Publicado em 16 de dez de 2008
Cultura Digital do MinC no IGF em Hyderabad
Segue abaixo o texto e slides da apresentação que fiz na sessão da Coalizão Dinâmica de Acesso ao Conhecimento (A2K), por ocasião da Terceira Edição do Internet Governance Forum (IGF), em Hiderabad na India.
Outras informações sobre a participação brasileira no IGF em Hyderabad estão disponíveis em: http://blogs.cultura.gov.br/igf/
Cultura Digital Brasileira
Um caso de exercício público da cultura como instrumento para a progressiva mudança na sociedade global em rede
Cultura Digital é um termo que surgiu a partir da passagem do Sr. Gilberto Gil como Ministro da Cultura brasileiro. Ele gerou sensação na mídia brasileira invocando-se um “ministro hacker”, no sentido de estudar os mecanismos de governo a fim de operá-los de acordo com a dinâmica dos tempos atuais.
Suas reflexões sobre a utilização das novas possibilidades radicais oferecidas pela Internet foram rapidamente traduzidas em ações concretas através do programa “Pontos de Cultura”. A idéia do programa foi capacitar os grupos ou iniciativas culturais para digitalizar os seus conteúdos através de programas em software livre para edição de áudio e vídeo, e também fomentar o intercâmbio dos conteúdos na rede de pontos de cultura. O programa também incentiva o uso de licenças alternativas como o Creative Commons e Copyleft, permitindo que o remix e a colaboração aberta sobre o conteúdo com os outros Pontos e toda a sociedade.
Pontos de Cultura: Abertura (Openness) sobre produção cultural
O sucesso do programa Pontos de Cultura no sentido de facilitar a compreensão da nova dinâmica cultural oferecida pela rede mundial foi uma importante contribuição para as políticas e ações do ministério a partir de então. Tornou-se claro que uma importante e poderosa funcionalidade do ambiente de rede é justamente a possibilidade de colaboração aberta. Nesse modelo, as ideias são publicadas muito mais cedo e menos acabadas, e por isso outros têm a possibilidade de acessar e participar de outros desenvolvimentos em suas próprias maneiras.
Num certo sentido, estamos a falar do mesmo princípio “libere logo [os resultados do trabalho] e libere com freqüência” (release early, release often), que está presente em todos os movimentos derivados do open source. Mas o verdadeiro hack proposto por Gil foi introduzir estes conceitos em políticas públicas e programas, depois de devidamente traduzido em perspectivas culturais.
José Murilo em evento
Recém lançado pela editora Edufba, o livro Apropriações Tecnológicas é uma coletânea de textos que refletem debates surgidos no 
o Mateus (ES). O Encontro propõe uma vivência com Pontos de Cultura e organizaçõe sociais de diferentes áreas de expressão cultural, social e tecnológica, num ambiente afastado dos centros urbanos, criando uma experiência rica em diversidade e troca de conhecimentos. A dinâmica do Encontro se compõe por oficinas, debates, criações e tudo mais que der na telha dos participantes, propondo um diálogo direto com a realidade do local visitado. O Pontão vai custear a participação de 40 pessoas. Seja bem-vind@ e inscreva o seu ponto!