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Apropriações Tecnológicas

capalivro Recém lançado pela editora Edufba, o livro Apropriações Tecnológicas é uma coletânea de textos que refletem debates surgidos no Submidialogia #3, ocorrido em 2007 em Lençóis – BA. O evento é um desdobramento das atividades do des).(centro, organização sem fins lucrativos da qual fazem parte muitos dos ex-articuladores da Ação Cultura Digital.

O livro reúne artigos e reflexões sobre o desenvolvimento de redes sociais brasileiras desde o impacto de programas de inclusão digital como o Gesac, o Casas Brasil e a Ação Cultura Digital do Cultura Viva, além de textos sobre as relações de gênero e o /etc-br, as interações e interatividades como meios de subversão, o meta-sub-ciber-trans e sua(s) estética(s), entre outros. O livro também conta com traduções indéditas de artigos sobre políticas e propriedade intelectual, inaugurando o viés de editora do grupo, que, em breve, lança a obra Futuros Imaginários de Richard Barbrook. Dividido em três partes, Apropriações Tecnológicas conta com a colaboração de diversas pessoas que, tanto estiveram ativas na construção de políticas públicas de uma cultura digital nacional livre e colaborativa, como também junto à diversas comunidades em intensas trocas de conhecimentos, terminando com uma reflexão profunda sobre o encontro da ativista Wanderllyne Selva. O livro é marcante no que se refere à documentação sobre a história da cultura digital tupiniquim, sendo também resultado da iniciativa da pesquisadora Karla Brunet, que o organizou.

A coletânea encontra-se disponível para download, sob a liçença GNU, aqui.

adriana.veloso em artigo, debate, entrevista, evento, história, oficinas, projeto, tecnologia

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É neste sábado – Núcleo de Estudos sobre Tecnologia e geração de renda

Se você tem uma banda, sabe dar uma oficina, produzir um evento, escrever ou recitar poesia, fotografar, ou qualquer outro talento ou habilidade voltado para o segmento cultural, e gostaria de ofertar o seu trabalho através da internet, criando novos oportunidades de negócios, venha participar do Núcleo de Estudos sobre tecnologia e geração de renda, fomentado pelo Centro de Desenvolvimento de Tecnologias Livres (CDTL) – Pontão de Cultura Digital.

Neste sábado, 1º de novembro, pontualmente das 10h às 12h, o grupo se reune no Capibar, em Casa Forte, com o intuito de elaborar, coletivamente, o modelo de cadastro de produtos e serviços que será montado no site do CDTL. O ideal é que participem representantes de diversos setores e linguagens culturais, pois quanto mais exemplos reais tivermos, melhor será o funcionamento do sistema, que em breve estará disponível para vocês divulgarem gratuitamente aquilo que sabem fazer e podem trocar ou vender.

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maira.brandao em debate, oficinas, planejamento, projeto, tecnologia

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Viva e Compartilhada

Pesquisa aponta necessidade de integração de sistemas e esforços

O Programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura é um novo modelo de gestão que está em curso atualmente dentro do governo brasileiro. O Programa consiste na seleção, conveniamento e financiamento de diversas instituições – de ONGs, OSCIPs a Universidades, Prefeituras, etc – para que estas tornem-se Pontos de Cultura. No próprio portal do Ministério da Cultura lê-se que “um dos princípios do Programa Cultura Viva é a Gestão Compartilhada. Isso significa que o Programa está constantemente aberto ao diálogo com a sociedade civil e defende que a mesma postura seja adotada pelos Pontos de Cultura”. Para compreender a dimensão e complexidade desta proposta de gestão compartilhada em um programa governamental, foram ouvidas três pessoas com diferentes envolvimentos esta nova política pública de cultura: A historiadora Rachel Oliveira que, atualmente, presta uma consultoria em metodologias de acompanhamento, avaliação de projetos e sistematização de informações ao Ministério da Cultura, e que anteriormente trabalhou na Representação Regional do Ministério da Cultura de Minas Gerais; A psicóloga Roberta Scatolini, Secretária de Cultura e orientadora pedagógica do Instituto Paulo Freire, que foi contratado pelo Ministério da Cultura para realizar dinâmicas de gestão compartilhada com os Pontos de Cultura e outros envolvidos; E o cientista social José Paulo Neto, que trabalhou como terceirizado para o Ministério da Cultura na Ação Cultura Digital, responsável pelo letramento digital e midiático das comunidades dos Pontos de Cultura.

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adriana.veloso em artigo, debate, entrevista, relatório, tecnologia

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I-radiando

Acabou que fui sozinha para o II Seminário Midias Nativas na USP.

Cheguei ontem às 16:00h para as últimas duas palestras: Radios Nativas e Videomakers.

Cada pessoa da mesa falou de suas próprias experiências, das dificuldades, dos desafios e dos obstáculos da construção de uma rádio, seja ela indígena, seja de periferia.

Os depoimentos não foram só muito ricos pelas suas histórias de luta, mas também por emocionarem a platéia por todo o idealismo almejado pelas comunidades ali representadas.

Ao invés de tentar resumir uma hora e meia de narrativas, achei que seria mais interessante abrir aspas para algumas falas:

“A pessoa que emprestou os equipamentos da rádio, os pediu de volta. Então agora estamos sem aúdio, mas continua funcionando na internet. Estamos tentando parcerias para obter equipamentos de novo (…) Hoje temos um processo no Ministério das Comunicações para conseguir uma concessão de uma rádio pública indígena para América Latina, em frequência A.M.” Anápuáka Pataxó Hã Hã Hãe da Rede Índios Online falando a respeito da Web Radio Brasil Indigena

“Neste ano todos poderão ter acesso àquelas fitas K-7. Todo o programa (de Índio) será digitalizado.” Ângela Pappiani da Ideti, sobre o Programa de Índio da rádio USP na década de oitenta.

“Começamos a rádio em um banheiro do Centro Cultural. No início tínhamos uma máquina de escrever apenas. Só depois vieram os dois computadores.” Marquito da Rádio Web CCSP.

“A rádio Heliópolis é um ponto de cultura do Ministério da Cultura. O presidente já foi lá, o Ministro Gilberto Gil já foi lá. Eles foram em uma rádio que não é reconhecida, porque continua a ser perserguida. ” Gerô da Rádio Heliópolis

“Temos muito orgulho, depois de tanta luta, em conseguir outorga de funcionamento por 10 anos. Somos a primeira rádio comunitária legalizada a funcionar no município de São Paulo”. Gêro da Rádio Heliópolis, sobre a autorização recebidada do Ministério das Comunicações no dia 13 de março de 2008.

Ao final do evento fui conversar com Anápuáka da Rede Índios Online. Ficamos de marcar uma reunião com Claudio Prado em São Paulo na próxima semana. Depois publico aqui. :)

mari.stella em debate, evento

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USP discute democracia digital

De hoje até quinta-feira ocorrerá o II Seminário Midias Nativas, realizado pelo CEPOP-ATOPOS – Centro de Pesquisa da Opinião Pública em Contextos Digitais da ECA-Escola de Comunicações e Artes da USP. A programação do primeiro dia será no Anfiteatro do Depto. de História – FFLCH/USP, na Cidade Universitária, os dois outros dias de Seminário acontecerão no Centro Cultural São Paulo, estação Vergueiro do metrô.

O caráter democrático das novas tecnologias será mostrado no seminário através das produções midiáticas e das redes sociais criadas por jovens moradores da periferia da cidade de São Paulo e comunicadores de várias etnias indígenas, entre os quais, Ângela Pappiani e Jurandir Siridiwê do Instituto de Tradições Indígenas, Marcos Terena, diretor do Memorial dos Povos Indígenas, Alex e Atia Pankararus, Yakuy Tupinambá e Anapuaka Pataxó Hae Hae da Rede Índios Online, os escritores Guaranis Olívio Jekupé e Giselda Jerá e os comunicadores e produtores de mídia da periferia – Alessandro Buzo, Tião, Gil do site Bocada Forte, Ronaldo Costa e Eliezer Santos do Canal Motoboy, entre outros.

Além disso, o governo do Canadá, através de seu consulado em São Paulo, apóia a presença da cineasta indígena Evelyne Papatie do povo Algonquim e de Manon Barbeau, coordenadora do projeto Wapikoni Mobile. Elas apresentarão a experiência da comunidade indígena no Canadá que teve acesso às tecnologias digitais como uma alternativa aos problemas sociais e ao isolamento.

Luciana, Lucas, Vitor e eu estaremos no evento para participar das discussões, ver as produções, articular parcerias, e atentar justamente para uma relação Brasil-Canadá através das perspectivas digitais índigenas.

Claudio Prado que voltou do Canadá há duas semanas, manteve em sua estadia naquele país, estreitas relações com integrantes da iniciativa canadense IsumaTV, um portal de vídeo na internet para produtores de filmes de etnia indígena.

Nós da ação de Cultura Digital do MinC estamos interessadíssimos em auxiliar a construir mais possibilidades de troca de experiência entre uma cultura e outra, as quais têm se apropriado cada vez mais das tecnologias digitais.

Estamos indo para lá e mais tarde traremos notícias sobre nossas participações. Se você quiser acompanhar ao vivo as palestras a transmissão está rolando.

Veja aqui a programação.

mari.stella em debate, evento

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Bate papo entre Dpadua e Pedro Doria

Ainda durante o Campus Party o produtor cultural Dpadua bateu um papo muito inspirado com o blogueiro Pedro Doria. A conversa fluiu e passou por diversos temas como a blogosfera brasileira, jornalismo cidadão, mobilização política, a condição precária de acesso a internet no Brasil e a restrição do acesso a informação provocada pelas leis brasileiras de direitos autorais. Apesar da contra-luz ter prejudicado um pouco a captação das imagens, a conversa é altamente relevante e está aqui na íntegra e em duas partes.

Leia alguns trechos:

“… está faltando relevância na blogosfera brasileira… o Brasil tem uma blogosfera de tamanho pra fazer frente às blogosferas da maioria dos países da europa ocidental… mas por outro lado na blogosfera brasileira não existe informação circulando…”

“…certamente nas eleições de 2010, a gente vai ver muita produção independente… em tudo quanto é lugar que os grandes candidatos forem, vai ter uma câmera de vídeo, vai ter um celular…”

“…a gente tem um problema sério no brasil de infra estrutura de acesso a internet… quando a gente ouve falar que brasileiro é o que mais tempo fica online, é porque demora mais pra baixar…”

“…se vc levar as músicas do seu cd ao seu computador, vc já fez uma cópia. Se levar ao seu ipod vc fez duas cópias e cometeu dois crimes…”

“…articulação política não existe no vácuo… Se muito eleitor está cobrando uma coisa, a coisa acontece… a mobilização não tem que vir dos políticos, tem que vir de baixo.”

Parte 1/2

[youtube GYSFfItVS0E Parte 1/2]

Parte 2/2

[youtube Yzr86dTCsP4 Parte 2/2]

daniel.taterka em debate, entrevista, Vídeo

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Claudio Prado na Universidade de Stanford

Hoje, a partir das duas da tarde (horário de São Francisco – Califórnia), seguindo sua agenda internacional, Claudio Prado participará da mesa “Glocalismo” na Universidade de Stanford, para discutir a ação de Cultura Digital que ele vem desenvolvendo como consultor de políticas digitais do Ministério da Cultura.

Segue abaixo o convite:

Cultural Hot Spots

a round table discussion of “glocalism” with Claudio Prado, director of digital policies in Brazil’s Ministry of Culture

The Stanford Humanities Lab invites you to participate in a workshop about an extraordinary socio-cultural experiment that has placed digital technologies and tools in the hands of disadvantaged communities across Brazil, transforming digitally excluded populations into producers, designers, programmers, even hackers.

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mari.stella em debate, evento

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O uso do software livre na produção multimidia e a migração.

Opa, vou falar um pouco sobre o uso do software livre. É sabido que usamos e estimulamos o uso de ferramentas livres como o sistema operacional linux e os diversos softwares multimidia disponíveis para esta plataforma. Acredito que o uso do SL liberta, sendo o único meio legítimo de apropriação dos meios de produção cultural. O software pirata além de ser ilegal faz uso de uma linguagem proprietária, fechada que em última instância faz é perpetuar uma cultura de uso que existe para dar lucros às grandes corporações. Mesmo que você não pague pela licença, a cultura de uso se dissemina e o resultado é o monopólio, a dominação dos mercados.

O software proprietário licenciado, além destas desvantagens custa caro. Muito caro. E você precisa renovar esta licença a cada nova versão lançada, sob pena de ficar sem suporte.

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daniel.taterka em artigo, debate, tecnologia, Vídeo

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Reinventando a cultura “norte-americana”

“Are we american?” é uma conferência promovida pela McGill Institute for the Study of Canada, que faz parte de uma série de conferências anuais realizadas pela instituição. Este ano ocorrerá de 13 a 15 de fevereiro, em Montreal.

A conferência pretende discutir, em termos gerais, se há uma cultura norte-americana além dos EUA e que portanto, inclua também Canadá e México.

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mari.stella em debate, evento

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Reinventando a cultura “norte-americana”

“Are we american?” é uma conferência promovida pela McGill Institute for the Study of Canada, que faz parte de uma série de conferências anuais realizadas pela instituição. Este ano ocorrerá de 13 a 15 de fevereiro, em Montreal.

A conferência pretende discutir, em termos gerais, se há uma cultura norte-americana além dos EUA e que portanto, inclua também Canadá e México.

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mari.stella em debate, evento

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