Ministério da Cultura

Publicado em 28/10/2008

Veja aqui os arquivos que os palestrantes utilizaram nas apresentações:

priscila.sav em Notícias, Textos de Apresentação

PAINEL TV 2:

Equador
Léo Edde - Urca Filmes

PAINEL TV 3:

O Mistério do Poço Azul
Mauricio Dias - Sócio, Produtor Executivo e Diretor de Filmes da Grifa-Mixer
Stéphane Millière - Gédéon Programmes - França

PAINEL CINEMA 1:

Cidade de Plástico
Fabiano Gullane - Produtor da Gullane Filmes
François Silva - França/Portugal


PAINEL CINEMA 2:

Ensaio sobre a Cegueira
Andréa Barata Ribeiro - Sócia Fundadora e produtora da O2 Filmes
Niv Fichman - Rhombus Media - Canadá


PAINEL CINEMA 4:

Estômago
Cláudia da Natividade - Fundadora da Zencrane e Produtora do Filme
Alessandro Mascheroni - Indiana - Itália


PAINEL CINEMA 5:

Diário de um Novo Mundo
Beto Rodrigues - Diretor Geral e Produtor da Panda Filmes
Horácio Grinberg - Clips Producciones - Argentina (dados sobre co-produções no Mercosul)

DEBATE SOBRE CO-PRODUÇÂO E CINEMA:

Leonardo Monteiro de Barros - Conspiração Filmes
André Sturm - Cinema do Brasil
Alberto Flaksman - Ancine

Publicado em 30/09/2008

Mercosul e União Européia anunciam cooperação de € 1,5 milhão

diego.sav em Notícias

Cinematecas e animação são foco de programas da Reunião Especializada de Autoridades dos países do bloco

O 13º encontro da Reunião Especializada de Autoridades Cinematográficas e Audiovisuais do Mercosul (RECAM) foi iniciado na manhã desta segunda-feira, 29 de setembro, no Rio de Janeiro, com participação de autoridades audiovisuais da Argentina, Brasil, Chile, Uruguai e Venezuela. Na ocasião, foi anunciado o Programa Mercosul Audiovisual, que permitirá investimentos de quase € 2 milhões em ações de cooperação audiovisual entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, durante o triênio 2009-2011.

Até o final do ano, será firmado acordo entre Mercosul e União Européia para a realização do programa, que tem como objetivo: harmonizar a legislação audiovisual nos países do Mercosul; fortalecer as capacidades do Observatório MERCOSUR Audiovisual, através da coleta e compatibilização de dados da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, membros plenos do Mercosul, aos quais o convênio é destinado; permitir maior circulação de conteúdos audiovisuais; desenvolver ações de preservação do patrimônio audiovisual e de capacitação técnica e profissional do setor. A União Européia irá aportar € 1,5 milhão e o Mercosul contribuirá com € 360 mil.

A Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura estruturou o Convênio do Programa Mercosul Audiovisual, que será assinado através do Grupo Mercado Comum do Ministério das Relações Exteriores. O Instituto Nacional de Cinematografía y Artes Audiovisuales (INCAA/Argentina) será responsável pela gestão desse Convênio, a partir de Buenos Aires; a Agência Nacional de Cinema (Ancine) abrigará o Observatório MERCOSUR Audiovisual e diversas instituições paraguaias estarão encarregadas das atividades de formação na região, em conjunto com o Uruguai.

Para o ministro da Cultura, Juca Ferreira, “esta ação se insere numa lógica muito mais ampla de aproximação constante dos países do Mercosul, de integração internacional e de formação de um bloco econômico e cultural mais sólido”. Em seu discurso, durante a abertura do encontro, Ferreira destacou o momento propício para a estruturação de ações no Mercosul. “Nós estamos vivendo exatamente o momento de tentar ultrapassar o limite da manifestação da intenção de cooperação, para definir um programa prático em cada uma dessas áreas”, disse o ministro.

Leia a íntegra do discurso do ministro da Cultura.

O secretário do Audiovisual do MinC, Silvio Da-Rin, avalia que o Programa vai garantir não apenas uma integração mais concreta do bloco de países latino-americanos, mas também uma presença mais forte da produção audiovisual do Mercosul no mercado internacional. Para o secretário Da-Rin, com essa ação a RECAM se afasta do plano retórico e se encaminha para uma intervenção mais real.

Na ocasião, o ministro Juca Ferreira apresentou os projetos do Brasil para a Presidência Pro Tempore, exercida até dezembro. O Programa Animasul prevê ações de capacitação, co-produção, distribuição internacional e difusão na televisão pública de séries de animação, com o lançamento de um edital nos moldes do DOCTV.  Com foco nas cinematecas, a segunda proposta prevê o intercâmbio de conhecimento em ações de documentação, catalogação, restauração, digitalização, difusão e interface entre sistemas, com a participação de técnicos dos países do Mercosul em oficinas a serem realizadas na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

Também participaram da mesa de abertura Alberto Flaksman, assessor internacional da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Eva Piwowarski, da Secretaria Técnica da RECAM, e Pedro Rosa, gerente internacional da Secretaria do Audiovisual do MinC.

RECAM - A Reunião Especializada de Autoridades Cinematográficas e Audiovisuais do Mercosul (RECAM) foi criada em dezembro de 2003 pelo Grupo do Mercado Comum - órgão executivo do Mercosul - com o objetivo de criar um instrumento institucional para avançar no processo de integração das indústrias cinematográficas e audiovisuais da região. É um órgão consultivo, formado pelas autoridades máximas nacionais na matéria. Durante a Presidência Pro Tempore brasileira no Mercosul, o secretário do Audiovisual preside o órgão audiovisual do mercado regional, chamado RECAM.

Publicado em 29/09/2008

Encaminhamentos do Seminário de Co-Produção Internacional

diego.sav em Notícias

Autoridades governamentais propõem ações para expansão de acordos do setor em outros países

As discussões realizadas durante o Seminário de Co-Produção Internacional, no Rio de Janeiro, foram avaliadas por Silvio Da-Rin, secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura (MinC); por Manoel Rangel, presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine); e pela ministra Eliane Zugaib, da Divisão de Promoção do Audiovisual do Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Em seu pronunciamento no encerramento do Seminário, o secretário Silvio Da-Rin apontou caminhos para ação do poder público a partir dos desafios identificados nos dois dias de apresentações de cases e de debates. Dentre os problemas, destacou três: fluxo financeiro e tributação; custo de mão-de-obra e de serviços; e dificuldades para circulação de bens e serviços.

E apontou outros três, como encaminhamentos necessários: desenvolvimento de modelos de negócio capazes de atrair empresas com interesse em co-produção internacional; instituição de consultoria jurídica para levantar e sistematizar regimes de produção audiovisual estrangeiros - os Programas Setoriais de Exportação são locus adequados para que esse tipo de instrumento que ajude a solucionar pequenos gargalos; e capacitação - o foco dos programas setoriais precisa ser, também, a formação para que sejam políticas estruturantes para o setor.

Para Da-Rin, tão importante quanto os espaços permanentes de participação brasileira, a cada ano, nas mostras e feiras internacionais, é que se desenvolva, entre os produtores brasileiros, uma cultura de co-produção.

O que o governo pode propiciar são condições, o ambiente e os caminho pelos quais o esforço dos produtores toma corpo, enfatizou Manoel Rangel. “É, também, criar um caminho para que o esforço empreendedor se realize em acordos e encontre parcerias sólidas. Nós podemos dizer que estamos contentes porque temos tido amplas respostas para esses esforços do setor produtivo. São o esboço consistente de um processo de mudança de mentalidade do nossos produtores, dos nossos agentes econômicos, para buscar mais amplamente e da circulação internacional dos nossos produtos.”

O presidente da Ancine lembrou, ainda, que é preciso ter presente que a internacionalização da nossa produção tem a ver com agregar talentos, qualidades técnicas, capitais, mercados, possibilidades de expansão e de circulação do nosso produto que tem impactos econômicos e culturais.

Por sua vez, a ministra Eliane Zugaib destacou a importância de ampliar a aproximação e procurar abrir canais de intercâmbio audiovisual nos países onde há postos diplomáticos. “O MRE precisa identificar os interlocutores adequados para iniciarmos esse tipo de atividade e aprofundarmos acordos bilaterais que englobem todo o setor audiovisual.”

(Por Marcelo Lucena e Priscila D. Carvalho - MinC)

Publicado em 28/09/2008

Encontro de produtores do Mercosul

priscila.sav em Notícias

Começou na manhã deste domingo, 28, o II Encontro de Produtores do Mercosul.

São 44 produtores, vindos de 10 países - aqueles pertencentes e associadas ao Mercado, mais os convidados Peru, Equador e Colômbia.

“Desejamos que se encontrem, firmem parcerias e saiam daqui com muitos projetos comuns compartilhados”, disse Manoel Rangel na abertura.

Para Silvio Da-Rin, o encontro faz parte do processo em que o Mercosul assume preocupações com aspectos sociais e culturais, seguindo aquilo que foi desenvolvido na 1 Cúpula Social do Mercosul, em 2006. Está entoado, também, com a diretriz do Ministério da Cultura de fortalecer a Convenção da Diversidade Cultural, da Unesco: “Isso dá sentido à preocupação fundamental de fazer frente à ocupação extremada de nossas telas do Sul pela cinematografia norte-americana”, disse.

A perspectiva é que o encontro - que para Da-Rin e Rangel fortalece a Recam e amplia a legitimidade da reunião das autoridades - torne-se regular.

Publicado em 28/09/2008

Balanço final das autoridades

marcelo.sav em Imprensa, Notícias

As discussões realizadas durante o Seminário de Co-Produção foram avaliadas pelo secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Silvio Da-Rin, pelo presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Manoel Rangel e pela ministra Eliane Zugaib, do Ministério das Relações Exteriores.

Conheça abaixo, algumas conclusões feitas pelas autoridades governamentais sobre os debates realizados em dois dias de encontro.

O presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Manoel Rangel

O que nós, como governo, podemos propiciar, são condições, o ambiente, o caminho pelos quais o esforço de vocês, produtores, toma corpo.

É também criar um caminho para que o esforço empreendedor se realize em acordos e encontre parcerias sólidas. Nós podemos dizer que estamos contentes porque temos tido amplas respostas para esses esforços do setor produtivo. São o esboço consistente de um processo de mudança de mentalidade do nossos produtores, dos nossos agentes econômicos, para buscar mais amplamente e da circulação internacional dos nossos produtos.

FOCO INTERNACIONAL
“É preciso ter presente que a internacionalização da nossa produção tem a ver com agregar talentos, qualidades técnicas, capitais, mercados, possibilidades de expansão e de circulação do nosso produto que tem impactos econômicos e culturais.

Nós da Ancine, desde a criação, passamos dar uma atenção grande à operação internacional. O fizemos na compreensão de que ao mesmo tempo em que se movia a questão da construção do acompanhamento no mercado, o desenvolvimento desse mercado e a busca desse crescimento, era preciso estar circulando na seara internacional. Foi por esse motivo que se tomou a decisão de voltar ao Ibermedia, depois que o Brasil interrompeu sua participação; que se tomou a decisão de retomar o edital Brasil-Portugal e a decisão de construir um acordo bilateral de distribuição com a Argentina.

ATUALIZAÇÂO DOS ACORDOS
A co-produção internacional ficou por um longo tempo em segundo plano. Tanto que nós sobrevivemos por largo tempo com acordos inexeqüíveis , completamente desatualizados das práticas internacionais. Então, vem havendo um ciclo de atualizações desses acordos, exatamente porque passamos a fazer uso deles. Não adianta ter acordo de co-produção se eles não forem utilizados, se não há produtores que necessitem deles.

IMPORTÂNCIA DO MERCADO INTERNO
É o mercado interno que nos fortalece e dá condição para ocuparmos melhores posições no mercado internacional. Quando demonstramos a vitalidade do mercado interno, crescem as possibilidades de negócios para terceiros, cresce o interesse para que eles venham para o nosso país.

(Marcelo Lucena e Priscila D. Carvalho - MinC)

Publicado em 28/09/2008

priscila.sav em Notícias

O secretário do Audiovisual do MinC, Silvio Da-Rin

Em sua fala de encerramento do Seminário, o secretário Silvio Da-Rin apontou caminhos para ação do poder público a partir dos desafios identificados pelos dois dias de apresentações de cases e debates.

Dos problemas, destacou três:

- fluxo financeiro e tributação

- custo de mão-de-obra e de serviços

- dificuldades para circulação de bens e serviços.


Como encaminhamentos necessários, apontou outros três:

- desenvolver modelos de negócio capazes de atrair empresas com interesse em co-produção internacional,

- instituição de consultoria jurídica para levantar e sistematizar regimes de produção audiovisual estrangeiros. Para o secretário, os Programas Setoriais de Exportação são locus adequados para que esse tipo de instrumento ajude a solucionar pequenos gargalos.

- capacitação: o foco dos programas setoriais precisa ser, também a formação, para que sejam políticas estruturantes para o setor. Para o secretário, tão importante quanto os espaços permanentes de participação brasileira, a cada ano, nas mostras e feiras internacionais, é que se desenvolva, entre os produtores brasileiros, uma cultura de co-produção.


ESPAÇOS IMPORTANTES
Para Da-Rin, foi surpreendente que não tenham sido muito citadas nas discussões as instâncias internacionais - como a Conferência das Autoridades Audiovisuais e Cinematográficas da Ibero-américa (CAACI), a Reunião Especializadas das Autoridades Audiovisuais e Cinematográficas do Mercosul (RECAM), e a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“Nos três organismos, a SAv vem desenvolvendo alguma relação. Existe a possibilidade de criação de um fundo de co-produção no âmbito da CAACI” que, segundo o secretário, já tem a experiência exitosa do DOCTV IB, realizado através de um fundo que permite um “aproveitamento muito efetivo dos recursos materiais e financeiros.”


CPLP
Da-Rin relatou que, nas últimas semanas, houve avanços significativos para a criação do DOCTV CPLP, com forte protagonismo de Portugal e a perspectiva da criação de um fundo para possibilitar a realização do novo programa.

Serão convocados, para a nova edição do DOCTV, os oito países da CPLP e Macau, na China.


FUNDO IBERMEDIA
O secretário avalia que o Fundo Ibermedia “foi reconhecido por todos nós como tendo importância grande”. A questão da distribuição das produções realizadas com estes recursos, no entanto, ainda precisa ser melhor estruturada, na avaliação de Da-Rin.


FUNDO SETORIAL DO AUDIOVUSAL e CO-PROD
O Fundo está estruturado em três programas:
- Prodecine, voltado ao cinema
- Prodav, para o campo audiovisual em geral
- Proinfra, de infra-estrutura

“Os três têm relação direta com o que conversamos aqui, porque prevêem co-produções. Acredito que a tendência seja estabelecer montantes destinados a filmes que já tenham obtido parceiros internacionais”, disse Da-Rin

APROVAÇÃO NO CONSELHO SUPERIOR DE CINEMA
Acredito que o Conselho Superior de Cinema, que voltou a se reunir em setembro, também é auspicioso, porque um colegiado desse nível certamente é o melhor ambiente para que se aprove a política externa para o campo audiovisual”, avaliou o secretário.

2o FÓRUM DE TVS PÚBLICAS
Convocado pela sociedade civil, o 2o Fórum de TVs Públicas previsto para abril ou maio de 2009, deverá tratar de questões ligadas à co-produção.

“Creio que devamos sublinhar a co-produção internacional como uma das características da TV Pública”, disse.

Publicado em 28/09/2008

priscila.sav em Notícias

A ministra Eliane Jugaib, do Ministério das Relações Exteriores

Para Zugaib, o MRE deve ampliar a aproximação e procurar abrir canais de intercâmbio audiovisual nos países onde há postos diplomáticos.

O MRE precisa identificar os interlocutores adequados para inciarmos esse tipo de atividade e precisamos aprofundar acordos bilaterais que englobem todo o setor audiovisual

Ela citou a experiência da presença do Brasil como foco no Festival de Roma de 2008. “É um exemplo de que podemos continuar abrindo caminho para o setor de audiovisual”.

(Marcelo Lucena - Acom- MinC)

Publicado em 27/09/2008

Espanhol na co-prod e a televisão foram discutidos na mesa sobre cinema

marcelo.sav em Imprensa, Notícias

Algumas questões sobre a co-produção no cinema foram destacadas na mesa conduzida por  Leonardo Monteiro de Barros (Conspiração Filmes), pelo produtor e presidente do Sindicato da Indústria Cinematográfica do Estado de São Paulo, André Sturm, e pelo assessor internacional da  Agencia Nacional de Cinema (Ancine), Alberto Flaksman.

O Leonardo Monteiro de Barros (Conspiração Filmes) apresentou diversos dados sobre o mercado europeu. Dentre eles, o percentual de filmes europeus lançados naquele continente entre 2002 e 2005 subiu de 15% para 21% do total de títulos lançados no período. Dois terços dos filmes latino-americanos que tiveram distribuição na Europa entre 2002 e 2006 eram de co-produção com países europeus. Monteiro de Barros ressaltou, ainda, que a língua espanhola “é um idioma que funciona na co-produção nos Estados Unidos”.  

André Sturm, que também coordena o programa setorial de exportaçáo Cinema do Brasil, enfatizou a questão das diferenças nos acordos de co-produção internacional, as taxas da Receita Federal, a criação de fundo específico. “Apesar de todos esses gargalos, eu queria destacar que o cinema brasileiro tem melhorado e, com isso, a co-produção tem efetivado parceiros concretos”.

O assessor internacional da Ancine, Alberto Flaksman, lembrou que os acordos de co-produção precisam caminhar no sentido de inclusão da televisão. “Precisamos amadurecer esse tipo de ação e conhecer os países com os quais podemos fazer esse tipo de ação. A Ancine tem uma diretriz clara, andar nesse sentido de fazer mais acordos e encontros de co-produção nesses países para fortalecer esse setor”, disse, ao lembrar que o cinema e a televisão devem integrar-se de maneira adulta no mercado mundial.

(Marcelo Lucena-Ascom/MinC)

Publicado em 27/09/2008

Números da co-produção no Mercosul

priscila.sav em Notícias

Grinberg apresentou números da co-produção na Argentina

Foram 200 co-produções entre Argentina e Espanha, das quais 112 aconteceram nos últimos 8 anos.

Com Brasil, a Argentina teve 28 co-produções no total, sendo que 10 foram realizadas nos últimos 8 anos.

Os países com maior número de obras conjuntas são Espanha, Franca, EUA, Uruguai. O Brasil só aparece depois de Alemanha e Itália.

No interior do Mercosul

Houve 73 produções no Mercado Comum do Sul nos últimos oito anos. A maioria incluiu países europeus. Mais precisamente: menos da metade foi produzida sem participação européia.

 Os anos de 2003 e 2004 foram anos de melhor resultado de Market Share no Brasil e na Argentina. Também foram os anos com maior número de obras realizadas em conjunto pelos dois países. Com a crise, serviços na Argentina estavam baratos para europeus, o que também atraiu co-produções com a Europa.

 ”O interessante é que a maior parte das co-produções da Argentina não são com Brasil. Da mesma forma, o Brasil também co-produz mais com outros países, como o Chile, do que com a Argentina. Apesar de estarmos perto, a tendência é buscar co-producoes fora”, avaliou Grinberg.  Para ele, ambos os países olham mais para a Europa do que para si. “Talvez seja pela busca de recursos”, ponderou. O produtor questionou também a explicação das diferenças idiomáticas. Para ele, há preconceito com idioma, mas esta barreira existe também com países como Reino Unido e Itália e, ainda assim, há mais co- produções com esses países.

 (Priscila D.Carvalho, SAv-MinC)

Publicado em 27/09/2008

Diário: Ibermedia foi importante para entrada da Argentina no projeto

priscila.sav em Notícias

Um dos primeiros desafios para realizar Diário de um novo mundo foi a aprovação do projeto no Instituto Nacional de Cinema e Audiovisual Argentino (INCAA), porque o diretor e maior parte do elenco não eram argentinos e o filme seria rodado no Brasil. Desde o início da parceria, o produtor argentino Horácio Grinberg (Clips Producciones) achou que seria difícil obter dinheiro para o projeto em seu país, porque a única fonte é o INCAA e há uma quantidade grande de produtores buscando recursos ali.

Em sua fala durante o Seminário, Grinberg foi categórico: “O que realmente permitiu a co-produção com a Argentina foi o apoio do Ibermedia.” Isso porque o dinheiro do fundo Ibermedia que havia sido obtido pela produção permitiu pagar os gastos na Argentina e incorporar técnicos do país, o que viabilizou a aceitação da co-produção pelo INCAA.

Os produtores perceberam que seria possível  construir a co-produção utilizando os serviços técnicos disponíveis na Argentina. Concordaram que montador e sound designer seriam argentinos, além de maquiadora e de técnicos de captação.  Compraram todo o tecido para as roupas em Buenos Aires, e contataram o figurinista do Teatro San Martín para fazer os protótipos das roupas de épocas.

Desafios

Começou aí um dos problemas da produção: como transferir o dinheiro para poder pagar isso em Buenos Aires, para comprar tecido, pagar figurinistas, depois enviar a Porto Alegre para rodar? Foi um grande desafio logístico. O vestuário não teria uma entrada temporária no Brasil. Como enviar sem ter que fazer uma exportação?

Foi complicado encontrar técnicos argentinos que quisessem mudar-se por períodos longos, para uma gravação de 8 semanas. Houve questões com vistos, atores vieram como turistas ao Brasil. Com os técnicos, conseguiram um acordo que permitia que técnicos especializados pudessem trabalhar até 3 meses no Brasil com visto de trabalho.

 

 (Priscila D.Carvalho, SAv-MinC)

 

 

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