Publicado em 05 de nov de 2008
Spot TV Teia 2008
Saiu o primeiro spot da TV Teia 2008! Confiram!
[youtube nk-ChKci5hI]
adriana.veloso em bastidores, evento, teia, Vídeo
Publicado em 05 de nov de 2008
Saiu o primeiro spot da TV Teia 2008! Confiram!
[youtube nk-ChKci5hI]
adriana.veloso em bastidores, evento, teia, Vídeo
Publicado em 27 de out de 2008
Contagem regressiva pessoal! Em cerca de duas semanas o maior encontro da diversidade brasileira estará começando! Estamos todos na correria pra ajustar os últimos preparativos! E o saite oficial do evento acaba de entrar no ar no endereço: http://www.teia2008.org/
Este será o canal de divulgação das notícias mais recentes, informações gerais além da transmissão ao vivo na Internet do evento. Confiram!
adriana.veloso em bastidores, evento, planejamento, projeto, tecnologia, teia
Publicado em 24 de abr de 2008
DE: GT Comunicação
A comissão de Pontos de Cultura responsável pela organização da TEIA BRASÍLIA 2008 reuniu-se na Casa de Cultura da América Latina em Brasília dias 16 e 17 de abril e após informes, histórico e análise da conjuntura decidiu:
Organizar a Teia a partir dos pontos de cultura, desde a indicação dos delegados participantes do Fórum à programação cultural, passando pela articulação local com os movimentos de economia solidária, direitos humanos, juventude e poder público.
Estimular a articulação do Fóruns estaduais de pontos de cultura com as representações estaduais do MinC e os governos estaduais fortalecendo assim o Sistema Nacional de Cultura – SNC criado recentemente.
Aproximar a realização da TEIA dos Pontos de Cultura locais envolvendo os mesmos na organização e na programação cultural, garantindo assim uma ampla participação pública no evento que também será o principal evento de comemoração e reflexão sobre o 15 de novembro e a república que estamos construindo hoje. (mais…)
adriana.veloso em bastidores, planejamento, teia
Publicado em 16 de abr de 2008
Estamos incluíndo novas informações aqui na página. Você tem sugestões de linques, de downloads, ou alguma história da cultura digital que queira compartilhar? É só comentar este post!
adriana.veloso em bastidores, tecnologia
Publicado em 17 de mar de 2008
O maior encontro de comunidades de tecnologia que aconteceu em São Paulo está rendendo assunto no nosso Blog de cultura digital. Como contamos em um post às vésperas do evento começar, nossa equipe apresentou um projeto para a organização do Campus Party propondo o seguinte:
E foi quase assim que se deu. Quase porque os celulares não chegaram! Mas a equipe que formamos não se acanhou e decidiu levar adiante a proposta de cobrir o evento. Câmeras em punho, os momentos que seriam de discussão de linguagem e formato para registro com celulares se transformaram em reuniões de pauta.
Não vou ficar aqui contando para vocês quando vocês podem ler a opinião de várias das pessoas que formaram nosso time. Segue nossa avaliação dividida em três quesitos: nossa avaliação do evento; uma auto-avaliação do trabalho em equipe e por fim colocamos nossa produção em cheque e questionamos mesmo. As avaliações foram mandadas para uma lista de e-mail que criamos e eu editei um pouquinho para que vocês, que não estavam lá com a gente, entendessem do que estamos falando. Os créditos estão no final, em negrito.
luciana em artigo, bastidores, equipe, evento
Publicado em 08 de jan de 2008
Conforme os projetos de “Blogs de Cultura” surgiam, me deparei com uma questão importante, que não tinhamos um visual padrão para os projetos internos.
Então levei a questão a equipe do MinC e com isso desenvolveu-se dois padrões visuais para os eventos/projetos do Ministério. Juntamente com os padrões desenvolvemos uma marca para simbolizar que o blog é vinculado com o Ministério da Cultura que sempre se encontrará no canto superior direito dos sites.
fabiano em bastidores, equipe, projeto, tecnologia
Publicado em 28 de jun de 2007
Diamantina. Patrimônio Cultural da Humanidade. Bem no meio do cartão postal, na rua da Glória, emergem manifestações culturais da periferia negra da cidade. É o “Ponto de Cultura nas Trilhas da Cidadania Cultural”. “Às vezes acho que não é nem trilha é pique, porque é muito difícil abrir clareiras por aqui”, conta Márcia Betânia, gestora e uma das idealizadoras do projeto.
Era preciso dar espaço para as novas linguagens e novas formas de expressão que surgiam na cidade. Grupos de hip hop, capoeira, percussão, funk, grafitti, entre outros. Márcia teve a percepção de que havia redes sociais emergindo “ainda que num primeiro momento de forma desarticulada” nos diversos bairros da periferia. Os grupos foram convidados a participar da construção, manutenção e autonomia do Ponto de Cultura.
Os Pontos de Cultura, instituições responsáveis por fomentar a cultura local, foram selecionados a partir de 2004 por meio do edital público Cultura Viva do Ministério da Cultura (MinC). Há hoje mais de quinhentas instituições conveniadas, em todas as regiões do país, que recebem verbas de até 150 mil reais com o objetivo de produzir e documentar manifestações culturais populares. A expectativa, de acordo com o MinC, é que até o final do segundo mandato do governo Lula, o número de Pontos de Cultura chegue a vinte mil.
Em maio deste ano o Ponto de Cultura de Diamantina completou um ano de abertura e continuou desafiando o status quo – ou seja inovou tanto por trabalhar com a cultura negra, em uma cidade onde ela não é reconhecida, como por tentar gerar renda e autosustentabilidade para as pessoas atuantes no Ponto de Cultura ao promover oficinas e atividades pagas, com vistas a gerar renda para os participantes do espaço. (mais…)
adriana.veloso em artigo, bastidores, entrevista, história, projeto, Vídeo
Publicado em 10 de dez de 2006
Baixa tecnologia criativa com cultura popular local
Por: Adriana Veloso com colaborações de Renata Aquino e Tati Wells
Software livre além do computador
O marco da entrada do software livre no Brasil deu-se com o lançamento do Conectiva Red Hat, que a partir de 1996 disponibilizou uma versão traduzida ao português brasileiro do sistema operacional Gnu/Linux. Mas foi de fato a sociedade civil que propagou o uso e construiu as relações de compartilhamento, troca e pesquisa intrínsecas ao projeto de um sistema livre e de código aberto. Ações como o Projeto Software Livre, por exemplo, que realiza desde 2000 anualmente o Fórum Internacional Software Livre (FISL) fizeram com que o Gnu/Linux se tornasse mais utilizado e difundido.
Os avanços das interfaces gráficas e dos programas multimídia também foram de suma importância para a abrangência do uso do software livre, mas principalmente sua filosofia de livre distribuição, possibilidade de modificação e customização, entre outras, atraiu muitas pessoas. E a cultura de uso desta nova ferramenta que fez com que os ideais de livre distribuição, compartilhamento e faça você mesma migrassem para outras áreas, como a produção midiática e musical.
Os Indymedias foram os primeiros websites de notícias que utilizaram a licença copyleft. No Brasil, no final de 2000, chega o Centro de Mídia Independente. Logo depois, pessoas ligadas à música, como coletivo pernambucano Re:Combo, passam a utilizar uma licença de remix. É o início da migração dos ideais do software livre para a arte e a cultura.
Com a receita da feijoada disponível para todo mundo, cada região do país reinventou sua versão, adicionou um tempero regional. O licenciamento que permite executar, estudar, aperfeiçoar e distribuir, originário da GNU General Public License (GPL), passa a ser aplicado em outras esferas que não a do software. O que ocorreu no caso do Brasil, nos últimos dez anos, é que o sistema operacional livre e sua ideologia foi encarado e utilizado como um catalisador para ações que sempre existiram no “mundo analógico”.
Libertando da cultura por meio da tecnologia
A partir da distribuição de uma documentação sobre como produzir, aliada à popularização de mídias como gravadores de Cds e DVDs, tornou-se muito mais acessível divulgar realidades regionais. Pois, em contraposição à diversidade brasileira, o monopólio das mídias trabalha em função do jabá, representando na telinha ou no rádio uma cultura muito mais estadunidense (*) que nacional. Quando muito destaca o sudeste e um nordeste rotulado em jargões comerciais.
Paralelamente, a interlocução das mídias livres trabalha mais diretamente com as pessoas, possibilitando que muitas outras vozes e opiniões sejam protagonistas. Conseqüentemente a diversidade é muito maior. Um simples exemplo sobre a produção musical brasileira: Quem é mais representativo, a Sony/BMG e seus 38 artistas nacionais contratados ou os mais de 30 mil musicistas cadastrados no Trama Virtual que disponibilizam suas músicas em licenças livres?
Neste aspecto os Encontros de Conhecimentos Livres e as Oficinas locais , promovidos desde 2005 pela Ação Cultura Digital, trabalham com a auto-estima das comunidades a partir do momento em que as coloca como protagonistas de sua própria história, oferecendo a possibilidade de auto-documentação da cultura popular local. Foram inúmeros os grupos que gravaram seu primeiro CD ou primeiro vídeo de trabalhos criados por gerações. São novas produções culturais refletindo para o mundo a diversidade nacional.
A instrumentalização tecnológica dos Pontos de Cultura, entidades selecionadas em edital pelo Ministério da Cultura para receberem uma verba com vistas a ampliarem suas ações, seja por meio do kit multimídia ou pelo aprendizado do manuseio de ferramentas livres para a produção multimídia, também fez com que estes agentes se tornassem autônomos em sua produção cultural. Já é possível trocar material entre projetos de todo país e com acesso à internet pode-se conhecer muitas outras realidades além daquelas exibidas no plim plim da Rede Globo, como no Acervo Livre, repositório de publicações abertas de material multimídia, por exemplo.
Reapropriação das ferramentas
Em se tratando da realidade brasileira não faz sentido falar em investimentos milionários em hardware (computadores, filmadoras, etc) para promover essa difusão e produção cultural descentralizada. A grande questão fica em como trabalhar com a diversidade cultural e criatividade com poucos recursos.
O diferencial da abordagem brasileira com relação às ferramentas tecnológicas, ou o hardware, é que de fato temos disponível sucata e para nós o lixo tecnológico deve ser reaproveitado. Um máquina de última geração pode até chegar à classe média alta, porém para fazer inclusão digital, entenda-se lá como for o que esta expressão indique, é preciso ter em mente que reciclar é dar acesso.
O copyleft do hardware
Justamente aí entra o Metareciclagem, proposta que serviu de base para a construção da Ação Cultura Digital. Este projeto não se trata apenas de reciclar máquinas antigas para colocar telecentros em funcionamento. Fazer Metareciclagem é principalmente pensar em como empregar a parafernalha tecnológica para projetos socialmente engajados utilizando-se de criatividade artística para isso. Lembrando que por tecnologia entende-se qualquer objeto manipulado pelo ser humano, de uma lápis a um processador dual core.

Desmontar teclados, fazer com eles sensores e com estes fazer um piano no chão é um exemplo de Metareciclagem. Uma video wall, ou parede de telas de computador antigas, exibindo imagens é aplicar o conceito de Metareciclagem. Estes são apenas alguns exemplos de projetos executados por pessoas que trabalham com baixa tecnologia, arte e multimídia. São coisas assim que encantam as pessoas por serem quase inimagináveis no primeiro olhar, afinal, você pensaria em um piano ao ver um monte de teclados velhos e estragados? (Veja o vídeo do piano em funcionamento)
O que as pessoas que aplicam Metareciclagem em suas vidas de fato fazem é levar o conceito de código aberto ao hardware, à parafernália tecnológica. Pois ao abrir a caixa preta da tecnologia, entender como as máquinas funcionam por dentro, reproduz-se a receita do bolo, da feijoada, utilizando-a de sua própria maneira.
Esse olhar, que vislumbra possibilidades infinitas, reflete a criatividade típica das brasileiras e brasileiros. Se propomos novos usos no artesanato porque não na tecnologia? Além disso, a simples atitude de reaprovetar a baixa tecnologia é negar a obsolecência programada da indústria. Ao abrir as máquinas desmistifica-se o que é um computador, seu funcionamento e sua distância, seja ela de origem financeira ou de aprendizado.
Grupos e coletivos como o Metareciclagem, o Mídia Tática, e o Centro de Mídia Independente, atuantes direta ou indiretamente no MinC por meio da Ação Cultura Digital, misturam o low tech com o multimídia em um contexto de mudanças sócio econômicas do qual emerge os conceitos do software livre e os novos tipos de licenciamento de obras artísticas e intelectuais. Um dos resultados disso é esta publicação, outro estão disponíveis na Internet, mas de fato, tudo isso inicializou um processo colaborativo que muda a forma com que a cultura, a mídia e a tecnologia será vista pelas novas gerações.
(*) O termo estadunidense é utilizado ao invés de norte americanos pois entende-se por norte americanos também os mexicanos e canadenses.
adriana.veloso em artigo, bastidores, equipe, história, tecnologia