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quarta-feira, 23 de maio de 2012

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Contação de história encanta e incentiva leitura

Jornal do Povo, Gabriela Carvalho, em 09/04/2010

O gosto pela leitura deve começar desde pequeno. A 5ª Feira do Livro em Três Lagoas pode ser considerada uma das possibilidades de acesso a um mundo único, diferenciado e repleto de fantasias e realidades. A leitura como prazer em saber e conhecer.

A tarde de quarta-feira (7), foi uma daquelas em que não se esquece, e se pode remeter a um certo orgulho, aquele que não tem preço e não é material, o conhecimento que fica e é retido apenas na memória. Crianças da Rede Municipal de Ensino puderam conferir uma tarde de contação de  histórias, prática comum na região sul do país, mas pouco utilizada em Três Lagoas.

Bia Andrade, é contadora de histórias há 8 anos, e há quase seis meses é moradora em Três Lagoas. Este foi o primeiro evento na Cidade que Bia participou. Segundo ela, a profissão surgiu depois que a amiga da filha disse que ela tinha voz de quem contava histórias.

Leia aqui a íntegra da matéria.


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Bonito vai receber Encontro Regional do Livro e Leitura de MS

A Crítica – MS, Da Redação, em 15/03/2010

O governo do Estado, em parceria com a Abril Educação, vai realizar entre os dias 7 e 9 de abril, no Centro de Convenções da cidade de Bonito, o “MS em Letras – Encontro Regional do Livro e Leitura de Mato Grosso do Sul”. O evento, que deve atrair público de 1,4 mil pessoas, integra o programa “O Livro e a Leitura nos Estados e Municípios”, lançado pelos Ministérios da Educação e da Cultura, pelo Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), e pelo Instituto Pro-Livro.

Lançado em 2006, o Plano Nacional do Livro e Leitura é um conjunto de projetos, programas, atividades e eventos na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas em desenvolvimento no País, empreendidos pelos governos em âmbito federal, estadual e municipal e pela sociedade. Mato Grosso do Sul poderá ser o pioneiro na produção do Plano Estadual do Livro e Leitura (PELL).

Leia aqui a íntegra da matéria.


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Fotos da Abertura do Seminário Planos Nacionais de Livro e Leitura no MERCOSUL


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Abertura – II Seminário PNLL no MERCOSUL


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II Seminário PNLL no MERCOSUL – Construindo Políticas Públicas para o Fomento da Leitura

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Realizou-se nos dias 26 e 27 de outubro de 2007, nas cidades de Porto Alegre, Brasil, e Santiago, Chile, concomitantemente, o II Seminário Planos Nacionais de Livro e Leitura do MERCOSUL.

O seminário contou com a participação de representantes da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Guatemala, Paraguai e Uruguai.

Os debates realizados na Feira do Livro de Porto Alegre foram transmitidos via internet através do chat, disponibilizado neste blog, que permitiu que pessoas fizem perguntas aos palestrantes e colocassem suas considerações em tempo real.

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Ao final do Seminário foi elaborado um documento em conjunto intitulado: Declaração de Porto Alegre e Santiago, que compila as orientações e sugestões derivadas das discussões realizadas neste evento.

Leia na íntegra a Declaração de Porto Alegre e Santiago

Declaração de Porto Alegre e Santiago


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A necessária transformação do processo de leitura no Brasil em política pública, de responsabilidade do governo

Tania Mariza Kuchenbecker Rösing
Coordenadora do Centro de Referência de Literatura e Multimeios
Universidade de Passo Fundo
BRASIL

Século XXI: a globalização aproxima países, numa tentativa de uniformização de ações tecnológicas, científicas, sociais e culturais, acrescentando-se o fato de que esse processo possa, inclusive, se configurar como ação predatória da identidade de cada nação, de cada povo. É necessário instalar Planos Nacionais de Leitura permanentes e consistentes para valorizar a leitura como processo de democratização e de autonomia dos povos latino-americanos. Urge que se promova leitura, livro, diferentes materiais de leitura, escritores, mediadores de leitura qualificados com o objetivo de formar leitores críticos, ecléticos, cidadãos. A leitura deve se transformar num comportamento perene de vida, passando a se constituir numa cultura.
Em pleno século XXI, a globalização aproxima os países, numa tentativa, em primeiro plano, de uniformização de ações tecnológicas, científicas, sociais e culturais, sem que se omita o fato de que esse processo, até certo ponto, possa se configurar como uma ação predatória da identidade de cada nação, de cada povo. É necessário instalar Planos Nacionais de Leitura permanentes e consistentes, valorizando a leitura como um processo de democratização e de autonomia dos povos latino-americanos. Urge que se promova leitura, livro, diferentes materiais de leitura, escritores, mediadores de leitura com o objetivo de formar leitores críticos, experientes, ecléticos, cidadãos. Urge que se transforme a leitura num comportamento perene de vida e numa cultura.
O tratamento da leitura como política pública, de responsabilidade do Estado, portanto, somente acontece a partir da vontade política plena dos governantes de transformação da sociedade para melhor, respeitando a autonomia de cada sujeito envolvido nesse processo, numa perspectiva democrática. Deve-se entender essa política como processo de sistematização de apoio, inclusive financeiro, à realização de um conjunto de ações – programas, projetos, atividades sistemáticas ou eventuais – em todos os recantos do país que promovam a universalização do acesso a materiais qualificados de leitura. O Brasil, com uma população estimada em torno de de_190__milhões de habitantes, onde o analfabetismo atinge dados alarmantes e o analfabetismo cultural entre pessoas de diferentes níveis de escolaridade é inaceitável, precisa ser atendido de forma diferenciada para ampliar seus índices de leitura e, conseqüentemente, seus índices de desenvolvimento humano.
No Brasil, há uma dívida com essa população que precisa ser paga: criar oportunidades de desenvolvimento de cada um e de todos a partir de ações sintonizadas entre educação e cultura, o que, certamente, oportunizará a melhoria dos desempenhos individuais, sociais, profissionais. Há que se oportunizar a elevação da auto-estima de cada cidadão, de cada cidadã, a fim de que se considerem, realmente, atores sociais, capazes de contribuir decisivamente para a transformação do país.
A palavra de ordem é promoção: da cadeia produtiva do livro com incentivos a livros de qualidade com baixo custo; da descentralização do processo de seleção dos materiais de leitura a serem adquiridos pelo governo e distribuídos às escolas e às bibliotecas, sejam escolares ou públicas; da criação de cursos que possam se caracterizar como uma formação contínua obrigatória de professores, bibliotecários, agentes culturais que têm a função profissional e sensibilizadora de mediar a leitura. para além da escola.


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Fórum de Debate Virtual

O fórum de debate virtual é o espaço de divulgação e discussão dos temas a serem debatidos no II Seminário “Planos Nacionais de Livro e Leitura”. A intenção é envolver a sociedade em geral na discussão sobre a formulação de políticas públicas de cultura, especificamente, de fomento à prática leitora. Para isso, disponibilizou-se os sumários das apresentações dos palestrantes neste blog. O objetivo é conectar especialistas e atores sociais, de modo a discutir as temáticas propostas, induzir a formação de massa crítica e contribuir para o processo de construção de políticas públicas de livro e leitura.


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Planos de Livro e Leitura – avaliação de projetos Nacionais e perspectivas de

Tilda Noemí Gil de Orué
Chefe de Recursos para a Aprendizagem
Ministério de Educação e Cultura
PARAGUAI


O Plano Nacional de Leitura do Paraguai forma parte de uma política pública que pretende articular estratégias nacionais e regionais, para que a leitura se converta em experiência cotidiana nas escolas. Além disso, busca provocar transformações nas formas de ler na escola e na comunidade, e aposta na formação de leitores (as) que se reconheçam como pessoas curiosas frente aos livros, pois a leitura abre uma janela para outros mundos possíveis, seduz, incentiva a tomar a palavra e modelar novos horizontes para participar e construir uma sociedade mais justa.
Objetivo
O Plano Nacional de Leitura do Paraguai pretende descobrir e fortalecer o papel da cultura no sistema educativo e em espaços alternativos, por intermédio da transformação das práticas leitoras tradicionais, a fim de formar leitores autônomos, críticos e capazes de melhorar sua qualidade de vida e entender e transformar sua realidade.
Marco normativo
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, assim como o Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, que estabelecem que: “Toda pessoa tem direito a participar na vida cultural, a desfrutar dos benefícios do progresso científico, se beneficiar da proteção dos interesses morais e materiais resultantes de toda proteção científica, literária ou artística”.
As Nações Unidas propuseram o ano de 2003 como data de início da Década da alfabetização, liderada pela UNESCO.
Os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, que marcam a capacidade da leitura e da escritura como um requisito básico para o exercício pleno da cidadania e como elemento fundador das sociedades contemporâneas.
A Lei Geral de Educação que estabelece como um de seus fins “o conhecimento, a preservação e o fomento da herança cultural, lingüística e espiritual da comunidade nacional”.
A Lei 24/91 de Fomento do Livro, que em seu artigo 1º, inciso B estabelece que se fomentará o hábito da leitura e a conscientização da função insubstituível que cumpre o livro e outras formas de comunicação.

Contexto
A perda do hábito e o prazer da leitura ou o nulo acesso à oportunidade de descobrir as possibilidades do livro
O analfabetismo funcional
Os resultados das avaliações nacionais do SNEPE
Cultura paraguaia caracterizada pela oralidade
Falta de iniciativas públicas de fomento ao acesso ao livro
Falta do resgate escrito das manifestações literárias orais de nossos antepassados
Marcada heterogeneidade social que requer a elaboração de planos de leitura que levem em conta as identidades múltiplas de nosso país

Ações
Este Plano pretende promover iniciativas criativas nas instituições educativas para fazer da leitura um ato cotidiano, prazeroso e reconfortante. Busca reunir esforços interinstitucionais dirigidos à promoção da leitura como um valor em si, pelo prazer; e também como veículo de exercício dos direitos dos cidadãos, de acesso a maiores níveis educativos, de uso e aproveitamento dos avanços científicos e tecnológicos e, em geral, do melhoramento da vida em comunidade.
Por isso, o esforço não se circunscreve ao âmbito da educação formal; se estende aos setores do âmbito social em que existe confluência de pessoas; nos quais se pretende colocar em prática várias estratégias de promoção e fomento à leitura em espaços convencionais e alternativos e impulsionar dessa maneira o crescimento cultural dos indivíduos e povos.


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Planos de Livro e Leitura – avaliação de projetos Nacionais e perspectivas de

Ernesto Martínez
Presidente
Câmara Boliviana Do Livro
BOLÍVIA

Diferentemente de outros países, a Bolívia ainda não conta com um Plano Nacional do Livro e Leitura explícito e formalizado. Ainda que os setores envolvidos tenham estabelecido as bases para sua elaboração, o processo ainda não foi completado. Este “vazio” tem sido preenchido, com diversos níveis de êxito, por variados programas e projetos tanto a partir do Estado como da Sociedade Civil. Alguns têm vários anos de existência e outros foram implementados a partir do Ano Ibero-americano da Leitura em 2005. Este documento visa, além de identificar estes programas e projetos, estabelecer as diretrizes essenciais que devem servir de base para a elaboração do Plano Nacional de Livro e Leitura na Bolívia tomando em conta o acelerado processo descentralizador que vive nosso país.


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Conferência Magistral: Livro e Leitura na diversidade cultural

Rodolfo Ernesto Bolaños Sierra
Presidente
Conselho Nacional Do Livro de Guatemala
GUATEMALA

Nas sociedades multiculturais a aplicação de politicas públicas de livro e leitura devem ser formuladas a partir da perspectiva da diversidade cultura, é por intermédio desta que seus eixos e indicadores de interculturalidade, de multilinguísmo, de eqüidade étnica e de gênero sobresaem. Como fazê-lo? Nesta conferência observaremos como foram realizados processos de construção de políticas de livro e leitura a partir de sociedade culturalmente diversas.


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