Notícias

IGF Hiderabad – véspera

Na véspera da abertura do 3. IGF, em Hiderabad, comenta-se sobre os efeitos dos recentes atentados terroristas em Mumbai para a participação no IGF. Grupos importantes, como o Conselho da Europa, os membros do Parlamento Europeu, a empresa japonesa Fujitsu e expressivo número de participantes individuais cancelaram a viagem à última hora, com medo de novos atentados. A reação parece desproporcional aos fatos, já que Hiderabad fica a cerca de 700 km de Mumbai e não sentiu nenhum reflexo direto dos atos terroristas perpretrados naquela cidade. Alguns workshops estão sendo cancelados ou reduzidos, mas sem ainda comprometer o evento como um todo. 

Nesta terça, dia 2, pela manhã, hasteou-se a bandeira das Nações Unidas na entrada do pavilhão do evento. Esse ato simbólico significa que o centro de conferências onde se realiza o IGF passa a ser, a partir de agora, território neutro, internacional. A jurisdição é transferida do governo indiano para as Nações Unidas,  que também passam a se encarregar da segurança dos participantes, do policiamento interno, dos controles de acesso. 

Entre os eventos do dia, destacam-se o simpósio anual da Giganet, rede acadêmica de pesquisas sobre governança da Internet, onde foram apresentados trabalhos interessantes sobre o ritmo de evolução dos arranjos formais e informais para a governança da rede mundial; e reunião de parlamentares, essa um tanto esvaziada, pelo cancelamento da vinda dos membros do parlamento europeu. 

A abertura oficial será nesta quarta-feira, às 14 horas (hora local). A maioria dos brasileiros chegou hoje ou está para chegar. A participação brasileira registra as desistências dos Senadores Eduardo Azeredo e Flexa Ribeiro, únicos a terem cancelado a viagem na esteira dos atentados de Mumbai. Aliás, este blog já havia informado que seriam apenas dois os representantes do Congresso Nacional em Hiderabad: os Senadores Magno Malta e Virgínio de Carvalho, ao contrário do que informou, erroneamente, a Agência Senado (veja aqui).

everton em IGF - Hiderabad

Nenhum Comentário


Avaliando o sucesso do processo IGF

Em antecipação à próxima reunião do Internet Governance Forum, em Hiderabad, na Índia, o Internet Governance Project (IGP) está publicando o paper Appraising the Success of the Internet Governance Forum. O documento foi escrito pelo Dr. Jeremy Malcolm, com algumas edições e adições realizadas pelo Comité Científico do IGP. O IGP não subscreve inteiramente as posições tomadas por Malcolm, mas decide publicar o artigo pelo fato do texto levantar questões importantes sobre o grau em que o Internet Governance Forum está cumprindo a sua missão. O objetivo é debater e discutir aspectos elencados no artigo de forma a avançar a discussão sobre o desempenho da IGF, a fim de contribuir para a revisão do IGF enquanto processo e a eventual renovação do seu mandato, em 2010.

Neste espírito, o IGP está lançando simultaneamente um fórum on-line IGF para debates. O site permite que qualquer pessoa se registre facilmente e indique o seu apoio às ideias para melhorar o IGF. Trata-se de um esforço cooperativo emergente e multilateral. Se você tem idéias positivas ou negativas sobre o IGF, deixe o Secretariado (do IGF) ouvir a sua voz.

José Murilo em Sem categoria

Nenhum Comentário


Fundador do DimDim explica como participar remotamente no IGF

A terceira reunião anual do Internet Governance Forum – IGF terá lugar em Hyderabad, na Índia. Para esta reunião, o Grupo de Trabalho de Participação Remota Participação foi mobilizado com o objetivo de aumentar as opções disponíveis para a participação remota.

Um dos resultados da participação do Grupo de Trabalho de Participação Remota é a adoção de hubs no processo IGF.

Se você não estiver participando do IGF através de um hub, também poderá fazê-lo por qualquer computador conectado à Internet. Sundar, co-fundador da DimDim explica como.

José Murilo em IGF - Hiderabad, participação remota

Nenhum Comentário


O Brasil em Hiderabad

O IGF não é reunião típica de governos. Dele participam, em pé de igualdade, empresas, ONGs, acadêmicos, usuários da Internet e qualquer pessoa interessada. Daí ser difícil definir, claramente, o que é posição nacional e o que é contribuição pessoal dos participantes.

Na terceira edição do IGF, em Hiderabad, o Brasil se fará presente com importante delegação. Deverão participar dois Senadores (Magno Malta, Virginio José de Carvalho Neto), Procuradores da República, diplomatas (inclusive o Embaixador do Brasil em Nova Delhi, que chefiará a Delegação), representantes da Presidência da República, do Ministério Público, do Ministério do Planejamento, da Cultura, da ANATEL, do Comitê-Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), de ONGs (SaferNet Brasil, RITS), da Academia (FGV), empresários, entre outros.

Estão convidados a falar, em diversas sessões, os seguintes brasileiros:

- Senador Magno Malta, Procurador da República Sérgio Gardenghi Suiama e Dr. Thiago Tavares (Safernet), no workshop “Estratégias para a Prevenção e o Combate à Pornografia Infantil nos Países em Desenvolvimento”;
- Everton Lucero, Conselheiro da Embaixada do Brasil em Washington, no workshop principal sobre mecanismos de governança da Internet;
- José Vitor Carvalho Hansem, subchefe da Divisão de Ciência e Tecnologia do Itamaraty, no workshop “Uma Agenda para o Desenvolvimento para Governança da Internet: dos princípios à prática”;
- Demi Getschko (CGI.br), no workshop “Processos Nacionais multissetoriais e sua relação com o IGF”.

Além disso, os parlamentares brasileiros deverão participar de sessão especial para legisladores, no dia 2/dez.

Os representantes do governo brasileiro seguirão a orientação de defender a plena aplicação dos princípios e resultados da Cúpula Mundial sobre Sociedade da Informação, em particular da Agenda de Túnis, que, entre várias outras coisas, contempla os seguintes pontos:

(1) a Internet tornou-se bem disponível em escala global e sua governança constitui um dos temas centrais da agenda da sociedade da informação;

(2) o compromisso com a construção de um modelo de governança da internet que seja inclusivo, centrado na pessoa e orientado ao desenvolvimento;

(3) a necessidade de que a governança da Internet seja exercida de modo multilateral, transparente e democrático, com a participação de todos os setores em seus respectivos papéis, inclusive dos governos;

(4) a necessidade de estabelecer processo de cooperação internacional aprimorada (“enhanced cooperation”), com a participação das organizações relevantes e de todos os setores, com vistas a habilitar os governos, em igualdade de condições, a cumprirem suas responsabilidades na formulação de políticas públicas internacionais relacionadas à Internet.

everton em IGF - Hiderabad

Nenhum Comentário


Obama e a tecnologia

O uso da Internet na campanha de Barack Obama vem sendo considerado como um dos fatores que muito contribuíram para a sua vitória eleitoral. Obama é tido como o primeiro presidente “alfabetizado” em tecnologias de informação e comunicações (TIC). Da divulgação de propostas à captação de recursos, a Internet assumiu, na campanha democrata, importância central como instrumento político. À diferença dos demais candidatos, desde a época das primárias do partido, a campanha de Obama apostou nos recursos da Internet de segunda geração (Web 2.0). Foi além da mera publicação estática de informações ou envio de propaganda eleitoral via correio eletrônico, tendo obtido amplo sucesso em usar a rede para criar via participativa de interação com o eleitor, por meio de redes sociais, comunidades virtuais, “blogs”, listas de discussão e compartilhamento de diversos tipos de mídia, entre outros. Analistas políticos observam que a inteligência no uso dos recursos telemáticos demonstrada na sua campanha é comparável à habilidade de Roosevelt com a radiodifusão, nos anos 30, e de Kennedy com a televisão, nos anos 60.

(mais…)

everton em IGF - Hiderabad, neutralidade da rede, tecnologia

1 Comentário


IGF 2008 – Hyderabad/S.Paulo

IGF 2008 - Hyderabad

IGF 2008 - Hyderabad

Quem controla a rede mundial de computadores? Como se articulam direitos, segurança e liberdade no mais complexo ambiente de comunicação já criado? Quais as fronteiras do Estado, do mercado e da sociedade civil na criação, desenvolvimento e gestão das redes? Esses são alguns dos temas em pauta no “Internet Governance Forum 2008?. Organizado pela primeira vez em 2006 na Grécia, teve sua segunda edição em 2007 no Rio de Janeiro e, neste ano, entre os dias 3 e 6 de dezembro, o IGF acontece em Hyderabad, Índia.

A Cidade do Conhecimento, em parceria com a RITS, a Diplo Foundation e o Ministério da Cultura do Brasil, organiza no laboratório da USP um “hub” de participação remota, com acesso e voz nas assembléias e na plenária do IGF.. Registre aqui suas idéias e programe sua participação nas madrugadas e manhãs, de 3 a 6 de dezembro. No dia 6, sábado, haverá uma festa de encerramento, a partir das 9 horas, no laboratório da Cidade do Conhecimento na USP.

Internet Governance Forum 2008
Hyderabad, Índia
3 a 6 de dezembro
Remote Participation Hub
Cidade do Conhecimento, USP

José Murilo em IGF - Hiderabad, participação remota

2 Comentários


Egito organizou reunião sobre governança na internet

Cairo – Foi realizada este mês no Egito a 33ª reunião da Icann (Internet Corporation for Assined Names and Numbers), organizada pelo Ministério das Comunicações egípcio. O encontro durou cinco dias e reuniu cerca de mil delegados de 48 países dos cinco continentes. A Icann é uma organização privada, sem fins lucrativos, com sede na Califórnia, criada em 1998 para coordenar o sistema internacional de nomes e números da internet, o chamado sistema de nomes de domínio.

“Sua função é fazer a indexação dos nomes de domínio aos correspondentes códigos numéricos do protocolo da internet”, explica o professor Hartmut Glaser, que é um dos diretores do NIC.br (Núcleo de Informação e coordenação do BR), a entidade que coordena a distribuição de domínios no Brasil e que fez parte da delegação brasileira na reunião.

(mais…)

José Murilo em Icann

Nenhum Comentário


Porque o DNS está quebrado, em linguagem simples

Post original: Why the DNS is broken, in plain language
(Kim Davies, no Blog da Icann)

Na reunião da ICANN no Egito na semana passada, tive a oportunidade de tentar explicar a várias audiências não técnicas a razão pela qual o DNS (Domain Name System) é vulnerável a ataques, e porque isto é um tema importante, sem que seja necessário um diploma de ciência da computação para compreendê-lo. Aqui está o resumo. Como funciona o DNS?

O DNS pode ser considerado como um sistema questão-e-resposta. Quando você digita um endereço como “icann.org” em um navegador da web, seu computador precisa transformar isso em um endereço numérico do computador que hospeda o site. Para fazer isso, ele envia uma pergunta pela Internet para um servidor DNS “Onde está icann.org?” O servidor DNS envia de volta uma resposta, “O endereço é 192.0.2.0″.

Operação t?pica do DNS

Como você pode atacar o DNS?

(mais…)

José Murilo em Icann, seguranca

Nenhum Comentário


DoC pede ao mundo para comentar os seus planos de manter o controle da raiz do DNS

O Departamento de Comércio dos E.U.A. aproveitou sua presença em uma conferência na França sobre a “Internet das coisas” para anunciar que irá realizar uma consulta pública sobre as diferentes propostas para a assinatura criptografada do arquivo raiz do DNS, e determinar quem desempanhará o papel de âncora de confiança do DNS para a implementação global do DNSSEC (o que é DNS e DNSSEC?) .

A chamada para apresentação de comentários públicos será liberada ainda esta semana.  O anúncio foi feito por Meredith Attwell Baker da NTIA (National Telecommunications and Information Administration), que incentivou outros governos a participarem no processo doméstico norte americano. O anúncio ocorreu depois que a NTIA impediu a ICANN, o administrador do DNS supostamente independente, global e “emergente”, de realizar a sua própria consulta pública. Além disso, o DoC diz que está aguardando uma proposta do ICANN em relação a “automatização” raiz de certas funções. Paul Twomey, da ICANN, que estava no mesmo painel, declinou comentar sobre o anúncio da NTIA. Aparentemente, a mordaça ainda se mantém.

UPDATE: O anúncio oficial da Consulta foi agora publicado.
via: IGP-Blog
veja também: “Feds start moving on net security hole – update” (Wired)

José Murilo em Arquivo Raiz, Icann

1 Comentário


Combate à pedofilia terá destaque do Brasil no IGF 2008

A próxima edição do Internet Governance Forum (IGF), que ocorre de 3 a 6 de dezembro na cidade de Hyderabad, na Índia, conta com influência de peso do Brasil, graças aos recentes esforços relacionados ao combate à pedofilia online.

“O Brasil conseguiu um feito inédito”, diz o diretor-presidente do NIC.br, Demi Getschko, referindo-se aos acordos de colaboração entre o Ministério Público Federal, o Google e a Microsoft em investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia.

Esta é uma das iniciativas que será exemplo e dará destaque à participação do País no fórum. “O Brasil tem um bom ponto de equilíbrio. Ao mesmo tempo em que defende a inclusão digital e liberdade de expressão na web, também defende que, se houver evidências claras de violação, quem tiver informações irá colaborar com órgãos de repressão”, explica Getschko.

“Graças ao Brasil, creio que as discussões sobre crimes online terão mais peso no fórum”, opina o vice-presidente do conselho de administração do NIC.br, António Tavares.

(mais…)

José Murilo em IGF - Hiderabad, seguranca

Nenhum Comentário



Voltar ao topo