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	<title>Cultura Digital &#187; equipe</title>
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	<description>Facilitar a apropriação de ferramentas multimídia em software livre pelos Pontos de Cultura</description>
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		<title>Oficinas do Pontão Minuano</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 18:01:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adriana.veloso</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já estão abertas as inscrições para os cursos de Áudio, Vídeo, Gráfico e Metarreciclagem do Pontão de Cultura Digital Minuano que iniciam dia 27 de outubro com duração de um mês. Os inscritos poderão acompanhar os cursos de duas formas: 1) Totalmente EAD &#8211; Com aulas a distancia. Nessa modalidade todo o conteúdo das aulas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cultura.gov.br/blogs/cultura_digital/wp-content/uploads/2008/10/minuano.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-189" src="http://blogs.cultura.gov.br/cultura_digital2/files/2008/12/minuano.png" alt="" width="139" height="140" /></a>Já estão abertas as inscrições para os cursos de Áudio, Vídeo, Gráfico e Metarreciclagem do Pontão de Cultura Digital Minuano que iniciam dia 27 de outubro com duração de um mês.</p>
<p>Os inscritos poderão acompanhar os cursos de duas formas:</p>
<p>1) Totalmente EAD &#8211; Com aulas a distancia. Nessa modalidade todo o conteúdo das aulas é postado em ambiente virtual e os alunos devem reservar em média duas horas diárias para acesso a internet além dos horários dos foruns que serão previamente agendados com os Educadores Digitais.</p>
<p>2) Semi presencial &#8211; O curso também é em ambiente virtual, necessitando de duas horas diarias, porém tem a facilidade de participar das oficinas presenciais de seis horas uma vez por semana.</p>
<p><span id="more-87"></span></p>
<p>As oficinas presenciais acontecerão em duas localidades: a Casa Brasil de Pelotas (RS) sediará as oficinas de Áudio e Vídeo e o CMID- Centro Marista de Inclusão Digital em Santa Maria (RS) ocorrerão as oficinas de Metareciclagem e Gráfico. As primeiras oficinas serão nos dias 27 e 28 de<br />
outubro quando os oficineiros organizarão os próximos encontros conforme a melhor disponibilidade das turmas.</p>
<p>Integrantes de Pontos de Cultura, Casa Brasil, Rádios Comunitárias, movimentos sociais, empreendimentos de economia solidária e grupos afins que desejam aprimorar suas habilidades artísticas produzindo seus próprios materiais a partir da troca de conhecimentos, apropriando-se de ferramentas livres para uma comunicação alternativa, podem se inscrever no site<br />
<a href="http://www.minuano.org/" target="_blank">www.minuano.org</a> até dia 20 de outubro. As vagas são limitadas!</p>
<p>Os cursos são gratuitos, mas ao final do curso o participante deverá apresentar uma contrapartida para o grupo pelo qual foi indicado, portanto é importante que leiam atentamente as instruções na aba &#8220;inscrições&#8221; do site.</p>
<p>Pontão de Cultura Digital Minuano</p>
<p><a href="http://www.minuano.org/" target="_blank">www.minuano.org</a></p>
<p>*O Pontão de Cultura Digital Minuano é um projeto da Associação Software<br />
Livre.Org e tem o apoio do Minustério da Cultura.*<br />
<span style="color: #888888"> </span></p>
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		<title>Pontão Minuano Abre Seleção de Monitores para Oficinas Digitais</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 10:23:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adriana.veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipe]]></category>
		<category><![CDATA[evento]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento]]></category>
		<category><![CDATA[projeto]]></category>
		<category><![CDATA[relatório]]></category>
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		<description><![CDATA[Para cada capital da região sul, Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba, será selecionado um estagiário para atuar como monitor das oficinas promovidas pelo Pontão de Cultura Digital Minuano. A função do monitor é apoiar as atividades de educação a distância, as atividades presenciais no Pólo da capital em que estiver atuando e também ser referência local [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para cada capital da região sul, Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba, será selecionado um estagiário para atuar como monitor das oficinas promovidas pelo Pontão de Cultura Digital Minuano. A função do monitor é apoiar as atividades de educação a distância, as atividades presenciais no Pólo da capital em que estiver atuando e também ser referência local para o Pontão.</p>
<p>Estudantes interessados em colaborar, aprender e trocar informações sobre software livre, cultura livre, comunicação alternativa, ferramentas digitais, redes de colaboração, além de realizar atividades de monitoria a distância, através do ambiente Moodle, e presencial, nas oficinas realizadas pelo Minuano Digital devem enviar seu currículo para <a href="mailto:minuano@softwarelivre.org" target="_blank">minuano(arroba)softwarelivre.org</a>.</p>
<p><span id="more-84"></span></p>
<p>Para ser selecionado o estudante deve estar regularmente matriculado na rede de ensino e não ter impedimento legal para poder estagiar, ter facilidade para realizar pesquisas na web e boa capacidade de comunicação. A vigência da monitoria é de seis meses com uma carga horária de 25 horas semanais. Os selecionados receberão bolsa mensal de R$ 300,00 mais vale-transporte.</p>
<p>As primeiras oficinas, que se iniciam dia 22 de setembro e que terão duração de um mês, serão em Porto Alegre, Pólo 1 do Rio Grande do Sul. Áudio, Gráfico, Vídeo e Metareciclagem são as quatro áreas desenvolvidas em cada uma das oficinas digitais, cujo objetivo é promover a autonomia na produção cultural através da utilização de software livre. Nas oficinas também se propõe um diálogo sobre temas como: cultura de colaboração, comunicação comunitária, produção cultural, economia solidária e Licença Arte Livre, facilitando a imersão do educando nos universos do Software Livre, Internet e Cultura Livre.</p>
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		<title>Ainda Campus Party</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 03:55:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[bastidores]]></category>
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		<category><![CDATA[evento]]></category>
		<category><![CDATA[avaliação]]></category>
		<category><![CDATA[Campus Party]]></category>
		<category><![CDATA[campusparty]]></category>
		<category><![CDATA[produção]]></category>

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		<description><![CDATA[O maior encontro de comunidades de tecnologia que aconteceu em São Paulo está rendendo assunto no nosso Blog de cultura digital. Como contamos em um post às vésperas do evento começar, nossa equipe apresentou um projeto para a organização do Campus Party propondo o seguinte: nós convidaríamos 5 Pontos de Cultura, do Brasil todo, para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O maior encontro de comunidades de tecnologia que aconteceu em São Paulo está rendendo assunto no nosso Blog de cultura digital. Como contamos em um <a href="http://www.cultura.gov.br/blogs/cultura_digital/?p=77">post</a> às vésperas do evento começar, nossa equipe apresentou um projeto para a organização do Campus Party propondo o seguinte:</p>
<ul>
<li>nós convidaríamos 5 Pontos de Cultura, do Brasil todo, para participar do evento;</li>
<li>o Campus Party traria duas pessoas de cada um desses Pontos de Cultura, com inscrição no evento, barracas, alimentação e disponibilizaria 5 celulares Nókia N95 para serem usados no evento pelo grupo;</li>
<li>com esses celulares os Pontos ficariam responsáveis por fazerem uma cobertura alternativa do evento em formatos menores e com publicação instantânea;</li>
<li>nós do cultura digital organizaríamos um espaço de discussão de produção e cobertura digital com celulares;</li>
<li>ao final do evento os 5 celulares seriam doados aos Pontos de Cultura para que a produção continuasse em vários pontos do Brasil;</li>
<li>além da cobertura com os N95 ficou acordada um sistema extra, de apoio, com câmeras trazidas pelos Pontos  de Cultura e uma Ilha de Edição montada pela equipe de São Paulo para a finalização do material gravado.</li>
</ul>
<p>E foi quase assim que se deu. Quase porque os celulares não chegaram! Mas a equipe que formamos não se acanhou e decidiu levar adiante a proposta de cobrir o evento. Câmeras em punho, os momentos que seriam de discussão de linguagem e formato para registro com celulares se transformaram em reuniões de pauta.</p>
<p>Não vou ficar aqui contando para vocês quando vocês podem ler a opinião de várias das pessoas que formaram nosso time. Segue nossa avaliação dividida em três quesitos: nossa avaliação do evento; uma auto-avaliação do trabalho em equipe e por fim colocamos nossa produção em cheque e questionamos mesmo. As avaliações foram mandadas para uma lista de e-mail que criamos e eu editei um pouquinho para que vocês, que não estavam lá com a gente, entendessem do que estamos falando. Os créditos estão no final, em negrito.</p>
<p><span id="more-64"></span></p>
<p>Contamos com seus cometários!!! Nada melhor do que quem está de fora para palpitar. Principalmente sobre a produção que está disponível para vocês assistirem.</p>
<p><span style="font-weight: bold"></span></p>
<p><font color="#cc0000" size="4">Avaliação do Campus Party:</font><br />
&#8220;Muita Informação, oficinas ocorrendo ao mesmo tempo, evento disperso&#8230;. Um evento MUITO BOM, mas acho que faltou mais organização. Exemplo: oficinas com dia e hora marcado, mas não rolavam e não tinha ninguém pra avisar. Estava muito confuso! Faltou informação até para quem estava no evento. De qualquer forma foi uma boa oportunidade de reunir Pontos de Cultura que faziam parte de um um mesma rede, mas não tinham tido a oportunidade de se integrar uns com os outros. Experiência surpreendente!!&#8221;. <span style="font-weight: bold">por Eliete Lima do Ponto de Cultura <a href="http://www.encine.org.br/">Encine</a> em Fortaleza, Ceará</span></p>
<p class="Ih2E3d">&#8220;De tudo dos 7 dias ficou essa impressão: falta de programação definida previamente, e que mudavam constantemente, impediram uma pre-definição de pauta. A falta de estrutura para receber no primeiro dia (a fila enorme para atendimento) foi o mais desastroso. Senti falta de uma programação mais humanizante, com apresentações culturais (*música, performances) nos intervalos, que pudessem aproximar e interagir o público presente. A quantidade de informação é realmente muito grande, chega a exaurir no final. Realmente é um evento para aqueles que possuem poder aquisitivo maior. A falta de programação que envolva as crianças, também deixou a desejar. Poderia ser uma oficina. Não devemos limitarmo-nos somente aos games que promovem constantes lutas entre si. O avanço tecnológico a que nos predispomos deve ir além do que costumamos observar pelo mercado. Quando começarmos a exigir novos produtos, mais educativos, talvez tenhamos, maiores progressos, uma sociedade mais tanquila e responsável.<br />
Os pontos positivos?A convivência, em um mesmo espaço, de tantas comunidades certamente foi uma oportunidade importante. Houveram palestras interessantes. O café da M$ era livre (dava pra ver a receita sendo feita na hora e não se cobrava nada por isso). Experimentar uma conexao de 5g foi uma oportunidade rara e relevante. Houveram atividades praticamente durante todo o tempo.<br />
Os negativos&#8230; Se não fosse o fórum nacional de inclusão digital (era esse o nome?) seria um evento etnicamente delimitado a uma elite majoritariamente branca e de classe média alta/classe alta, o que faz questionar se num evento futuro não deveria haver algum tipo de patrocínio ou esforço da organização para incentivar populações negras, mestiças e de periferia a participarem. O evento estava um tanto quanto disperso, na maioria das palestras, ficou a impressão de que os vários grupos pouco interegiram entre sí. Faltaram temas mais transversais, e o espaço que parecia ter sido proposto para esse fim (o espaço telefônica) estava mais pra um grande balcão de negócios do que para um fórum de debates. Aliás, no espaço telefonica, os poucos debates que houveram pouco envolveram o público. Houveram os anedotários problemas com a segurança, que mandava e reprimia mais do que o que era oficialmente admitido pela organização. A distribuição de espaços de palestras não respeitou muito a afinidade dos grupos que lá estavam. Por exemplo, enquanto Games e Modding, (que sao comunidades muito afins e que compartilham a maioria dos seus membros) recebeu um espaço cada um, grupos muito menos afins como música, cultura digital e startup de empresas de tecnologia tiveram de disputar um mesmo espaço denominado &#8216;criatividade&#8217;. O evento tem que ser &#8216;tropicalizado&#8217;! A influência dos espanhois na organização, a imposição do mesmo modelo aplicado na Espanha, certamente prejudicou&#8221;. <span style="font-weight: bold">por Ariel Foina, advogado e sociólogo sempre colaborou ativamente com o Cultura Digital </span></p>
<p>&#8220;Acho que a ação capengou porque fizemos o de sempre. Trabalhar com limitações maiores do que no Ponto de Cultura onde trabalho não representa grande avanço. Acho que capengamos em envolvimento. Algumas pessoas deram as madrugadas para editar vídeos e outras não se deram o que podiam. Tínhamos brutos demais para editar por falta de planejamento. Possivelmente por falta de melhor domínio de produção de vídeo. O Coletivo Digital levou a gente lá pra participar do Seminário de Inclusão Digital mas nem incluiu o seminário na programação. O espaço promovido para as iniciativas governamentais (Pontos de Cultura, Casas Brasil&#8230;) não estava claro que se propunha a isso&#8221;. <span style="font-weight: bold">por Augusto Pereira do Ponto de Cultura PC Nortão, Mato Grosso</span></p>
<p><font color="#cc0000" size="4">Avaliação do nosso trabalho em equipe:</font></p>
<p><strong><br />
</strong>&#8220;Posso dizer que nosso trabalho em equipe foi muito bom. A galera realmente estava querendo &#8220;trabalhar&#8221;! Cheguei na terça à noite, então foi bem trash, pois  já peguei o bonde andando. Confesso que fiquei meio perdida no começo! Mas deu pra desenrolar. No dia seguinte fui para a reunião, fiquei por dentro das pautas e consegui me integrar ao grupo. Quer dizer, em partes, por que não deu pra conhecer todo mundo&#8230; Muita gente estava preocupada só em trabalhar e não se relacionava com as outras pessoas da equipe. Lembro que tivemos muitos problemas com ilha de edição. A solução foi editar no stand do pessoal da Casa Tainã. Achei muito massa, conheci a galera toda lá, aprendi muitas coisas&#8230; Foi uma experência muito boa! As pessoas paravam e perguntavam o que eu estava fazendo, eu explicava  sobre o cinelerra e sentia que eles gostavam. Isso também me deixou feliz. Aprendi que em meio a tantos problemas soube lidar com todos sem me  deixar abater. Fiquei estressada, cansada, mas tudo isso valeu a pena e faria de novo se fosse nescessário. Além disso como eu disse, não tinhamos estrutura suficiente para trabalhar: ilhas de edição, câmeras&#8230;. Tivemos muitos atrasos em reportagens por conta disso. Alguns não sabiam onde colocavam fitas, cabos e etc&#8230; Como todos nós sabemos, filmar com câmeras e ter que editar não era a principal proposta: iríamos usar os celulares e não precisaríamos editar. Tivemos muita força de vontade, fizemos o impossivel. Chegamos ao ponto de virar a noite editando para ter um bom resultado&#8221;. <span style="font-weight: bold">por Eliete Lima do Ponto de Cultura <a href="http://www.encine.org.br/">Encine</a> em Fortaleza, Ceará</span></p>
<p>&#8220;Vou usar da analise do Pedro Markum: &#8216;Pela primeira vez, apesar dos problemas (neste caso a falta dos celulares) a equipe se manteve unida e não saiu cada um para um lado&#8217;. Esta analise é uma comparação com a participação do Cultura Digital na TEIA e no IGF. Acredito que conseguimos fazer com que a produção ocorresse, apesar dos pesares. Senti força de vontade de todos. Algumas  pessoas se doaram mais, outras, menos. Faltou organização com relação ao uso da ilha de edição e fitas &#8211; mas porque nao esperávamos ter que usá-las com tamanha freqüência. Faltou organização de pauta diante do que aconteceu e pautas mais críticas. Houve sim dispersão nas reuniões e talvez a causa seja o fato de terem ocorrido pela manhã e o pessoal ter trabalhado durante a noite. De qualquer maneira da próxima vez tem que haver escala, ou coisa do tipo. De um modo geral avalio positivamente nossa participação&#8221;. <span style="font-weight: bold">por Mariana Piazzolla da equipe do Cultura Digital, de São Paulo</span></p>
<p class="Ih2E3d">&#8220;O trabalho da equipe foi um sucesso, mesmo tendo tido alguns impencílios e desarrojos como a falta de estrutura técnica para trabalhar. Apesar das dificuldades, somos todos vitóriosos pelo fato de todos terem dado o melhor de si para cumprir uma demanda alternativa. Poderiamos ter feito ainda mais, mas acho que foi feito o sulficiente para mostrar que somos capazes e que formamos uma  grande e competente equipe  de trabalho, que pode superar obstáculos&#8221;. <span style="font-weight: bold">por Emanuel Ricardo Maria do Ponto de Cultura Na Trilha da Cidadania Cultural, de Diamantina, Minas Gerais</span><br />
<strong><br />
</strong>&#8220;Acho que o ambiente cheio de estímulos (zumzumzum, gente passando, falando, gritando), perturbou nossa reunião de pauta. Senti que somente algumas pessoas que estavam sentadas próximas umas das outras conseguiam se ouvir, mas mesmo assim com dificuldades. Isso foi cansativo, e ficou a sensação de que os combinados não estavam claros e/ou haviam diferentes interpretações deles. Sintomático que depois da primeira reunião, não conseguimos fazer mais nenhuma com todas as pessoas, e saímos cada um procurando produzir da maneira que entendeu ser a mais adequada. Reuniões mais eficientes e freqüentes fizeram falta. Por eficiência quero dizer todos presentes, ouvindo-se e objetivando, anotando os combinados. Como já disse atribuo esta &#8220;ineficiência&#8221; em parte ao ambiente disperso e não às pessoas, estávamos tentando, mas o ambiente não ajudou. O ponto positivo foi que apesar da falta dos celulares e o consequente afunilamento da produção na ilha de edição, conseguimos uma certa produção. E apesar das dificuldades citadas conseguimos formar boas mini-equipes, todos estavam se respeitando e procurando se ajudar. De minha parte da próxima vez serei mais atencioso no acompanhamento das produções em curso, distribuição de fitas, fluxo das edições, agendamento da ilha. Medidas, que acredito, poderiam ter amenizado algumas das dificuldades encontradas&#8221;. <span style="font-weight: bold">por Daniel Taterka da equipe do Cultura Digital, de São Paulo</span><br />
<strong><br />
</strong>&#8220;O trabalho em equipe me pareceu coordenado e organizado, mas talvez pudéssemos ter gerado um &#8216;tutorial para TVs táticas&#8217; no fim do processo. Seria de grande valia para o movimento de conhecimento livre. :) Em suma, vi pouca documentação ser gerada&#8221;. <span style="font-weight: bold">por Daniel Pádua, articulador do Cultura Digital na região central do Brasil </span></p>
<p>&#8220;Houve uma interação no primeiro dia. Depois, notei que ficamos mais dispersos, cada um querendo resolver a captação e edição de imagens. Aliás nosso grande impecilho foi a edição. A falta de máquinas e a interrupção dos programas de edição, atropelou um pouco o processo. Mas, apesar desses pequenos problemas, notei que a equipe estava disposta e ávida para produzir, isso é muito positivo&#8221;. <span style="font-weight: bold">por Rosangela Rocha do Ponto de Cultura <a href="http://www.curtase.org.br/">Curta-se</a> de Aracajú, Sergipe</span><br />
<strong><br />
</strong>&#8220;A minha participação não foi muito ativa no processo de elaboração e fatura dos vídeos, coisa que me deixa desconfortável numa &#8216;avaliação&#8217; destes objetos. Embora em nenhum momento havia me proposto a &#8216;fazer registros&#8217;. Não encarei isto como uma demanda, e acho que foi dito claramente para todos que esta não era uma demanda. Mas isso e a fala de Augusto se chocam: &#8216;Acho que a ação capengou porque fizemos o de sempre. Trabalhar com limitações maiores do que no Ponto de Cultura onde trabalho não representa grande avanço.&#8217; Muitas pessoas vieram empolgadas com o &#8220;propaganda&#8221; que se fazia do evento (e eu fui uma delas). Na mídia o evento parecia uma prévia da primeira viagem lunar! Viajaríamos numa banda inacreditável, conheceríamos gente que respira tecnologia, todo mundo compartilhando tudo, todo mundo com os novos 10 mandamentos da geração coloborativa bem decorado, Enfim&#8230;e no fundo havia um pouco disso sim. Só que eu não sabia onde. Eu não entendi onde eu me colocava dentro do evento, dentro das programações, no uso do meu próprio computador. Eu participei do Cultura Digital por uns 2 anos e pouco&#8230;e ainda me surpreendo em como é confuso as liberdades de produção, de acesso e de tráfego das pessoas e das informações. Tínhamos um corpo que não sabia quem eram pé, quem era mão, quem era unha&#8230;que não se identificava como integral. Vi muita gente produzindo sim, mas resgato a frase do Augusto: Muita gente fazendo o que já fazia sem muito diálogo com as outras pessoas. Quase cumprindo um compromisso: O compromisso de fazer algo pelo evento. E a equipe? Existiu uma equipe? Ou as pessoas que já se conheciam ajeitaram-se no que elas sabem fazer bem? (O que é bom, na verdade estamos numa rede que já faz algum tempo). Mas correndo o risco de falar merda, nos acomodamos nas estrutura capenga que não nos dizia o que fazer, com quem fazer e como fazer. Decepcionado pela ausência do celular fantástico (ou seria esta uma desculpa?) nos permitimos executar o simples e o óbvio ao invés de ver e conhecer uns aos outros dentro desta escala cósmica que foi o Campus Party. Continuo vendo os vídeos do Augusto na minha banda humilde, ao invés de ter visto os vídeos dele ao seu lado. Continuo sem ver os vídeos que a Rosangêla produziu no ponto; Continuo olhando para a Via Láctea sem perceber as estrelas pequenas que me cercam. E no fundo a nossa equipe foi assim. Claro que ouve momentos de trocas! Claro que vi o Daniel mais o Emanuel trabalhando muito! Foi a primeira vez que o Emanuel vem para São Paulo, isso já vale! Mas e a nossa equipe? Nossa equipe tinha algum objetivo comum? Isso precisa melhorar nos próximos encontros, não precisamos de uma programação, mas de um interesse comum, nem que seja como um exercício. Um exercício de coletividade. Precisamos despir esta &#8216;camisa de futebol&#8217; que diz numa entrevista: &#8216;O Jogo foi bom, o time tá bom, tivemos problemas na zaga mas o técnico é bom&#8230;estamos aí,foi legal&#8230;&#8217; Sinto que de alguma forma, as pessoas que dialogo nesta rede, serão pessoas importantes no futuro das organizações públicas e sociais no Brasil e por isso acho que vale a pena pensar que mais importante do que o &#8216;Sérgio Amadeu&#8217; ou o &#8216;Ronaldo Lemos&#8217; falar o que sabe bem para quem já sabe, é o Emanuel entender, por exemplo, o papel dele frente a tudo isso e a possibilidade real dele se equipar. Ele edita vídeos com muita facilidade&#8230;mas o que poderia fazer aqui, que ele não faria em Diamantina? O Emanuel pode me dizer: &#8220;cala a boca! você não sabe o que eu aprendi aqui!&#8221; Mas um texto de avaliação corre sempre este risco&#8221;. <span style="font-weight: bold">por Tiago Gualberto, artista plástico e membro do cultura digital de coração, como ele mesmo declara.</span><br />
<strong><br />
</strong><font color="#cc0000" size="4">Avaliação da nossa produção:</font></p>
<p><strong><br />
</strong>&#8220;Vi muitas idéias massas que quando eram passadas para a timeline não ficavam tão boas. Acho que faltou uma visão mais crítica das coisas, tanto &#8216;do que estávamos fazendo&#8217;, quanto do próprio evento, a Campus Party&#8221;. <span style="font-weight: bold">por Eliete Lima do Ponto de Cultura <a href="http://www.encine.org.br/">Encine</a> em Fortaleza, Ceará</span><br />
&#8220;Uma coisa leva a outra: faltou comunicação, faltou informação sobre o evento &#8211; as diversas palestras e as atividades &#8211; e isso levou a uma falta de foco na produção. Tivemos até que uma produção razoável diante das dificuldades, mas precisamos ser críticos do nosso trabalho. Em audiovisual, finalização faz toda a diferença. Uma idéia simples bem finalizada é um puta vídeo, enquanto que uma puta idéia mal finalizada é um vídeo tosco. Estamos aprendendo. Precisamos melhorar.&#8221; <span style="font-weight: bold">por Daniel Taterka da equipe do Cultura Digital, de São Paulo</span></p>
<p>&#8220;Gostei dos vídeos, entretando senti falta de uma abordagem tema &#8216;mobilização política pró-livre acesso e compartilhamento&#8217;. O Campus Party reuniu as várias facções da cultura de rede, e seria massa um material audiovisual bem feitinho em SL para puxar um pouco essa politização&#8221;. <span style="font-weight: bold">por Daniel Pádua, articulador do Cultura Digital na região central do Brasil </span></p>
<p>&#8220;Por conta do bicho edição, tivemos alguns percalsos, conseguindo ter uma produção razoável. Na medida do possível, fizemos muito, com qualidade e diversidade de conteúdos&#8221;. <span style="font-weight: bold">por Rosangela Rocha do Ponto de Cultura <a href="http://www.curtase.org.br/">Curta-se</a> de Aracajú, Sergipe</span></p>
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		<title>Cultura Digital na Campus Party</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Feb 2008 20:11:33 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[campusparty]]></category>

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		<description><![CDATA[Campus Party é considerado o maior evento de entretenimento eletrônico em rede do mundo. Um encontro anual realizado desde 1997, que reúne, durante sete dias, milhares de participantes com seus computadores com a finalidade de compartilhar curiosidades, trocar experiências e realizar todo o tipo de atividades relacionadas a computadores, às comunicações e às novas tecnologias. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left"><a href="http://www.campus-party.com.br/">Campus Party</a> é considerado o maior evento de entretenimento eletrônico em rede do mundo. Um encontro anual realizado desde 1997, que reúne, durante sete dias, milhares de participantes com seus computadores com a finalidade de compartilhar curiosidades, trocar experiências e realizar todo o tipo de atividades relacionadas a computadores, às comunicações e às novas tecnologias.</p>
<p align="left">Este ano ocorre pela primeira vez no Brasil, de 11 a 17 de fevereiro, na Bienal, Parque do Ibirapuera, em São Paulo.</p>
<p align="left">A equipe  do Cultura Digital (CD) está participando do evento de várias maneiras.</p>
<p align="left">Uma delas é cobertura da Campus TV, resultado de uma parceria entre a assessoria de imprensa do evento e a galera da CD de São Paulo. Cinco Pontos de Cultura &#8211; Casa de Cultura Tainã (SP), Curta-se (SE), PC Nortão (MT), Encine (CE) e Nas Trilhas da Cidadania Cultural ( MG) &#8211;  foram convidados a participar da elaboração de uma cobertuta audiviosual utilizando equipamentos como celulares, câmeras mini-DV e câmeras fotográficas trazidas pelos próprios colaboradores.</p>
<p align="left"><span id="more-41"></span></p>
<p align="left">Além disso, a equipe de São Paulo organizou uma oficina para discutir linguagem, que está ocorrendo todas às manhãs das 8h30 às 12h00, no espaço Barcamp. Hoje algumas pautas foram propostas para os próximos dias.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><strong>Terça-feira</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm">O papel do cidadão como cinegrafista</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">Jornalismo participativo-conteúdos produzidos por pessoas comuns.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">Rapidez na captura e distribuição da informação</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">A postura da grande mídia na absorção do fenômeno</p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><strong>Quarta-feira</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm">Celular, uma mídia interativa?</p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><strong>Quinta-feira</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm">Poesia</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">A verdade filmada ou estética root?</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">Leituras sobre o formato de produção</p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><strong>Sexta-feira</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm">Canais de Publicação e acesso</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">Referências sobre o aparelho</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">&nbsp;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">O evento também convidou e patriocinou a vinda de quinze pessoas que trabalham diretamente com ação de cultura digital nos Pontos de Cultura de todo o Brasil. E no final das contas estão todos comprometidos com a capturação de imagens, edição e divulgação de todo o evento.</p>
<p align="left">Logo mais blogaremos as palestras, discussões e site com os vídeos editados.</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Padronização dos blogs do Ministério da Cultura</title>
		<link>http://blogs.cultura.gov.br/culturadigital/2008/01/08/padronizacao-dos-blogs-do-ministerio-da-cultura/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 16:56:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[bastidores]]></category>
		<category><![CDATA[equipe]]></category>
		<category><![CDATA[projeto]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Conforme os projetos de &#8220;Blogs de Cultura&#8221; surgiam, me deparei com uma questão importante, que não tinhamos um visual padrão para os projetos internos. Então levei a questão a equipe do MinC e com isso desenvolveu-se dois padrões visuais para os eventos/projetos do Ministério. Juntamente com os padrões desenvolvemos uma marca para simbolizar que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="thickbox" title="Novo visual dos Blogs do Ministério da Cultura" href="http://www.cultura.gov.br/blogs/cultura_digital/wp-content/uploads/2008/01/full_preview_blogs_minc.png"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-196" src="http://blogs.cultura.gov.br/cultura_digital2/files/2008/12/blogs_minc-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Conforme os projetos de &#8220;Blogs de Cultura&#8221; surgiam, me deparei com uma questão importante, que não tinhamos um visual padrão para os projetos internos.</p>
<p>Então levei a questão a equipe do MinC e com isso desenvolveu-se dois padrões visuais para os eventos/projetos do Ministério.  Juntamente com os padrões desenvolvemos uma marca para simbolizar que o blog é vinculado com o Ministério da Cultura que sempre se encontrará no canto superior direito dos sites.</p>
<p><span id="more-37"></span>Agora com este visual lançado dia 26 de Dezembro, os demais Blogs do MinC serão migrados pouco-a-pouco para o novo padrão visual, sendo que as cores dos Blogs poderão ser diferentes de acordo com as cores da logomarca do evento/projeto em questão.</p>
<p>Utilizando o WordPress como gerenciador de conteúdos, esta plataforma rodando em conjunto com o visual novo proporcionou uma maior navegabilidade aos visitantes, facilitando o encontro das informações. Esta plataforma auxilia também os administradores e editores de notícias à inserir os conteúdos de forma simples e eficiente, dando total suporte para criação de novas matérias e notícias.</p>
<blockquote><p>&#8220;Equipes antenadas podem fazer o governo economizar uma boa quantia de dinheiro público adotando soluções abertas nos casos em que elas se encaixam bem.&#8221;<strong><br />
</strong></p>
<p align="right"><strong>Por</strong> <span class="author"><a title="Veja todos os artigos de Walmar Andrade" href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/author/walmar_andrade" target="_blank">Walmar Andrade</a></span></p>
</blockquote>
<p>Lembramos que WordPress é uma ferramenta opensorce que encontra-se disponível para download no portal <a title="Wordpress.org" href="http://www.wordpress.org" target="_blank">www.wordpress.org</a>, contendo uma série de desenvolvedores pelo mundo desenvolvendo os plugins para estudo e adaptação, que são funcionalidades extras que podem ser incorporadas ao gerenciador de conteúdo.</p>
<p>A equipe de Gerência de Informações Estratégicas &#8211; DGE / SE conta com a participação de <a title="José Murilo" href="http://ecodigital.blogspot.com/" target="_blank">José Murilo</a>, <a title="WebDF" href="http://www.webdf.com.br/blog/" target="_blank">Guilherme Aguiar</a>, <a title="Marcelo Mesquita" href="http://marcelomesquita.com/" target="_blank">Marcelo Mesquita</a> , Thatiana Dunice, Guilherme Barcellos e <a title="Koojoo" href="http://www.koojoo.com.br/" target="_blank">Fabiano Rangel C</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Low Tech Multimídia</title>
		<link>http://blogs.cultura.gov.br/culturadigital/2006/12/10/low-tech-multimidia/</link>
		<comments>http://blogs.cultura.gov.br/culturadigital/2006/12/10/low-tech-multimidia/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 10 Dec 2006 22:38:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adriana.veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[bastidores]]></category>
		<category><![CDATA[equipe]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[baixa tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[computador]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[encontros de conhecimentos livre]]></category>
		<category><![CDATA[metareciclagem]]></category>
		<category><![CDATA[obsolecencia programada]]></category>
		<category><![CDATA[software livre]]></category>

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		<description><![CDATA[Baixa tecnologia criativa com cultura popular local Por: Adriana Veloso com colaborações de Renata Aquino e Tati Wells Software livre além do computador O marco da entrada do software livre no Brasil deu-se com o lançamento do Conectiva Red Hat, que a partir de 1996 disponibilizou uma versão traduzida ao português brasileiro do sistema operacional [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Baixa tecnologia criativa com cultura popular local<br />
</strong><br />
Por: Adriana Veloso com colaborações de Renata Aquino e Tati Wells</p>
<p><strong>Software livre além do computador<br />
</strong></p>
<p>O marco da entrada do software livre no Brasil deu-se com o lançamento do Conectiva Red Hat, que a partir de 1996 disponibilizou uma versão traduzida ao português brasileiro do sistema operacional Gnu/Linux. Mas foi de fato a sociedade civil que propagou o uso e construiu as relações de compartilhamento, troca e pesquisa intrínsecas ao projeto de um sistema livre e de código aberto. Ações como o Projeto Software Livre, por exemplo, que realiza desde 2000 anualmente o Fórum Internacional Software Livre (FISL) fizeram com que o Gnu/Linux se tornasse mais utilizado e difundido.</p>
<p>Os avanços das interfaces gráficas e dos programas multimídia também foram de suma importância para a abrangência do uso do software livre, mas principalmente sua filosofia de livre distribuição, possibilidade de modificação e customização, entre outras, atraiu muitas pessoas. E a cultura de uso desta nova ferramenta que fez com que os ideais de livre distribuição, compartilhamento e faça você mesma migrassem para outras áreas, como a produção midiática e musical.</p>
<p>Os <a href="http://www.indymedia.org/">Indymedias</a> foram os primeiros websites de notícias que utilizaram a licença copyleft. No Brasil, no final de 2000, chega o Centro de Mídia Independente. Logo depois, pessoas ligadas à música, como coletivo pernambucano <a href="http://www.recombo.art.br/">Re:Combo</a>, passam a utilizar uma licença de remix. É o início da migração dos ideais do software livre para a arte e a cultura.</p>
<p>Com a receita da feijoada disponível para todo mundo, cada região do país reinventou sua versão, adicionou um tempero regional. O licenciamento que permite executar, estudar, aperfeiçoar e distribuir, originário da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/GPL">GNU General Public License</a> (GPL), passa a ser aplicado em outras esferas que não a do software. O que ocorreu no caso do Brasil, nos últimos dez anos, é que o sistema operacional livre e sua ideologia foi encarado e utilizado como um catalisador para ações que sempre existiram no “mundo analógico”.</p>
<p><strong>Libertando da cultura por meio da tecnologia<br />
</strong></p>
<p>A partir da distribuição de uma documentação sobre como produzir, aliada à popularização de mídias como gravadores de Cds e DVDs, tornou-se muito mais acessível divulgar realidades regionais. Pois, em contraposição à diversidade brasileira, o monopólio das mídias trabalha em função do jabá, representando na telinha ou no rádio uma cultura muito mais estadunidense (*) que nacional. Quando muito destaca o sudeste e um nordeste rotulado em jargões comerciais.</p>
<p>Paralelamente, a interlocução das mídias livres trabalha mais diretamente com as pessoas, possibilitando que muitas outras vozes e opiniões sejam protagonistas. Conseqüentemente a diversidade é muito maior. Um simples exemplo sobre a produção musical brasileira: Quem é mais representativo, a Sony/BMG e seus 38 artistas nacionais contratados ou os mais de 30 mil musicistas cadastrados no Trama Virtual que disponibilizam suas músicas em licenças livres?</p>
<p>Neste aspecto os <a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=Encontros+de+Conhecimentos+Livres&amp;bl">Encontros de Conhecimentos Livres </a>e as Oficinas locais , promovidos desde 2005 pela <a href="http://www.culturadigital.org.br/">Ação Cultura Digital</a>, trabalham com a auto-estima das comunidades a partir do momento em que as coloca como protagonistas de sua própria história, oferecendo a possibilidade de auto-documentação da cultura popular local. Foram inúmeros os grupos que gravaram seu primeiro CD ou primeiro vídeo de trabalhos criados por gerações. São novas produções culturais refletindo para o mundo a diversidade nacional.</p>
<p>A instrumentalização tecnológica dos<a href="http://www.cultura.gov.br/programas_e_acoes/programa_cultura_viva/pontos_de_cultura/index.php"> Pontos de Cultura</a>, entidades selecionadas em edital pelo Ministério da Cultura para receberem uma verba com vistas a ampliarem suas ações, seja por meio do kit multimídia ou pelo aprendizado do manuseio de ferramentas livres para a produção multimídia, também fez com que estes agentes se tornassem autônomos em sua produção cultural. Já é possível trocar material entre projetos de todo país e com acesso à internet pode-se conhecer muitas outras realidades além daquelas exibidas no plim plim da Rede Globo, como no <a href="http://www.estudiolivre.org/el-gallery_home.php">Acervo Livre</a>, repositório de publicações abertas de material multimídia, por exemplo.</p>
<p><strong>Reapropriação das ferramentas</strong></p>
<p>Em se tratando da realidade brasileira não faz sentido falar em investimentos milionários em hardware (computadores, filmadoras, etc) para promover essa difusão e produção cultural descentralizada. A grande questão fica em como trabalhar com a diversidade cultural e criatividade com poucos recursos.</p>
<p>O diferencial da abordagem brasileira com relação às ferramentas tecnológicas, ou o hardware, é que de fato temos disponível sucata e para nós o lixo tecnológico deve ser reaproveitado. Um máquina de última geração pode até chegar à classe média alta, porém para fazer inclusão digital, entenda-se lá como for o que esta expressão indique, é preciso ter em mente que reciclar é dar acesso.</p>
<p><strong>O copyleft do hardware</strong></p>
<p>Justamente aí entra o <a href="http://oxossi.metareciclagem.org/">Metareciclagem</a>, proposta que serviu de base para a construção da Ação Cultura Digital. Este projeto não se trata apenas de reciclar máquinas antigas para colocar telecentros em funcionamento. Fazer Metareciclagem é principalmente pensar em como empregar a parafernalha tecnológica para projetos socialmente engajados utilizando-se de criatividade artística para isso. Lembrando que por tecnologia entende-se qualquer objeto manipulado pelo ser humano, de uma lápis a um processador dual core.</p>
<p><img src="http://www.overmundo.com.br/_overblog/img/1166414587_processso_construccao_tapete.jpg" alt="Processo de construção do Piano Metareciclado" align="left" height="216" hspace="2" vspace="2" width="284" /></p>
<p>Desmontar teclados, fazer com eles sensores e com estes fazer um piano no chão é um exemplo de Metareciclagem. Uma video wall, ou parede de telas de computador antigas, exibindo imagens é aplicar o conceito de Metareciclagem. Estes são apenas alguns exemplos de projetos executados por pessoas que trabalham com baixa tecnologia, arte e multimídia. São coisas assim que encantam as pessoas por serem quase inimagináveis no primeiro olhar, afinal, você pensaria em um piano ao ver um monte de teclados velhos e estragados? (<a href="http://www.estudiolivre.org/el-gallery_view.php?arquivoId=1666">Veja o vídeo</a> do piano em funcionamento)</p>
<p>O que as pessoas que aplicam Metareciclagem em suas vidas de fato fazem é levar o conceito de código aberto ao hardware, à parafernália tecnológica. Pois ao abrir a caixa preta da tecnologia, entender como as máquinas funcionam por dentro, reproduz-se a receita do bolo, da feijoada, utilizando-a de sua própria maneira.</p>
<p>Esse olhar, que vislumbra possibilidades infinitas, reflete a criatividade típica das brasileiras e brasileiros. Se propomos novos usos no artesanato porque não na tecnologia? Além disso, a simples atitude de reaprovetar a baixa tecnologia é negar a obsolecência programada da indústria. Ao abrir as máquinas desmistifica-se o que é um computador, seu funcionamento e sua distância, seja ela de origem financeira ou de aprendizado.</p>
<p>Grupos e coletivos como o Metareciclagem, o <a href="http://www.midiatatica.org/">Mídia Tática</a>, e o Centro de Mídia Independente, atuantes direta ou indiretamente no MinC por meio da Ação Cultura Digital, misturam o low tech com o multimídia em um contexto de mudanças sócio econômicas do qual emerge os conceitos do software livre e os novos tipos de licenciamento de obras artísticas e intelectuais. Um dos resultados disso é esta publicação, outro estão disponíveis na Internet, mas de fato, tudo isso inicializou um processo colaborativo que muda a forma com que a cultura, a mídia e a tecnologia será vista pelas novas gerações.</p>
<p>(*) O termo estadunidense é utilizado ao invés de norte americanos pois entende-se por norte americanos também os mexicanos e canadenses.</p>
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