Publicado em 12 de mai de 2009
O papel do artista, o papel do público e o papel do Estado
Alguns trechos do discurso do ministro da Cultura, Juca Ferreira, durante cerimônia de posse da diretoria do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), aprovado por unanimidade no Congresso Nacional, no final do ano passado.
“É muito bom podermos comemorar esses ganhos, porque, aos poucos, a sociedade brasileira vai percebendo que o Estado tem um papel essencial em garantir e estimular a diversidade e o desenvolvimento cultural.(…)
“Criar, fazer e definir obras, temas e estilos é papel dos artistas e dos que produzem cultura. Escolher o que ver, ouvir e sentir é papel do público. Criar condições de acesso, produção, difusão, preservação e livre circulação, regular as economias da cultura para evitar monopólios, exclusões e ações predatórias, democratizar o acesso aos bens e serviços culturais, isso é papel do Estado.
“Houve um tempo, presidente, e ainda há algumas pessoas que pensam assim, que toda vez que falávamos em política cultura,l alguém levantava o fantasma do “dirigismo”. Infelizmente, esse medo, de que algum governo venha a tentar direcionar a produção cultural, está baseado em um componente real do passado. A sociedade brasileira não tem um histórico de relação de confiança com o Estado e ainda muitos de nós guardamos a memória de um passado recente de autoritarismo.
“Mas, no seu governo, conseguimos construir políticas públicas com transparência e abertura inéditas, o que está ajudando a superar esse fantasma. Está sendo assim no caso da modernização que propomos para a Lei Rouanet. Há poucos dias, concluímos a consulta pública sobre o projeto do governo federal para o aperfeiçoamento desta lei, que rege os instrumentos de fomento à cultura no país.”
danielmerli em Notícias