sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

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Encontro Guarani é destaque em todas as mídias do Brasil

O Encontro dos Povos Guarani da América do Sul teve repercussão em todos os tipos de mídia no Brasil. Deram destaques ao Encontro veículos como G1, Terra, Abril, IG, Estado de São Paulo, Jornal do Brasil e Correio Braziliense, além dos noticiários em grandes redes de televisão, como a TV Globo, SBT e Bandeirantes. A TV Cultura gravou todo o evento para a produção posterior de um documentário. Veja abaixo os principais trechos das matérias publicadas pela mídia e o link para lê-las na íntegra. Leia.

O Encontro dos Povos Guarani da América do Sul teve repercussão em todos os tipos de mídia no Brasil. Deram destaques ao Encontro veículos como G1, Terra, Abril, IG, Estado de São Paulo, Jornal do Brasil e Correio Braziliense, além dos noticiários em grandes redes de televisão, como a TV Globo, SBT e Bandeirantes. A TV Cultura gravou todo o evento para a produção posterior de um documentário. Veja abaixo os principais trechos das matérias publicadas pela mídia e o link para lê-las na íntegra.

G1 – 800 índios guaranis de quatro países se encontram em aldeia no Paraná

G1 – Índios Guarani buscam reconhecimento cultural em encontro no Paraná

Abril.com – Encontro dos povos

Terra – Índios Guarani buscam reconhecimento cultural em encontro no Paraná

Último Segundo – Índios guaranis de quatro países se reúnem no PR

Correio Braziliense – Povos guarani da América do Sul se reúnem no Paraná

Jornal do Brasil – Povos guarani da América do Sul se reúnem no Paraná

Portal Medianeira – Encontro dos Povos Guarani reúne mais de 800 indígenas

A Tarde Online – Índios guaranis de quatro países se reúnem no PR

Jornal NH – Povos guarani da América do Sul se reúnem no Paraná

Portal MS – Povos guarani da América do Sul se reúnem no Paraná

Rede Bom Dia – Povos guarani da América do Sul se reúnem no Paraná

Tribuna do Norte – Povos guarani da América do Sul se reúnem no Paraná

Rede Sul de Notícias – Diamante do Oeste sedia Encontro dos Povos Guarani da América do Sul

H2Foz O Portal das Cataratas – Diamante d’Oeste é palco de encontro índigena


Indígenas realizam Cerimônias Religiosas no encerramento do Encontro dos Povos Guarani

Durante os quatro dias do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, os cerca de 800 indígenas que participaram do evento realizaram, diariamente, cerimônias religiosas. No último dia do Encontro, 05 de fevereiro, o período noturno foi marcado por manifestações religiosas livres dos grupos das aldeias do Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina. Leia.

GUARANI-283Durante os quatro dias do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, os cerca de 800 indígenas que participaram do evento realizaram, diariamente, cerimônias religiosas. No último dia do Encontro, 05 de fevereiro, o período noturno foi marcado por manifestações religiosas livres dos grupos das aldeias do Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina.

“O povo Guarani reza. Se você virar para o lado, eles estão rezando”, afirma o antropólogo Rubem Almeida, coordenador técnico do Encontro e pesquisador da cultura Guarani há vários anos. Segundo ele, a espiritualidade faz parte da história dos guarani. “Eles acreditam que, por meio da ajuda dos deuses garantirão uma boa caça, pesca e um plantio produtivo, além da tranquilidade do seu povo”, explica o antropólogo.

Os rituais, que estão na maioria das vezes ligados aos cantos e danças dos guarani,  são conduzidos pelos Ñanderu, os líderes e orientadores religiosos.  Adélio Rodrigues, líder espiritual do Mato Grosso do Sul, explica que a religiosidade dos Guarani começa cedo, já na formação das crianças.

“Para nós é como aprender a falar. A criança vê dentro de casa, na comunidade, e na Casa de Reza, as manifestações religiosas e vai aprendendo o significado de cada reza dança ou pintura”, conta Rodrigues.

GUARANI-281Segundo ele, os instrumentos sempre se fazem presentes durante a realização das cerimônias. As mulheres utilizam o Takuapu, um instrumento que produz um som grave e seco ao ser golpeado no solo, e os homens o Mbaraka’, uma espécie de maraca.

Estes instrumentos são usados, entre outros rituais, em cerimônias de boas vindas que acontecem quando os Guarani recebem membros de outras comunidades ou personalidades importantes. No último dia do evento, os ministros da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, e do Paraguai, Tício Escobar, foram recebidos pelos indígenas, ao som desses instrumentos.

“Nesta cerimônia cada pessoa da aldeia tem a sua função. Há o responsável por receber o convidado, os apoiadores do canto – yvyraija - e o Ñanderu – rezador – que comanda e é o responsável por apresentar os que chegam”, descreve o líder espiritual. Ainda de acordo com ele as orações são destinadas a personagens divinos como o Jakaira, responsável pela plantação. “Há também rezas que falam da alegria como o Guaxire e o Guahu”, explica Rodrigues.

(Comunicação-SID/MinC)


A cultura Guarani e nós – Artigo publicado no Jornal do Brasil

Mais de 800 lideranças indígenas guarani de quatro países - Brasil, Argentina, Bolívia e Paraguai - estão se reunindo, da última terça-feira até amanhã, no Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, organizado pelo Ministério da Cultura (MinC), na aldeia indígena Tekoha Añetete, município de Diamante D'Oeste, no Paraná. O evento é inédito e tem como principal objetivo criar uma nova perspectiva de intercâmbio cultural que reconheça e fortaleça a cultura guarani como contribuição fundamental da formação brasileira. Leia.

Alfredo Manevy e Américo Córdula, Jornal do Brasil

RIO – Mais de 800 lideranças indígenas guarani de quatro países – Brasil, Argentina, Bolívia e Paraguai – estão se reunindo, da última terça-feira até amanhã, no Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, organizado pelo Ministério da Cultura (MinC), na aldeia indígena Tekoha Añetete, município de Diamante D’Oeste, no Paraná. O evento é inédito e tem como principal objetivo criar uma nova perspectiva de intercâmbio cultural que reconheça e fortaleça a cultura guarani como contribuição fundamental da formação brasileira.

A cultura guarani tem uma participação decisiva na formação do Brasil. São contribuições na culinária, na língua, na topografia e compreensão do território, e uma série imensa de costumes dos brasileiros de modo geral. Eles são parte do Brasil mesmo que a maior parte de nossa sociedade ainda não tenha consciência disso. Atualmente, existem cerca de 65 mil guaranis no Brasil, em diversos estados (RS, SC, PR, SP, RJ, ES e MS). Estão presentes também na Argentina, na Bolívia e no Paraguai, onde a língua guarani é majoritária e oficial. Os guaranis estão espalhados pela América do Sul, mas com valores e construções cosmológicas muito similares, o que aponta para uma reflexão conjunta com os países do Mercosul.

Até 2003, o MinC sequer se relacionava com os povos indígenas brasileiros. Hoje, o ministério reconhece as culturas indígenas como tecnologias altamente desenvolvidas, cuja preservação e reprodução é do interesse estratégico do país. Seja pelos legados gerais à cultura brasileira, seja pela articulação com o meio ambiente e com a tecnologia contemporânea, os conhecimentos dos povos da floresta são decisivos para o futuro da humanidade. O pressuposto de atuação é que a diversidade cultural constitui grande riqueza para os indivíduos e a sociedade, um ativo que nos enriquece a todos. Evidentemente, uma concepção positiva de diversidade qualifica nosso modelo desenvolvimento, pois deixa para trás uma visão anacrônica e autoritária de civilização, e inclui as visões econômica, social, cultural, política e ambiental. Nesse contexto, a Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, criada em 2003, desenvolve uma política específica para a cultura dos povos indígenas, com programas de capacitação, editais de premiação, fóruns de discussões e outros.

A ONU publicou, recentemente, relatório sobre a situação dos povos indígenas no mundo. O estudo revela que, apesar de representarem apenas 5% da população mundial, os povos indígenas são 15% dos mais pobres do mundo. A discriminação étnica e cultural é percebida como uma das causas de todos esses problemas. O relatório também alerta sobre a ameaça de extinção das culturas indígenas, afirmando que 90% de todos os idiomas indígenas vão desaparecer até o final deste século.

A exclusão cultural se dá de duas formas: por meio da rejeição do modo de vida de determinados grupos (resultado do pensamento de que todos devem viver conforme o estilo da maioria); e por meio da discriminação ou das desvantagens impostas às minorias nas disputas por oportunidades sociais, políticas e econômicas.

O futuro das tradicionais culturas indígenas diz respeito aos indígenas e a todos nós, brasileiros. Acreditamos que ao valorizar, promover e fomentar as expressões culturais, os valores e os conhecimentos tradicionais indígenas, estamos ajudando a moldar o futuro do Brasil. Nesse contexto, ocorre o Encontro Guarani. Uma democracia vibrante deve prever e garantir a liberdade dos grupos que formam a nossa sociedade, liberdade de viver plenamente suas culturas e tradições, escolhendo as formas e ritmos de interação e integração. Desejamos diminuir o preconceito da sociedade, colocando no lugar admiração, conhecimento, interesse, e contribuindo para fortalecer a autoestima e as relações sociais desses povos, de modo que se sintam mais bem equipados para fortalecer suas práticas. São temas que este primeiro encontro poderá debater e fortalecer na agenda cultural e política do Brasil.

Alfredo Manevy é secretário executivo, e Américo Córdula é secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura.

Fonte: JB Online


Começam os debates em Tekoha Añetete

Teve início nesta quarta-feira, dia 03, o Encontro dos Povos Guarani da América do Sul (Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa). O evento acontece até o dia 05 de fevereiro na aldeia indígena Tekoha Añetete, localizada no município de Diamante D’Oeste, Paraná. Leia.

Foto_PubliusVergilius_AgGingafotos6Teve início nesta quarta-feira, dia 03, o  Encontro dos Povos Guarani da América do Sul (Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa). O evento acontece até o dia 05 de fevereiro na aldeia indígena Tekoha Añetete, localizada no município de Diamante D’Oeste, Paraná.

A cerimônia de abertura contou com a presença de todas as lideranças indígenas dos sete estados brasileiros e da Argentina, Bolívia e Paraguai, além do secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Américo Córdula, do diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek e da prefeita de Diamante D’Oeste, Inês Gomes.

Cerca de 800 índios Guarani estão reunidos com o propósito de debater a integração da comunidade indígena. É a primeira vez que uma ação desta magnitude acontece entre os povos como fonte de fortalecimento de suas raízes culturais.

De acordo com o secretário Américo Córdula, o encontro começou a ser idealizado há três anos, desde a realização do Fórum Internacional de Integração Cultural do Mercosul.

“Este encontro começou a ser articulado junto às aldeias nos sete estados onde estão concentrados os índios desta etnia. O objetivo é o de buscar o fortalecimento e reconhecimento da cultura indígena como formação da identidade brasileira. Há uma influência muito forte na nossa língua, na nossa culinária e na nossa dança vinda dos povos Guarani. É uma cultura que possui um importante vínculo com a identidade sul-americana. Por isso, a necessidade de se começar uma grande campanha de valorização destes povos para reverter o quadro de preconceito existente hoje com relação aos índios”, avaliou o secretário.

Foto_PubliusVergilius_AgGingafotos639Entre a comunidade indígena, é grande a expectativa com relação ao  Encontro dos Povos Guarani da América do Sul. Além das questões culturais, um dos pontos que serão abordados nos debates é a demarcação de terras. Problema que aflige grande parte dos indígenas Guarani.

Segundo o cacique Elpídio Pires, do Mato Grosso do Sul, a questão da terra é considerada, atualmente, como o principal assunto de debate entre as comunidades indígenas. “Com a ‘terra’ resolvida é possível nos organizarmos melhor e termos estrutura para cuidar de outros assuntos que também são importantes, como o nosso reconhecimento cultural”, revelou.

“Hoje o que nós estamos buscando é mostrar nossa história, quem somos e o que queremos ser no futuro. Nós gostaríamos de ter nossa cultura mais valorizada e incentivada. Tenho muito orgulho de ser Guarani”, reforçou o cacique Elpídio. Atualmente, o Mato Grosso do Sul é o estado que concentra a maior quantidade de índios Guarani no Brasil. São cerca de 45 mil, dos 65 mil existentes em todo o país.

O cacique Adolfo Veramirim, do litoral norte de São Paulo, salienta o fato de, pela primeira vez, a comunidade indígena Guarani estar reunida. “Será um encontro importante para discutir as políticas na América do Sul. As assembléias vão produzir debates com cada aldeia trazendo suas propostas. Teremos uma visão mais ampla voltada para o povo Guarani”, comemora.

Os debates acontecerão na tarde desta quarta-feira e durante todo o período da quinta (4). No último dia, os índios Guarani vão apresentar as considerações finais, e as deliberações tomadas, às autoridades presentes. Já estão confirmadas as presenças dos ministros da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, e do Paraguai, Ticio Escobar.

A realização do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul tem a parceria da Itaipu Binacional, da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), das prefeituras de Diamante D’Oeste e de Foz do Iguaçu, das Secretarias de Educação e de Cultura do Paraná, da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA). O Instituto Empreender é o responsável pela produção executiva do evento. Além delas, o projeto tem o apoio do Mercosul Cultural.

(Comunicação/SID)

Fotos de Publius Vergilius


Maior evento da etnia será registrado por indígenas Guarani-Mbya capacitados no Projeto Vídeos Nas Aldeias

Mais uma equipe de cinegrafistas, formada por indígenas Guarani, estará presente na realização do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul - Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa para registrar este, que é um dos maiores eventos da etnia. Leia.

video-indioMais uma equipe de cinegrafistas, formada por indígenas Guarani, estará presente na realização do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul – Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa para registrar este, que é um dos maiores eventos da etnia.

Ariel Ortega, Jorge Morinico e Germano Benites são Guarani-Mbya e foram capacitados pelas oficinas de vídeo do Ponto de Cultura Vídeo nas Aldeias de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, que começaram a ser realizadas desde 2007.

O grupo participou da primeira oficina intensiva, com duração de aproximadamente dois meses, e, em meados de 2008, os seus registros resultaram no filme Duas Aldeias numa Caminhada. O longa metragem, de 1 hora e 5 minutos de duração, é falado em guarani e foi consagrado, em 2009, como melhor filme pelo Fórum Doc, do Festival de Cinema Etnográfico de Belo Horizonte. O filme, compactado em uma versão de 48 minutos, já foi exibido na TV Cultura e projetado nos Estados Unidos da América e Canadá.

O grupo Guarani-Mbya, que conta com uma nova integrante, Patrícia Ferreira, também formada na oficina de capacitação do Ponto de Cultura Vídeo nas Aldeias, já gravou novo material, em dezembro de 2009, que será editado este ano resultando em um novo filme dos cinegrafistas sobre a etnia Guarani.

Todo o material gravado durante o Encontro dos Povos Guarani da América do Sul resultará em documentário que será disponibilizado no Blog do encontro. O filme Nós e a cidade pode ser assistido no Blog em uma curta versão, dublada em português, de 5 minutos, na área Vídeos.

Saiba mais sobre o Projeto Vídeo Nas Aldeias no seguinte endereço eletrônico: www.videonasaldeias.org.br

Acompanhe as notícias do Encontro em blogs.cultura.gov.br/encontroguarani (Heli Espíndola – Comunicação/SID)

(Heli Espíndola – Comunicação/SID)


“…um sonho antigo dos nossos antepassados”

“O Encontro dos Povos Guarani da América do Sul (Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa) é a união de um mesmo povo de vários países, é um sonho antigo dos nossos antepassados”. A declaração é do cacique Toninho Guarani, uma das líderanças indígenas que integra a Comissão Organizadora do Encontro. Leia.

“O Encontro dos Povos Guarani da América do Sul (Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa) é a união de um mesmo povo de vários países, é um sonho antigo dos nossos antepassados”. A declaração é do cacique Toninho Guarani, uma das líderanças indígenas que integra a Comissão Organizadora do Encontro.

Para o cacique, pertencente a Aldeia Boa Esperança, uma das três comunidades localizadas em Coqueiral de Aracruz, no Espírito Santo, o Encontro representa o reconhecimento dos governos à importância dos povos Guarani.

“Durante os 510 anos de resistência do povo Guarani enfrentamos muitas barreiras com os não-índios. Agora, teremos oportunidade de discutir e articular o nosso povo em torno dos nossos objetivos e encontrar uma forma de quebrar essas barreiras”, explicou o líder indígena. De acordo com Toninho Guarani a distância territorial entre as aldeias dos vários países que participam do Encontro (Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina) não representa impedimento para a aproximação dos índigenas Guarani da América do Sul. “Espiritualmente, nós estamos sempre unidos”,  justifica ele.

Um dos pontos mais importantes do evento, na opinião do cacique da Aldeia Boa Esperança, é a oportunidade que os Guarani terão para mostrarem e divulgarem sua cultura e sua crença. “ Vamos continuar lutando para que nossas crianças possam dar continuidade à nossa cultura, nossa crença e nossos saberes”, assegura Toninho. Para ele, esses saberes estão intrínsecos à cultura indígena. “Não foram os Jesuítas que nos ensinaram como contam alguns historiadores. Nós aprendemos com Deus e nossos antepassados a fazer, por exemplo, as nossas casas e panelas de barro”, contesta ele.

Toninho Guarani aprendeu muito cedo a abraçar a luta em defesa do seu povo. “Desde criança minha mãe e meu avô me levavam para participar das reuniões e dos movimentos. Foi com eles que aprendi a importância do nosso povo e da luta em sua defesa”, finaliza.

(Heli Espíndola – Comunicação/SID)


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Evento será filmado por uma equipe Guarani Kaiowá

O registro audiovisual do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul - Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa será realizado por uma equipe indígena Kaiowá, formada por Devanildo Ramires e Elivelton Souza , do Ponto de Cultura Teko Arandu que atua na aldeia Te’ýikue, no município de Caarapó, no Mato Grosso do Sul. Leia.

fotos-cine-videoO registro audiovisual do Encontro dos Povos Guarani da América do SulAty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa será realizado por uma equipe indígena Kaiowá, formada por Devanildo Ramires e Elivelton Souza , do Ponto de Cultura Teko Arandu que atua na aldeia Te’ýikue, no município de Caarapó, no Mato Grosso do Sul.

Devanildo e Elivelton aprenderam, em 2008, as técnicas de filmagem, incluindo fotografia, edição de vídeo, software livre e photoshop, nas oficinas do Ponto de Cultura Teko Arandu. As oficinas, realizadas numa parceria do Ministério da Cultura com a Universidade Católica Dom Bosco, fazem parte do Núcleo de Estudos e Pesquisas Indígenas (NEPPI) e são coordenadas pelos professores Antônio Brand e Neimar machado de Sousa, formados em História Indígena.

A gestão é dividida entre a comunidade e a escola indígena Nhandejara Pólo, onde funciona o Ponto de Cultura Teko Arandu. No local, são oferecidas também aulas de informática aos alunos indígenas da escola.

Todo o material produzido por eles até agora tem sido veiculado no YouTube e foi gravado em DVD. Dentre os trabalhos mais significativos da dupla Kaiowá estão o filme Viagem de Intercâmbio Guarani gravado em 12 aldeias do Brasil, Paraguai e Argentina.

As filmagens sobre o Encontro dos Povos Guarani da América do Sul (Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa), pelas câmeras de Devanildo e Elivelton,  resultarão num documentário que será editado posteriormente.

O endereço eletrônico da página do Ponto Teko Arandu é www.tekoarandu.org.

(Heli Espíndola, Comunicação SID/MinC)


Encontro no Paraná reunirá Povos Guarani da América do Sul

A aldeia indígena Tekoha Añetete, localizada no município de Diamante D'Oeste, Paraná, sediará, entre os dias 02 e 05 de fevereiro de 2010, o Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa - Encontro dos Povos Guarani da América do Sul. O encontro, realizado pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, reunirá cerca de 800 indígenas Guarani da Bolívia (Chiriguano), do Brasil (Kaiowa, Ñandéva e Mbya), do Paraguai (Ache-Guayaki, Kaiowa, Mbya e Ava-Guarani) e da Argentina (Mbya). Leia.

CR_GUARANIA aldeia indígena Tekoha Añetete, localizada no município de Diamante D’Oeste, Paraná, sediará, entre os dias 02 e 05 de fevereiro de 2010, o Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa – Encontro dos Povos Guarani da América do Sul. O encontro, realizado pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, reunirá cerca de 800 indígenas Guarani da Bolívia (Chiriguano), do Brasil (Kaiowa, Ñandéva e Mbya), do Paraguai (Ache-Guayaki, Kaiowa, Mbya e Ava-Guarani) e da Argentina (Mbya).

O encontro tem como objetivo principal criar uma nova perspectiva de intercâmbio cultural que fortaleça a relação entre os Guarani e reduza o abismo existente entre essas populações e os não-índios. Pretende ainda difundir a cultura dos Povos Guarani e contribuir para uma visão mais ampla da temática indígena no Brasil e na América do Sul.

O Encontro dos Povos Guarani da América do Sul reunirá, além das lideranças indígenas da etnia, autoridades e convidados dos países participantes. Os dois primeiros dias do evento serão dedicados às plenárias constituídas exclusivamente por indígenas. O terceiro e último dia de reunião serão dedicados à apresentação das considerações e deliberações tomadas em assembléia às autoridades presentes.

Já estão confirmadas as participações dos ministros da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, e do Paraguai, Ticio Escobar. A Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, que desenvolve, desde 2005, um trabalho de fortalecimento e reconhecimento das culturas indígenas, será representada, no evento, pelo secretário da Identidade e da Diversidade Cultural, Américo Córdula.

Para o antropólogo Rubem Ferreira Tomaz de Almeida, coordenador do projeto que embasou a realização do encontro, esta será “uma oportunidade muito importante para os Guarani se relacionarem e discutirem questões básicas da etnia dos países participantes”. Rubem Almeida destaca como ponto fundamental o fato do encontro ser protagonizado pelos próprios índios. O antropólogo acrescenta que os dois dias, destinados à participação apenas de indígenas, serão fundamentais para eles discutirem os seus problemas e produzir os documentos que serão apresentados às autoridades no último dia.

A realização do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul tem a parceria da Itaipu Binacional, da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), das prefeituras de Diamante D’Oeste e de Foz do Iguaçu, das Secretarias de Educação e de Cultura do Paraná, da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) e do Exército Brasileiro. O Instituto Empreender é responsável pela produção executiva do evento. Além delas, o projeto tem o apoio do Mercosul Cultural.

Os Guarani do Brasil
Os povos Guarani fazem parte das mais de 220 etnias existentes no Brasil. Os cerca de 65 mil Guarani, situados, sobretudo, nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, formam o grupo étnico mais numeroso do país.

Apesar da luta pela manutenção de suas reservas, da pouca disponibilidade de terras para o cultivo de suas lavouras tradicionais e das mudanças tecnológica introduzidas em suas aldeias, os Guarani, ao contrário do que apontavam estudos anteriores, têm conseguido manter o seu Teko (maneira de ser, de pensar, de se comportar, sua ideologia e forma de ver o mundo).

Ações do MinC para proteção e promoção da Cultura Indígena
O protagonismo dos povos indígenas e, principalmente, a promoção de suas culturas, tem sido uma preocupação do Ministério da Cultura que, por meio da Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural (SID), criou, em 2005, um Grupo de Trabalho específico para a discussão do tema. O MinC instituiu, em 2006, o Prêmio Culturas Indígenas, que, em duas edições, premiou cerca de 200 iniciativas culturais desenvolvidas nas aldeias.

Ainda em 2007, o Ministério da Cultura criou a ação Fomento e Valorização das Expressões Culturais e de Identidade dos Povos Indígenas, com o objetivo de identificar, valorizar e dar visibilidade às expressões culturais e de identidades protagonizadas pelo segmento.

A SID/MinC apoiou também a realização de diversos eventos, como a exposição Jogos e Brincadeiras do Povo Kalapalo, composta por 84 fotografias que revelam diversos aspectos culturais dessa etnia do Alto Xingu (MT) e o Festival Vídeo Índio Brasil, edições 2008 e 2009, idealizado pela Associação Amigos do Cine Cultura de Campo Grande/MS.

Mais recentemente, a SID assumiu a coordenação do processo de implantação de 165 Pontos de Cultura Indígena no âmbito do Programa Mais Cultura.

(Heli Espíndola- Comunicação/SID)


Encontro dos Povos Guarani da América do Sul

Será realizada, nos dias 13 e 14 de janeiro de 2010, a 2ª Reunião da Comissão Organizadora do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul na aldeia de Tekoha Añetete, município de Diamante D' Oeste, Paraná. A Comissão é composta por representantes da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), por 15 lideranças Guarani do Brasil e do Paraguai e pelo antropólogo Rubem Almeida, coordenador do projeto, além de representantes da Itaipu Binacional, do Ministério da Cultura do Paraguai, da Prefeitura de Diamante D'Oeste e do Instituto Empreender, responsável pela produção executiva. Leia.

CR_GUARANISerá realizada, nos dias 13 e 14 de janeiro de 2010, a 2ª Reunião da Comissão Organizadora do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul na aldeia de Tekoha Añetete, município de Diamante D’ Oeste, Paraná. A Comissão é composta por representantes da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), por 15 lideranças Guarani do Brasil e do Paraguai e pelo antropólogo Rubem Almeida, coordenador do projeto, além de representantes da Itaipu Binacional, do Ministério da Cultura do Paraguai, da Prefeitura de Diamante D’Oeste e do Instituto Empreender, responsável pela produção executiva.

Os principais objetivos dessa 2ª reunião são os de definir os temas que serão discutidos durante o Encontro, a composição das delegações e os últimos detalhes logísticos, como os horários do transporte, a hospedagem e alimentação. Nessa reunião, que será a última da Comissão Organizadora antes do Encontro, em fevereiro, serão definidos ainda os espaços da aldeia para a montagem das estruturas de tendas e refeitório.

SDC14477O Encontro dos Povos Guarani da América do Sul acontecerá entres os dias 02 e 05 de fevereiro, também na aldeia Tekoha Añetete, e contará com a participação de cerca de 800 indígenas Guarani do Brasil, da Bolívia, do Paraguai e da Argentina. O dia 02 será destinado à recepção das delegações. Os dias 03 e 04 serão destinados para reuniões exclusivas dos Guarani. No dia 05, último dia do Encontro, haverá reunião dos Guarani com os Ministros de Cultura dos países participantes e convidados.

O objetivo do Encontro é fomentar uma nova perspectiva cultural que fortaleça a relação entre esses povos e reduza a distância existente entre essas populações e os não-índios. O evento pretende, também, contribuir para a reflexão da importância dos povos Guarani para a formação da cultura sul americana.

O Encontro conta com a parceria da Itaipu Binacional, da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), das Prefeituras de Diamante D’Oeste e Foz do Iguaçu, das Secretarias de Educação e de Cultura do Paraná e da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA). Além delas, o projeto ganhou o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), da Organização dos Estados Americanos (OEA) e do Mercosul Cultural – Fórum dos Ministros de Cultura dos países do Mercosul.

(Comunicação-SID/Minc)

Leia mais.


Inauguração da Casa de Oração Guarani-Kaiowa

Nesta sexta-feira, dia 18 de dezembro, no Mato Grosso do Sul, o secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Américo Córdula, e o coordenador-geral de Promoção da Diversidade, Difusão e Intercâmbio Cultural da SID/MinC, João Gonçalves, participam da inauguração da Casa de Oração Guarani-Kaiowa. Leia.

Nesta sexta-feira, dia 18 de dezembro, no Mato Grosso do Sul, o secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Américo Córdula, e o coordenador-geral de Promoção da Diversidade, Difusão e Intercâmbio Cultural da SID/MinC, João Gonçalves, participam da inauguração da Casa de Oração Guarani-Kaiowa.

SS853724O espaço, destinado para cerimônias religiosas, denominada óygusu na língua guarani, está localizado na aldeia Tekoha do Guyra Roka, no município de Caarapó, na região da Grande Dourados, onde a casa de oração foi construída. O evento faz parte da série de ações promovidas e apoiadas pela SID/MinC visando buscar o fortalecimento e o reconhecimento das expressões culturais indígenas.

Desde 1978, os Kaiowa e Ñandéva (Ava Guarani) do Mato Grosso do Sul realizam assembleias denominadas Aty Guasu, quando refletem sobre seus problemas, discutem soluções possíveis e realizam cultos a suas entidades sagradas. A Casa de Reza fortalecerá a realização de cerimônias religiosas da etnia e servirá de espaço para esses encontros, protegendo a identidade étnica Kaiowa.

O apoio da SID/MinC permitiu que a construção da Casa de Reza fosse realizada pela própria comunidade Kaiowa do Guyra Roka, segundo suas concepções arquitetônicas e formas de trabalho.

A inauguração fará parte do ato de abertura do Encontro dos Povos Guarani da América do SulAty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa. Estarão presentes cerca de 30 líderes religiosos Kaiowa e seus yvyraija (apoiadores dos cantos), totalizando mais de cem pessoas. De acordo com Ambrósio Vinhalva, cacique guarani-kaiowa, o momento será para “abençoar os brancos que estão envolvidos na organização do Encontro e preparar o caminho para que tudo corra bem”.

SS853725O Encontro Guarani será realizado de 2 a 5 de fevereiro de 2010, no tekoha guarani-mbya do Añetete, município de Diamante D’Oeste, no Paraná. Durante o evento estarão reunidos cerca de 800 Guaranis Mbya, Chiriguano, Kaiowa, Ñandéva, Pai-tavyterã e Ache-guayaki do Brasil, da Bolívia, do Paraguai e da Argentina, numa celebração que visa fortalecer a identidade étnica e promover as expressões culturais desses povos.

Além dos indígenas, estarão presentes representantes do Ministério da Cultura, da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS), da Fundação de Apoio à Pesquisa de Mato Grosso do Sul (FAPEMS), da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), do Pontão de Cultura Guaicuru de Campo Grande e do Instituto Empreender, parceiro na execução dessas ações.

(Comunicação – SID/MinC)