Os Guarani
Há, no território brasileiro, cerca de 46.000 índios Guarani, segundo a Comissão Nacional de Terras Guarani. Estão presentes nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Pará. Na América do Sul, encontram-se também no Uruguai, Argentina, Paraguai e Bolívia.
A língua Guarani, da família lingüística Tupi-Guarani, divide-se em dialetos que caracterizam os diferentes grupos que compõem a etnia Guarani, sendo eles, no Brasil: mbya, kaiowa e nhandéva. As diferenças entre os dialetos estão, entre outras coisas, na ênfase, na pronúncia e no significado de diversas palavras. Também são falantes do português, principalmente para a comunicação com os não-índios. “Nas aldeias a língua falada é o guarani. Muitas pessoas falam também o português, mas os mais velhos e as mulheres preferem não falar em português”.
O atraso no reconhecimento do território guarani obtido com as demarcações ainda é um grave problema. “Nossas aldeias há muitos anos vêm sofrendo devido à situação de instabilidade e falta de terras para viver e plantar. Guarani é o povo mais excluído do processo demarcatório de Terras Indígenas pelo governo nacional. No Sul e Sudeste do Brasil, a maior parte das aldeias Guarani é insuficiente e não está demarcada, o que gera insegurança, conflitos de terra com a sociedade envolvente, expulsões etc. Isso prejudica o modo de viver na cultura Guarani e é um grande problema ara todas as nossas aldeias”.
Os grupos Guarani estão, de maneira geral, assim distribuídos pelo território nacional:
Os Mbya ocupam as regiões Sul e Sudeste; os Kaiowa concentram-se, em sua maioria, no estado de Mato Grosso do Sul; os Nhandéva convivem tanto com os Kaiowa quanto com os Mbya, com aldeias em toda a porção centro-sul do país. Além disso, ocupam regiões da Argentina, Paraguai e Bolívia.
(Fonte: Publicação Prêmio Culturas Indígenas – Edição Xicão Xukuru – 2008)
Data: 10 de janeiro de 2010
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