sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

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Secretário destaca pontos positivos do Encontro

“O Encontro dos Povos Guarani da América do Sul foi um sucesso em todos os aspectos. Mas o que mais se destacou foi a possibilidade de reencontro desses povos” afirmou o secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Américo Córdula, ao fazer um balanço do Encontro realizado de 3 a 5 de fevereiro na aldeia de Tekoha Añetete, localizada no município de Diamante D’Oeste, no Paraná. Leia.

“O Encontro dos Povos Guarani da América do Sul foi um sucesso em todos os aspectos. Mas o que mais se destacou foi a possibilidade de reencontro desses povos” afirmou o secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Américo Córdula, ao fazer um balanço do Encontro realizado de 3 a 5 de fevereiro na aldeia de Tekoha Añetete, localizada no município de Diamante D’Oeste, no Paraná.

De acordo com o secretário, as lideranças dos quatro países participantes se responsabilizaram pela organização de todo o evento “E eles fizeram isso sem a interferência externa dos governos que apenas deram apoio operacional”.

Para Córdula, além da organização do evento, chamou a atenção das autoridades, o clima de paz e emoção durante a realização dos debates e discussões sobre as principais reivindicações envolvendo os cerca de 800 Guarani do Brasil, Bolívia, Argentina e Paraguai.

Segundo ele, os governos participantes mostraram maturidade ao permitir que os próprios indígenas pudessem se organizar. “Dessa forma, eles fizeram tudo com tranquilidade e dentro de um clima de respeito de todas as partes”. Córdula lembrou que a Comissão Organizadora, formada por lideranças Guarani dos quatro países, foi quem comandou todo o processo de discussão e elaborou o documento final entregue aos ministros da Cultura do Brasil, Juca Ferreira e do Paraguai, Tício Escobar.

Com relação às demandas, o secretário da Identidade e da Diversidade Cultural ressaltou que muitas das solicitações já eram aguardadas, mas algumas surpreenderam como a criação de uma secretaria para assuntos Guarani com assento no Mercosul.  “Foi uma das reivindicações mais importantes apresentadas por eles. E a demanda partiu deles mesmos”, observou.

(Heli Espíndola-Comunicação/SID)


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11.500 refeições foram servidas durante o Encontro

Um dos pontos altos da organização do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, foi o momento das refeições, servidas aos 800 indígenas e mais de 120 não indígenas, das equipes de apoio que trabalharam no evento. “Foram produzidas 11.500 refeições, entre café da manhã, almoço e jantar, durante os três dias do evento, além de um jantar de boas vindas no dia anterior, totalizando nove toneladas de alimento”, conta João Gonçalves, Coordenador-Geral de Promoção da Diversidade, Difusão e Intercâmbio Cultural da SID/ MinC. Leia.

Encontro-Guarani-063Um dos pontos altos da organização do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, foi o momento das refeições, servidas aos 800 indígenas e mais de 120 não indígenas, das equipes de apoio que trabalharam no evento. “Foram produzidas 11.500 refeições, entre café da manhã, almoço e jantar, durante os três dias do evento, além de um jantar de boas vindas no dia anterior, totalizando nove toneladas de alimento”, conta João Gonçalves, Coordenador-Geral de Promoção da Diversidade, Difusão e Intercâmbio Cultural da SID/ MinC.

Para isso, foi montada uma praça de alimentação na aldeia Tekoha Añetete com estrutura de cozinha e um espaço de buffet com 200 mesas e 800 cadeiras. Uma equipe de 30 pessoas foi contratada especialmente para elaborar as refeições.

Segundo Gonçalves, o cardápio, elaborado pelos próprios Guarani, tinha como ponto forte uma grande quantidade de verduras, frutas e legumes. “As frutas, como mamão, laranja, melancia e maçã, ficavam disponíveis na tenda de alimentação o dia todo, principalmente para que as mães pudessem oferecer às cerca de 150 crianças presentes”.

Encontro-Guarani-062No almoço e jantar, além de legumes, como beterraba, aipim (mandioca), cenoura, batata e abóbora, acompanhavam o arroz e o feijão, macarrão e algum tipo de carne. Foram consumidos 1.000 quilos de peixe, 500 quilos de frango e 1.200 quilos de carne de boi. A erva mate, servida como chimarrão e como tereré, também foi colocada à disposição dos participantes durante todos os dias do Encontro, totalizando 240 quilos de erva, acrescentou João Gonçalves.

A xixa, uma bebida elaborada a partir da fermentação da canjica e consumida pelos indígenas durante os rituais de reza, era oferecida nas cerimônias religiosas realizadas após o jantar. A bebida era servida numa cuia, que circulava na roda de oração, passando de mão em mão. A xixa foi elaborada pelos anfitriões.

Além da estrutura montada para alimentação, foi contratada uma equipe médica e uma ambulância que ficou a postos 24 horas por dia. Além disso, uma equipe de limpeza formada por indígenas da aldeia anfitriã garantiu o bom estado do local durante o Encontro. Não houve nenhuma ocorrência médica.


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Pontão de Cultura realiza Concurso Cultural sobre Direitos dos Povos Indígenas

O Pontão de Cultura Guaicuru abriu inscrições para dois concursos relacionados aos temas Cultura e Direitos Humanos dos Povos Guarani e Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos Humanos dos Povos Indígenas. Os dois estão abertos à participação dos interessados de todas as regiões brasileiras e dos países do Mercosul. Leia.

Ava-Marandu

O Pontão de Cultura Guaicuru abriu inscrições para dois concursos relacionados aos temas Cultura e Direitos Humanos dos Povos Guarani e Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos Humanos dos Povos Indígenas. Os dois estão abertos à participação dos interessados de todas as regiões brasileiras e dos países do Mercosul.

O primeiro deles, cuja inscrição vai até 30 de março, é destinado aos estudantes do Ensino Fundamental, Médio e Universitário que poderão concorrer com trabalhos produzidos nas áreas de redação, poesia, quadrinhos e desenho sobre a Cultura e Diretos dos Povos Guarani. O segundo, aberto à participação dos interessados de qualquer área de atuação dos países do Mercosul, que podem se inscrever até o dia 19 de abril, é destinado a produção de uma Cartilha Ilustrada sobre a Declaração dos Direitos do Povos Indígenas.

O Pontão de Cultura Guaicuru, que tem o apoio do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade, espera que os trabalhos produzidos nos dois concursos contribuam para o fomento de uma nova perspectiva cultural desses povos, fortalecendo o respeito e sua valorização perante a sociedade.

Os dois concursos fazem parte do projeto Cultural Ava Marandu que desenvolve atividades voltadas para as questões dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas. O foco principal da iniciativa é sensibilizar a população em geral para as gravíssimas violações dos Direitos Humanos dos Kaiowá e dos Ñandéva do Mato Grosso do Sul que somam uma população total de 41 mil indígenas.

Acesse aqui o blog do pontão com as informações sobre os concursos e sobre o projeto Ava Marandu.

(Heli Espíndola-Comunicação/SID)


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Encontro Guarani é destaque em todas as mídias do Brasil

O Encontro dos Povos Guarani da América do Sul teve repercussão em todos os tipos de mídia no Brasil. Deram destaques ao Encontro veículos como G1, Terra, Abril, IG, Estado de São Paulo, Jornal do Brasil e Correio Braziliense, além dos noticiários em grandes redes de televisão, como a TV Globo, SBT e Bandeirantes. A TV Cultura gravou todo o evento para a produção posterior de um documentário. Veja abaixo os principais trechos das matérias publicadas pela mídia e o link para lê-las na íntegra. Leia.

O Encontro dos Povos Guarani da América do Sul teve repercussão em todos os tipos de mídia no Brasil. Deram destaques ao Encontro veículos como G1, Terra, Abril, IG, Estado de São Paulo, Jornal do Brasil e Correio Braziliense, além dos noticiários em grandes redes de televisão, como a TV Globo, SBT e Bandeirantes. A TV Cultura gravou todo o evento para a produção posterior de um documentário. Veja abaixo os principais trechos das matérias publicadas pela mídia e o link para lê-las na íntegra.

G1 – 800 índios guaranis de quatro países se encontram em aldeia no Paraná

G1 – Índios Guarani buscam reconhecimento cultural em encontro no Paraná

Abril.com – Encontro dos povos

Terra – Índios Guarani buscam reconhecimento cultural em encontro no Paraná

Último Segundo – Índios guaranis de quatro países se reúnem no PR

Correio Braziliense – Povos guarani da América do Sul se reúnem no Paraná

Jornal do Brasil – Povos guarani da América do Sul se reúnem no Paraná

Portal Medianeira – Encontro dos Povos Guarani reúne mais de 800 indígenas

A Tarde Online – Índios guaranis de quatro países se reúnem no PR

Jornal NH – Povos guarani da América do Sul se reúnem no Paraná

Portal MS – Povos guarani da América do Sul se reúnem no Paraná

Rede Bom Dia – Povos guarani da América do Sul se reúnem no Paraná

Tribuna do Norte – Povos guarani da América do Sul se reúnem no Paraná

Rede Sul de Notícias – Diamante do Oeste sedia Encontro dos Povos Guarani da América do Sul

H2Foz O Portal das Cataratas – Diamante d’Oeste é palco de encontro índigena


Indígenas realizam Cerimônias Religiosas no encerramento do Encontro dos Povos Guarani

Durante os quatro dias do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, os cerca de 800 indígenas que participaram do evento realizaram, diariamente, cerimônias religiosas. No último dia do Encontro, 05 de fevereiro, o período noturno foi marcado por manifestações religiosas livres dos grupos das aldeias do Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina. Leia.

GUARANI-283Durante os quatro dias do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, os cerca de 800 indígenas que participaram do evento realizaram, diariamente, cerimônias religiosas. No último dia do Encontro, 05 de fevereiro, o período noturno foi marcado por manifestações religiosas livres dos grupos das aldeias do Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina.

“O povo Guarani reza. Se você virar para o lado, eles estão rezando”, afirma o antropólogo Rubem Almeida, coordenador técnico do Encontro e pesquisador da cultura Guarani há vários anos. Segundo ele, a espiritualidade faz parte da história dos guarani. “Eles acreditam que, por meio da ajuda dos deuses garantirão uma boa caça, pesca e um plantio produtivo, além da tranquilidade do seu povo”, explica o antropólogo.

Os rituais, que estão na maioria das vezes ligados aos cantos e danças dos guarani,  são conduzidos pelos Ñanderu, os líderes e orientadores religiosos.  Adélio Rodrigues, líder espiritual do Mato Grosso do Sul, explica que a religiosidade dos Guarani começa cedo, já na formação das crianças.

“Para nós é como aprender a falar. A criança vê dentro de casa, na comunidade, e na Casa de Reza, as manifestações religiosas e vai aprendendo o significado de cada reza dança ou pintura”, conta Rodrigues.

GUARANI-281Segundo ele, os instrumentos sempre se fazem presentes durante a realização das cerimônias. As mulheres utilizam o Takuapu, um instrumento que produz um som grave e seco ao ser golpeado no solo, e os homens o Mbaraka’, uma espécie de maraca.

Estes instrumentos são usados, entre outros rituais, em cerimônias de boas vindas que acontecem quando os Guarani recebem membros de outras comunidades ou personalidades importantes. No último dia do evento, os ministros da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, e do Paraguai, Tício Escobar, foram recebidos pelos indígenas, ao som desses instrumentos.

“Nesta cerimônia cada pessoa da aldeia tem a sua função. Há o responsável por receber o convidado, os apoiadores do canto – yvyraija - e o Ñanderu – rezador – que comanda e é o responsável por apresentar os que chegam”, descreve o líder espiritual. Ainda de acordo com ele as orações são destinadas a personagens divinos como o Jakaira, responsável pela plantação. “Há também rezas que falam da alegria como o Guaxire e o Guahu”, explica Rodrigues.

(Comunicação-SID/MinC)


A cultura Guarani e nós – Artigo publicado no Jornal do Brasil

Mais de 800 lideranças indígenas guarani de quatro países - Brasil, Argentina, Bolívia e Paraguai - estão se reunindo, da última terça-feira até amanhã, no Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, organizado pelo Ministério da Cultura (MinC), na aldeia indígena Tekoha Añetete, município de Diamante D'Oeste, no Paraná. O evento é inédito e tem como principal objetivo criar uma nova perspectiva de intercâmbio cultural que reconheça e fortaleça a cultura guarani como contribuição fundamental da formação brasileira. Leia.

Alfredo Manevy e Américo Córdula, Jornal do Brasil

RIO – Mais de 800 lideranças indígenas guarani de quatro países – Brasil, Argentina, Bolívia e Paraguai – estão se reunindo, da última terça-feira até amanhã, no Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, organizado pelo Ministério da Cultura (MinC), na aldeia indígena Tekoha Añetete, município de Diamante D’Oeste, no Paraná. O evento é inédito e tem como principal objetivo criar uma nova perspectiva de intercâmbio cultural que reconheça e fortaleça a cultura guarani como contribuição fundamental da formação brasileira.

A cultura guarani tem uma participação decisiva na formação do Brasil. São contribuições na culinária, na língua, na topografia e compreensão do território, e uma série imensa de costumes dos brasileiros de modo geral. Eles são parte do Brasil mesmo que a maior parte de nossa sociedade ainda não tenha consciência disso. Atualmente, existem cerca de 65 mil guaranis no Brasil, em diversos estados (RS, SC, PR, SP, RJ, ES e MS). Estão presentes também na Argentina, na Bolívia e no Paraguai, onde a língua guarani é majoritária e oficial. Os guaranis estão espalhados pela América do Sul, mas com valores e construções cosmológicas muito similares, o que aponta para uma reflexão conjunta com os países do Mercosul.

Até 2003, o MinC sequer se relacionava com os povos indígenas brasileiros. Hoje, o ministério reconhece as culturas indígenas como tecnologias altamente desenvolvidas, cuja preservação e reprodução é do interesse estratégico do país. Seja pelos legados gerais à cultura brasileira, seja pela articulação com o meio ambiente e com a tecnologia contemporânea, os conhecimentos dos povos da floresta são decisivos para o futuro da humanidade. O pressuposto de atuação é que a diversidade cultural constitui grande riqueza para os indivíduos e a sociedade, um ativo que nos enriquece a todos. Evidentemente, uma concepção positiva de diversidade qualifica nosso modelo desenvolvimento, pois deixa para trás uma visão anacrônica e autoritária de civilização, e inclui as visões econômica, social, cultural, política e ambiental. Nesse contexto, a Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, criada em 2003, desenvolve uma política específica para a cultura dos povos indígenas, com programas de capacitação, editais de premiação, fóruns de discussões e outros.

A ONU publicou, recentemente, relatório sobre a situação dos povos indígenas no mundo. O estudo revela que, apesar de representarem apenas 5% da população mundial, os povos indígenas são 15% dos mais pobres do mundo. A discriminação étnica e cultural é percebida como uma das causas de todos esses problemas. O relatório também alerta sobre a ameaça de extinção das culturas indígenas, afirmando que 90% de todos os idiomas indígenas vão desaparecer até o final deste século.

A exclusão cultural se dá de duas formas: por meio da rejeição do modo de vida de determinados grupos (resultado do pensamento de que todos devem viver conforme o estilo da maioria); e por meio da discriminação ou das desvantagens impostas às minorias nas disputas por oportunidades sociais, políticas e econômicas.

O futuro das tradicionais culturas indígenas diz respeito aos indígenas e a todos nós, brasileiros. Acreditamos que ao valorizar, promover e fomentar as expressões culturais, os valores e os conhecimentos tradicionais indígenas, estamos ajudando a moldar o futuro do Brasil. Nesse contexto, ocorre o Encontro Guarani. Uma democracia vibrante deve prever e garantir a liberdade dos grupos que formam a nossa sociedade, liberdade de viver plenamente suas culturas e tradições, escolhendo as formas e ritmos de interação e integração. Desejamos diminuir o preconceito da sociedade, colocando no lugar admiração, conhecimento, interesse, e contribuindo para fortalecer a autoestima e as relações sociais desses povos, de modo que se sintam mais bem equipados para fortalecer suas práticas. São temas que este primeiro encontro poderá debater e fortalecer na agenda cultural e política do Brasil.

Alfredo Manevy é secretário executivo, e Américo Córdula é secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura.

Fonte: JB Online


Ministros do Brasil e Paraguai prometem apoio às reivindicações dos indígenas no encerramento do Encontro

“Diversidade Cultural é patrimônio e não problema”. A afirmação foi feita agora de manhã, na aldeia Tekoha Añetete, município de Diamante D’Oeste, Paraná, pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, durante o Encontro dos Povos Guarani da América do Sul (Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa). Leia.
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Juca Ferreira discursando - foto de Juvenal Pereira

“Diversidade Cultural é patrimônio e não problema”. A afirmação foi feita na manhã desta sexta-feira, 5 de fevereiro, na aldeia Tekoha Añetete, município de Diamante D’Oeste, Paraná, pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, durante o Encontro dos Povos Guarani da América do Sul (Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa).

O ministro da Cultura falou sobre a formação do povo brasileiro que, segundo ele, recebeu várias influências e assimilou a características de vários povos como o português, o africano, o indígena, o coreano, e o libanês, dentre outros. “As diferenças existem e o povo brasileiro é resultado das assimilações das características de todos esses povos. O papel do Ministério da Cultura é o de promover o protagonismo desses povos, ressaltou ele.

Juca Ferreira dançou com os grupos indígenas que se apresentaram e se emocionou ao receber, juntamente com o ministro do Paraguai, Tício Escobar, das lideranças indígenas do Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina, o documento final elaborado pelos próprios guarani e resultado dos dois dias de debates realizado entre os 800 indígenas presentes no evento. Um dos pontos do documento exige a garantia, dos quatro governos, de punição contra a discriminação, preconceito e violência praticadas contra o povo Guarani.

O Encontro dos Povos Guarani da América do Sul foi organizado e protagonizado pelas lideranças indígenas dos quatro países. “Essa é uma das características mais importantes desse evento. Nós demos o apoio para a realização, mas foram eles que fizeram tudo, desde a definição dos temas a ser discutido, a condução das mesas de debate, o cerimonial. Enfim, o sucesso do Encontro é deles e para eles”, lembrou o secretário da Identidade e Diversidade Cultural do MinC, Américo Córdula.

Juca-e-Ticio

Ministros Juca Ferreira e Ticio Escobar dançando com os Guaranis - foto de Juvenal Pereira

Entre as principais decisões tomadas pelos Guarani no Encontro, que começou no dia 03 e termina hoje, estão a criação da Comissão de Coordenação Permanente do Povo Guarani do Brasil, Argentina, Paraguai e da Bolívia, instituída durante o evento. Essa Comissão participará, diretamente, do processo de efetivação da Secretaria Especial Guarani no âmbito do Mercosul Cultural, que tratará da implementação dos direitos e interesses do povo guarani.

Além da criação da Secretaria Especial Guarani, com 20 representantes dos indígenas, sendo 6 do Brasil, 6 do Paraguai, 4 da Argentina e 4 da Bolívia, os guarani reivindicam ainda, no documento final, a criação de um foro permanente de discussão em defesa dos direitos dos Guarani, no âmbito do Mercosul Cultural; e a realização de atividades que promovam o intercâmbio cultural entre as diversas comunidades Guarani da América do Sul.

Os Guarani querem também a garantia, e o respeito, a partir de mudanças das leis de fronteira, do livre trânsito cultural, de acordo com as tradições dos povos indígenas, nas fronteiras entre Brasil, Argentina Paraguai e Bolívia; e a garantia de infraestrutura, por meio de apoio dos governos e iniciativas privadas, para a realização de seminários e encontros dos guarani dos quatro países da América do Sul, especialmente para a participação das delegações dos Guarani na Reunião sobre Mudanças Climáticas que será realizada na Bolívia em abril de 2010.

Além dos ministros da Cultura do Brasil e do Paraguai, que foram recebidos pelos indígenas com a dança de boas vindas Joroky, estavam presentes à mesa da cerimônia de entrega do documento, Américo Córdula, secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Minc, Nelton Friedrich, diretor de Coordenação da Itaipu Binacional, Angel Vea, representante do governo Paraguaio para Assuntos Indígenas, Vera Mussi Augusto, secretária de Cultura do Paraná, Arilza Nazareth de Almeida, diretora do Museu do Índio, representando a FUNAI, José Carlos Abreu, da Coordenação dos Assuntos Indígenas do governo do Paraná, e Lida Acuña, diretora do Instituto Indígena do Paraguai (Indi).

Representando os indígenas, estavam presentes as lideranças Mario Tupã, anfitrião do Encontro e cacique da Aldeia Tekoha Añetete, Pedro Mancoelho, do Paraguai, Silvino Moreira Kavai Mirim, da Argentina, e Saturnino Cueler Kavarai, da Bolívia.

(Heli Espíndola- Comunicação/SID)


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Começam os debates em Tekoha Añetete

Teve início nesta quarta-feira, dia 03, o Encontro dos Povos Guarani da América do Sul (Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa). O evento acontece até o dia 05 de fevereiro na aldeia indígena Tekoha Añetete, localizada no município de Diamante D’Oeste, Paraná. Leia.

Foto_PubliusVergilius_AgGingafotos6Teve início nesta quarta-feira, dia 03, o  Encontro dos Povos Guarani da América do Sul (Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa). O evento acontece até o dia 05 de fevereiro na aldeia indígena Tekoha Añetete, localizada no município de Diamante D’Oeste, Paraná.

A cerimônia de abertura contou com a presença de todas as lideranças indígenas dos sete estados brasileiros e da Argentina, Bolívia e Paraguai, além do secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Américo Córdula, do diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek e da prefeita de Diamante D’Oeste, Inês Gomes.

Cerca de 800 índios Guarani estão reunidos com o propósito de debater a integração da comunidade indígena. É a primeira vez que uma ação desta magnitude acontece entre os povos como fonte de fortalecimento de suas raízes culturais.

De acordo com o secretário Américo Córdula, o encontro começou a ser idealizado há três anos, desde a realização do Fórum Internacional de Integração Cultural do Mercosul.

“Este encontro começou a ser articulado junto às aldeias nos sete estados onde estão concentrados os índios desta etnia. O objetivo é o de buscar o fortalecimento e reconhecimento da cultura indígena como formação da identidade brasileira. Há uma influência muito forte na nossa língua, na nossa culinária e na nossa dança vinda dos povos Guarani. É uma cultura que possui um importante vínculo com a identidade sul-americana. Por isso, a necessidade de se começar uma grande campanha de valorização destes povos para reverter o quadro de preconceito existente hoje com relação aos índios”, avaliou o secretário.

Foto_PubliusVergilius_AgGingafotos639Entre a comunidade indígena, é grande a expectativa com relação ao  Encontro dos Povos Guarani da América do Sul. Além das questões culturais, um dos pontos que serão abordados nos debates é a demarcação de terras. Problema que aflige grande parte dos indígenas Guarani.

Segundo o cacique Elpídio Pires, do Mato Grosso do Sul, a questão da terra é considerada, atualmente, como o principal assunto de debate entre as comunidades indígenas. “Com a ‘terra’ resolvida é possível nos organizarmos melhor e termos estrutura para cuidar de outros assuntos que também são importantes, como o nosso reconhecimento cultural”, revelou.

“Hoje o que nós estamos buscando é mostrar nossa história, quem somos e o que queremos ser no futuro. Nós gostaríamos de ter nossa cultura mais valorizada e incentivada. Tenho muito orgulho de ser Guarani”, reforçou o cacique Elpídio. Atualmente, o Mato Grosso do Sul é o estado que concentra a maior quantidade de índios Guarani no Brasil. São cerca de 45 mil, dos 65 mil existentes em todo o país.

O cacique Adolfo Veramirim, do litoral norte de São Paulo, salienta o fato de, pela primeira vez, a comunidade indígena Guarani estar reunida. “Será um encontro importante para discutir as políticas na América do Sul. As assembléias vão produzir debates com cada aldeia trazendo suas propostas. Teremos uma visão mais ampla voltada para o povo Guarani”, comemora.

Os debates acontecerão na tarde desta quarta-feira e durante todo o período da quinta (4). No último dia, os índios Guarani vão apresentar as considerações finais, e as deliberações tomadas, às autoridades presentes. Já estão confirmadas as presenças dos ministros da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, e do Paraguai, Ticio Escobar.

A realização do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul tem a parceria da Itaipu Binacional, da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), das prefeituras de Diamante D’Oeste e de Foz do Iguaçu, das Secretarias de Educação e de Cultura do Paraná, da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA). O Instituto Empreender é o responsável pela produção executiva do evento. Além delas, o projeto tem o apoio do Mercosul Cultural.

(Comunicação/SID)

Fotos de Publius Vergilius


Destino: Diamante D’ Oeste

Os Guarani já estão se deslocando para Encontro dos Povos Guarani da América do Sul (Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa). Leia.

Os Guarani já estão se deslocando para o Encontro dos Povos Guarani da América do Sul (Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa).

O transporte está sendo feito por um total de 15 ônibus: 1 do Espírito Santo,  2 de São Paulo, 1 de Santa Catarina, 2 do Paraná, 1 do Rio Grande do Sul e 7 do Mato Grosso do Sul. Nesse último estado, onde se concentra o maior número de aldeias, duas vans ajudarão no transporte.

Domingo, dia 31 de janeiro, os guarani do Espírito Santo, o estado mais longínquo do local do Encontro, embarcaram com destino ao Paraná, passando pelo Rio de Janeiro, onde mais indígenas  embarcarão. Hoje, estão programadas as saídas dos ônibus que transportarão as delegações de São Paulo, sendo que um deles sairá do município de São Sebastião, no litoral, e do Rio Grande do Sul.

No dia 2, reservado na programação do Encontro para a chegada e instalação das delegações, partirão os dois ônibus do Paraná e os sete do Mato Grosso do Sul. Os indígenas das aldeias desse último estado começarão a se deslocar no dia 1º. Algumas vans serão utilizadas para fazer o transporte dos Guarani até os municípios de onde os ônibus seguirão viagem para Diamante D’Oeste, no Paraná. Os ônibus do Mato Grosso do Sul sairão de Maracaju, Dourados, Caarapo, Sete Quedas, Amambaí, Antonio João e Iguatemi.

(Heli Espíndola –Comunicação/SID)


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Ministro da Cultura do Paraguai afirma que Encontro fortalecerá a cultura tradicional da etnia

"Este encontro histórico propiciará momentos de reflexão dos povos Guarani sobre si mesmos, assim como a abertura de diálogo com as autoridades e uma comunicação orientada para repensar as políticas públicas no âmbito dos assuntos indígenas". A afirmação foi feita pelo ministro da Cultura do Paraguai, Tício Escobar, em artigo sobre o Encontro dos Povos Guarani da América do Sul. Confira o artigo na íntegra.

TICIO“Este encontro histórico propiciará momentos de reflexão dos povos Guarani sobre si mesmos, assim como a abertura de diálogo com as autoridades e uma comunicação orientada para repensar as políticas públicas no âmbito dos assuntos indígenas”. A afirmação foi feita pelo ministro da Cultura do Paraguai, Tício Escobar, em artigo sobre o Encontro dos Povos Guarani da América do Sul (Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa) que será realizado de 02 a 05 de fevereiro de 2010, na aldeia indígena Tekoha Añetete, localizada no município de Diamante D’Oeste, Paraná.

Segundo Escobar, o Encontro proporcionará desafios para os países envolvidos no projeto, como o de considerar seus próprios territórios unidos por vínculos que os antecederam e o de receberem sugestões fundamentais à democratização cultural e à construção de uma esfera pública equitativa e diversa.

Além disso, na opinião do ministro Paraguaio, o Encontro poderá propiciar o desenvolvimento de programas participativos, realizados em comum entre as instituições oficiais e as populações mais vulneráveis. “Acima de tudo, é fundamental que se respeite a diferença cultural, direito humano fundamental que rege os valores éticos e políticos compartilhados pela região (dos países da América do Sul onde vivem os Guarani)”, defende Tício Escobar.

Ele lembra que a etnia tem uma larga tradição no manejo do particular e do universal e que, orientada pelo Teko porã (bem estar, equilíbrio comunitário, pessoal e ambiental) sabe regular as relações entre as pequenas comunidades e integrar um grande povo comum. “Cabe aos estados nacionais garantir a continuidade da cultura e do hábitat dos Guarani. Com isso, estaremos assegurando a continuidade de sua história, não só para os nossos antepassados, mas também para as gerações futuras”, encerra o ministro da Cultura do Paraguai.

Confira o artigo na íntegra.

(Heli Espíndola- Comunicação/SID)


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