apresentado por Alice Portugal, os projetos culturais passam a ser avaliados por critérios que independem da modalidade artística. Segundo o novo modelo, uma comissão composta por governo e sociedade civil analisa os projetos segundo critérios objetivos, por exemplo: se a produção é independente, se o acesso ao espetáculo é gratuito, se o projeto alcança mais de uma região do País, se tem natureza experimental etc.

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Larissa dos Anjos em Notícias

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Comissões de Educação e Cultura debatem nova lei de incentivo à cultura

Um encontro promovido na câmara pela Comissão de Educação e Cultura fecha o ciclo de debates sobre a nova lei de incentivo à cultura. Assista reportagem do jornal Câmara Hoje, da TV Câmara, em 09/11/2010.

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Sheila Rezende em Notícias, Vídeos

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Procultura deve ser votado em até duas semanas na Comissão de Educação

Rádio Câmara – DF, Caroline Pompeu, em 9/11/2010

A Comissão de Educação e Cultura deverá votar em até duas semanas o projeto de lei que cria o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (Procultura)

Ouça, abaixo, a reportagem na íntegra.

Sheila Rezende em Notícias

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Confira os atuais incentivos e as mudanças pretendidas com o Procultura.

 Agência Câmara – DF

Cenário do incentivo à cultura hoje Mudanças pretendidas com o Procultura
  • A Lei Rouanet prevê três mecanismos de apoio à cultura: o Fundo Nacional de Cultura (FNC), com investimentos do Estado; os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart), que não foram implementados; e as doações ou patrocínios, que podem ser deduzidos do IR. Em 2008, o investimento de recursos públicos, por meio da renúncia fiscal, correspondeu a mais de 90% do total de recursos captados.
  • O objetivo é tornar o Fundo Nacional de Cultura o principal mecanismo de investimentos na cultural. Para isso, o PL prevê novas fontes de recursos para o FNC, como: recursos provenientes da arrecadação da Loteria Federal da Cultura, a ser criada por lei específica; dos resultados econômicos de projetos culturais que receberam recursos do FNC; dos empréstimos de instituições financeiras e outras entidades.
  • O incentivo à cultura baseado na renúncia fiscal revelou-se mais atraente do que outros mecanismos, pela possibilidade de abatimento do Imposto de Renda de até 100% do valor doado ou patrocinado. Apenas seis setores da cultura podem ter abatimento de 100% do IR; para as outras áreas, a dedução permitida é de 30%. A possibilidade de dedução de 100% significa que é permitida ao incentivador a opção de não dispor de recursos próprios para o projeto incentivado.
  • Foram criadas três faixas para dedução do imposto de renda: 40% (para patrocínios) , 60% e 80% (para doações). Nenhum projeto terá 100% de renúncia fiscal, e o percentual de renúncia estará relacionado com o mérito, e não com a área cultural. Para os Ficart se tornarem mais atraentes para o investidor, entre 2010 e 2013, o percentual de renúncia fiscal será de 100% dos valores despendidos em projetos culturais. Em 2014 o percentual cai para 75%.
  • Embora 90% do investimento em cultura hoje seja investimento público (principalmente via renúncia fiscal), a decisão final sobre a destinação dos recursos fica, em última análise, a cargo de empresas. Muitos críticos à lei interpretam que, em sua forma atual, a norma implica a desresponsabilização do Estado na destinação dos recursos.
  • O objetivo é reduzir os patrocínios – que privilegiam iniciativas que trazem ganho de imagem à empresa – e valorizar a dimensão cultural dos projetos. Para isso, 80% dos recursos do FNC serão destinados a projetos da sociedade não vinculados a co-patrocinador ou ao poder público (deduzidos os 30% dos fundos de estados, DF e municípios).
  • Durante os 18 anos de vigência da Lei Rouanet, a região Sudeste concentrou cerca de 80% dos recursos para cultura captados via renúncia fiscal. Em 2009, a Região Norte recebeu 0,45% dos incentivos; o Centro-Oeste, 3,84%; o Nordeste, 6,91%; e a Região Sul, 9,69%. A Lei Rouanet não trata da alocação regional dos recursos.
  • No mínimo 10% dos recursos do FNC serão aplicados em cada região do País. Adicionalmente, 30% dos recursos do FNC serão transferidos para fundos públicos dos estados, Distrito Federal e municípios para o financiamento de projetos culturais escolhidos por cada ente federado mediante seleção pública.
  • Durante a vigência da Lei Rouanet, 50% dos recursos obtidos com a renúncia fiscal foram concentrados em 3% dos autores de projetos culturais. Grandes produções receberam mais da metade do total de investimentos realizados via renúncia fiscal. Muitos críticos dizem que os recursos são muito voltados para as artes consideradas eruditas, e pouco às culturas populares e tradicionais.
  • Serão criados oito fundos setoriais: das Artes Visuais; das Artes Cênicas; da Música; do Acesso e Diversidade; do Patrimônio e Memória; da Literatura e Humanidades; de Ações Transversais e Equalização; e de Incentivo à Inovação do Audiovisual. Cada fundo terá de 10% a 30% do FNC, assegurando-se recursos mínimos para todos os setores culturais.
  • Segundo dados do IBGE, apenas 14% dos brasileiros frequentam regularmente cinemas; 96% nunca frequentaram museus; 93% nunca foram a uma exposição de arte; 78% nunca assistiram a um espetáculo de dança; a média de leitura no país é de 1,8 livros por ano.
  • O projeto cria o Vale-Cultura, a ser instituído por lei específica (PL 5798/09). O vale, no valor de R$ 50, visa ampliar o consumo de produtos culturais por parte da população. O vale será custeado pelo governo, empresas e trabalhadores, por meio da renúncia fiscal.

Sheila Rezende em Notícias

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Proposta muda modelo de isenção fiscal para a cultura

Agência Câmara – DF, Carolina Pompeu, em 9/11/2010

A proposta (PL 6722/10) que cria o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (Procultura) também muda o esquema de isenções fiscais previsto na Lei Rouanet. Hoje, o percentual de isenção varia de acordo com o tipo de manifestação artística (dança, teatro, circo, música, etc). (…)

Para o diretor superintendente do Instituto Itaú Cultural, Eduardo Saron, a medida representa um “avanço importante”. “Não faz sentido tratar as áreas de expressão das artes de maneiras diferentes até porque essas fronteiras estão hoje menos nítidas. Cada vez mais as modalidades artísticas se mesclam e complementam”, sustentou.

A medida é benéfica também para os produtores independentes, segundo o ator e presidente da Associação de Produtores Teatrais Independentes, Odilon Wagner. “As produções independentes passam a obter maiores pontuações para requerer investimentos, se comparadas a outros tipos de produções. Dessa forma, com maiores percentuais de isenção, vamos ser mais competitivos para os patrocinadores, já que hoje somos os últimos da linha de produção”, explicou.

Leia aqui a matéria na íntegra.

Sheila Rezende em Notícias

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Relatora deve apresentar parecer sobre Procultura amanhã

Agência Câmara – DF, Carolina Pompeu, em 9/11/2010

Alice Portugal espera que a Comissão de Educação e Cultura vote em até duas semanas seu parecer sobre as propostas (PL 6722/10 e outros) que alteram a política nacional de financiamento de produções culturais.

ProCultura Bsb

Criação do Procultura foi tema de debate no Auditório Nereu Ramos.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) afirmou nesta terça-feira que deverá apresentar amanhã à Comissão de Educação e Cultura seu relatório sobre as propostas (PL 6722/10 e outras) que criam o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (Procultura) e alteram a política de financiamento das produções culturais. Segundo a relatora, o colegiado deverá votar o texto em até duas semanas.

Alice Portugal adiantou que seu parecer será favorável à criação do Procultura, mas com um substitutivo. O programa deverá substituir o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), previsto na Lei Rouanet (8.313/91), que será extinta.

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Sheila Rezende em Notícias

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Sai plano nacional de cultura

O Estado de S.Paulo – SP, Jotabê Medeiros, em 10/11/2010

Com força constitucional, legislação cria metas para próximos 10 anos a todas instâncias públicas

O Congresso aprovou ontem, por unanimidade, o Plano Nacional de Cultura (PNC) em caráter terminativo – agora, só falta a sanção presidencial. Assim como outros planos de políticas públicas (Plano Nacional de Saúde e Plano Nacional de Educação), o PNC estabelece metas obrigatórias para os próximos dez anos na área cultural. (…)

Entre os projetos vitais para o MinC, em tramitação no Congresso, estão o ProCultura (que reforma a antiga Lei Rouanet e cria fundos de incentivo direto); o Vale Cultura (adoção de um vale, semelhante aos vales-refeição, que dará R$ 50 para os trabalhadores adquirirem ingressos de cinema, teatro, museu, shows, livros e outros produtos culturais); a criação do Sistema Nacional de Cultura (que formaliza a cooperação entre União, Estados e municípios); e a PEC 150, que estabelece piso mínimo de 2% do orçamento federal, 1,5% do estadual e 1% do municipal para a cultura. Juca Ferreira participou da criação de todos eles, primeiro como secretário executivo da gestão Gilberto Gil, depois como seu sucessor.

Pré-Sal. Juca Ferreira também lutou pela inclusão da Cultura no Fundo Social do Pré-Sal (projeto de lei 5940/09), que já foi aprovado com emendas no Senado Federal e retornou à Câmara dos Deputados para apreciação das modificações.

Leia aqui a matéria na íntegra.

Sheila Rezende em Notícias

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Cultura se movimenta para tentar sair da lama

Jornal do Brasil – RJ, Ana Paula Siqueira, em 10/11/2010

(…) Segundo o Ministério da Cultura (MinC), apenas 14% dos brasileiros vão ao cinema ao menos uma vez por mês, 92% nunca frequentaram museus, 93% nunca foram a uma exposição de arte e 78% nunca assistiram a um espetáculo de dança. Mas a economia da cultura no Brasil já responde por cerca de 5% dos trabalhadores. Justamente por isso, quem entende do assunto afirma que, tão importante quanto viabilizar as produções, é fomentar o acesso da população como um todo aos bens culturais – o que tem como pré-requisito a descentralização dos patrocínios. Nos últimos anos, a região Sudeste foi responsável por mais de 70% das capitalizações amparadas pela Lei Rouanet, apesar de responder por pouco mais de 42% da população.

No Congresso, uma série de propostas tramita visando mudar esse quadro. Entre elas, o Plano Nacional de Cultura (PNC), aprovado ontem no Senado. O PNC define as diretrizes da política cultural para os próximos dez anos. Na Câmara, o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (ProCultura) tem por objetivo sanar as lacunas deixadas pela Lei Rouanet, além de democratizar a disponibilização de recursos. Outro projeto para facilitar o acesso é o que cria o Vale-Cultura. A ideia é conceder crédito de R$ 50 mensais para que os trabalhadores possam ir ao cinema, comprar livros ou assistir a espetáculos.

Leia aqui a matéria na íntegra.

Sheila Rezende em Notícias

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Nova Lei da Cultura é debatida na CEC da Câmara dos Deputados

O Congresso Nacional retomou nesta terça-feira, 9 de novembro, a agenda de votações de projetos relacionados à cultura. Durante a manhã, o Senado aprovou por unanimidade, em caráter terminativo, o Plano Nacional de Cultura (PNC), primeiro passo para a criação o Marco Legal para a Cultura no Brasil. Mais tarde, na Câmara dos Deputados, a Comissão de Educação e Cultura (CEC) discutiu a minuta do Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (ProCultura), que também deve entrar na pauta de votações da Casa em breve.

O objetivo do encontro foi concluir uma etapa de debates e sugestões de melhorias do projeto de lei que começou no primeiro semestre do ano e foi realizado nas principais capitais brasileiras. Em 2009, a minuta da proposta havia sido submetida à consulta pública e, nesta fase, recebeu mais de 2 mil contribuições por parte da sociedade.

“Esse texto é um avanço para a política cultural do Brasil, principalmente para os produtores independentes”, ressaltou o ator Odilon Wagner, que também se manifestou sobre a IN nº 1, elaborada para desburocratizar a Lei Rounet. “A IN vai contra o Pró-Cultura e precisa ser discutida antes de o projeto entrar em vigor”, salientou.

ProCultura

O ProCultura é um projeto de lei (PL 6722/2010) que visa modernizar a principal legislação de fomento e incentivo à cultura do país. As mudanças objetivam aprimorar a distribuição de verbas públicas para os fundos culturais, através de critérios de fortalecimento e desburocratização do Fundo Nacional de Cultura, além de promover a democratização do acesso à produção cultural.

O secretário executivo do Ministério da Cultura, Alfredo Manevy, que fez a apresentação do ProCultura  aos parlamentares e convidados durante a audiência, falou sobre a proposta: “Não se trata apenas de uma mudança de na Lei, mas do reconhecimento da grandeza cultural do Brasil”, observou.

Após ser analisado pela Comissão de Educação e Cultura o projeto segue para apreciação na comissão de Finanças e Tributações de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ir para o Senado.

Sheila Rezende em Notícias

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