O Plano Nacional de Cultura (PNC) deu, na manhã desta quarta-feira (23), mais um passo importante. O substitutivo do projeto de lei foi aprovado por unanimidade na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados. Agora, o texto segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) e, de lá, para o Senado, onde está prevista tramitação similar.
A relatora, deputada federal Fátima Bezerra (PT-RN), em diálogo com o Ministério da Cultura, fez algumas novas alterações no texto, disponível aqui (assim como o voto da parlamentar).
Os integrantes da comissão também aprovaram a proposta lida em plenário por Fátima para modificar o artigo 4º do documento. A nova redação, a ser incorporada na CCJ, é a seguinte: “Os planos plurianuais, as leis de diretrizes orçamentárias e as leis orçamentárias da União e dos entes da federação que aderirem às diretrizes e metas do Plano Nacional de Cultura disporão sobre os recursos a serem destinados à execução das ações constantes do anexo desta Lei.”
O Plano orientará as políticas culturais num horizonte de dez anos. Foi elaborado com base em debates e estudos realizados desde 2003, com intensa participação social.
“O Estado brasileiro caminha para adquirir, pela primeira vez, capacidade de planejamento das políticas nessa área”, avalia o secretário de Políticas Culturais do MinC, José Luiz Herencia. Além dele, acompanharam a votação, pelo Ministério, o presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Sérgio Mamberti, e o secretário executivo substituto, Gustavo Vidigal.
“As diretrizes, objetivos e metas do PNC orientarão os investimentos do poder público”, complementa Herencia. “Agora enfrentaremos a próxima luta, que é garantir a capacidade de investimento de um Estado que está assumindo suas responsabilidades para reverter os indicadores de exclusão cultural no país.” Para ele, foi justamente a falta de planejamento que gerou “as enormes distorções visíveis no modelo de financiamento cultural”.
O secretário destaca, ainda, “a sensibilidade e o empenho dos parlamentares de todos os partidos” na Comissão de Educação e Cultura, em especial da presidente da comissão, Maria do Rosário (PT-RS), e da relatora.