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Resultados da Avaliação do Seminário de Diversidade Cultural

A Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural promoveu, ao longo de 2009, uma série de seminários com o título Diversidade Cultural – entendendo a Convenção, que reuniram mais de mil participantes em cinco cidades.

Em Belo Horizonte (03 e 04 de junho), as mesas tiveram a presença de convidados de organismos internacionais, como a Unesco, a OEA, a Unctad, a OMC, a Universidade Americana de Paris, e a Rede Internacional para a Diversidade Cultural. Em Sousa, na Paraíba (7 e 8 de agosto), o Seminário reuniu gestores públicos e privados de cultura de toda a região do semi-árido nordestino, incluindo cidades da Bahia, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte, além da Paraíba. Em Boa Vista, Roraima (27 e 28 de agosto), o evento foi realizado em parceria com a Universidade Federal de Roraima, no âmbito da programação comemorativa dos seus 20 anos de existência. Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul (06 e 07 de novembro), os debates ocorreram no Centro Cultural José Octávio Guizzo da Fundação Estadual de Cultura. E em São Paulo (17 e 18 de novembro), o Seminário foi realizado em parceria com o Observatório Itaú Cultural.

Nem todos os participantes responderam ao questionário, que tiveram perguntas diferentes em alguns casos. Mesmo assim, os seminários foram muito bem avaliados pelo público, por meio de questionários específicos que continham quesitos relacionados à organização e serviço de apoio, e quesitos sobre o tema. No primeiro quesito, quase todas as notas foram superiores a 8,8. Quanto à atualidade, abrangência, interesse, domínio pelos palestrantes e desenvolvimento do tema, as médias ficaram acima de 9,1.

Confira os dados completos clicando aqui.


Seminários Diversidade Cultural – Entendendo a Convenção

Ao longo do ano de 2009, o Ministério da Cultura promoveu, através da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, uma série de cinco seminários com o tema Diversidade Cultural – Entendendo a Convenção.

Esses seminários tiveram como objetivo principal divulgar e debater o conteúdo e os desafios postos pela Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, adotada pela Assembléia Geral da Unesco em outubro de 2005, e promulgada no Brasil pelo Decreto-Lei nº 6.177, de 1º de agosto de 2007.

Os seminários foram realizados em Belo Horizonte (MG), Souza (PB), Boa Vista (Roraima), Campo Grande (MS) e São Paulo (SP), e tiveram como público principal os gestores públicos e privados de cultura das respectivas regiões.

Neste blog estão reunidas todas as informações sobre a programação, os palestrantes e os conteúdos apresentados.


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Transmissão ao vivo do Seminário da Diversidade Cultural – SP

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Próximo Seminário será em São Paulo

12385709O Seminário da Diversidade Cultural – Entendendo a Convenção é uma iniciativa do Ministério da Cultura que, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, participa desde o início da discussão e elaboração da Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, adotada pela Unesco em outubro de 2005. Este seminário integra o esforço do MinC de refletir democraticamente, junto com os gestores públicos e privados de cultura e com a sociedade em geral, sobre os temas que vêm sendo debatidos no âmbito do Comitê Governamental da Convenção, fórum que o Brasil integra, como membro reeleito.

Data: 17 e 18 de novembro de 2009

Local: Instituto Itaú Cultural, Avenida Paulista 149, São Paulo, SP
(próximo à estação Brigadeiro do metrô)
Parceria: Instituto Itaú Cultural e Observatório da Diversidade Cultural

Objetivos: Difundir o conteúdo e os objetivos da Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, especialmente junto aos gestores públicos e privados de cultura, em todos os níveis da Federação, para que todos os entes federativos se apropriem do seu conteúdo. Adotada pela Assembléia Geral da Unesco em outubro de 2005 e promulgada no Brasil em agosto de 2007, a Convenção tornou-se um documento jurídico essencial para as políticas públicas de cultura no país e nos outros 102 países que o adotaram até esta data.

Dia 17 – terça-feira
Manhã

9h – Abertura

Américo Córdula, Secretário da Identidade e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura
Carlos Augusto Calil, Secretário Municipal de Cultura de São Paulo
Milú Villela, Presidente do Itaú Cultural

10h – Mesa 1 – A Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais

Ementa: Gênese, histórico de negociações, conceitos, objetivos e princípios diretores da Convenção da Diversidade Cultural, atualidades das negociações no Comitê Intergovernamental.

Palestrantes:
Giselle Dupin – Coordenadora da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural e membro da Delegação brasileira no Comitê Intergovernamental da Convenção.
João Baptista Pimentel – Secretário Geral do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros.

Tarde

14h30 – Mesa 2 – Proteger e Promover a Diversidade Cultural

Ementa: Artigos 5, 6, 7 e 8 da Convenção, que tratam dos direitos e obrigações dos países que integram a Convenção, tais como as medidas que eles devem tomar para a promoção e para a proteção das expressões culturais. Como as políticas públicas de cultura e de educação no Brasil estão respondendo aos desafios da Convenção.

Palestrantes:
Américo Córdula, Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura
Hirton Fernandes, Coordenador de Culturas Populares da Secretaria de Cultura da Bahia – BA
André Sturm, Coordenador da Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo

Relator:
Hamilton Faria
– Instituto Pólis

17h30 – Café e programação cultural

Dia 18 – quarta-feira
Manhã

9h – Mesa 3 – Diversidade Cultural e Sociedade Civil

Ementa: Artigos 10 (Educação e Conscientização Pública) e 11 (Participação da Sociedade Civil). Como a educação e a sociedade civil podem participar da implementação da Convenção.

Palestrantes:
José Márcio Barros, Observatório da Diversidade Cultural
Azelene Inácio Kaingang, Socióloga Indígena – MT
Jorge Antônio dos Santos, Comunidade Quilombola dos Arturos – MG
Renata Katsue Yuba, Comunidade Japonesa Yuba – SP

Relator:
Nísio Teixeira
(Projeto U-40)

Tarde

14h – Mesa 4 – Diversidade Cultural e Desenvolvimento

Ementa: Artigos 13 e 14, sobre a importância da diversidade cultural nas políticas de desenvolvimento e de desenvolvimento sustentável.

Palestrantes:
Aline Cáceres, Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento
Juliana Flory Gonçalves da Motta, ONG Pombas Urbanas – SP
Rosa Acevedo Marin, Membro do Projeto Nova Cartografia Social dos Povos e Comunidades Tradicionais do Brasil – PA

Relator:
Josiane Mozer
(Observatório Itaú Cultural)

17h30 – Café e programação Cultural


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Palestrantes do Seminário da Diversidade em São Paulo – SP

americo-3 AMÉRICO CÓRDULA

Ator e pesquisador em culturas populares, formado em Ciências da Computação pela Universidade Mackenzie de São Paulo. Foi coordenador do Fórum Permanente das Culturas Populares, que idealizou junto com o Ministério da Cultura o 1º Seminário Nacional de Políticas Públicas das Culturas Populares, realizado em Brasília em fevereiro de 2005. Atualmente, é o Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultural, órgão responsável pela condução das políticas públicas para os eixos da diversidade cultural tais como: Culturas Populares, Culturas Indígenas, Cultura LGBT, Culturas Ciganas, Diversidade Etária, Saúde e Cultura (Deficientes, Transtorno Mental e Saúde do Trabalhador), Rede Cultural da Terra, e Pescadores Tradicionais. Faz parte da delegação brasileira no Comitê Intergovernamental da Convenção da Diversidade Cultural da UNESCO.

André Sturm ANDRÉ STURM

Começou no cinema em 1984, aos 18 anos, como programador de cineclube. Desenvolve simultaneamente as atividades de direção, produção, exibição e, principalmente, distribuição de filmes de arte e clássicos do cinema, à frente da Pandora Filmes, que criou em 1989. Cineasta, já fez vários curtas metragens e os longas: Sonhos Tropicais, inspirado na vida do cientista Oswaldo Cruz, e Bodas de Papel. Por este conjunto de atividades, vem participando também da formatação de uma política cinematográfica para o cinema brasileiro. Já chefiou o departamento de programação da Cinemateca Brasileira, e presidiu o programa de exportação de filmes brasileiros criado pelo Sindicado da Indústria do Audiovisual do Estado de São Paulo. Atualmente, é coordenador da Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural da Secretaria da Cultura de SP.

Azelene Kaingang AZELENE INÁCIO KAINGANG

Socióloga Indígena, graduada pela PUC do Paraná, é Diretora do Warã Instituto Indígena Brasileiro, membro do Comitê Internacional para a implementação da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, membro do Comitê de Líderes Indígenas das Américas, Presidente do Caucus dos Povos Indígenas das Américas, representando a América do Sul, e Articuladora Indígena Brasileira junto ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. Azelene é também a representante indígena brasileira no Grupo de Trabalho para a elaboração da Declaração Americana sobre os Direitos dos Povos Indígenas no âmbito da Organização dos Estados Americanos – OEA. Recebeu o Prêmio Nacional de Direitos Humanos em 2006, na Categoria Promoção dos Direitos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais, e o Prêmio Antonieta de Barros de Defesa dos Direitos Humanos das Mulheres Indígenas, concedido pela Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina.

giselle-dupin GISELLE DUPIN

Graduada em Comunicação Social pela UFMG, com Especialização em Relações Internacionais (PUC/MG) e Master em Gestão Cultural (Paris Dauphine), é Coordenadora da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, e membro da delegação brasileira no Comitê Intergovernamental da Convenção.

fotoHamiltonFaria HAMILTON FARIA (Relator)

Mestrado em sociologia. Atuou intensamente em pesquisas de movimentos sociais. Escritor e poeta, possui seis livros publicados.
Trabalhou na fundação do Instituto Pólis, organização especializada em trabalhos voltados para as políticas públicas e para o fortalecimento da sociedade civil.
Desde 1995, participa do Fórum Intermunicipal de Cultura.

Hirton Fernandes HIRTON FERNANDES

Mestre em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia, desde 1979 trabalhou como ator e em diversas companhias. Idealizou e coordena na Bahia, desde 2001, o Laboratório de Investigação e Formação do Ator. Representante da Bahia na Câmara Setorial de Teatro, vinculada ao Ministério da Cultura, coordenou o Fórum Itinerante de Cultura que deu início, no âmbito da sociedade civil, à mobilização para a realização da 2ª Conferência Estadual de Cultura da Bahia. Já na gestão Jaques Wagner, como Diretor de Integração Regional, participou da coordenação e da consolidação do processo que culminou na IIª Conferência, após a mobilização dos 26 Territórios de Identidade da Bahia. Atualmente, é o Coordenador de Culturas Populares e Identitárias da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, que atende as comunidades indígenas e quilombolas. Coordenou o E-14, Encontro das Culturas dos Povos Indígenas da Bahia, o Encontro Baiano de Artesanato, Encontros de Culturas Populares em Territórios de Identidade da Bahia, e as Pré-Conferências Setoriais das Culturas Populares e das Culturas Indígenas.

JORGE ANTÔNIO DOS SANTOS JORGE ANTÔNIO DOS SANTOS

Diretor de Eventos da Comunidade dos Arturos de Contagem, Minas Gerais. Jorge exerce o ofício de operador de máquinas pesadas, e na comunidade é Capitão da Guarda de Moçambique da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, coordenador do Grupo Arturos – Filhos de Zambi, e o responsável pela preparação para as apresentações das guardas em festas da Comunidade e de convidados. É responsável pelo agendamento e atendimento de visitas à comunidade, dos alunos de escolas públicas e particulares de Contagem e da Região Metropolitana de Belo Horizonte, além de outras cidades. Responde, também, pela organização da participação de membros da Comunidade em documentários para cinema e televisão, e ensaios fotográficos produzidos por diretores, fotógrafos e orientadores de teses. Jorge também é mestre-oficineiro de Percussão e confecção de tambores no Festival de Inverno nas cidades de Congonhas, Ouro Preto, Mariana, Bocaiúva, Ouro Fino, Igarapé e Belo Horizonte etc.

jose-marcio-pinto-de-moura-barros JOSÉ MÁRCIO PINTO DE MOURA BARROS

Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais, é Mestre em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas e Doutor em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professor do Programa de Pós Graduação em Comunicação da PUC Minas, e do Curso de Ciências Sociais e Comunicação Social da PUC Minas. É professor e coordenador pedagógico dos cursos de especialização de Ensino e Pesquisa no campo da Arte, Cultura e Educação da Escola Guignard da Universidade do Estado de Minas Gerais, e do curso de especialização em Gestão Cultural na Universidade de Cuiabá. É autor do livro “Comunicação e Cultura nas avenidas de contorno”, publicado pela Editora PUC Minas, e organizador da obra “Diversidade Cultural da proteção à promoção”, publicado pela Editora Autêntica. É o Coordenador do Observatório da Diversidade Cultural, entidade parceira do MinC na realização deste Seminário.

João Baptista Pimentel Neto JOÃO BAPTISTA PIMENTEL

Jornalista e produtor cultural, foi Secretário Municipal de Cultura e Diretor de Difusão Cultural de Rio Claro (SP), e Presidente da Federação de Cineclubes do Estado de São Paulo. Atualmente, é o Diretor de Articulação e Comunicações do Congresso Brasileiro de Cinema, e Secretário Geral do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros, além de Membro do Conselho Consultivo da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura. Coordenador do Difusão Cineclube, é membro atuante de várias redes, com destaque para a Coalizão Brasileira pela Diversidade Cultural e a Rede Mundial de Artistas em Aliança.

JULIANA FLORY GONÇALVES DA MOTTA

Atriz formada pelo curso técnico do SENAC, coordenado por Lino Rojas, é membro do Instituto Pombas Urbanas desde 1994, tendo sido assistente de Coordenação de todos os projetos ali desenvolvidos, tais como o 1º Encontro Comunitário de Teatro Jovem da Cidade de São Paulo, e os projetos Arte em Construção: Semeando Asas na Comunidade (2008/09), Mapeamento e Diagnóstico Cultural para o Programa Fábricas de Cultura (2004/09), 5 Zonas de Grafitti, ganhador do Concurso de Apoio à Produção de Espetáculos Inéditos de Teatro promovido pelo Programa de Ação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura, e Canto das Letras, ganhador do prêmio Itaú-Unicef de Educação.

ALINE CÁCERES

Formada em Comunicação Social – Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina, atua junto à Administração Pública desde 2003, quando ingressou como servidora da Prefeitura Municipal de São José do Rio Preto. Em 2005, tornou-se assistente administrativa da Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho”. Em 2008, deu início a uma temporada de estudos na Universidade de Aveiro, em Portugal, na área de Teoria da Literatura. De volta ao Brasil, passou a integrar a equipe do Centro Cultural da Espanha em São Paulo e da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento – AECID, cumprindo o papel de apoio administrativo e assistente de Direção.

RENATA KATSUE YUBA

Filha caçula de Issamu Yuba, fundador da Comunidade agrícola Yuba, localizada em Mirandópolis, interior de São Paulo, e formada por cerca de sessenta nipo-brasileiros oriundos de vinte famílias. A filosofia da comunidade foi elaborada por Isamu Yuba (1906-1976), imigrante japonês que fundou a colônia em 1935. Na fazenda Yuba as crianças aprendem que cultivar a arte é tão importante quanto o trabalho na roça. Quando não estão cultivando a terra, os 70 moradores desta comunidade dedicam-se à dança, à música, ao teatro, à literatura e à pintura. Renata é escritora, autora do livro “Katsue e seus Contos”, e também Cantora Lírica e Artista Plástica.

ROSA ACEVEDO MARIN

Graduada em Sociologia pela Universidade Central de Venezuela, é Doutora em História e Civilização pela École des Hautes Études en Sciences Sociales, na França. Especialista em desenvolvimento de áreas amazônicas, atualmente é professora do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará e participa do Projeto Nova Cartografia Social dos Povos e Comunidades Tradicionais do Brasil. Executou por 15 anos um projeto de mapeamento de comunidades negras rurais no Pará, em parceria com a Coordenadora do NAEA, Edna Castro.


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Programação Seminário do Mato Grosso do Sul

O Seminário da Diversidade Cultural – Entendendo a Convenção é uma iniciativa do Ministério da Cultura que, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, participa desde o início da discussão e elaboração da Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, adotada pela Unesco em outubro de 2005. Este seminário integra o esforço do MinC de refletir democraticamente, junto com os gestores públicos e privados de cultura e com a sociedade em geral, sobre os temas que vêm sendo debatidos no âmbito do Comitê Governamental da Convenção, fórum que o Brasil integra, como membro reeleito.

Data: 6 e 7 de novembro de 2009

Local: Centro Cultural José Octávio Guizzo da Fundação de Cultura do Mato Grosso do Sul – Campo Grande, MS
Parceria: Fundação de Cultura do Mato Grosso do Sul
Observatório da Diversidade Cultural

Objetivos: Difundir o conteúdo e os objetivos da Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, especialmente junto aos gestores públicos e privados de cultura, em todos os níveis da Federação, para que todos os entes federativos se apropriem do seu conteúdo. Adotada pela Assembléia Geral da Unesco em outubro de 2005 e promulgada no Brasil em agosto de 2007, a Convenção tornou-se um documento jurídico essencial para as políticas públicas de cultura no país e nos outros 98 países que o adotaram até esta data.

Dia 06 -sexta-feira
Manhã

9h – Abertura

Américo Córdula, Secretário da Identidade e Diversidade Cultural
Américo Calheiros, Presidente da Fundação de Cultura do Mato Grosso do Sul
Athayde Nery , Fundação de Cultura de Campo Grande

10h – Mesa 1 – A Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais

Ementa: Gênese, histórico de negociações, conceitos, objetivos e princípios diretores da Convenção da Diversidade Cultural, atualidades das negociações no Comitê Intergovernamental.

Palestrante:
Giselle Dupin
– Coordenadora da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural e membro da Delegação brasileira no Comitê Intergovernamental da Convenção.

Tarde

14h30 – Mesa 2 – Proteger e Promover a Diversidade Cultural

Ementa: Artigos 5, 6, 7 e 8 da Convenção, que tratam dos direitos e obrigações dos países que integram a Convenção, tais como as medidas que eles devem tomar para a promoção e para a proteção das expressões culturais. Como as políticas públicas de cultura e de educação no Brasil estão respondendo aos desafios da Convenção.

Palestrantes:
- Américo Córdula, Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural
- Nilson Rodrigues, Produtor de Cinema, foi Diretor da Agência Nacional de Cinema, ANCINE
- Ozeas Lima Veras, Secretário Municipal da Diversidade Cultural da Cidade de Sinop – MT
- Márcia Fabiana, Coordenadora da Diversidade da Secretaria de Educação do Mato Grosso do Sul – MS

Relatora:
Adriana Cabral
– SID/MinC

17h30 – Café e programação cultural, com a apresentação do Grupo Camalote

Dia 07 – sábado
Manhã

9h – Mesa 3 – Diversidade Cultural e Sociedade Civil

Ementa: Artigos 10 (Educação e Conscientização Pública) e 11 (Participação da Sociedade Civil). Como a educação e a sociedade civil podem participar da implementação da Convenção.

Palestrantes:
- José Márcio Barros, Observatório da Diversidade Cultural – MG
- Luiz Sérgio de Castro Lopes, Fórum Permanente Regional de Cultura de Goiás – GO
- Márcia Raquel Rolon, Gestora do Programa Sociocultural do Instituto Homem Pantaneiro – MS

Relator:
Piatã Stoklos (Projeto U-40 – SP)

Tarde

14h – Mesa 4 – Diversidade Cultural e Desenvolvimento

Ementa: Artigos 13 e 14, sobre a importância da diversidade cultural nas políticas de desenvolvimento e de desenvolvimento sustentável.

Palestrantes:
- Losandro Antonio Tedeschi, Núcleo de Assessoria e Estudos Interculturais da Universidade Federal da Grande Dourados – MS
- Pablo Capilé, Coletivo Espaço Cubo Cultural, de Cuiabá – MT
- Professor Devanildo Ramires, Ponto de Cultura Teko Arandu – MS


Relatora:
Andréa Freire (Pontão de Cultura Guaicuru – MS)

17h30 – Café


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Palestrantes do Seminário da Diversidade em Campo Grande – MS

americo-3 AMÉRICO CÓRDULA

Ator e pesquisador em culturas populares, formado em Ciências da Computação pela Universidade Mackenzie de São Paulo. Foi coordenador do Fórum Permanente das Culturas Populares, que idealizou junto com o Ministério da Cultura o 1º Seminário Nacional de Políticas Públicas das Culturas Populares, realizado em Brasília em fevereiro de 2005. Atualmente, é o Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultural, órgão responsável pela condução das políticas públicas para os eixos da diversidade cultural tais como: Culturas Populares, Culturas Indígenas, Cultura LGBT, Culturas Ciganas, Diversidade Etária, Saúde e Cultura (Deficientes, Transtorno Mental e Saúde do Trabalhador), Rede Cultural da Terra, e Pescadores Tradicionais. Faz parte da delegação brasileira no Comitê Intergovernamental da Convenção da Diversidade Cultural da UNESCO.

giselle-dupin GISELLE DUPIN

Graduada em Comunicação Social pela UFMG, com Especialização em Relações Internacionais (PUC/MG) e Master em Gestão Cultural (Paris Dauphine), é Coordenadora da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, e membro da delegação brasileira no Comitê Intergovernamental da Convenção.

jose-marcio-pinto-de-moura-barros JOSÉ MÁRCIO PINTO DE MOURA BARROS

Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais, é Mestre em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas e Doutor em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professor do Programa de Pós Graduação em Comunicação da PUC Minas, e do Curso de Ciências Sociais e Comunicação Social da PUC Minas. É professor e coordenador pedagógico dos cursos de especialização de Ensino e Pesquisa no campo da Arte, Cultura e Educação da Escola Guignard da Universidade do Estado de Minas Gerais, e do curso de especialização em Gestão Cultural na Universidade de Cuiabá. É autor do livro “Comunicação e Cultura nas avenidas de contorno”, publicado pela Editora PUC Minas, e organizador da obra “Diversidade Cultural da proteção à promoção”, publicado pela Editora Autêntica. É o Coordenador do Observatório da Diversidade Cultural, entidade parceira do MinC na realização deste Seminário.

Prof. Dr. Losandro Antonio Tedeschi 2 LOSANDRO ANTONIO TEDESCHI

Graduado em Filosofia, é mestre e doutor em História pelo programa de Pós-Graduação em Historiografia Latino Americana – UNISINOS. Atualmente, é Professor da Universidade Federal da Grande Dourados – UFGD, onde coordena o Núcleo de Assessoria e Estudos Interculturais – NAEI e trabalha como pesquisador na Área de História das Mulheres, Gênero, Interculturalidade, Patrimônio Imaterial e Memória. Coordenou projetos sobre patrimônio imaterial em convênio com o IPHAN, e projetos sobre Interculturalidade, Educação e Povos Indígenas junto à UNESCO. É também colaborador do Instituto Andaluz do Patrimonio Histórico – IAPH/Sevilla).

Luiz Sérgio de Castro Lopes LUIZ SÉRGIO DE CASTRO LOPES

Acadêmico do Curso de Direito, desenvolve pesquisas na área de Direitos Culturais e Políticas Culturais. É Pesquisador Chefe do Projeto “Uma Política Cultural para o Desenvolvimento Sustentável”, vinculado à Diretoria de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade Salgado de Oliveira – UNIVERSO – GO. É Presidente do Fórum Permanente Regional de Cultura do Estado de Goiás, Membro Fundador e Coordenador do Fórum de ONGs do Estado de Goiás. Atualmente está atuando como Facilitador da II Conferência Nacional de Cultura no Estado de Goiás.

Prof. Marcia2 MÁRCIA FABIANA DA SILVA

Formada pelo Centro de Ensino Superior Prof. Plínio Mendes dos Santos em Graduação de Professores da Parte de Formação Especial do Currículo do Ensino do 2° Grau (Licenciatura Plena), Licenciado Para o Magistério da Parte de Formação Especial do Currículo do Ensino de 2° Grau, com Habilitação em Administração, Comércio, Crédito e Finanças, e pela Faculdade Integrada de Fátima do Sul, o Curso de Pedagogia (Licenciatura Plena), com Habilitações em: Magistério das Matérias Pedagógicas do Ensino de 2° Grau e Supervisão Escolar de 1° e 2° Graus, Pós Graduação (Lato Sensu), em Metodologia de Ensino Superior Nível de Especialização, pela Faculdade Integradas de Fátima do Sul, Mestra em Ciências da Educação, pela Universidad Técnica de Comecialización y Desarrollo – Assunción-PY, e Doutoranda em Ciências da Educação, na Universidad Técnica de Comecialización y Desarrollo – Assunción-PY. Atualmente, é Coordenadora de Políticas para Diversidade da Secretária de Estado de Educação do Estado de Mato Grosso do Sul, coordenando a Educação Básica do Campo, Educação para Igualdade de Gênero, Educação Prisional, Igualdade Racial e Educação Indígena.

Márcia Raquel Rolon MÁRCIA RAQUEL ROLON

Graduada em Educação Física, é Mestranda em Estudos Fronteiriços pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Participou, como bailarina, de festivais no Brasil, Bolívia, Paraguai e Itália, e recebeu, em 2007, a “Medalha do Mérito Artístico” do Conselho Brasileiro da Dança. Representante oficial no Brasil do Conselho Internacional da Dança”, da Unesco, atualmente é Gestora do Programa Sociocultural do Instituto Homem Pantaneiro – MS.

Ozeas Lima Veras OZEAS LIMA VERAS

Graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, atuou como empresário na área de informática. Também participou do Movimento Estudantil, tendo sido vice-presidente do Diretório Central dos Estudantes – DCE da Universidade do Estado do Mato Grosso, quando promoveu grandes eventos culturais no Estado. Atualmente, é o Secretário Municipal da Diversidade Cultural da Cidade de Sinop – MT.

Pablo Capilé PABLO CAPILÉ

Vice-presidente da Abrafin e coordenador de planejamento dos festivais Calango e Grito Rock, foi um dos fundadores, em 2002, do Espaço Cubo, instituto cultural cuiabano que desenvolve ações no campo da cultura em todo o Brasil. É sócio-fundador da associação Casas Associadas, e um dos articuladores do Circuito Fora do Eixo, rede que integra hoje dezenas de coletivos dedicados ao setor em todo o Brasil.

Devanildo Ramires PROFESSOR DEVANILDO RAMIRES – Ponto de Cultura Teko Arandu – MS

É Guarani, da etnia Kaiowá, e tem o nome indígena Kunumi Poty. É professor de nível médio, formado pelo Projeto Ára Verá (espaço iluminado), em 2006, e responsável pelo Ponto de Cultura Teko Arandu, localizado na aldeia Tey Kue, no município de Caarapó. Esse Ponto de Cultura preserva a cultura indígena guarani na região, promovendo atividades de informática livre, música, teatro e audiovisual. Atualmente, cursa a licenciatura intercultural indígena na Universidade Federal da Grande Dourados – UFGD.


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Artigo Sobre a Diversidade por Pierre de Freitas, palestrante do Seminário em Boa Vista

A Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais nos permite, como nunca antes aconteceu na história deste país, construir idéias e ações mais exatas sobre o tema. É um momento de reflexão, discussão e planejamento de ações.

Acredito que estas ações devem ser palpáveis, não aquelas mirabolantes ou de teor demasiado intelectual que acabam não saindo do papel ou, se saem, são inacessíveis do grande público. Neste sentido, parabenizo o MINC pelo prêmio de culturas populares e pelo seu formato, que consegue inserir e desburocratizar.

Necessitamos, além de clareza e objetividade, também sermos patrióticos e democráticos neste momento. Não podemos esquecer que cultura tem que ser vista como necessidade básica do homem e da sociedade a qual ele faz parte.

Muito me interessa falar sobre Diversidade Cultural, principalmente pelo exercício que nos propõe o assunto e sua abrangência.

Ao falarmos de Diversidade Cultural, dificilmente não falaremos de civilizações pretéritas, de economia e sociedade e ainda de globalização. Dificilmente não serei levado às lembranças da minha cidade natal, Brasília, e da cidade que atualmente escolhi para viver, Palmas – TO. Ambas com algo em comum: foram previamente elaboradas e suas construções foram realizadas por pessoas vindas de todas as partes do Brasil, ou seja, de situações culturais e sociais distintas. Eu mesmo sou fruto desta diversidade, pois sou filho de um capixaba com uma goiana.

Mas, vamos por partes! Comecemos pela globalização: o mundo, no meu entendimento, não é uma cidade global, mas antes um arquipélago planetário, onde a unidade não deve se fazer pela uniformidade, mas por uma gestão de homogeneidade. O mundo hoje é muito mais complexo que há décadas e, por conseqüência, a Diversidade Cultural é diariamente bombardeada, transformada e mudada pela intensidade de fluxos migratórios, pela rapidez da circulação das informações, o fim dos sistemas de filosofia de destruição… o mundo realmente é bem mais complexo e ágil nos tempos de hoje.

Toda esta facilidade de circulação de homens, idéias, produtos, ideologias e informações nos deixam em situação de vulnerabilidade. O Brasil se encontra muitas vezes nesta situação, de vulnerabilidade ideológica. Enfraquecido pela hegemonia cultural estrangeira, sobretudo a norteamericana, que nos é imposta pelo cinema, pelos modismos e pelos fast foods e refrigerantes (que oprimem nosso takaká, nossa pamonha, nosso biju…).

Por outro lado, não nos esqueçamos de que isto não é de forma alguma um problema exclusivo do Brasil, não diferente dos países emergentes ou pobres da Ásia, África e Américas Central e do Sul. A maior parte das sociedades ocidentais e orientais se confronta com problemas nascidos da heterogeneidade sociocultural. Cada uma dessas sociedades se mobiliza e reage de maneira diferente, segundo suas tradições históricas, religiosas, sociais e econômicas. Estas sociedades não deixam de ser reconduzidas às novas situações que acabam trazendo desconforto entre as tradições do passado e as novas metodologias do presente e do futuro, gerando assim um olhar preocupado do eu coletivo face à diversidade cultural que se manifesta: certa da importância da preservação das manifestações culturais pretéritas, como também seguras de que não poderão se esquivar das novas propostas e linguagens da contemporaneidade. Porém, acontece com muita freqüência esquecermos que tudo isso pertence de maneira igual a nós mesmos.

Nós, seres efêmeros, somos biologicamente únicos e carregamos nossa carga genética que assim determina que sejamos únicos. Porém, pertencemos a um grupo de seres vivos: a humanidade. Este grupo é determinado por certo número de características semelhantes e que nos distanciam de outros grupos de seres vivos. Temos uma capacidade intelectual que nos diferencia de qualquer outro ser vivo, nos proporcionando extraordinária condição de autonomia em relação aos seus determinantes biológicos, individuais ou coletivos.

O homem é um ser de cultura que, no sentido antropológico do termo, é “um conjunto complexo que inclui os saberes, as crenças, a arte, o direito, os costumes, assim como todas as maneiras e regras usadas pelo homem que vive em sociedade”. Este tipo de definição nos leva ao menos a duas conseqüências. De um lado, liga a dimensão de cultura à dimensão social do homem: implica as criações que operam o homem que vive em sociedade, e para que esta existência social se realize e se reproduza. Se cada individuo deve ter seu direito reconhecido de aceitar, recusar ou modificar sua herança cultural, então a cultura pertence a uma dimensão coletiva essencial. De outro lado, esta dimensão coletiva pode visar grupos de dimensões ainda fracos, grupos definidos a partir de critérios não menos diversos, coerentes e legítimos. Sob a reserva desta última condição, poderemos então falar de cultura, de direitos culturais e de diversidade cultural, que não deve pertencer a somente um grupo, mas sim à universalidade.

Eu poderia ainda completar dizendo que o universal não nasce somente das experiências particulares, mas das suas transformações interativas. A pluricultura deve conduzir ao intercultural.

Devemos, todos, apoiar e difundir a diversidade cultural que é, sem dúvida, uma das mais importantes marcas do nosso país.


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Uma série de seminários sobre a “Diversidade Cultural – Entendendo a Convenção” está sendo promovida no Brasil

O Ministério da Cultura desenvolve suas atividades à luz da Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, adotada pela Assembléia Geral em outubro de 2005, e promulgada no Brasil pelo Decreto-Lei 6.177, de agosto de 2007.

Tendo em vista a importância deste documento no âmbito das políticas públicas de cultura em todas as instâncias de governo – federal, estadual e municipal –, o MinC vem desenvolvendo, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, um trabalho de divulgação da Convenção, para que seu conteúdo e seus objetivos sejam apreendidos por toda a sociedade brasileira, e especialmente pelos gestores públicos e privados de cultura.

Neste contexto, a Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural está promovendo uma série de seminários em diversas regiões do país, com o título Diversidade Cultural – entendendo a Convenção.

O primeiro Seminário foi realizado em Belo Horizonte, nos dias 03 e 04 de junho, com um público de 400 pessoas, e a presença de convidados de organismos internacionais, como a Unesco, a OEA, a Unctad, a OMC, a Universidade Americana de Paris, e a Rede Internacional para a Diversidade Cultural, além de organizações nacionais, como o Observatório da Diversidade Cultural, a Coalização Brasileira pela Diversidade Cultural, o Ministério das Relações Exteriores e diversas instituições e secretarias do Ministério da Cultura, como a Funarte, a Secretaria do Audiovisual, a Secretaria de Políticas Culturais e a Secretaria Executiva.

O segundo seminário foi realizado em Sousa, na Paraíba, reunindo gestores públicos e privados de cultura de toda a região do semi árido nordestino, incluindo cidades da Bahia, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte, além da Paraíba.

A terceira edição, voltada para os gestores de cultura da região Norte, aconteceu em Boa Vista, Roraima, nos dias 27 e 28 de agosto, e foi realizado em parceria com a Universidade Federal de Roraima.

O próximo seminário será na região Centro-Oeste e será realizado em Campo Grande, MS, nos dias 06 e 07 de novembro. Em seguida, a discussão sobre a diversidade cultural chegará a São Paulo, onde o seminário acontecerá na sede do Itaú Cultural, nos dias 17 e 18 de novembro.


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Comentário sobre o seminário realizado em Boa Vista

Sr. Ministro João Luiz Silva Ferreira (Juca Ferreira),
aceite o texto desta humilde Gestora Cultural,
com carinho e admiração.
Zanny Adairalba

Um passo de cada vez!

O Seminário Diversidade Cultural, realizado em Boa Vista, Roraima, entre os dias 27 e 28 de agosto de 2009, no auditório Alexandre Borges (UFRR), foi um valoroso presente oferecido aos profissionais da cultura roraimense.
Dois dias que renderam muitos conhecimentos e que, certamente, fortaleceram a base de sustentação da cultura local.
Casa cheia, tribos das mais variadas, marcando presença, e uma equipe de palestrantes que, ao término do evento, deixou todos com aquele gostinho de “Quero mais!”.
Eu ouvia atentamente todos os relatos de experiências vividas nesse processo de construção de políticas culturais e, enquanto me perdia (ou me encontrava) nas palavras do Professor José Márcio Barros (Graduado em Ciências Sociais, Mestre em Antropologia Social e Doutor em Comunicação e Cultura), pensava: “Cada vez mais me convenço de que temos um longo caminho pela frente”.
Esta foi sem dúvida uma boa resposta, que agora compartilho com os amigos gestores, produtores e demais profissionais da cultura.
Talvez um passo curto, meio em falso. Talvez um lento, mas certeiro; talvez temeroso ou desajeitado, mais jamais incrédulo.
Um passo de cada vez. Já que nos encontramos no início desse longo caminho; já que não conhecemos tanto assim a estrada (apesar de senti-la em nós) e já que nos deparamos com essa mescla de sentimentos de euforia e inquietação, onde o primeiro justifica-se pelo envolvimento no processo de construção de uma política voltada para a cultura, e o segundo por se ter tanto a aprender… Tanto a conquistar.
“Um passo de cada vez” enquanto saboreamos, aos poucos, o gosto da vitória.
E que, como este (Seminário Diversidade Cultural), haja outros. E mais palestras, mais discussões e, cada vez mais, pessoas envolvidas nessa nobre causa. Para que as ideias e os sonhos não se percam. E se encaixem, um a um, até o momento em que os riscos de desabamento se dissolvam e a proteção e promoção da diversidade das expressões culturais seja um ato comum a todos os povos, a todas as nações.

Zanny Adairalba é gestora cultural, sócia fundadora do Coletivo Arteliteratura Caimbé, membro do Fórum Permanente de Cultura – RR / Coordenação de Mobilização, membro da equipe de Coordenação da Rede de Pontos de Cultura da Prefeitura de Boa Vista – RR do Programa Cultura Viva do MinC, compositora e poetisa.


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