artigo

Cultura Digital na Teia 2008

A Cultura Digital estava presente na Teia 2008 não somente nas discussões e propostas do GT do II Fórum Nacional dos Pontos de Cultura, mas também na prática da equipe de Comunicação Livre que cobria o evento.

Uma semana antes da Teia, em uma das reuniões de pré produção, Chico Simões, coordenador do Ponto de Cultura Invenção Brasileira, co-realizador do evento, deu um depoimento dizendo que; “achei que a ação cultura digital tivesse acabado, após tantos meses de inatividade, mas quando vi este grupo da comunicação livre da Teia se articulando e trabalhando percebi que a cultura digital estava aqui na prática de vocês”. De fato, na sala da Comunicação Livre, dentro do Museu Nacional, a ação cultura digital do MinC estava presente da mesma forma com que esteve nos diversos Encontros de Conhecimentos Livres ocorridos desde 2005. Ate a montagem do espaço foi compartilhada como varias vezes antes.

Além do fato de toda a produção ter sido realizada em software livre, em meio à correria da cobertura do evento, conseguimos de fato realizar mini oficinas em um trabalho colaborativo e livre. Isto foi possível porque ao mesmo tempo em que a Comunicação Livre era aberta – a Equipe de Mobilização enviou chamados para diversas listas de discussão e Pontos de Cultura – também foram escolhidos a dedo alguns desenvolvedores e pessoas de referência em produção multimídia em software livre. Com isto, gente de todo o país pode aprender e ensinar durante os cinco dias de cobertura da Teia 2008 e mais, produzir com qualidade uma cobertura livre e política.

(mais…)

adriana.veloso em artigo, evento, tecnologia, teia, Vídeo

Nenhum Comentário


Apropriações Tecnológicas

capalivro Recém lançado pela editora Edufba, o livro Apropriações Tecnológicas é uma coletânea de textos que refletem debates surgidos no Submidialogia #3, ocorrido em 2007 em Lençóis – BA. O evento é um desdobramento das atividades do des).(centro, organização sem fins lucrativos da qual fazem parte muitos dos ex-articuladores da Ação Cultura Digital.

O livro reúne artigos e reflexões sobre o desenvolvimento de redes sociais brasileiras desde o impacto de programas de inclusão digital como o Gesac, o Casas Brasil e a Ação Cultura Digital do Cultura Viva, além de textos sobre as relações de gênero e o /etc-br, as interações e interatividades como meios de subversão, o meta-sub-ciber-trans e sua(s) estética(s), entre outros. O livro também conta com traduções indéditas de artigos sobre políticas e propriedade intelectual, inaugurando o viés de editora do grupo, que, em breve, lança a obra Futuros Imaginários de Richard Barbrook. Dividido em três partes, Apropriações Tecnológicas conta com a colaboração de diversas pessoas que, tanto estiveram ativas na construção de políticas públicas de uma cultura digital nacional livre e colaborativa, como também junto à diversas comunidades em intensas trocas de conhecimentos, terminando com uma reflexão profunda sobre o encontro da ativista Wanderllyne Selva. O livro é marcante no que se refere à documentação sobre a história da cultura digital tupiniquim, sendo também resultado da iniciativa da pesquisadora Karla Brunet, que o organizou.

A coletânea encontra-se disponível para download, sob a liçença GNU, aqui.

adriana.veloso em artigo, debate, entrevista, evento, história, oficinas, projeto, tecnologia

Nenhum Comentário


Núcleo de Estudos sobre tecnologia e geração de renda inicia neste sábado (18)

Grupos culturais do Recife discutem formatos de economia solidária, mapeamento e troca de produtos e serviços nas comunidades locais

Pontos de Cultura, instituições e indivíduos interessados em cultura e economia solidária participam neste sábado, 18 de outubro, das 9h às 12h, do primeiro encontro do Núcleo de Estudos sobre tecnologia e geração de renda, no Capibar, em Casa Forte. O grupo, fomentado pelo Centro de Desenvolvimento de Tecnologias Livres (CDTL) – Pontão de Cultura Digital –, se reúne neste final de semana com o objetivo de consolidar o modelo de cadastro de produtos e serviços oferecidos nas comunidades locais e escolher o nome do Núcleo de Estudos.

A formação desse coletivo se deu a partir de duas apresentações promovidas pelo CDTL sobre novos formatos de negócios através da internet e outras ferramentas multimídia. As conversas passaram pela proposta das Produtoras Culturais Colaborativas, culminando em debates acerca da gênese do mercado, escambo, invenção da moeda e outras criações modernas e burocráticas que regem a vida e a circulação de bens e capital nos dias de hoje.

Ficou acertado, então, a criação desse grupo, visando trocar experiências relacionadas às formas de viabilizar sustentabilidade e autonomia através de tecnologias, aperfeiçoar o modelo das Produtoras Culturais Colaborativas, formatar um catálogo de produtos e serviços ligados às atividades culturais e aprofundar conceitos e práticas acerca da Economia Solidária.

(mais…)

maira.brandao em artigo, evento, projeto

Nenhum Comentário


Viva e Compartilhada

Pesquisa aponta necessidade de integração de sistemas e esforços

O Programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura é um novo modelo de gestão que está em curso atualmente dentro do governo brasileiro. O Programa consiste na seleção, conveniamento e financiamento de diversas instituições – de ONGs, OSCIPs a Universidades, Prefeituras, etc – para que estas tornem-se Pontos de Cultura. No próprio portal do Ministério da Cultura lê-se que “um dos princípios do Programa Cultura Viva é a Gestão Compartilhada. Isso significa que o Programa está constantemente aberto ao diálogo com a sociedade civil e defende que a mesma postura seja adotada pelos Pontos de Cultura”. Para compreender a dimensão e complexidade desta proposta de gestão compartilhada em um programa governamental, foram ouvidas três pessoas com diferentes envolvimentos esta nova política pública de cultura: A historiadora Rachel Oliveira que, atualmente, presta uma consultoria em metodologias de acompanhamento, avaliação de projetos e sistematização de informações ao Ministério da Cultura, e que anteriormente trabalhou na Representação Regional do Ministério da Cultura de Minas Gerais; A psicóloga Roberta Scatolini, Secretária de Cultura e orientadora pedagógica do Instituto Paulo Freire, que foi contratado pelo Ministério da Cultura para realizar dinâmicas de gestão compartilhada com os Pontos de Cultura e outros envolvidos; E o cientista social José Paulo Neto, que trabalhou como terceirizado para o Ministério da Cultura na Ação Cultura Digital, responsável pelo letramento digital e midiático das comunidades dos Pontos de Cultura.

(mais…)

adriana.veloso em artigo, debate, entrevista, relatório, tecnologia

Nenhum Comentário


Escola é lugar de Lan House?

Pesquisando sobre os conflitos entre lan houses e educação – demonstrados na motivação de projetos de lei que tentam impor o estabelecimento físico das Lan Houses a uma certa distância das escolas – encontrei um artigo de Tânia Fortuna, escrito em 2004, que ao contrário, já falava sobre a importância dessa aproximação.

O texto foi publicado no site da Escola de Oficina Lúdica, um Centro de Formação Permanente, Pesquisa e Assessoria na àrea Lúdica.

Comentem!

“Escola é (ou deveria ser) lugar de tudo que tem a ver com a vida. E se a vida, na atualidade, produz o fenômeno das LAN house , este deve ser um tema presente na escola.


É preciso recordar as funções da escola: ela tem uma dimensão socializante, isto é, de preparação do jovem cidadão para o convívio em grupo e em sociedade; possui, também, uma função epistêmica, ou seja, deve estar a serviço da apropriação, por parte do aluno, dos conhecimentos acumulados pela humanidade, ao mesmo tempo em que deve propiciar a este aluno a construção de novos conhecimentos; e, finalmente, deve desempenhar a função profissionalizante, por meio da qual promove a qualificação para o trabalho.

(mais…)

mari.stella em artigo

Nenhum Comentário


Replicando a experiência de Piraí

Parece que a ampliação da política de banda larga em Piraí está indo de vento e popa. A cidade que visitamos em setembro do ano passado, hoje serve de modelo para as cidades que pertencem à baixada fluminense no que diz respeito ao acesso rápido à internet nas escolas, postos de saúde e Centros Vocacionais Tecnológicos.

A revista ARede publicou neste mês uma matéria sobre a implementação do projeto na região do Rio de Janeiro.

(mais…)

mari.stella em artigo

Nenhum Comentário


Ainda Campus Party

O maior encontro de comunidades de tecnologia que aconteceu em São Paulo está rendendo assunto no nosso Blog de cultura digital. Como contamos em um post às vésperas do evento começar, nossa equipe apresentou um projeto para a organização do Campus Party propondo o seguinte:

  • nós convidaríamos 5 Pontos de Cultura, do Brasil todo, para participar do evento;
  • o Campus Party traria duas pessoas de cada um desses Pontos de Cultura, com inscrição no evento, barracas, alimentação e disponibilizaria 5 celulares Nókia N95 para serem usados no evento pelo grupo;
  • com esses celulares os Pontos ficariam responsáveis por fazerem uma cobertura alternativa do evento em formatos menores e com publicação instantânea;
  • nós do cultura digital organizaríamos um espaço de discussão de produção e cobertura digital com celulares;
  • ao final do evento os 5 celulares seriam doados aos Pontos de Cultura para que a produção continuasse em vários pontos do Brasil;
  • além da cobertura com os N95 ficou acordada um sistema extra, de apoio, com câmeras trazidas pelos Pontos de Cultura e uma Ilha de Edição montada pela equipe de São Paulo para a finalização do material gravado.

E foi quase assim que se deu. Quase porque os celulares não chegaram! Mas a equipe que formamos não se acanhou e decidiu levar adiante a proposta de cobrir o evento. Câmeras em punho, os momentos que seriam de discussão de linguagem e formato para registro com celulares se transformaram em reuniões de pauta.

Não vou ficar aqui contando para vocês quando vocês podem ler a opinião de várias das pessoas que formaram nosso time. Segue nossa avaliação dividida em três quesitos: nossa avaliação do evento; uma auto-avaliação do trabalho em equipe e por fim colocamos nossa produção em cheque e questionamos mesmo. As avaliações foram mandadas para uma lista de e-mail que criamos e eu editei um pouquinho para que vocês, que não estavam lá com a gente, entendessem do que estamos falando. Os créditos estão no final, em negrito.

(mais…)

luciana em artigo, bastidores, equipe, evento

Nenhum Comentário


MUAN – Software Livre de Animação

Você sabia que existe um software livre de animação desenvolvido no Brasil e voltado para uso educacional? É o MUAN que com sua interface simples e intuitiva alimenta o projeto Anima Escola e proporciona a crianças, jovens e adultos acesso a este importante meio de produção cultural.

Segundo o site oficial, o Muan é um sistema open source para animação quadro-a-quadro(…) Sua interface gráfica permite a rápida criação, edição, manipulação e visualização de animações, utilizando câmeras de vídeo ou webcams conectadas ao computador. Por ter sido elaborado para propósitos educacionais, MUAN é simples e fácil de operar, contendo funcionalidades que atendem tanto aos iniciantes quanto aos animadores profissionais.

O premiado animador Marcos Magalhães, um dos idealizadores do projeto, fez uma apresentação muito bacana do Muan no Campus Party. Ele começou com um panorama da história da animação, apresenou exemplos das diversas técnicas usadas desde os primórdios e revelou: “…a linguagem do cinema nasceu da animação…” Na sequência fez uma demonstração da interface descomplicada do Muan realizando uma rápida e simples animação.

O vídeo termina com o sociólogo e professor Sérgio Amadeu entrevistando Marcos e também deixando o seu recado.

Imagens: Bruno Abadias
Edição: Daniel Taterka e Bruno Abadias
Entrevista: Sérgio Amadeu
Música Livre: Drunk Beboper Number 3 (Karion)
Tempo: 04’51″

[youtube GC8gSpwGpMA]

daniel.taterka em artigo, entrevista, evento, tecnologia, Vídeo

Nenhum Comentário


Software Livre em alta

Segundo pesquisa do Instituto Sem Fronteiras, divulgada na semana passada, 53% das empresas brasileiras utilizam softwares livres. Ao contrário do que era imaginado por muitos, o sistema não é mais o preferido das pequenas empresas. O maior percentual de uso está entre as de grande porte, aponta o estudo. Região Centro-Oeste lidera o ranking com 78% de utilização de softwares livres.

O levantamento, realizado entre novembro e dezembro de 2007, escutou por todo o país mais de mil empresas de diferentes estaturas – nanicas, pequenas, médias e grandes – e constatou o seguinte: 73% das grandes (ou seja, com mais de mil funcionários) já optaram pelos softwares livres, entre as menores (com menos de 100 funcionários) o uso cai para 31%.

Texto: Carlos Minuano

mari.stella em artigo

Nenhum Comentário


O uso do software livre na produção multimidia e a migração.

Opa, vou falar um pouco sobre o uso do software livre. É sabido que usamos e estimulamos o uso de ferramentas livres como o sistema operacional linux e os diversos softwares multimidia disponíveis para esta plataforma. Acredito que o uso do SL liberta, sendo o único meio legítimo de apropriação dos meios de produção cultural. O software pirata além de ser ilegal faz uso de uma linguagem proprietária, fechada que em última instância faz é perpetuar uma cultura de uso que existe para dar lucros às grandes corporações. Mesmo que você não pague pela licença, a cultura de uso se dissemina e o resultado é o monopólio, a dominação dos mercados.

O software proprietário licenciado, além destas desvantagens custa caro. Muito caro. E você precisa renovar esta licença a cada nova versão lançada, sob pena de ficar sem suporte.

(mais…)

daniel.taterka em artigo, debate, tecnologia, Vídeo

Nenhum Comentário



Voltar ao topo