sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

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Mais uma na ferradura

O Estado de São Paulo, Artigo, 11/12/2009

Chamada de capa

A. P. Quartim de Moraes

O governo federal acaba de desferir mais uma bordoada no mercado editorial, particularmente nas editoras, confirmando a contribuição compulsória de 1% sobre a receita (e não 0,33%, como se pleiteava e já parecia decidido) para o Fundo Pró-Leitura, como contrapartida pela desoneração fiscal concedida em 2004.

O que não falta no Brasil são entidades ditas representativas do mundo do livro. Andam aí pela casa da centena. São câmaras, sindicatos, associações, uniões, ligas, cooperativas, etc. Nada contra, fique bem claro.

O problema é outro: o que sobra em quantidade e diversidade de entidades, tanto do ponto de vista das muitas categorias profissionais que integram a atividade livreira quanto no que diz respeito a sua distribuição regional, acaba faltando em termos de efetiva e eficiente qualidade e legitimidade de representação política para a indispensável interlocução com o poder público e com a sociedade e, não menos importante, de articulação dos interesses, principalmente econômicos, por vezes conflitantes, dos vários elos que compõem a cadeia de produção do livro. (…)

No final de 2004 o governo decretou a desoneração fiscal do livro. E as entidades do setor, depois de se terem comprometido a uma contrapartida na forma de contribuição para o Fundo Pró-Leitura, enrolaram durante cinco anos, tentando dar o calote. Aparentemente haviam conseguido, há poucos meses, reduzir o prejuízo, diminuindo a contribuição para 0,33%. Agora vem a decisão final do governo, que expõe em toda a sua dimensão a impotência das entidades livreiras, que já estavam começando a se achar muito espertas. Leia mais…


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Conferência da Unesco discute situação dos 700 milhões de analfabetos no mundo

Site Terra, 01/12/2009

Belém recebe a partir de hoje (1º) representantes de 190 países para discutir a educação de jovens e adultos no mundo. Cerca de 2 mil pessoas são esperadas para a sexta edição da Conferência Internacional de Educação de Jovens e Adultos (Confintea). O evento é convocado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) a cada 12 anos e pela primeira vez ocorre no Hemisfério Sul.

A última Confintea foi realizada em Hamburgo, na Alemanha, em 1997. Para o especialista da Unesco em educação de jovens e adultos, Timothy Ireland, houve avanços nos últimos 12 anos, mas ainda é preciso melhorar a questão do financiamento das políticas de ensino voltadas para esse público. “Temos a necessidade de avançar da retórica para a ação. Esperamos que Belém realmente marque uma nova fase com relação à educação de jovens e adultos em termos de investimento, financiamento, legislação e políticas públicas”, disse à Agência Brasil. Quarenta ministros de Educação estão confirmados para o evento, inclusive Fernando Haddad.

Segunda dados da Unesco, há 774 milhões de adultos analfabetos em todo o mundo. Três quartos desse total concentram-se em 15 países, entre eles o Brasil. Na avaliação de Ireland, os países da América Latina concentraram-se muito nos últimos anos em campanhas de alfabetização, mas não pensaram na educação de jovens e adultos de forma continuada.

Leia aqui matéria na íntegra.


Leitura

Correio Braziliense – DF, Opinião, 27/11/2009

O lobby de editoras, distribuidoras e livrarias funcionou. O governo vai mesmo encaminhar ao Congresso o projeto de lei que cria o Fundo Pró-Leitura. Será formado com recursos da Educação e da Cultura e pela contribuição das editoras beneficiadas com a alíquota zero do PIS e do Cofins. A meta é atingir 77 milhões de leitores. Com a desoneração, o mercado editorial deixou de pagar R$ 592 milhões aos cofres públicos.


Famílias aderem à leitura

Jornal Coletivo – DF, 23/11/2009

leitura2Um estudo realizado pela Câmara do livro, tomando por base uma análise mais detalhada da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2002-2003, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que apenas 40,7% das famílias adquirem algum tipo de material de leitura. Um percentual baixo, levando em conta que revistas e jornais estão incluídos na despesa, e mais grave ainda se for considerado outro dado revelador: gasta-se praticamente a mesma quantia em cópias e em originais de livros técnicos e didáticos, que é crime.

“A explicação para o reduzido índice de leitura do brasileiro está na estrutura socioeconômica e educacional do País. A baixa escolaridade, o alto índice de analfabetismo, livros caros, renda insuficiente, ausência de bibliotecas e espaços de leitura, acervos inadequados ou desatualizados comprovam essa tese”, opina o professor e coordenador pedagógico do ensino médio do Centro Educacional Católica, Giuliano Bitencourt.


Cesta do livro: Um incentivo cultural aprovado pelo Congresso

Matéria veiculada na  TV NBR, no programa Repórter Brasil, 24/11/2009

O Congresso Nacional aprovou um projeto que cria a Cesta do Livro, por meio deste projeto o trabalhador que ganha pouco vai receber livro de graça. Confira na matéria abaixo.

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Governo pode zerar municípios sem biblioteca até junho de 2010

Bahia em Foco, 21/11/2009

Três em cada quatro brasileiros não frequentam bibliotecas. Para reverter este quadro, ampliar o acesso ao livro e formar novos leitores, o Ministério da Cultura aposta na construção e modernização de bibliotecas municipais. A meta, segundo o diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos, é zerar, até junho de 2010, o número de municípios sem biblioteca. Desde 2004, 1,2 mil foram implantadas. Mais mil foram modernizadas nos últimos dois anos, disse.

“Um acervo desatualizado e pouco atraente não ajuda. É preciso transformar as bibliotecas em espaços culturais, fazer do cartão da biblioteca um passaporte para o universo literário, e não mantê-las como meros depósitos de livros”, afirmou Fabiano dos Santos. Leia mais…


Maioria dos que ganham até um salário mínimo não compra livros

Site Terra, 21/11/2009

1187873_book_and_character_1Se o brasileiro não tem o hábito da leitura, a indústria editorial tem a sua parcela de responsabilidade, afirma o diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos. Segundo ele, apesar da desoneração do setor, o livro ainda é bastante caro no Brasil, custando, em média, R$ 25.

A Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita com 5.012 pessoas em 311 municípios, indica que 36,3 milhões de brasileiros compraram pelo menos um livro em 2007. O número representa cerca de 21% do total de entrevistados considerados leitores. O levantamento revela ainda que 71% dos entrevistados com renda familiar de até um salário mínimo declararam que não compram livros. Para quem ganha entre 1 e 2 salários mínimos, o índice cai para 57%.

Já o prazer ou o gosto pela leitura é a principal motivação para a compra de uma obra para 44% dos entrevistados com renda familiar superior a dez salários mínimos, classe social que concentra apenas 5% de não leitores. Por esta razão, apenas 17% dos entrevistados que recebem salário mínimo decidem comprar um livro. Leia mais…


De livros e novelas

Correio Braziliense – DF, Artigo de Dad Squarisi, em 19/11/2009

“Um país se faz com homens e livros”, repetia Monteiro Lobato. E completava: “Os livros não mudam o mundo. Mudam os homens. Os homens é que mudam o mundo”. Ele acreditava no poder revolucionário da palavra escrita. Sonhava inundar o Brasil de textos variados. País atrasado, até então o Brasil importava livros. Lobato fundou a Editora Nacional. Imprimia as obras em papel inferior, de custo baixo. As tiragens grandes tornavam o produto acessível ao grande público.

Hoje gigantescas feiras se espalham Pindorama afora. A de Brasília começa amanhã. Mas somos país de não leitores. A Pesquisa Retaros da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, chegou a conclusão alarmante: excluídos os livros didáticos, o brasileiro lê 1,3 livro por ano. Em países desenvolvidos, a média gira em torno de 10. Num ranking de 30 nações, figuramos em 27º lugar.

Razões para a distância? Uma delas: alfabetização tardia. Com o atraso, o país universalizou o acesso ao ensino fundamental depois da experiência eletrônica. Foi mau começo. Outra: o preço do livro. Cobrar R$ 30 ou R$ 40 por obra torna-a inacessível para boa parte da população. Forma-se, então, o círculo vicioso. Tiragem pequena encarece o produto. Preço alto afugenta o consumidor. Mais uma: a desvalorização da leitura pela sociedade. Leia mais…


Brasil entre os 50 países com hábito de leitura

Jornal de Brasília, 17/11/2009

Estudo da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) referente ao hábito da leitura em 52 países revela que o Brasil ocupa a 47ª posição. Mais do que isso, mesmo tendo elevado a média de livros que os brasileiros leem por ano de 1,8 para mais de quatro nos últimos anos, o ranking é um sinal de alerta para que haja maior empenho em relação à Educação. Em países desenvolvidos, uma pessoa lê em média 10 livros ao ano.

Na opinião da Claudio Amadio, criador da Cidade do Livro, há que se comemorar a transformação por que a educação vem passando. “Percebemos uma ação conjunta de pais e educadores no sentido de desmistificar a ideia de que os livros são chatos e de mostrar na prática que é perfeitamente possível se divertir em meio a livros e num ambiente cultural”.

Amadio revela que a cada ano aumenta o número de escolas que adotam o primeiro parque temático cultural brasileiro como passeio. Inaugurada há 12 anos, a Cidade do Livro combina diversão e cultura em um grande espaço, onde as crianças são recebidas num cenário de livros gigantes. Cerca de 10 mil educadores e 80 mil alunos realizam o passeio monitorado todos os anos.


Sociedade brasileira quer consumir cultura, diz coordenadora

Site Terra, 10/11/2009

A coordenadora executiva do Programa Mais Cultura, Silvana Meireles, afirmou hoje (10) que a população brasileira quer consumir cultura. Segundo ela, os gastos da população com esse item estão na sexta posição, acima das despesas com educação.

“Apesar de termos dados revelando que há uma grande parcela da população, principalmente das classes C, D, e E, que ainda é desassistida por políticas públicas na área da cultura, os gastos da família brasileira com cultura ficam na sexta posição, acima dos investimentos com educação. Ou seja, existe um anseio da sociedade civil e dessa população por consumo de cultura”, disse durante seminário para discutir a construção de espaços culturais em áreas de intervenção do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Silvana ressaltou que cerca de 60% dos municípios brasileiros têm ações do Programa  Mais Cultura e que a criação dos Espaços Culturais vai ampliar esse número. De acordo com a coordenadora do Programa Mais Cultura, a iniciativa vai atingir 19 estados brasileiros, com cerca de 20 ações. No total, 1,2 mil projetos devem receber apoio do Ministério da Cultura, entre eles, 200 cines cultura, 410 bibliotecas modernizadas, além de Pontos de Leitura e pontos de cultura.

“Qualquer estado e qualquer município brasileiro podem aderir ao programa, basta manifestar essa intenção. Existe uma vasta gama de produção cultural espalhada no território brasileiro. Em contraponto, há uma falta de acesso a essa produção cultural. Então o ministério tem trabalhado com estados brasileiros e mais recentemente com municípios no sentido de fazer alianças para o desenvolvimento e ampliação desse projeto”, frisou. Leia Mais…