sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

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Indígenas realizam Cerimônias Religiosas no encerramento do Encontro dos Povos Guarani

Durante os quatro dias do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, os cerca de 800 indígenas que participaram do evento realizaram, diariamente, cerimônias religiosas. No último dia do Encontro, 05 de fevereiro, o período noturno foi marcado por manifestações religiosas livres dos grupos das aldeias do Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina. Leia.

GUARANI-283Durante os quatro dias do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, os cerca de 800 indígenas que participaram do evento realizaram, diariamente, cerimônias religiosas. No último dia do Encontro, 05 de fevereiro, o período noturno foi marcado por manifestações religiosas livres dos grupos das aldeias do Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina.

“O povo Guarani reza. Se você virar para o lado, eles estão rezando”, afirma o antropólogo Rubem Almeida, coordenador técnico do Encontro e pesquisador da cultura Guarani há vários anos. Segundo ele, a espiritualidade faz parte da história dos guarani. “Eles acreditam que, por meio da ajuda dos deuses garantirão uma boa caça, pesca e um plantio produtivo, além da tranquilidade do seu povo”, explica o antropólogo.

Os rituais, que estão na maioria das vezes ligados aos cantos e danças dos guarani,  são conduzidos pelos Ñanderu, os líderes e orientadores religiosos.  Adélio Rodrigues, líder espiritual do Mato Grosso do Sul, explica que a religiosidade dos Guarani começa cedo, já na formação das crianças.

“Para nós é como aprender a falar. A criança vê dentro de casa, na comunidade, e na Casa de Reza, as manifestações religiosas e vai aprendendo o significado de cada reza dança ou pintura”, conta Rodrigues.

GUARANI-281Segundo ele, os instrumentos sempre se fazem presentes durante a realização das cerimônias. As mulheres utilizam o Takuapu, um instrumento que produz um som grave e seco ao ser golpeado no solo, e os homens o Mbaraka’, uma espécie de maraca.

Estes instrumentos são usados, entre outros rituais, em cerimônias de boas vindas que acontecem quando os Guarani recebem membros de outras comunidades ou personalidades importantes. No último dia do evento, os ministros da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, e do Paraguai, Tício Escobar, foram recebidos pelos indígenas, ao som desses instrumentos.

“Nesta cerimônia cada pessoa da aldeia tem a sua função. Há o responsável por receber o convidado, os apoiadores do canto – yvyraija - e o Ñanderu – rezador – que comanda e é o responsável por apresentar os que chegam”, descreve o líder espiritual. Ainda de acordo com ele as orações são destinadas a personagens divinos como o Jakaira, responsável pela plantação. “Há também rezas que falam da alegria como o Guaxire e o Guahu”, explica Rodrigues.

(Comunicação-SID/MinC)


A cultura Guarani e nós – Artigo publicado no Jornal do Brasil

Mais de 800 lideranças indígenas guarani de quatro países - Brasil, Argentina, Bolívia e Paraguai - estão se reunindo, da última terça-feira até amanhã, no Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, organizado pelo Ministério da Cultura (MinC), na aldeia indígena Tekoha Añetete, município de Diamante D'Oeste, no Paraná. O evento é inédito e tem como principal objetivo criar uma nova perspectiva de intercâmbio cultural que reconheça e fortaleça a cultura guarani como contribuição fundamental da formação brasileira. Leia.

Alfredo Manevy e Américo Córdula, Jornal do Brasil

RIO – Mais de 800 lideranças indígenas guarani de quatro países – Brasil, Argentina, Bolívia e Paraguai – estão se reunindo, da última terça-feira até amanhã, no Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, organizado pelo Ministério da Cultura (MinC), na aldeia indígena Tekoha Añetete, município de Diamante D’Oeste, no Paraná. O evento é inédito e tem como principal objetivo criar uma nova perspectiva de intercâmbio cultural que reconheça e fortaleça a cultura guarani como contribuição fundamental da formação brasileira.

A cultura guarani tem uma participação decisiva na formação do Brasil. São contribuições na culinária, na língua, na topografia e compreensão do território, e uma série imensa de costumes dos brasileiros de modo geral. Eles são parte do Brasil mesmo que a maior parte de nossa sociedade ainda não tenha consciência disso. Atualmente, existem cerca de 65 mil guaranis no Brasil, em diversos estados (RS, SC, PR, SP, RJ, ES e MS). Estão presentes também na Argentina, na Bolívia e no Paraguai, onde a língua guarani é majoritária e oficial. Os guaranis estão espalhados pela América do Sul, mas com valores e construções cosmológicas muito similares, o que aponta para uma reflexão conjunta com os países do Mercosul.

Até 2003, o MinC sequer se relacionava com os povos indígenas brasileiros. Hoje, o ministério reconhece as culturas indígenas como tecnologias altamente desenvolvidas, cuja preservação e reprodução é do interesse estratégico do país. Seja pelos legados gerais à cultura brasileira, seja pela articulação com o meio ambiente e com a tecnologia contemporânea, os conhecimentos dos povos da floresta são decisivos para o futuro da humanidade. O pressuposto de atuação é que a diversidade cultural constitui grande riqueza para os indivíduos e a sociedade, um ativo que nos enriquece a todos. Evidentemente, uma concepção positiva de diversidade qualifica nosso modelo desenvolvimento, pois deixa para trás uma visão anacrônica e autoritária de civilização, e inclui as visões econômica, social, cultural, política e ambiental. Nesse contexto, a Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, criada em 2003, desenvolve uma política específica para a cultura dos povos indígenas, com programas de capacitação, editais de premiação, fóruns de discussões e outros.

A ONU publicou, recentemente, relatório sobre a situação dos povos indígenas no mundo. O estudo revela que, apesar de representarem apenas 5% da população mundial, os povos indígenas são 15% dos mais pobres do mundo. A discriminação étnica e cultural é percebida como uma das causas de todos esses problemas. O relatório também alerta sobre a ameaça de extinção das culturas indígenas, afirmando que 90% de todos os idiomas indígenas vão desaparecer até o final deste século.

A exclusão cultural se dá de duas formas: por meio da rejeição do modo de vida de determinados grupos (resultado do pensamento de que todos devem viver conforme o estilo da maioria); e por meio da discriminação ou das desvantagens impostas às minorias nas disputas por oportunidades sociais, políticas e econômicas.

O futuro das tradicionais culturas indígenas diz respeito aos indígenas e a todos nós, brasileiros. Acreditamos que ao valorizar, promover e fomentar as expressões culturais, os valores e os conhecimentos tradicionais indígenas, estamos ajudando a moldar o futuro do Brasil. Nesse contexto, ocorre o Encontro Guarani. Uma democracia vibrante deve prever e garantir a liberdade dos grupos que formam a nossa sociedade, liberdade de viver plenamente suas culturas e tradições, escolhendo as formas e ritmos de interação e integração. Desejamos diminuir o preconceito da sociedade, colocando no lugar admiração, conhecimento, interesse, e contribuindo para fortalecer a autoestima e as relações sociais desses povos, de modo que se sintam mais bem equipados para fortalecer suas práticas. São temas que este primeiro encontro poderá debater e fortalecer na agenda cultural e política do Brasil.

Alfredo Manevy é secretário executivo, e Américo Córdula é secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura.

Fonte: JB Online


Começam os debates em Tekoha Añetete

Teve início nesta quarta-feira, dia 03, o Encontro dos Povos Guarani da América do Sul (Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa). O evento acontece até o dia 05 de fevereiro na aldeia indígena Tekoha Añetete, localizada no município de Diamante D’Oeste, Paraná. Leia.

Foto_PubliusVergilius_AgGingafotos6Teve início nesta quarta-feira, dia 03, o  Encontro dos Povos Guarani da América do Sul (Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa). O evento acontece até o dia 05 de fevereiro na aldeia indígena Tekoha Añetete, localizada no município de Diamante D’Oeste, Paraná.

A cerimônia de abertura contou com a presença de todas as lideranças indígenas dos sete estados brasileiros e da Argentina, Bolívia e Paraguai, além do secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Américo Córdula, do diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek e da prefeita de Diamante D’Oeste, Inês Gomes.

Cerca de 800 índios Guarani estão reunidos com o propósito de debater a integração da comunidade indígena. É a primeira vez que uma ação desta magnitude acontece entre os povos como fonte de fortalecimento de suas raízes culturais.

De acordo com o secretário Américo Córdula, o encontro começou a ser idealizado há três anos, desde a realização do Fórum Internacional de Integração Cultural do Mercosul.

“Este encontro começou a ser articulado junto às aldeias nos sete estados onde estão concentrados os índios desta etnia. O objetivo é o de buscar o fortalecimento e reconhecimento da cultura indígena como formação da identidade brasileira. Há uma influência muito forte na nossa língua, na nossa culinária e na nossa dança vinda dos povos Guarani. É uma cultura que possui um importante vínculo com a identidade sul-americana. Por isso, a necessidade de se começar uma grande campanha de valorização destes povos para reverter o quadro de preconceito existente hoje com relação aos índios”, avaliou o secretário.

Foto_PubliusVergilius_AgGingafotos639Entre a comunidade indígena, é grande a expectativa com relação ao  Encontro dos Povos Guarani da América do Sul. Além das questões culturais, um dos pontos que serão abordados nos debates é a demarcação de terras. Problema que aflige grande parte dos indígenas Guarani.

Segundo o cacique Elpídio Pires, do Mato Grosso do Sul, a questão da terra é considerada, atualmente, como o principal assunto de debate entre as comunidades indígenas. “Com a ‘terra’ resolvida é possível nos organizarmos melhor e termos estrutura para cuidar de outros assuntos que também são importantes, como o nosso reconhecimento cultural”, revelou.

“Hoje o que nós estamos buscando é mostrar nossa história, quem somos e o que queremos ser no futuro. Nós gostaríamos de ter nossa cultura mais valorizada e incentivada. Tenho muito orgulho de ser Guarani”, reforçou o cacique Elpídio. Atualmente, o Mato Grosso do Sul é o estado que concentra a maior quantidade de índios Guarani no Brasil. São cerca de 45 mil, dos 65 mil existentes em todo o país.

O cacique Adolfo Veramirim, do litoral norte de São Paulo, salienta o fato de, pela primeira vez, a comunidade indígena Guarani estar reunida. “Será um encontro importante para discutir as políticas na América do Sul. As assembléias vão produzir debates com cada aldeia trazendo suas propostas. Teremos uma visão mais ampla voltada para o povo Guarani”, comemora.

Os debates acontecerão na tarde desta quarta-feira e durante todo o período da quinta (4). No último dia, os índios Guarani vão apresentar as considerações finais, e as deliberações tomadas, às autoridades presentes. Já estão confirmadas as presenças dos ministros da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, e do Paraguai, Ticio Escobar.

A realização do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul tem a parceria da Itaipu Binacional, da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), das prefeituras de Diamante D’Oeste e de Foz do Iguaçu, das Secretarias de Educação e de Cultura do Paraná, da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA). O Instituto Empreender é o responsável pela produção executiva do evento. Além delas, o projeto tem o apoio do Mercosul Cultural.

(Comunicação/SID)

Fotos de Publius Vergilius


Encontro no Paraná reunirá Povos Guarani da América do Sul

A aldeia indígena Tekoha Añetete, localizada no município de Diamante D'Oeste, Paraná, sediará, entre os dias 02 e 05 de fevereiro de 2010, o Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa - Encontro dos Povos Guarani da América do Sul. O encontro, realizado pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, reunirá cerca de 800 indígenas Guarani da Bolívia (Chiriguano), do Brasil (Kaiowa, Ñandéva e Mbya), do Paraguai (Ache-Guayaki, Kaiowa, Mbya e Ava-Guarani) e da Argentina (Mbya). Leia.

CR_GUARANIA aldeia indígena Tekoha Añetete, localizada no município de Diamante D’Oeste, Paraná, sediará, entre os dias 02 e 05 de fevereiro de 2010, o Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa – Encontro dos Povos Guarani da América do Sul. O encontro, realizado pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, reunirá cerca de 800 indígenas Guarani da Bolívia (Chiriguano), do Brasil (Kaiowa, Ñandéva e Mbya), do Paraguai (Ache-Guayaki, Kaiowa, Mbya e Ava-Guarani) e da Argentina (Mbya).

O encontro tem como objetivo principal criar uma nova perspectiva de intercâmbio cultural que fortaleça a relação entre os Guarani e reduza o abismo existente entre essas populações e os não-índios. Pretende ainda difundir a cultura dos Povos Guarani e contribuir para uma visão mais ampla da temática indígena no Brasil e na América do Sul.

O Encontro dos Povos Guarani da América do Sul reunirá, além das lideranças indígenas da etnia, autoridades e convidados dos países participantes. Os dois primeiros dias do evento serão dedicados às plenárias constituídas exclusivamente por indígenas. O terceiro e último dia de reunião serão dedicados à apresentação das considerações e deliberações tomadas em assembléia às autoridades presentes.

Já estão confirmadas as participações dos ministros da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, e do Paraguai, Ticio Escobar. A Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, que desenvolve, desde 2005, um trabalho de fortalecimento e reconhecimento das culturas indígenas, será representada, no evento, pelo secretário da Identidade e da Diversidade Cultural, Américo Córdula.

Para o antropólogo Rubem Ferreira Tomaz de Almeida, coordenador do projeto que embasou a realização do encontro, esta será “uma oportunidade muito importante para os Guarani se relacionarem e discutirem questões básicas da etnia dos países participantes”. Rubem Almeida destaca como ponto fundamental o fato do encontro ser protagonizado pelos próprios índios. O antropólogo acrescenta que os dois dias, destinados à participação apenas de indígenas, serão fundamentais para eles discutirem os seus problemas e produzir os documentos que serão apresentados às autoridades no último dia.

A realização do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul tem a parceria da Itaipu Binacional, da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), das prefeituras de Diamante D’Oeste e de Foz do Iguaçu, das Secretarias de Educação e de Cultura do Paraná, da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) e do Exército Brasileiro. O Instituto Empreender é responsável pela produção executiva do evento. Além delas, o projeto tem o apoio do Mercosul Cultural.

Os Guarani do Brasil
Os povos Guarani fazem parte das mais de 220 etnias existentes no Brasil. Os cerca de 65 mil Guarani, situados, sobretudo, nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, formam o grupo étnico mais numeroso do país.

Apesar da luta pela manutenção de suas reservas, da pouca disponibilidade de terras para o cultivo de suas lavouras tradicionais e das mudanças tecnológica introduzidas em suas aldeias, os Guarani, ao contrário do que apontavam estudos anteriores, têm conseguido manter o seu Teko (maneira de ser, de pensar, de se comportar, sua ideologia e forma de ver o mundo).

Ações do MinC para proteção e promoção da Cultura Indígena
O protagonismo dos povos indígenas e, principalmente, a promoção de suas culturas, tem sido uma preocupação do Ministério da Cultura que, por meio da Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural (SID), criou, em 2005, um Grupo de Trabalho específico para a discussão do tema. O MinC instituiu, em 2006, o Prêmio Culturas Indígenas, que, em duas edições, premiou cerca de 200 iniciativas culturais desenvolvidas nas aldeias.

Ainda em 2007, o Ministério da Cultura criou a ação Fomento e Valorização das Expressões Culturais e de Identidade dos Povos Indígenas, com o objetivo de identificar, valorizar e dar visibilidade às expressões culturais e de identidades protagonizadas pelo segmento.

A SID/MinC apoiou também a realização de diversos eventos, como a exposição Jogos e Brincadeiras do Povo Kalapalo, composta por 84 fotografias que revelam diversos aspectos culturais dessa etnia do Alto Xingu (MT) e o Festival Vídeo Índio Brasil, edições 2008 e 2009, idealizado pela Associação Amigos do Cine Cultura de Campo Grande/MS.

Mais recentemente, a SID assumiu a coordenação do processo de implantação de 165 Pontos de Cultura Indígena no âmbito do Programa Mais Cultura.

(Heli Espíndola- Comunicação/SID)


Encontro reunirá cerca de mil indígenas da América do Sul

A comunidade indígena do Añetete, em Diamente do Oeste, receberá, em fevereiro do ano que vem, cerca de mil lideranças dos povos guarani da América do Sul. O evento está sendo organizado pelos próprios indígenas, com apoio logístico do Ministério da Cultura, do Instituto Empreender e da Prefeitura de Diamante do Oeste. Leia.
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Representantes das entidades que apoiam a iniciativa tiveram encontro com o diretor de Coordenação, Nelton Friedrich, e o superintendente de Meio Ambiente, Jair Kotz.

A comunidade indígena do Añetete, em Diamente do Oeste, receberá, em fevereiro do ano que vem, cerca de mil lideranças dos povos guarani da América do Sul. O evento está sendo organizado pelos próprios indígenas, com apoio logístico do Ministério da Cultura, do Instituto Empreender e da Prefeitura de Diamante do Oeste.

A Itaipu Binacional, que atua na região da Bacia do Paraná 3 com o projeto Sustentabilidade das Comunidades Indígenas, como parte do programa Cultivando Água Boa, também está apoiando a iniciativa. Outros parceiros do projeto são: Funai, Funasa, Governo do Paraná, Comitê Gestor de Ações Indigenistas Integradas da Grande Dourados.

Nos últimos três dias, representantes do MinC e demais apoiadores estiveram reunidos no Añetete com 15 líderes Guarani (representando o Paraguai, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e São Paulo). Nesta quarta-feira, ao final da tarde, o projeto foi apresentado ao diretor de Coordenação e Meio Ambiente da Itaipu, Nelton Friedrich, e ao superintendente de Meio Ambiente da empresa, Jair Kotz.

Segundo Rubem Almeida, coordenador técnico do evento, a ideia é que os próprios indígenas decidam tudo sobre a programação, cabendo aos apoiadores apenas garantir os meios para a realização do projeto. Nessa reunião preparatória, ficou definido o nome do encontro: Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa, que em uma tradução livre significa “uma grande reunião para mostrar com transparência nosso modo de ser em nosso território”.

Em síntese, o projeto pretende apresentar a força dos povos guarani, difundir suas culturas, suas tradições e contribuir para um visão mais ampla da temática indígena no Brasil e na América do Sul, além de fortalecer a identidade étnica guarani.

Fonte: Jornal de Itaipú Eletrônico


Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa

Foi realizada na última terça-feira e quarta-feira, 08 e 09 de dezembro, a 1ª Reunião da Comissão Organizadora do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, no Tekoha Añetete, município de Diamante D'Oeste, Paraná, com a presença do Diretor de Políticas da Diversidade e Identidade - Ricardo Lima -, e do Coordenador Geral de Promoção da Diversidade, Difusão e Intercâmbio Cultural - João Gonçalves -, da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura. Leia.

Foi realizada na última terça-feira e quarta-feira, 08 e 09 de dezembro, a 1ª Reunião da Comissão Organizadora do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, no Tekoha Añetete, município de Diamante D’Oeste, Paraná, com a presença do Diretor de Políticas da Diversidade e Identidade – Ricardo Lima -, e do Coordenador Geral de Promoção da Diversidade, Difusão e Intercâmbio Cultural – João Gonçalves -, da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura. Além dos técnicos da SID/MinC, fazem parte da Comissão Organizadora 15 lideranças Guarani do Brasil e do Paraguai, o antropólogo Rubem Almeida – coordenador do projeto -, representantes da Itaipu Binacional, do Ministério da Cultura do Paraguai, da Prefeitura da Diamante D’Oeste e do Instituto Empreender, responsável pela produção executiva.

comissao 01Vale ressaltar o protagonismo dos indígenas na organização geral do evento, desde a definição das temáticas das plenárias à questão de segurança e alimentação. O evento discutiu a organização e a realização do Encontro, que acontecerá entre os dias 02 e 05 de fevereiro de 2010, também no Tekoha Añetete. O encontro reunirá cerca de 800 indígenas Guarani divididos entre os Chiriguano, da Bolívia; Kaiowa, Ñandéva ou Ava-Guarani, do Brasil e do Paraguai; Ache-Guayaki, do Paraguai; e, Mbya, do Brasil, Paraguai e Argentina. As lideranças indígenas brasileiras que participarão do Encontro representam comunidades dos Estados do Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Espírito Santo.

Povos Indígenas e a Diversidade Cultural
comissao 02O objetivo do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul é o de fomentar uma nova perspectiva cultural que fortaleça a relação entre esses povos e reduza as distâncias existente entre essas populações e os não-índios. O evento pretende, também, contribuir para a reflexão da importância dos povos Guarani para a formação da identidade cultural sulamericana.

O projeto do Encontro conta ainda com a parceria da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), da Prefeitura de Foz do Iguaçu, das Secretarias de Educação e de Cultura do Paraná e da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA). Além delas, o projeto ganhou o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), da Organização dos Estados Americanos (OEA) e do Mercosul Cultural – Fórum dos Ministros de Cultura dos países do Mercosul.

A próxima reunião será realizada nos dias 13 e 14 de janeiro de 2010 no mesmo local.

Ações do MinC de apoio à Cultura Indígena
comissao 03O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, desenvolve, desde 2005, um trabalho de fortalecimento e reconhecimento das culturas indígenas. A SID/Minc criou um Grupo de Trabalho formado por diversas entidades do movimento indígena e indigenista brasileiro que têm contribuído para a identificação e implantação de políticas públicas inovadoras para esse segmento, depositário de importantes aspectos de nossa identidade cultural.

Em 2006, foi instituído o Prêmio Culturas Indígenas. A primeira edição ocorreu neste mesmo ano e a segunda em 2007/2008. Ambas as edições resultaram na publicação de catálogos com informações sobre todas as iniciativas inscritas. Recentemente foi assinado acordo com a PETROBRAS para a realização da terceira edição deste Prêmio, referência para as ações envolvendo o tema.

Ainda em 2007, o Ministério da Cultura criou o Programa de Fomento e Valorização das Expressões Culturais e de Identidade dos Povos Indígenas, com o objetivo de identificar, valorizar e dar visibilidade às expressões culturais e de identidades protagonizadas por estes Povos.

A SID/MinC apoiou também a realização de diversos eventos, como a exposição Jogos e Brincadeiras do Povo Kalapalo, composta por 84 fotografias que revelam diversos aspectos culturais dessa etnia do Alto Xingu (MT) e o Festival Vídeo Índio Brasil, edições 2008 e 2009, idealizado pela Associação Amigos do Cine Cultura de Campo Grande/MS.

Todo esse trabalho resultou na conquista de um assento para os povos indígenas no Conselho Nacional de Política Cultural e na transformação do Grupo de Trabalho Indígena em Colegiado Setorial.

(Heli Espíndola – Comunicação/SID)