O despejo de resíduos oleosos é uma das práticas mais nocivas ao meio ambiente, ainda que seja em doses pequenas, porém constantes. Isso acontece em muitas comunidades costeiras, onde as embarcações de pesca e turismo lançam no mar o óleo lubrificante usado.
No mar, na areia ou nos manguezais, o óleo pode persistir por 10 a 20 anos, interferin
do no equilíbrio ecológico e prejudicando a reprodução e desenvolvimento das espécies animais e vegetais.

Sensibilizado com esse problema, o marinheiro de convés da Samarco, Sebastião Ma
chado, filho de pescador e morador da comunidade de Perocão, em Guarapari (ES), idealizou o programa Salvamar.
A idéia é simples e, por isso mesmo, eficiente: o óleo queimado, que antes era despejado dos barcos, passou a ser depositado em coletores instalados na beira da praia – cerca de 500 litros são coletados por ano em cada base. Obedecendo a portaria da ANP (Agência Nacional do Petróleo) sobre o assunto, o óleo é encaminhado para a reciclagem através de rerrefino.
O projeto, apoiado pela Samarco, é mais um exemplo de desenvolvimento sustentável, pois concilia a preservação ambiental à garantia das atividades econômicas locais (pesca e turismo). Além disso, contribui para despertar uma nova consciência ecológica e promover o envolvimento da comunidade em ações coletivas responsáveis. Uma destas ações gerou a criação de uma Associação que atende mais de 250 crianças e que conta com a participação voluntária de empregados da Samarco, oferecendo aulas de reforço escolar, horta comunitária, acompanhamento psicológico e estrutura para a prática da esportes.
Iniciado em maio de 2000, o programa é desenvolvido em Guarapari e Anchieta
(ES) e já recebeu vários prêmios, tendo sido apresentado no seminário internacion
al do Global Compact – acordo internacional proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU), do qual a Samarco tornou-se signatária em julho de 2002. Por esse acordo, as empresas signatárias comprometem-se a respeitar princípios universais dos direitos humanos, do trabalho e desenvolver iniciativas de proteção ao meio ambiente.
Outros prêmios:
1º lugar no Campo de Idéias (Samarco);
1º lugar no Prêmio de Ecologia da FINDES (Federação das Indústrias do Espírito San
to);
1º lugar no Prêmio Tião Sá, da Prefeitura de Vitória;
Prêmio Nacional de Ecologia da CNI (Confederação Nacional das Indústrias), na categoria Educação Ambiental;
Destaque do Prêmio HSEC (Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Comunidade) da BHPBilliton;
Indicado pela FDC para representar projetos das empresas do Brasil no Global Compact, programa da Organização das Nações Unidas (ONU);
Indicado para compor o Banco de Práticas do Instituto Ethos como referência de prática socioambiental.
Instalação de coletores ecológicos de óleo.
Controle da geração dos resíduos oleosos, através do cadastro de tripulantes, embarcações e respectivos volumes de óleo lubrificante utilizados em cada uma.
Coleta e reciclagem do óleo.
Análise do óleo reciclado, para verificar se as suas propriedades não foram alteradas.
Ações de educação ambiental.
Comunidades de Guarapari e Anchieta (ES).
Desde maio de 2000, foram recolhidos, reciclados e reutilizados cerca de 500 litros de óleo por ano em cada base, com a conseqüente redução da emissão de poluentes no mar e no manguezal.
Em parceria com a Shell, é disponibilizado o óleo lubrificante novo para os postos de co
leta, a preço de custo.
Mil pescadores cadastrados no projeto. Desses, cerca de 100 já participaram do curso “Impactos de Derrame de Óleo em Ambientes Costeiros”, promovido pela Samarco.
Melhoria das condições de vida dos pescadores envolvidos, devido à redução de seus custos resultante da compra de óleo a preços mais baixos.
Fonte: http://www.associacaosalvamar.org.br/PSalvamar.php