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terça-feira, 22 de maio de 2012

Categoria » O Encontro

Maior evento da etnia será registrado por indígenas Guarani-Mbya capacitados no Projeto Vídeos Nas Aldeias

Mais uma equipe de cinegrafistas, formada por indígenas Guarani, estará presente na realização do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul - Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa para registrar este, que é um dos maiores eventos da etnia. Leia.

video-indioMais uma equipe de cinegrafistas, formada por indígenas Guarani, estará presente na realização do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul – Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa para registrar este, que é um dos maiores eventos da etnia.

Ariel Ortega, Jorge Morinico e Germano Benites são Guarani-Mbya e foram capacitados pelas oficinas de vídeo do Ponto de Cultura Vídeo nas Aldeias de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, que começaram a ser realizadas desde 2007.

O grupo participou da primeira oficina intensiva, com duração de aproximadamente dois meses, e, em meados de 2008, os seus registros resultaram no filme Duas Aldeias numa Caminhada. O longa metragem, de 1 hora e 5 minutos de duração, é falado em guarani e foi consagrado, em 2009, como melhor filme pelo Fórum Doc, do Festival de Cinema Etnográfico de Belo Horizonte. O filme, compactado em uma versão de 48 minutos, já foi exibido na TV Cultura e projetado nos Estados Unidos da América e Canadá.

O grupo Guarani-Mbya, que conta com uma nova integrante, Patrícia Ferreira, também formada na oficina de capacitação do Ponto de Cultura Vídeo nas Aldeias, já gravou novo material, em dezembro de 2009, que será editado este ano resultando em um novo filme dos cinegrafistas sobre a etnia Guarani.

Todo o material gravado durante o Encontro dos Povos Guarani da América do Sul resultará em documentário que será disponibilizado no Blog do encontro. O filme Nós e a cidade pode ser assistido no Blog em uma curta versão, dublada em português, de 5 minutos, na área Vídeos.

Saiba mais sobre o Projeto Vídeo Nas Aldeias no seguinte endereço eletrônico: www.videonasaldeias.org.br

Acompanhe as notícias do Encontro em blogs.cultura.gov.br/encontroguarani (Heli Espíndola – Comunicação/SID)

(Heli Espíndola – Comunicação/SID)


“…um sonho antigo dos nossos antepassados”

“O Encontro dos Povos Guarani da América do Sul (Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa) é a união de um mesmo povo de vários países, é um sonho antigo dos nossos antepassados”. A declaração é do cacique Toninho Guarani, uma das líderanças indígenas que integra a Comissão Organizadora do Encontro. Leia.

“O Encontro dos Povos Guarani da América do Sul (Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa) é a união de um mesmo povo de vários países, é um sonho antigo dos nossos antepassados”. A declaração é do cacique Toninho Guarani, uma das líderanças indígenas que integra a Comissão Organizadora do Encontro.

Para o cacique, pertencente a Aldeia Boa Esperança, uma das três comunidades localizadas em Coqueiral de Aracruz, no Espírito Santo, o Encontro representa o reconhecimento dos governos à importância dos povos Guarani.

“Durante os 510 anos de resistência do povo Guarani enfrentamos muitas barreiras com os não-índios. Agora, teremos oportunidade de discutir e articular o nosso povo em torno dos nossos objetivos e encontrar uma forma de quebrar essas barreiras”, explicou o líder indígena. De acordo com Toninho Guarani a distância territorial entre as aldeias dos vários países que participam do Encontro (Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina) não representa impedimento para a aproximação dos índigenas Guarani da América do Sul. “Espiritualmente, nós estamos sempre unidos”,  justifica ele.

Um dos pontos mais importantes do evento, na opinião do cacique da Aldeia Boa Esperança, é a oportunidade que os Guarani terão para mostrarem e divulgarem sua cultura e sua crença. “ Vamos continuar lutando para que nossas crianças possam dar continuidade à nossa cultura, nossa crença e nossos saberes”, assegura Toninho. Para ele, esses saberes estão intrínsecos à cultura indígena. “Não foram os Jesuítas que nos ensinaram como contam alguns historiadores. Nós aprendemos com Deus e nossos antepassados a fazer, por exemplo, as nossas casas e panelas de barro”, contesta ele.

Toninho Guarani aprendeu muito cedo a abraçar a luta em defesa do seu povo. “Desde criança minha mãe e meu avô me levavam para participar das reuniões e dos movimentos. Foi com eles que aprendi a importância do nosso povo e da luta em sua defesa”, finaliza.

(Heli Espíndola – Comunicação/SID)


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Evento será filmado por uma equipe Guarani Kaiowá

O registro audiovisual do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul - Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa será realizado por uma equipe indígena Kaiowá, formada por Devanildo Ramires e Elivelton Souza , do Ponto de Cultura Teko Arandu que atua na aldeia Te’ýikue, no município de Caarapó, no Mato Grosso do Sul. Leia.

fotos-cine-videoO registro audiovisual do Encontro dos Povos Guarani da América do SulAty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa será realizado por uma equipe indígena Kaiowá, formada por Devanildo Ramires e Elivelton Souza , do Ponto de Cultura Teko Arandu que atua na aldeia Te’ýikue, no município de Caarapó, no Mato Grosso do Sul.

Devanildo e Elivelton aprenderam, em 2008, as técnicas de filmagem, incluindo fotografia, edição de vídeo, software livre e photoshop, nas oficinas do Ponto de Cultura Teko Arandu. As oficinas, realizadas numa parceria do Ministério da Cultura com a Universidade Católica Dom Bosco, fazem parte do Núcleo de Estudos e Pesquisas Indígenas (NEPPI) e são coordenadas pelos professores Antônio Brand e Neimar machado de Sousa, formados em História Indígena.

A gestão é dividida entre a comunidade e a escola indígena Nhandejara Pólo, onde funciona o Ponto de Cultura Teko Arandu. No local, são oferecidas também aulas de informática aos alunos indígenas da escola.

Todo o material produzido por eles até agora tem sido veiculado no YouTube e foi gravado em DVD. Dentre os trabalhos mais significativos da dupla Kaiowá estão o filme Viagem de Intercâmbio Guarani gravado em 12 aldeias do Brasil, Paraguai e Argentina.

As filmagens sobre o Encontro dos Povos Guarani da América do Sul (Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa), pelas câmeras de Devanildo e Elivelton,  resultarão num documentário que será editado posteriormente.

O endereço eletrônico da página do Ponto Teko Arandu é www.tekoarandu.org.

(Heli Espíndola, Comunicação SID/MinC)


Encontro no Paraná reunirá Povos Guarani da América do Sul

A aldeia indígena Tekoha Añetete, localizada no município de Diamante D'Oeste, Paraná, sediará, entre os dias 02 e 05 de fevereiro de 2010, o Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa - Encontro dos Povos Guarani da América do Sul. O encontro, realizado pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, reunirá cerca de 800 indígenas Guarani da Bolívia (Chiriguano), do Brasil (Kaiowa, Ñandéva e Mbya), do Paraguai (Ache-Guayaki, Kaiowa, Mbya e Ava-Guarani) e da Argentina (Mbya). Leia.

CR_GUARANIA aldeia indígena Tekoha Añetete, localizada no município de Diamante D’Oeste, Paraná, sediará, entre os dias 02 e 05 de fevereiro de 2010, o Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa – Encontro dos Povos Guarani da América do Sul. O encontro, realizado pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, reunirá cerca de 800 indígenas Guarani da Bolívia (Chiriguano), do Brasil (Kaiowa, Ñandéva e Mbya), do Paraguai (Ache-Guayaki, Kaiowa, Mbya e Ava-Guarani) e da Argentina (Mbya).

O encontro tem como objetivo principal criar uma nova perspectiva de intercâmbio cultural que fortaleça a relação entre os Guarani e reduza o abismo existente entre essas populações e os não-índios. Pretende ainda difundir a cultura dos Povos Guarani e contribuir para uma visão mais ampla da temática indígena no Brasil e na América do Sul.

O Encontro dos Povos Guarani da América do Sul reunirá, além das lideranças indígenas da etnia, autoridades e convidados dos países participantes. Os dois primeiros dias do evento serão dedicados às plenárias constituídas exclusivamente por indígenas. O terceiro e último dia de reunião serão dedicados à apresentação das considerações e deliberações tomadas em assembléia às autoridades presentes.

Já estão confirmadas as participações dos ministros da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, e do Paraguai, Ticio Escobar. A Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, que desenvolve, desde 2005, um trabalho de fortalecimento e reconhecimento das culturas indígenas, será representada, no evento, pelo secretário da Identidade e da Diversidade Cultural, Américo Córdula.

Para o antropólogo Rubem Ferreira Tomaz de Almeida, coordenador do projeto que embasou a realização do encontro, esta será “uma oportunidade muito importante para os Guarani se relacionarem e discutirem questões básicas da etnia dos países participantes”. Rubem Almeida destaca como ponto fundamental o fato do encontro ser protagonizado pelos próprios índios. O antropólogo acrescenta que os dois dias, destinados à participação apenas de indígenas, serão fundamentais para eles discutirem os seus problemas e produzir os documentos que serão apresentados às autoridades no último dia.

A realização do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul tem a parceria da Itaipu Binacional, da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), das prefeituras de Diamante D’Oeste e de Foz do Iguaçu, das Secretarias de Educação e de Cultura do Paraná, da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) e do Exército Brasileiro. O Instituto Empreender é responsável pela produção executiva do evento. Além delas, o projeto tem o apoio do Mercosul Cultural.

Os Guarani do Brasil
Os povos Guarani fazem parte das mais de 220 etnias existentes no Brasil. Os cerca de 65 mil Guarani, situados, sobretudo, nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, formam o grupo étnico mais numeroso do país.

Apesar da luta pela manutenção de suas reservas, da pouca disponibilidade de terras para o cultivo de suas lavouras tradicionais e das mudanças tecnológica introduzidas em suas aldeias, os Guarani, ao contrário do que apontavam estudos anteriores, têm conseguido manter o seu Teko (maneira de ser, de pensar, de se comportar, sua ideologia e forma de ver o mundo).

Ações do MinC para proteção e promoção da Cultura Indígena
O protagonismo dos povos indígenas e, principalmente, a promoção de suas culturas, tem sido uma preocupação do Ministério da Cultura que, por meio da Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural (SID), criou, em 2005, um Grupo de Trabalho específico para a discussão do tema. O MinC instituiu, em 2006, o Prêmio Culturas Indígenas, que, em duas edições, premiou cerca de 200 iniciativas culturais desenvolvidas nas aldeias.

Ainda em 2007, o Ministério da Cultura criou a ação Fomento e Valorização das Expressões Culturais e de Identidade dos Povos Indígenas, com o objetivo de identificar, valorizar e dar visibilidade às expressões culturais e de identidades protagonizadas pelo segmento.

A SID/MinC apoiou também a realização de diversos eventos, como a exposição Jogos e Brincadeiras do Povo Kalapalo, composta por 84 fotografias que revelam diversos aspectos culturais dessa etnia do Alto Xingu (MT) e o Festival Vídeo Índio Brasil, edições 2008 e 2009, idealizado pela Associação Amigos do Cine Cultura de Campo Grande/MS.

Mais recentemente, a SID assumiu a coordenação do processo de implantação de 165 Pontos de Cultura Indígena no âmbito do Programa Mais Cultura.

(Heli Espíndola- Comunicação/SID)


Encontro dos Povos Guarani da América do Sul

Será realizada, nos dias 13 e 14 de janeiro de 2010, a 2ª Reunião da Comissão Organizadora do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul na aldeia de Tekoha Añetete, município de Diamante D' Oeste, Paraná. A Comissão é composta por representantes da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), por 15 lideranças Guarani do Brasil e do Paraguai e pelo antropólogo Rubem Almeida, coordenador do projeto, além de representantes da Itaipu Binacional, do Ministério da Cultura do Paraguai, da Prefeitura de Diamante D'Oeste e do Instituto Empreender, responsável pela produção executiva. Leia.

CR_GUARANISerá realizada, nos dias 13 e 14 de janeiro de 2010, a 2ª Reunião da Comissão Organizadora do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul na aldeia de Tekoha Añetete, município de Diamante D’ Oeste, Paraná. A Comissão é composta por representantes da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), por 15 lideranças Guarani do Brasil e do Paraguai e pelo antropólogo Rubem Almeida, coordenador do projeto, além de representantes da Itaipu Binacional, do Ministério da Cultura do Paraguai, da Prefeitura de Diamante D’Oeste e do Instituto Empreender, responsável pela produção executiva.

Os principais objetivos dessa 2ª reunião são os de definir os temas que serão discutidos durante o Encontro, a composição das delegações e os últimos detalhes logísticos, como os horários do transporte, a hospedagem e alimentação. Nessa reunião, que será a última da Comissão Organizadora antes do Encontro, em fevereiro, serão definidos ainda os espaços da aldeia para a montagem das estruturas de tendas e refeitório.

SDC14477O Encontro dos Povos Guarani da América do Sul acontecerá entres os dias 02 e 05 de fevereiro, também na aldeia Tekoha Añetete, e contará com a participação de cerca de 800 indígenas Guarani do Brasil, da Bolívia, do Paraguai e da Argentina. O dia 02 será destinado à recepção das delegações. Os dias 03 e 04 serão destinados para reuniões exclusivas dos Guarani. No dia 05, último dia do Encontro, haverá reunião dos Guarani com os Ministros de Cultura dos países participantes e convidados.

O objetivo do Encontro é fomentar uma nova perspectiva cultural que fortaleça a relação entre esses povos e reduza a distância existente entre essas populações e os não-índios. O evento pretende, também, contribuir para a reflexão da importância dos povos Guarani para a formação da cultura sul americana.

O Encontro conta com a parceria da Itaipu Binacional, da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), das Prefeituras de Diamante D’Oeste e Foz do Iguaçu, das Secretarias de Educação e de Cultura do Paraná e da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA). Além delas, o projeto ganhou o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), da Organização dos Estados Americanos (OEA) e do Mercosul Cultural – Fórum dos Ministros de Cultura dos países do Mercosul.

(Comunicação-SID/Minc)

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Inauguração da Casa de Oração Guarani-Kaiowa

Nesta sexta-feira, dia 18 de dezembro, no Mato Grosso do Sul, o secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Américo Córdula, e o coordenador-geral de Promoção da Diversidade, Difusão e Intercâmbio Cultural da SID/MinC, João Gonçalves, participam da inauguração da Casa de Oração Guarani-Kaiowa. Leia.

Nesta sexta-feira, dia 18 de dezembro, no Mato Grosso do Sul, o secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Américo Córdula, e o coordenador-geral de Promoção da Diversidade, Difusão e Intercâmbio Cultural da SID/MinC, João Gonçalves, participam da inauguração da Casa de Oração Guarani-Kaiowa.

SS853724O espaço, destinado para cerimônias religiosas, denominada óygusu na língua guarani, está localizado na aldeia Tekoha do Guyra Roka, no município de Caarapó, na região da Grande Dourados, onde a casa de oração foi construída. O evento faz parte da série de ações promovidas e apoiadas pela SID/MinC visando buscar o fortalecimento e o reconhecimento das expressões culturais indígenas.

Desde 1978, os Kaiowa e Ñandéva (Ava Guarani) do Mato Grosso do Sul realizam assembleias denominadas Aty Guasu, quando refletem sobre seus problemas, discutem soluções possíveis e realizam cultos a suas entidades sagradas. A Casa de Reza fortalecerá a realização de cerimônias religiosas da etnia e servirá de espaço para esses encontros, protegendo a identidade étnica Kaiowa.

O apoio da SID/MinC permitiu que a construção da Casa de Reza fosse realizada pela própria comunidade Kaiowa do Guyra Roka, segundo suas concepções arquitetônicas e formas de trabalho.

A inauguração fará parte do ato de abertura do Encontro dos Povos Guarani da América do SulAty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa. Estarão presentes cerca de 30 líderes religiosos Kaiowa e seus yvyraija (apoiadores dos cantos), totalizando mais de cem pessoas. De acordo com Ambrósio Vinhalva, cacique guarani-kaiowa, o momento será para “abençoar os brancos que estão envolvidos na organização do Encontro e preparar o caminho para que tudo corra bem”.

SS853725O Encontro Guarani será realizado de 2 a 5 de fevereiro de 2010, no tekoha guarani-mbya do Añetete, município de Diamante D’Oeste, no Paraná. Durante o evento estarão reunidos cerca de 800 Guaranis Mbya, Chiriguano, Kaiowa, Ñandéva, Pai-tavyterã e Ache-guayaki do Brasil, da Bolívia, do Paraguai e da Argentina, numa celebração que visa fortalecer a identidade étnica e promover as expressões culturais desses povos.

Além dos indígenas, estarão presentes representantes do Ministério da Cultura, da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS), da Fundação de Apoio à Pesquisa de Mato Grosso do Sul (FAPEMS), da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), do Pontão de Cultura Guaicuru de Campo Grande e do Instituto Empreender, parceiro na execução dessas ações.

(Comunicação – SID/MinC)


Encontro reunirá cerca de mil indígenas da América do Sul

A comunidade indígena do Añetete, em Diamente do Oeste, receberá, em fevereiro do ano que vem, cerca de mil lideranças dos povos guarani da América do Sul. O evento está sendo organizado pelos próprios indígenas, com apoio logístico do Ministério da Cultura, do Instituto Empreender e da Prefeitura de Diamante do Oeste. Leia.
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Representantes das entidades que apoiam a iniciativa tiveram encontro com o diretor de Coordenação, Nelton Friedrich, e o superintendente de Meio Ambiente, Jair Kotz.

A comunidade indígena do Añetete, em Diamente do Oeste, receberá, em fevereiro do ano que vem, cerca de mil lideranças dos povos guarani da América do Sul. O evento está sendo organizado pelos próprios indígenas, com apoio logístico do Ministério da Cultura, do Instituto Empreender e da Prefeitura de Diamante do Oeste.

A Itaipu Binacional, que atua na região da Bacia do Paraná 3 com o projeto Sustentabilidade das Comunidades Indígenas, como parte do programa Cultivando Água Boa, também está apoiando a iniciativa. Outros parceiros do projeto são: Funai, Funasa, Governo do Paraná, Comitê Gestor de Ações Indigenistas Integradas da Grande Dourados.

Nos últimos três dias, representantes do MinC e demais apoiadores estiveram reunidos no Añetete com 15 líderes Guarani (representando o Paraguai, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e São Paulo). Nesta quarta-feira, ao final da tarde, o projeto foi apresentado ao diretor de Coordenação e Meio Ambiente da Itaipu, Nelton Friedrich, e ao superintendente de Meio Ambiente da empresa, Jair Kotz.

Segundo Rubem Almeida, coordenador técnico do evento, a ideia é que os próprios indígenas decidam tudo sobre a programação, cabendo aos apoiadores apenas garantir os meios para a realização do projeto. Nessa reunião preparatória, ficou definido o nome do encontro: Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa, que em uma tradução livre significa “uma grande reunião para mostrar com transparência nosso modo de ser em nosso território”.

Em síntese, o projeto pretende apresentar a força dos povos guarani, difundir suas culturas, suas tradições e contribuir para um visão mais ampla da temática indígena no Brasil e na América do Sul, além de fortalecer a identidade étnica guarani.

Fonte: Jornal de Itaipú Eletrônico


Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa

Foi realizada na última terça-feira e quarta-feira, 08 e 09 de dezembro, a 1ª Reunião da Comissão Organizadora do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, no Tekoha Añetete, município de Diamante D'Oeste, Paraná, com a presença do Diretor de Políticas da Diversidade e Identidade - Ricardo Lima -, e do Coordenador Geral de Promoção da Diversidade, Difusão e Intercâmbio Cultural - João Gonçalves -, da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura. Leia.

Foi realizada na última terça-feira e quarta-feira, 08 e 09 de dezembro, a 1ª Reunião da Comissão Organizadora do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, no Tekoha Añetete, município de Diamante D’Oeste, Paraná, com a presença do Diretor de Políticas da Diversidade e Identidade – Ricardo Lima -, e do Coordenador Geral de Promoção da Diversidade, Difusão e Intercâmbio Cultural – João Gonçalves -, da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura. Além dos técnicos da SID/MinC, fazem parte da Comissão Organizadora 15 lideranças Guarani do Brasil e do Paraguai, o antropólogo Rubem Almeida – coordenador do projeto -, representantes da Itaipu Binacional, do Ministério da Cultura do Paraguai, da Prefeitura da Diamante D’Oeste e do Instituto Empreender, responsável pela produção executiva.

comissao 01Vale ressaltar o protagonismo dos indígenas na organização geral do evento, desde a definição das temáticas das plenárias à questão de segurança e alimentação. O evento discutiu a organização e a realização do Encontro, que acontecerá entre os dias 02 e 05 de fevereiro de 2010, também no Tekoha Añetete. O encontro reunirá cerca de 800 indígenas Guarani divididos entre os Chiriguano, da Bolívia; Kaiowa, Ñandéva ou Ava-Guarani, do Brasil e do Paraguai; Ache-Guayaki, do Paraguai; e, Mbya, do Brasil, Paraguai e Argentina. As lideranças indígenas brasileiras que participarão do Encontro representam comunidades dos Estados do Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Espírito Santo.

Povos Indígenas e a Diversidade Cultural
comissao 02O objetivo do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul é o de fomentar uma nova perspectiva cultural que fortaleça a relação entre esses povos e reduza as distâncias existente entre essas populações e os não-índios. O evento pretende, também, contribuir para a reflexão da importância dos povos Guarani para a formação da identidade cultural sulamericana.

O projeto do Encontro conta ainda com a parceria da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), da Prefeitura de Foz do Iguaçu, das Secretarias de Educação e de Cultura do Paraná e da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA). Além delas, o projeto ganhou o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), da Organização dos Estados Americanos (OEA) e do Mercosul Cultural – Fórum dos Ministros de Cultura dos países do Mercosul.

A próxima reunião será realizada nos dias 13 e 14 de janeiro de 2010 no mesmo local.

Ações do MinC de apoio à Cultura Indígena
comissao 03O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, desenvolve, desde 2005, um trabalho de fortalecimento e reconhecimento das culturas indígenas. A SID/Minc criou um Grupo de Trabalho formado por diversas entidades do movimento indígena e indigenista brasileiro que têm contribuído para a identificação e implantação de políticas públicas inovadoras para esse segmento, depositário de importantes aspectos de nossa identidade cultural.

Em 2006, foi instituído o Prêmio Culturas Indígenas. A primeira edição ocorreu neste mesmo ano e a segunda em 2007/2008. Ambas as edições resultaram na publicação de catálogos com informações sobre todas as iniciativas inscritas. Recentemente foi assinado acordo com a PETROBRAS para a realização da terceira edição deste Prêmio, referência para as ações envolvendo o tema.

Ainda em 2007, o Ministério da Cultura criou o Programa de Fomento e Valorização das Expressões Culturais e de Identidade dos Povos Indígenas, com o objetivo de identificar, valorizar e dar visibilidade às expressões culturais e de identidades protagonizadas por estes Povos.

A SID/MinC apoiou também a realização de diversos eventos, como a exposição Jogos e Brincadeiras do Povo Kalapalo, composta por 84 fotografias que revelam diversos aspectos culturais dessa etnia do Alto Xingu (MT) e o Festival Vídeo Índio Brasil, edições 2008 e 2009, idealizado pela Associação Amigos do Cine Cultura de Campo Grande/MS.

Todo esse trabalho resultou na conquista de um assento para os povos indígenas no Conselho Nacional de Política Cultural e na transformação do Grupo de Trabalho Indígena em Colegiado Setorial.

(Heli Espíndola – Comunicação/SID)


Ministro da Cultura do Paraguai fala sobre Encontro Guarani

El Encuentro de los Pueblos Guaraní de América del Sur, llamado Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa, título que libremente podría ser traducido como Gran reunión sobre nuestra clara manera de ser: el asiento de la tierra, marca un punto de inflexión en la experiencia de encuentros de los pueblos guaraní entre sí y entre ellos y la sociedad nacional y los Estados.

Los guaraní resisten el asedio colonial y neocolonial preservando con celo su teko añete, su verdadera manera de ser, creer y crear. Pero esta fidelidad a la historia y a la memoria propias no significa un enclaustramiento. A lo largo de 500 años los guaraní han aprendido a convivir con las sociedades nacionales de los que posteriormente constituirían los países de la región (Argentina, Brasil, Bolivia y Paraguay), buscando el equilibrio entre sus valores culturales y las necesidades de readaptación a una historia en gran parte impuesta y en gran parte asumida. Esta convivencia supuso complicados procesos de transculturación y aculturación, negociación, reacomodo y cambio. Las luchas por la autogestión política, la subsistencia económica digna y el dominio de la tierra propia, formaron parte de uma agenda conflictiva que, aun hoy, sigue abierta a diálogos y confrontaciones que no excluyen los litigios.

Este encuentro histórico conserva tanto los momentos de reflexión y vuelta de los pueblos guaraní sobre sí mismos, como la apertura hacia un diálogo con las autoridades y una comunicación orientada a repensar políticas públicas en el ámbito de los asuntos indígenas. Para los Estados nacionales involucrados en este proyecto, tal desafío significa, por una parte, la posibilidad de considerar sus propios territorios, unidos por vínculos que los anteceden. Y, por otra, la de recibir pistas fundamentales referidas a la democratización cultural, la constitución de una esfera pública equitativa y diversa; el desarrollo de programas participativos, realizados en común entre las instituciones oficiales y las poblaciones más vulnerables y, por encima de todo, el respeto de la diferencia cultural, derecho humano fundamental que rige los valores éticos y políticos compartidos por la región.

Los guaraní tienen una larga tradición en el manejo de lo particular y lo universal. Su gran pueblo -orientado al teko porä, el bien-estar; el equilibrio comunitario, personal y ambiental- sabe regular las relaciones entre las pequeñas unidades comunales y la vocación de integrar un gran pueblo común, cuyo lenguaje compartido les permite renovar continuamente el sentido: la búsqueda del Yvy marane’ÿ constituye metáfora de la tierra prometida (de la búsqueda del sentido), pero también, conciencia de que este ideal debe partir del arraigo más concreto: la tierra como asiento del medioambiente y condición de calidad de vida, custodiada con celo. Esta doble reserva, la del sentido (la cultura) y la del hábitat, debe ser cautelada por los Estados como garantía de la continuidad no sólo de nuestros antepasados, sino del teko porä de quienes habrán de sucedernos.

Ticio Escobar

Ministro de la Secretaría Nacional de Cultura, Paraguay.


Ministro da Cultura do Paraguai fala sobre Encontro Guarani – Versão em Português

O Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, em guarani Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa, título que pode ser traduzido de forma livre como Grande Reunião sobre nossa clara maneira de ser: a base da terra, é um marco histórico na experiência de encontros entre os povos Guarani, entre esses Povos, as populações não-indígenas e  os Países.

Os Guarani resistem ao assédio colonial e neocolonial, preservando com zelo o seu teko añete, sua verdadeira maneira de ser, crer e criar. Mas, esta fidelidade à sua história e memória não significa um isolamento. Ao longo desses 500 anos, os Guarani aprenderam a conviver com as sociedades nacionais dos que posteriormente constituiriam os países da região (Brasil, Argentina, Paraguai e Bolívia), buscando o equilíbrio entre seus valores culturais e as necessidades de readaptação a uma história em grande parte imposta e em grande parte adquirida. Essa convivência passou por complicados processos de transculturação e aculturação, negociação, readaptação e mudança. As lutas pela autogestão política, a subsistência econômica digna e o domínio da própria terra integraram uma agenda conflituosa que, ainda hoje, continua aberta a diálogos e confrontos que não excluem os litígios.

Este Encontro histórico conserva tanto os momentos de reflexão e retorno dos povos Guarani sobre si mesmos, quanto a abertura para um diálogo com as autoridades e uma comunicação orientada para repensar políticas públicas no âmbito da temática indígena. Para os Estados nacionais envolvidos neste projeto, tal desafio significa, por um lado, a possibilidade de considerar seus próprios territórios unidos por vínculos que nos antecedem. E, por outro lado, a de receber pistas fundamentais referentes à democratização cultural, à institucionalização de uma esfera pública igualitária e diversa; ao desenvolvimento de programas participativos, realizados em comum entre as instituições oficiais e as populações mais vulneráveis e, acima de tudo, o respeito da diferença cultural, direito humano fundamental que rege os valores éticos e políticos compartilhados pela região.

Os Guarani têm uma longa tradição no manejo do particular e do universal. Seu grande povo – orientado pelo teko porã, o bem estar, o equilíbrio comunitário, pessoal e ambiental – sabe regular as relações entre as pequenas unidades familiares e a vocação de integrar um grande e único povo, cuja linguagem compartilhada lhes permite renovar continuamente o sentido: a busca do YvY marane’y constitui metáfora da terra prometida (da busca do sentido), mas também, consciência de que este ideal deve partir das raízes mais fortes: a terra como sede do meio ambiente e condição de qualidade de vida, guardada com zelo. Essa dupla reserva, a do sentido (a cultura) e a do habitat, deve ser custodiada pelos Estados como garantia da continuidade não só dos nossos antepassados, mas do teko porä das próximas gerações.

Ticio Escobar

Ministro da Secretaría Nacional de Cultura do Paraguai.