Ministério da Cultura - MinC


Arquivos de junho de 2008

Impressões de uma sexta feira cultural

Desde a TEIA 2007 que não via esse clima de efervescência cultural em Belo Horizonte.

Em parte, isso se deve à nona edição do FIT - Festival Internacional de Teatro Palco & Rua – que, desde 1996, agita a cidade com intervenções em praças e apresentações de muitas companhias nacionais e internacionais.

Além disso, no final da semana, a cidade também hospedou o primeiro Seminário do Plano Nacional de Cultura, de participação aberta à sociedade civil, contanto com cerca de duzentos participantes, subdivididos em cinco grupos de trabalho que discutiram e fizeram sugestões para o texto das diretrizes nacionais do PNC.

O Plano Nacional de Cultura se propõe a concretizar a gestão compartilhada entre o Estado e a sociedade civil no que se refere à instauração de políticas públicas de incentivo a diversidade cultural nacional. Com uma trajetória que tem seu início no Seminário Cultura Para todos, ocorrido em 2003,  o programa da Secretaria de Políticas Culturais desbrava o caminho para institucionalizar, por meio de leis e decretos, além do respaldo da participação popular, a diversidade brasileira. Todo seu planejamento, com previsão de duração até 2018, inclui processos de participação popular, dialogando abertamente com a sociedade civil, sem uma intermediação direta da mídia.

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adriana.veloso em evento, pnc

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Viva e Compartilhada

Pesquisa aponta necessidade de integração de sistemas e esforços

O Programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura é um novo modelo de gestão que está em curso atualmente dentro do governo brasileiro. O Programa consiste na seleção, conveniamento e financiamento de diversas instituições – de ONGs, OSCIPs a Universidades, Prefeituras, etc – para que estas tornem-se Pontos de Cultura. No próprio portal do Ministério da Cultura lê-se que “um dos princípios do Programa Cultura Viva é a Gestão Compartilhada. Isso significa que o Programa está constantemente aberto ao diálogo com a sociedade civil e defende que a mesma postura seja adotada pelos Pontos de Cultura”. Para compreender a dimensão e complexidade desta proposta de gestão compartilhada em um programa governamental, foram ouvidas três pessoas com diferentes envolvimentos esta nova política pública de cultura: A historiadora Rachel Oliveira que, atualmente, presta uma consultoria em metodologias de acompanhamento, avaliação de projetos e sistematização de informações ao Ministério da Cultura, e que anteriormente trabalhou na Representação Regional do Ministério da Cultura de Minas Gerais; A psicóloga Roberta Scatolini, Secretária de Cultura e orientadora pedagógica do Instituto Paulo Freire, que foi contratado pelo Ministério da Cultura para realizar dinâmicas de gestão compartilhada com os Pontos de Cultura e outros envolvidos; E o cientista social José Paulo Neto, que trabalhou como terceirizado para o Ministério da Cultura na Ação Cultura Digital, responsável pelo letramento digital e midiático das comunidades dos Pontos de Cultura.

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adriana.veloso em artigo, debate, entrevista, relatório, tecnologia

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