O secretário do Audiovisual do MinC, Silvio Da-Rin
Em sua fala de encerramento do Seminário, o secretário Silvio Da-Rin apontou caminhos para ação do poder público a partir dos desafios identificados pelos dois dias de apresentações de cases e debates.
Dos problemas, destacou três:
- fluxo financeiro e tributação
- custo de mão-de-obra e de serviços
- dificuldades para circulação de bens e serviços.
Como encaminhamentos necessários, apontou outros três:
- desenvolver modelos de negócio capazes de atrair empresas com interesse em co-produção internacional,
- instituição de consultoria jurídica para levantar e sistematizar regimes de produção audiovisual estrangeiros. Para o secretário, os Programas Setoriais de Exportação são locus adequados para que esse tipo de instrumento ajude a solucionar pequenos gargalos.
- capacitação: o foco dos programas setoriais precisa ser, também a formação, para que sejam políticas estruturantes para o setor. Para o secretário, tão importante quanto os espaços permanentes de participação brasileira, a cada ano, nas mostras e feiras internacionais, é que se desenvolva, entre os produtores brasileiros, uma cultura de co-produção.
ESPAÇOS IMPORTANTES
Para Da-Rin, foi surpreendente que não tenham sido muito citadas nas discussões as instâncias internacionais - como a Conferência das Autoridades Audiovisuais e Cinematográficas da Ibero-américa (CAACI), a Reunião Especializadas das Autoridades Audiovisuais e Cinematográficas do Mercosul (RECAM), e a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
“Nos três organismos, a SAv vem desenvolvendo alguma relação. Existe a possibilidade de criação de um fundo de co-produção no âmbito da CAACI” que, segundo o secretário, já tem a experiência exitosa do DOCTV IB, realizado através de um fundo que permite um “aproveitamento muito efetivo dos recursos materiais e financeiros.”
CPLP
Da-Rin relatou que, nas últimas semanas, houve avanços significativos para a criação do DOCTV CPLP, com forte protagonismo de Portugal e a perspectiva da criação de um fundo para possibilitar a realização do novo programa.
Serão convocados, para a nova edição do DOCTV, os oito países da CPLP e Macau, na China.
FUNDO IBERMEDIA
O secretário avalia que o Fundo Ibermedia “foi reconhecido por todos nós como tendo importância grande”. A questão da distribuição das produções realizadas com estes recursos, no entanto, ainda precisa ser melhor estruturada, na avaliação de Da-Rin.
FUNDO SETORIAL DO AUDIOVUSAL e CO-PROD
O Fundo está estruturado em três programas:
- Prodecine, voltado ao cinema
- Prodav, para o campo audiovisual em geral
- Proinfra, de infra-estrutura
“Os três têm relação direta com o que conversamos aqui, porque prevêem co-produções. Acredito que a tendência seja estabelecer montantes destinados a filmes que já tenham obtido parceiros internacionais”, disse Da-Rin
APROVAÇÃO NO CONSELHO SUPERIOR DE CINEMA
Acredito que o Conselho Superior de Cinema, que voltou a se reunir em setembro, também é auspicioso, porque um colegiado desse nível certamente é o melhor ambiente para que se aprove a política externa para o campo audiovisual”, avaliou o secretário.
2o FÓRUM DE TVS PÚBLICAS
Convocado pela sociedade civil, o 2o Fórum de TVs Públicas previsto para abril ou maio de 2009, deverá tratar de questões ligadas à co-produção.
“Creio que devamos sublinhar a co-produção internacional como uma das características da TV Pública”, disse.