Arquivos de dezembro de 2008

Projeto Olho Vivo – Curitiba (PR)

O Projeto Olho Vivo nasceu como um espaço de fomento da produção audiovisual de Curitiba. Os coordenadores Luciano Coelho e Marcelo Munhoz realizaram, entre maio e novembro de 2003, três ciclos de oficinas bimestrais totalmente gratuitas e abertas a interessados de quaisquer áreas.

Depois de três anos de experiência com oficinas de audiovisual e produção de documentários, O Projeto Olho Vivo foi contemplado pelo programa Pontos de Cultura, do Ministério da Cultura (MinC). Além de cursos de vídeo e interpretação, semanalmente o Olho Vivo exibirá um filme na programação do cineclube, que vai funcionar na sede do Clube de Mães.

O embrião deste trabalho surgiu ainda em 2005, com o projeto Minha Vila Filmo Eu. Esta ação pretende ser a primeira de uma série que levará os participantes a produzir documentários e vídeos de ficção nos bairros onde moram.

Em abril de 2008, o Projeto Olho Vivo completou cinco anos de atividades. Neste período produziu 22 documentários e 15 ficções, obteve 16 prêmios e inúmeras participações em festivais de cinema no Brasil e no exterior, além de receber o prêmio Escola Viva do Ministério da Cultura pelo projeto social “Minha Vila Filmo Eu” e sua metodologia de oficinas de audiovisual nas periferias.

Referências

Trecho de “Preto no Branco – Negros em Curitiba”, um documentário que mostra como vivem os negros que moram numa capital que se diz européia. O filme foi realizado pelo núcleo de pesquisa e produção do Projeto Olho Vivo, com coordenação de Luciano Coelho e Marcelo Munhoz.

Matéria da TV Futura sobre o Projeto ‘Minha Vila Filmo Eu’

José Murilo em movimentos

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Projeto Saúde e Alegria – Santarém (PA)

O projeto Saúde e Alegria é uma Organização Não-Governamental sem fins lucrativos que a partir da saúde desencadeou um conjunto de iniciativas pelo desenvolvimento comunitário integrado e sustentável da região.

O programa promove capacitações de professores para dinamização e adequação do ensino à realidade local, oficinas de educação ambiental e resgate cultural junto aos segmentos infantis, cursos de educação para cidadania para lideranças juvenis, campanhas sobre os direitos das crianças e adolescentes, implantação de bibliotecas comunitárias de incentivo a leitura, e apoio às atividades de esporte e lazer.

Com a instalação de kits de rádio comunitária e de editoração, dinâmicas de vídeo participativo, e implantação de Telecentros de inclusão digital, se viabilizam in loco a produção e disseminação de informações, conhecimentos, recursos pedagógicos e manifestações da cultura tradicional entre as próprias comunidades, e delas para outras regiões.

O programa de Inclusão Digital do Saúde & Alegria já está presente em 06 comunidades com meta de chegar a 11 telecentros até final 2009. Os Telecentros Culturais contam com espaço físico com arquitetura regional próximos ou integrados às escolas, dispondo de computadores com software livre e acesso à internet via satélite, movidos à energia solar. Oferecem acesso ao conhecimento da informática e à internet e permitem a incorporação das mídias digitais nas dinâmicas da Rede Mocoronga. Através de blogs feitos pelos jovens, os conteúdos locais ganham o mundo, incluindo os ribeirinhos na sociedade da informação.

Referências

Trailer do documentário “Projeto Saúde e Alegria”.

José Murilo em movimentos

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TV OVO – Santa Maria (RS)

A TV OVO é uma Associação sem fins lucrativos que trabalha desde 1996 com a formação técnica em audiovisual para jovens de Santa Maria-RS. Além disso, a TV tem foco na produção de vídeos comunitários produzidos para o projeto TV OVO no Ônibus. É Ponto de Cultura, desde 2005, com o projeto Espelho da Comunidade. É Pontão de Cultura com o projeto FOCU, ainda em fase de implementação. Participa do movimento cineclubista e atua em diversas frentes no audiovisual e na rede dos Pontos de Cultura.

O FOCU – Pontão Fomento Cultural tem como objetivo implementar uma rede de fomento e fruição de formação, produção, exibição, divulgação e distribuição audiovisual na região sul, promovendo o intercâmbio de metodologias e técnicas de ensino e produção audiovisual entre os Pontos de Cultura.

Referências:

Interprograma produzido pela TV OVO na oficina Geração Beleza do Canal Futura realizado em Santa Maria de Maio a dezembro de 2007. O vídeo mostra um pouco do Projeto CUICA de Santa Maria, RS

TSF – COM MEDO / Vídeo realizado pela TV Ovo em setembro de 2001.

José Murilo em movimentos

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Fábrica do Futuro – Cataguases (MG)

A Fábrica do Futuro – Residência Criativa do Audiovisual, com sede em Cataguases-MG, é um ambiente de pesquisa, criação e difusão de conteúdos audiovisuais, culturais e educativos, estruturada a partir de Núcleos de Produção.

Centro de formação e produção de conhecimentos compartilhados por processos colaborativos, desenvolve projetos para e com jovens inseridos em redes sociais criativas.

A Fábrica busca, na apropriação social de novas tecnologias, a promoção de oportunidades para modelos de trabalho e empreendimento, na perspectiva da economia criativa, das políticas públicas e do desenvolvimento humano.

Os Núcleos de Produção da Fábrica do Futuro localizam-se em Cataguases (sede) e nas cidades de Juiz de Fora, Leopoldina, Muriaé e Ouro Preto. Cada um deles conta com um coordenador local, uma equipe de dez jovens voluntários e um kit composto por ilha de edição, filmadora e celular multimídia.

O Instituto Cidade de Cataguases é o gestor da Fábrica do Futuro, inaugurada em julho de 2005, como um ponto de cultura do Programa de Cultura do Ministério da Cultura e integrante de um amplo programa de Cultura e Desenvolvimento na cidade de Cataguases. Esse programa tem como foco estrutural a economia criativa do setor audiovisual, as novas tecnologias e a juventude. Para isso, a Fábrica do Futuro criou a RECRIA – Residência Criativa do Audiovisual, como um ambiente permanente, responsável pela realização de diversos projetos. Dentre eles destacamos:

  • Projetos Conexão Digital, Cidades Digitais e Identificar, em parceria com a VIVO;
  • Tela Viva em parceria com o Instituto Votorantin;
  • Cidades Invisíveis: um ponto de cultura digital com a REDE MINAS, a CONTATO de BH e Ministério da Cultura;
  • Festival CINEPORT e Festival de Ver e Fazer Filmes, com a Fundação Ormeo Junqueira Botelho e Energisa;
  • Centro Multimídia de Memória da Indústria Têxtil, em parceria com o Instituto Francisca de Souza Peixoto e a Cia Industrial Cataguases;
  • Pólo de Animação, Jogos Eletrônicos e Novas Linguagens: um Termo de Cooperação com SEBRAE.

Referências

programa piloto do WebVisão

Vinheta de chamada para o Projeto Identificart. Produzido na Fábrica do Futuro

Vídeo inspirado na obra “Troca Troca (2002)”, de Jarbas Lopes, realizado para o projeto Telemig Celular guia.mov. O vídeo foi produzido por jovens do projeto RECRIA – Residência Criativa do Audiovisual, desenvolvido pela Fábrica do Futuro, e gravado no Inhotim Centro de Arte Contemporânea, em Brumadinho.

José Murilo em movimentos

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Rede Enraizados – Nova Iguaçu (RJ)

REDE ENRAIZADOS: Articulação para a AUTO-AJUDA.

Inaugurada no dia 13 de Dezembro de 2005 na 1ª Conferência Nacional de Cultura em Brasília. A “Rede Enraizados” é um projeto base, de articulação para auto-ajuda.

Presente em 17 Estados Brasileiros e em 10 Países, aglomera grupos organizados formais e informais em uma rede de intercâmbio capaz de organizar, orientar e contribuir para a MILITÂNCIA CULTURAL em diversas frentes.

A Rede é: autônoma, horizontal, heterogênea e dinâmica. Usa as ferramentas livres relacionadas à tecnologia da informação e a mídias alternativas. Iniciativa ganhadora do 1º lugar da 2ª Edição do Prêmio Cultura Viva – Categoria Organização da Sociedade Civil.

Clique aqui e ouça a música Tudo de Bom publicada no www.enraizados.com.br

Referências:


José Murilo em movimentos

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Olá, mundo!

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Cultura Digital do MinC no IGF em Hyderabad

Segue abaixo o texto e slides da apresentação que fiz na sessão da Coalizão Dinâmica de Acesso ao Conhecimento (A2K), por ocasião da Terceira Edição do Internet Governance Forum (IGF), em Hiderabad na India.

Outras informações sobre a participação brasileira no IGF em Hyderabad estão disponíveis em: http://blogs.cultura.gov.br/igf/

Cultura Digital Brasileira
Um caso de exercício público da cultura como instrumento para a progressiva mudança na sociedade global em rede

Cultura Digital é um termo que surgiu a partir da passagem do Sr. Gilberto Gil como Ministro da Cultura brasileiro. Ele gerou sensação na mídia brasileira invocando-se um “ministro hacker”, no sentido de estudar os mecanismos de governo a fim de operá-los de acordo com a dinâmica dos tempos atuais.

Suas reflexões sobre a utilização das novas possibilidades radicais oferecidas pela Internet foram rapidamente traduzidas em ações concretas através do programa “Pontos de Cultura”. A idéia do programa foi capacitar os grupos ou iniciativas culturais para digitalizar os seus conteúdos através de programas em software livre para edição de áudio e vídeo, e também fomentar o intercâmbio dos conteúdos na rede de pontos de cultura. O programa também incentiva o uso de licenças alternativas como o Creative Commons e Copyleft, permitindo que o remix e a colaboração aberta sobre o conteúdo com os outros Pontos e toda a sociedade.

Pontos de Cultura: Abertura (Openness) sobre produção cultural

O sucesso do programa Pontos de Cultura no sentido de facilitar a compreensão da nova dinâmica cultural oferecida pela rede mundial foi uma importante contribuição para as políticas e ações do ministério a partir de então. Tornou-se claro que uma importante e poderosa funcionalidade do ambiente de rede é justamente a possibilidade de colaboração aberta. Nesse modelo, as ideias são publicadas muito mais cedo e menos acabadas, e por isso outros têm a possibilidade de acessar e participar de outros desenvolvimentos em suas próprias maneiras.

Num certo sentido, estamos a falar do mesmo princípio “libere logo [os resultados do trabalho] e libere com freqüência” (release early, release often), que está presente em todos os movimentos derivados do open source. Mas o verdadeiro hack proposto por Gil foi introduzir estes conceitos em políticas públicas e programas, depois de devidamente traduzido em perspectivas culturais.

(mais…)

José Murilo em evento

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