Arquivos de março de 2008

É mais fácil transformar lan houses em escolas do que…

Há uma semana, Sergio Amadeu publicou em seu blog um post sobre a percepção de Claudio Prado com relação à escola e lan house.

Copio aqui:

No sábado passado, 22 de março do ano da graça de 2008, Claudio Prado proferiu uma frase no estilo “Nelson Pretto”que merece ser destacada: “É mais fácil transformar uma lan house em escola do que transformar uma escola em escola.”

Da minha parte, acho que indubitavelmente a Educação hoje pode ser sintetizada em um processo de exploração das redes. O conhecimento se dá cada vez mais a partir do ciberespaço.

mari.stella em reunião

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I-radiando

Acabou que fui sozinha para o II Seminário Midias Nativas na USP.

Cheguei ontem às 16:00h para as últimas duas palestras: Radios Nativas e Videomakers.

Cada pessoa da mesa falou de suas próprias experiências, das dificuldades, dos desafios e dos obstáculos da construção de uma rádio, seja ela indígena, seja de periferia.

Os depoimentos não foram só muito ricos pelas suas histórias de luta, mas também por emocionarem a platéia por todo o idealismo almejado pelas comunidades ali representadas.

Ao invés de tentar resumir uma hora e meia de narrativas, achei que seria mais interessante abrir aspas para algumas falas:

“A pessoa que emprestou os equipamentos da rádio, os pediu de volta. Então agora estamos sem aúdio, mas continua funcionando na internet. Estamos tentando parcerias para obter equipamentos de novo (…) Hoje temos um processo no Ministério das Comunicações para conseguir uma concessão de uma rádio pública indígena para América Latina, em frequência A.M.” Anápuáka Pataxó Hã Hã Hãe da Rede Índios Online falando a respeito da Web Radio Brasil Indigena

“Neste ano todos poderão ter acesso àquelas fitas K-7. Todo o programa (de Índio) será digitalizado.” Ângela Pappiani da Ideti, sobre o Programa de Índio da rádio USP na década de oitenta.

“Começamos a rádio em um banheiro do Centro Cultural. No início tínhamos uma máquina de escrever apenas. Só depois vieram os dois computadores.” Marquito da Rádio Web CCSP.

“A rádio Heliópolis é um ponto de cultura do Ministério da Cultura. O presidente já foi lá, o Ministro Gilberto Gil já foi lá. Eles foram em uma rádio que não é reconhecida, porque continua a ser perserguida. ” Gerô da Rádio Heliópolis

“Temos muito orgulho, depois de tanta luta, em conseguir outorga de funcionamento por 10 anos. Somos a primeira rádio comunitária legalizada a funcionar no município de São Paulo”. Gêro da Rádio Heliópolis, sobre a autorização recebidada do Ministério das Comunicações no dia 13 de março de 2008.

Ao final do evento fui conversar com Anápuáka da Rede Índios Online. Ficamos de marcar uma reunião com Claudio Prado em São Paulo na próxima semana. Depois publico aqui. :)

mari.stella em debate, evento

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USP discute democracia digital

De hoje até quinta-feira ocorrerá o II Seminário Midias Nativas, realizado pelo CEPOP-ATOPOS – Centro de Pesquisa da Opinião Pública em Contextos Digitais da ECA-Escola de Comunicações e Artes da USP. A programação do primeiro dia será no Anfiteatro do Depto. de História – FFLCH/USP, na Cidade Universitária, os dois outros dias de Seminário acontecerão no Centro Cultural São Paulo, estação Vergueiro do metrô.

O caráter democrático das novas tecnologias será mostrado no seminário através das produções midiáticas e das redes sociais criadas por jovens moradores da periferia da cidade de São Paulo e comunicadores de várias etnias indígenas, entre os quais, Ângela Pappiani e Jurandir Siridiwê do Instituto de Tradições Indígenas, Marcos Terena, diretor do Memorial dos Povos Indígenas, Alex e Atia Pankararus, Yakuy Tupinambá e Anapuaka Pataxó Hae Hae da Rede Índios Online, os escritores Guaranis Olívio Jekupé e Giselda Jerá e os comunicadores e produtores de mídia da periferia – Alessandro Buzo, Tião, Gil do site Bocada Forte, Ronaldo Costa e Eliezer Santos do Canal Motoboy, entre outros.

Além disso, o governo do Canadá, através de seu consulado em São Paulo, apóia a presença da cineasta indígena Evelyne Papatie do povo Algonquim e de Manon Barbeau, coordenadora do projeto Wapikoni Mobile. Elas apresentarão a experiência da comunidade indígena no Canadá que teve acesso às tecnologias digitais como uma alternativa aos problemas sociais e ao isolamento.

Luciana, Lucas, Vitor e eu estaremos no evento para participar das discussões, ver as produções, articular parcerias, e atentar justamente para uma relação Brasil-Canadá através das perspectivas digitais índigenas.

Claudio Prado que voltou do Canadá há duas semanas, manteve em sua estadia naquele país, estreitas relações com integrantes da iniciativa canadense IsumaTV, um portal de vídeo na internet para produtores de filmes de etnia indígena.

Nós da ação de Cultura Digital do MinC estamos interessadíssimos em auxiliar a construir mais possibilidades de troca de experiência entre uma cultura e outra, as quais têm se apropriado cada vez mais das tecnologias digitais.

Estamos indo para lá e mais tarde traremos notícias sobre nossas participações. Se você quiser acompanhar ao vivo as palestras a transmissão está rolando.

Veja aqui a programação.

mari.stella em debate, evento

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Replicando a experiência de Piraí

Parece que a ampliação da política de banda larga em Piraí está indo de vento e popa. A cidade que visitamos em setembro do ano passado, hoje serve de modelo para as cidades que pertencem à baixada fluminense no que diz respeito ao acesso rápido à internet nas escolas, postos de saúde e Centros Vocacionais Tecnológicos.

A revista ARede publicou neste mês uma matéria sobre a implementação do projeto na região do Rio de Janeiro.

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mari.stella em artigo

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Ainda Campus Party

O maior encontro de comunidades de tecnologia que aconteceu em São Paulo está rendendo assunto no nosso Blog de cultura digital. Como contamos em um post às vésperas do evento começar, nossa equipe apresentou um projeto para a organização do Campus Party propondo o seguinte:

  • nós convidaríamos 5 Pontos de Cultura, do Brasil todo, para participar do evento;
  • o Campus Party traria duas pessoas de cada um desses Pontos de Cultura, com inscrição no evento, barracas, alimentação e disponibilizaria 5 celulares Nókia N95 para serem usados no evento pelo grupo;
  • com esses celulares os Pontos ficariam responsáveis por fazerem uma cobertura alternativa do evento em formatos menores e com publicação instantânea;
  • nós do cultura digital organizaríamos um espaço de discussão de produção e cobertura digital com celulares;
  • ao final do evento os 5 celulares seriam doados aos Pontos de Cultura para que a produção continuasse em vários pontos do Brasil;
  • além da cobertura com os N95 ficou acordada um sistema extra, de apoio, com câmeras trazidas pelos Pontos de Cultura e uma Ilha de Edição montada pela equipe de São Paulo para a finalização do material gravado.

E foi quase assim que se deu. Quase porque os celulares não chegaram! Mas a equipe que formamos não se acanhou e decidiu levar adiante a proposta de cobrir o evento. Câmeras em punho, os momentos que seriam de discussão de linguagem e formato para registro com celulares se transformaram em reuniões de pauta.

Não vou ficar aqui contando para vocês quando vocês podem ler a opinião de várias das pessoas que formaram nosso time. Segue nossa avaliação dividida em três quesitos: nossa avaliação do evento; uma auto-avaliação do trabalho em equipe e por fim colocamos nossa produção em cheque e questionamos mesmo. As avaliações foram mandadas para uma lista de e-mail que criamos e eu editei um pouquinho para que vocês, que não estavam lá com a gente, entendessem do que estamos falando. Os créditos estão no final, em negrito.

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luciana em artigo, bastidores, equipe, evento

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MUAN – Software Livre de Animação

Você sabia que existe um software livre de animação desenvolvido no Brasil e voltado para uso educacional? É o MUAN que com sua interface simples e intuitiva alimenta o projeto Anima Escola e proporciona a crianças, jovens e adultos acesso a este importante meio de produção cultural.

Segundo o site oficial, o Muan é um sistema open source para animação quadro-a-quadro(…) Sua interface gráfica permite a rápida criação, edição, manipulação e visualização de animações, utilizando câmeras de vídeo ou webcams conectadas ao computador. Por ter sido elaborado para propósitos educacionais, MUAN é simples e fácil de operar, contendo funcionalidades que atendem tanto aos iniciantes quanto aos animadores profissionais.

O premiado animador Marcos Magalhães, um dos idealizadores do projeto, fez uma apresentação muito bacana do Muan no Campus Party. Ele começou com um panorama da história da animação, apresenou exemplos das diversas técnicas usadas desde os primórdios e revelou: “…a linguagem do cinema nasceu da animação…” Na sequência fez uma demonstração da interface descomplicada do Muan realizando uma rápida e simples animação.

O vídeo termina com o sociólogo e professor Sérgio Amadeu entrevistando Marcos e também deixando o seu recado.

Imagens: Bruno Abadias
Edição: Daniel Taterka e Bruno Abadias
Entrevista: Sérgio Amadeu
Música Livre: Drunk Beboper Number 3 (Karion)
Tempo: 04’51″

[youtube GC8gSpwGpMA]

daniel.taterka em artigo, entrevista, evento, tecnologia, Vídeo

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Bate papo entre Dpadua e Pedro Doria

Ainda durante o Campus Party o produtor cultural Dpadua bateu um papo muito inspirado com o blogueiro Pedro Doria. A conversa fluiu e passou por diversos temas como a blogosfera brasileira, jornalismo cidadão, mobilização política, a condição precária de acesso a internet no Brasil e a restrição do acesso a informação provocada pelas leis brasileiras de direitos autorais. Apesar da contra-luz ter prejudicado um pouco a captação das imagens, a conversa é altamente relevante e está aqui na íntegra e em duas partes.

Leia alguns trechos:

“… está faltando relevância na blogosfera brasileira… o Brasil tem uma blogosfera de tamanho pra fazer frente às blogosferas da maioria dos países da europa ocidental… mas por outro lado na blogosfera brasileira não existe informação circulando…”

“…certamente nas eleições de 2010, a gente vai ver muita produção independente… em tudo quanto é lugar que os grandes candidatos forem, vai ter uma câmera de vídeo, vai ter um celular…”

“…a gente tem um problema sério no brasil de infra estrutura de acesso a internet… quando a gente ouve falar que brasileiro é o que mais tempo fica online, é porque demora mais pra baixar…”

“…se vc levar as músicas do seu cd ao seu computador, vc já fez uma cópia. Se levar ao seu ipod vc fez duas cópias e cometeu dois crimes…”

“…articulação política não existe no vácuo… Se muito eleitor está cobrando uma coisa, a coisa acontece… a mobilização não tem que vir dos políticos, tem que vir de baixo.”

Parte 1/2

[youtube GYSFfItVS0E Parte 1/2]

Parte 2/2

[youtube Yzr86dTCsP4 Parte 2/2]

daniel.taterka em debate, entrevista, Vídeo

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Software Livre em alta

Segundo pesquisa do Instituto Sem Fronteiras, divulgada na semana passada, 53% das empresas brasileiras utilizam softwares livres. Ao contrário do que era imaginado por muitos, o sistema não é mais o preferido das pequenas empresas. O maior percentual de uso está entre as de grande porte, aponta o estudo. Região Centro-Oeste lidera o ranking com 78% de utilização de softwares livres.

O levantamento, realizado entre novembro e dezembro de 2007, escutou por todo o país mais de mil empresas de diferentes estaturas – nanicas, pequenas, médias e grandes – e constatou o seguinte: 73% das grandes (ou seja, com mais de mil funcionários) já optaram pelos softwares livres, entre as menores (com menos de 100 funcionários) o uso cai para 31%.

Texto: Carlos Minuano

mari.stella em artigo

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Piraí infoviabilizada

“Precisamos Bandalargar o Brasil”. Esta foi a declaração do Ministro Gilberto Gil durante seu discurso de abertura da Campus Party Brasil, na noite de 11 de fevereiro.

Está não é a primeira vez que o Ministro utiliza de um neologismo para expressar seu desejo de universalizar o acesso rápido à internet. Em setembro do ano passado organizamos o evento: Como Bandalargar o Brasil nesta Encarnação, na cidade de Piraí, no estado do Rio de Janeiro.

A cidade é reconhecida por disponibilizar um sistema público municipal de acesso à internet.

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mari.stella em evento

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