Brasil Acesso à Informação

terça-feira, 22 de maio de 2012

Os Guarani

Há, no território brasileiro, cerca de 46.000 índios Guarani, segundo a Comissão Nacional de Terras Guarani. Estão presentes nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Pará. Na América do Sul, encontram-se também no Uruguai, Argentina, Paraguai e Bolívia.

A língua Guarani, da família lingüística Tupi-Guarani, divide-se em dialetos que caracterizam os diferentes grupos que compõem a etnia Guarani, sendo eles, no Brasil: mbya, kaiowa e nhandéva. As diferenças entre os dialetos estão, entre outras coisas, na ênfase, na pronúncia e no significado de diversas palavras. Também são falantes do português, principalmente para a comunicação com os não-índios. “Nas aldeias a língua falada é o guarani. Muitas pessoas falam também o português, mas os mais velhos e as mulheres preferem não falar em português”.

O atraso no reconhecimento do território guarani obtido com as demarcações ainda é um grave problema. “Nossas aldeias há muitos anos vêm sofrendo devido à situação de instabilidade e falta de terras para viver e plantar. Guarani é o povo mais excluído do processo demarcatório de Terras Indígenas pelo governo nacional. No Sul e Sudeste do Brasil, a maior parte das aldeias Guarani é insuficiente e não está demarcada, o que gera insegurança, conflitos de terra com a sociedade envolvente, expulsões etc. Isso prejudica o modo de viver na cultura Guarani e é um grande problema ara todas as nossas aldeias”.

Os grupos Guarani estão, de maneira geral, assim distribuídos pelo território nacional:

Os Mbya ocupam as regiões Sul e Sudeste; os Kaiowa concentram-se, em sua maioria, no estado de Mato Grosso do Sul; os Nhandéva convivem tanto com os Kaiowa quanto com os Mbya, com aldeias em toda a porção centro-sul do país. Além disso, ocupam regiões da Argentina, Paraguai e Bolívia.

(Fonte: Publicação Prêmio Culturas Indígenas – Edição Xicão Xukuru – 2008)


Leave a Comment


RSS dos comentários TrackBack 2 comentários

Eduardo Alves

em 22 de fevereiro de 2010

Prezado João,
Obrigado por sua participação e por seu interesse. A demarcação das terras indígenas é um processo longo e difícil, pois encontra muitas resistências. Mas, felizmente, isso tem avançado em nosso país.
Copiamos, abaixo, uma matéria recente publicada na imprensa, com boas notícias neste sentido.

Presidente quer comprar terra para índios em MS este ano
HOME PAGE CAMPO GRANDE NEWS, 18.02.2010
Edivaldo Bitencourt e Denis Matos

Com o conflito armado entre produtores rurais e índios em Mato Grosso do Sul, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está disposto a comprar terras para solucionar a falta de área para os índios da etnia Guarani Caiuá. No encontro com produtores rurais e empresários em Brasília (DF), na tarde de hoje, ele fez um apelo aos deputados federais que o ajudem a encontrar a área para solucionar o problema. Durante o encontro, segundo relato do vereador Paulo Pedra (PDT), Lula afirmou que o Governo federal tem dinheiro para adquirir as áreas. “Dinheiro não é problema”, teria garantido o presidente, sinalizando estar disposto a comprar terra para solucionar o problema em Mato Grosso do Sul. Desde 2008, fazendeiros e índios estão em guerra, até com confronto, por causa da criação de grupos de estudos pela Funai (Fundação Nacional do Índio) para identificar 39 novas áreas em 26 municípios da região sul do Estado. Estima-se que seriam identificadas de 600 mil a 3 milhões de hectares para atender aos indígenas. Lula fez um apelo aos deputados federais Dagoberto Nogueira, líder do PDT na Câmara, e Vander Loubet (PT), para que o ajudem a encontrar a área para ser destinada aos Guarani Caiuás. “Ele quer pagar e dar aos índios”, segundo Paulo Pedra, que participou da reunião com o presidente da Acrissul, Chico Maia, os prefeitos da Capital, Nelsinho Trad (PMDB), e de Bela Vista, Chico Maia (PT), entre outros.

Impasse
Os índios defendem a definição e demarcação de novas áreas. Desde a demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, o presidente da República vem dizendo que a prioridade é solucionar o impasse em Mato Grosso do Sul. No entanto, o presidente sinalizou que pretende comprar apenas 10 mil hectares, segundo Dagoberto. O deputado disse que pedirá a indicação das áreas para a Acrissul e Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul).
A aquisição será feita por meio do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Por lei, o Governo federal não pode pagar pela terra nua no caso de área indígena. A proposta visa solucionar o conflito e driblar a legislação. “Quero de imediato, não quero sair (do Governo) sem resolver”, afirmou o presidente aos deputados e ao grupo de produtores rurais.

Fonte: Clipping da 6ªCCR do MPF.

João Aldair Neves

em 19 de fevereiro de 2010

Quando vão demarcar a terra dos povos Guarani,até quando eles ficarão sofrendo esperando pela tão sonhada e de direito a terra pois chegaram aqui muito primeiro do que todos nós.Abs.