quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Distrito Federal

Bibliotecas do Distrito Federal são as que mais oferecem acesso à internet a seus usuários

Pesquisa da FGV, encomendada pelo Ministério da Cultura, revela o perfil das Bibliotecas Públicas Municipais (BPMs) de todo o país. Mapeamento permitirá o aperfeiçoamento das políticas para o setor.

Brasília, 30 de abril de 2010 – O 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais mostra que o Distrito Federal é a segunda unidade da federação em quantidade de BPMs com acesso à internet (85%), índice bem superior à média nacional (45%). Em 80% das BPMs os usuários têm acesso à rede, muito mais que a média brasileira (28%).

A pesquisa revela que, em 2009, 100% dos municípios do Distrito Federal possuíam ao menos uma biblioteca aberta, o que corresponde a 20 bibliotecas em um município. São 0,76 bibliotecas por 100 mil habitantes. O estado ocupa a 2ª posição no país em relação aos empréstimos de livros: 559/mês.

Em média, as BPMs do DF têm acervo superior a 10 mil volumes (50%). Os usuários frequentam o local 3,5 vezes por semana e utilizam o equipamento preferencialmente para pesquisas gerais (55%). Todas funcionam durante o dia, de segunda à sexta (100%), boa parte aos sábados (55%), poucas aos domingos (5%). No período noturno, 55% estão abertas aos usuários. A maioria dos dirigentes as BPMs são mulheres (65%) e tem nível superior (75%).

Foram pesquisados todos os 5.565 municípios brasileiros. Em 4.905 municípios foram realizadas visitas in loco para a investigação sobre a existência e condições de funcionamento de BPMs, no período de setembro a novembro de 2009. Os 660 municípios restantes – identificados sem bibliotecas entre 2007 e 2008 pelo Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas e atendidos pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio do Programa Mais Cultura, com a instalação de BPMs – foram pesquisados por contato telefônico, até janeiro deste ano.

O Censo Nacional tem por objetivo subsidiar o aperfeiçoamento de políticas públicas em todas as esferas de governo – federal, estadual e municipal – voltadas à melhoria e valorização das bibliotecas públicas brasileiras. Segundo o levantamento, em 420 municípios as BPMs foram extintas, fechadas ou nunca existiram. Nenhum no Distrito Federal. O MinC – por meio da Fundação Biblioteca Nacional, com recursos do Programa Mais Cultura – em parceira com as prefeituras municipais, promoverá a implantação ou reinstalação dessas bibliotecas, com a distribuição de kits com acervo de dois mil livros, mobiliário e equipamentos, no valor de R$ 50 mil/cada, totalizando R$ 21 milhões no país. As BPMs receberão, ainda, Telecentros Comunitários do Ministério das Comunicações.

DF “zerou” o número de municípios sem bibliotecas

O Distrito Federal não tem municípios sem bibliotecas. É importante ressaltar que no DF existe apenas um município (Brasília), uma vez que as cidades-satélites são regiões administrativas (RAs). Segundo o levantamento da FGV, são 20 BPMs no Distrito Federal – para 28 RAs. O Centro-Oeste tem 37 municípios sem bibliotecas.

A região Centro-Oeste tem uma média de 2,94 bibliotecas por 100 mil habitantes – é a segunda melhor média do país, atrás apenas do Sul (4,06). No Distrito Federal o índice é 0,76.

Brasilienses vão mais a bibliotecas para pesquisas gerais

Os brasilienses são os que mais vão às BPMs para pesquisas gerais em todo o Centro-Oeste: 55% dos equipamentos são usados para este fim. É duas vezes mais que a média nacional (26%). Eles só perdem para os usuários de Roraima (88%). Ao contrário da média brasileira (8%), não vão ao estabelecimento para lazer.

Os assuntos mais pesquisados nas bibliotecas do DF são Literatura (75%); obras gerais – enciclopédias e dicionários – (70%) e Geografia e História (55%); A resposta a esta questão era de múltipla escolha e, portanto, a soma é superior a 100%.

Frequência dos usuários à biblioteca é quase o dobro da média nacional

Segundo o levantamento, a média de visita às BPMs é de 3,5 vezes por semana. O índice é quase duas vezes a média nacional (1,9 vez por mês). Os brasilienses só perdem para os usuários de Roraima na frequência ao estabelecimento (4,1/semana).

DF concentra os maiores acervos das BPMs

O Distrito Federal tem a 2ª maior quantidade de BPMs com acervos superiores a 10 mil volumes do país (50%), atrás apenas de São Paulo (51%) e duas vezes a média brasileira (25%). Dentre as demais faixas: entre 5 mil a 10 mil volumes são 30%, entre 2 mil e 5 mil volumes são 10% e abaixo de 2 mil volumes são 10%. Na média brasileira, as bibliotecas têm acervo entre 2 mil e 5 mil (35%).

Segunda maior média de empréstimos do país

O Distrito Federal lidera o ranking regional em empréstimos de livros (559/mês), superior à média nacional (296/mês). É o 2º maior número de empréstimos, atrás apenas de São Paulo (702/mês).

Poucas BPMs oferecem serviços para pessoas com deficiência

Apenas 10% das BPMs oferecem serviços para deficientes visuais (audiolivros, livros em Braille, etc), índice próximo ao nacional (9%). No caso dos serviços especializados para surdos-mudos, deficientes mentais ou físicos o índice cai para 0%.

BPMs que funcionam à noite são o dobro da média nacional

À noite, 55% das bibliotecas brasilienses estão abertas, mais que o dobro da média nacional (24%). O Distrito Federal é a 4ª unidade federativa que tem mais estabelecimentos abertos neste turno. Segundo a pesquisa, todos os estabelecimentos funcionam de dia, de segunda à sexta – o índice nacional é de 99%. Mas a pesquisa mostrou também que 55% abrem aos sábados – quase cinco vezes a média brasileira (12%) – e 5% aos domingos (o índice nacional é de 1%).

DF tem mais bibliotecas com internet no país

O Distrito Federal é a unidade da federação que mais tem bibliotecas com internet no país (85%), índice bem superior à média nacional (45%). Em 80% das BPMs os usuários têm acesso à rede, muito mais que a média brasileira (29%).

DF lidera em escolaridade e número de funcionários

As BPMs do Distrito Federal são as que têm mais funcionários no país (8,1). A média brasileira é de 4,2 funcionários. O levantamento mostra que maioria dos dirigentes das bibliotecas tem nível superior (75%) – é a 2ª maior escolaridade no país, atrás apenas do Acre (80%) – e que 65% são mulheres. No Brasil são 84% mulheres e 57% com nível superior.

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