Tania Mariza Kuchenbecker Rösing
Coordenadora do Centro de Referência de Literatura e Multimeios
Universidade de Passo Fundo
BRASIL
Século XXI: a globalização aproxima países, numa tentativa de uniformização de ações tecnológicas, científicas, sociais e culturais, acrescentando-se o fato de que esse processo possa, inclusive, se configurar como ação predatória da identidade de cada nação, de cada povo. É necessário instalar Planos Nacionais de Leitura permanentes e consistentes para valorizar a leitura como processo de democratização e de autonomia dos povos latino-americanos. Urge que se promova leitura, livro, diferentes materiais de leitura, escritores, mediadores de leitura qualificados com o objetivo de formar leitores críticos, ecléticos, cidadãos. A leitura deve se transformar num comportamento perene de vida, passando a se constituir numa cultura.
Em pleno século XXI, a globalização aproxima os países, numa tentativa, em primeiro plano, de uniformização de ações tecnológicas, científicas, sociais e culturais, sem que se omita o fato de que esse processo, até certo ponto, possa se configurar como uma ação predatória da identidade de cada nação, de cada povo. É necessário instalar Planos Nacionais de Leitura permanentes e consistentes, valorizando a leitura como um processo de democratização e de autonomia dos povos latino-americanos. Urge que se promova leitura, livro, diferentes materiais de leitura, escritores, mediadores de leitura com o objetivo de formar leitores críticos, experientes, ecléticos, cidadãos. Urge que se transforme a leitura num comportamento perene de vida e numa cultura.
O tratamento da leitura como política pública, de responsabilidade do Estado, portanto, somente acontece a partir da vontade política plena dos governantes de transformação da sociedade para melhor, respeitando a autonomia de cada sujeito envolvido nesse processo, numa perspectiva democrática. Deve-se entender essa política como processo de sistematização de apoio, inclusive financeiro, à realização de um conjunto de ações – programas, projetos, atividades sistemáticas ou eventuais – em todos os recantos do país que promovam a universalização do acesso a materiais qualificados de leitura. O Brasil, com uma população estimada em torno de de_190__milhões de habitantes, onde o analfabetismo atinge dados alarmantes e o analfabetismo cultural entre pessoas de diferentes níveis de escolaridade é inaceitável, precisa ser atendido de forma diferenciada para ampliar seus índices de leitura e, conseqüentemente, seus índices de desenvolvimento humano.
No Brasil, há uma dívida com essa população que precisa ser paga: criar oportunidades de desenvolvimento de cada um e de todos a partir de ações sintonizadas entre educação e cultura, o que, certamente, oportunizará a melhoria dos desempenhos individuais, sociais, profissionais. Há que se oportunizar a elevação da auto-estima de cada cidadão, de cada cidadã, a fim de que se considerem, realmente, atores sociais, capazes de contribuir decisivamente para a transformação do país.
A palavra de ordem é promoção: da cadeia produtiva do livro com incentivos a livros de qualidade com baixo custo; da descentralização do processo de seleção dos materiais de leitura a serem adquiridos pelo governo e distribuídos às escolas e às bibliotecas, sejam escolares ou públicas; da criação de cursos que possam se caracterizar como uma formação contínua obrigatória de professores, bibliotecários, agentes culturais que têm a função profissional e sensibilizadora de mediar a leitura. para além da escola.