Brasil Acesso à Informação

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Piauí

Piauí é o estado que tem menos municípios com bibliotecas

Pesquisa da FGV, encomendada pelo Ministério da Cultura, revela o perfil das Bibliotecas Públicas Municipais (BPMs) de todo o país. Mapeamento permitirá o aperfeiçoamento das políticas para o setor.

Brasília, 30 de abril de 2010 – O 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais mostra que, em 2009, 34% dos municípios do Piauí possuíam ao menos uma biblioteca aberta, o que corresponde a 81 bibliotecas em 77 municípios. É o mais baixo índice nacional. Em 63% dos casos, as BPMs ainda estão em fase de implantação ou reabertura e em 3% estão fechadas, extintas ou nunca existiram. Considerando apenas aquelas que estão em funcionamento, são 2,57 bibliotecas por 100 mil habitantes.

O levantamento aponta que as BPMs emprestam 139,7 livros por mês e concentram acervo entre 2 mil e 5 mil volumes (59%). Menos da metade possui computador com acesso à internet (28%) e somente 17% oferecem este serviço para o público. Os usuários frequentam o local 1,3 vezes por semana e utilizam o equipamento preferencialmente para pesquisas escolares (78%). Quase todas funcionam de dia, de segunda à sexta (99%), algumas aos sábados (9%) e nenhuma aos domingos. No período noturno, 37% estão abertas aos usuários. A maioria dos dirigentes das BPMs são mulheres (79%) e tem nível superior (51%).

Foram pesquisados todos os 5.565 municípios brasileiros. Em 4.905 municípios foram realizadas visitas in loco para a investigação sobre a existência e condições de funcionamento de BPMs, entre setembro a novembro de 2009. Os 660 municípios restantes – identificados sem bibliotecas entre 2007 e 2008 pelo Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas e atendidos pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio do Programa Mais Cultura, com a instalação de BPMs – foram pesquisados por contato telefônico, até janeiro de 2010.

O Censo Nacional tem por objetivo subsidiar o aperfeiçoamento de políticas públicas em todas as esferas de governo – federal, estadual e municipal – voltadas à melhoria e valorização das bibliotecas públicas brasileiras. Segundo o levantamento, em 420 municípios as BPMs foram extintas, fechadas ou nunca existiram. Deste total, seis estão no estado. O MinC – por meio da Fundação Biblioteca Nacional, com recursos do Programa Mais Cultura – em parceira com as prefeituras municipais, promoverá a implantação ou reinstalação dessas bibliotecas, com a distribuição de kits com acervo de dois mil livros, mobiliário e equipamentos, no valor de R$ 50 mil/cada, totalizando R$ 300 mil no estado. As BPMs receberão, ainda, Telecentros Comunitários do Ministério das Comunicações.

 

Seis municípios receberão o kit de implantação de bibliotecas

O estado do Piauí tem apenas seis municípios que receberão o kit de implantação de bibliotecas. No Nordeste são 161 cidades sem BPMs – maior número nacional. Segundo a pesquisa, 34% dos municípios do estado possuem o equipamento. As cidades que não receberão kits já estão reabrindo ou implantando suas bibliotecas.

A região tem uma média de 2,23 bibliotecas por 100 mil habitantes. No Piauí são 2,57. O município do estado com maior número de bibliotecas por 100 mil habitantes é Parnaíba (0,68). O pior índice do estado é em Teresina (0,62).

No Piauí usa-se mais a BPM para pesquisa escolar

Os usuários das BPMs no Piauí vão mais ao local para pesquisas escolares (78%) que a média nacional (65%). Ninguém freqüenta o estabelecimento para o lazer. O índice brasileiro é 8%.

Os assuntos mais pesquisados nas bibliotecas da região são Geografia e História (83%); Literatura (81%); e obras gerais – enciclopédias e dicionários – (78%). A resposta a esta questão era de múltipla escolha e, portanto, a soma é superior a 100%.

Frequência dos usuários a biblioteca é menor que a média nacional

Segundo o levantamento, a média de visita às BPMs é de 1,3 vez por semana, abaixo do índice nacional (1,9/semana).

Acervo médio das BPMs é entre 2 mil e 5 mil volumes

A maior parte das bibliotecas têm acervo de 2 mil a 5 mil volumes (59%). Nas demais faixas são: entre 5 mil e 10 mil (21%), abaixo de 2 mil (12%) e acima de 10 mil são (7%). Na média brasileira, as bibliotecas têm acervo entre 2 mil e 5 mil (35%).

Média mensal de empréstimos menor que a nacional

O Piauí tem média de empréstimo de 139,7 livros por mês, abaixo da nacional (296/mês).

BPMs no Piauí não oferecem serviço para deficientes visuais

Nenhuma das BPMs oferece serviços para deficientes visuais (audiolivros, livros em Braille, etc), índice inferior ao nacional (9%). No caso de serviços especializados para surdos-mudos, deficientes mentais ou físicos, o índice sobe para 9%. Nesse caso, a média nacional é 6%.

BPMs que funcionam à noite são mais que a média nacional

À noite, 37% das bibliotecas do Piauí estão abertas, mais que a média nacional (24%). Segundo a pesquisa, a grande maioria dos estabelecimentos funciona de dia, de segunda à sexta (99%). O índice é igual ao nacional. Mas a pesquisa mostrou também que 9% abrem aos sábados – menos que a média brasileira (12%) – e nenhuma aos domingos (o índice nacional é de 1%).

Menos da metade dos estabelecimentos têm internet

No estado, 28% das bibliotecas têm internet, abaixo do índice nacional (45%). E em apenas 17% das BPMs os usuários têm acesso à rede, número inferior à média brasileira (29%).

Bibliotecas do Piauí têm mais funcionários que a média nacional

As BPMs do Piauí têm mais funcionários (4,3) que a média brasileira (4,2). O levantamento mostra que 79% dos dirigentes das bibliotecas são mulheres e maioria dos tem nível superior (51%). No Brasil são 84% mulheres e 57% com nível superior.

 

Leia mais.


Leave a Comment


RSS dos comentários TrackBack 2 comentários

neilabaldi

em 3 de agosto de 2010

Gleise

Ainda não está previsto edital no Piauí. Mantenha-se atualizada pelo site do MinC.

gleise leal e silva

em 3 de agosto de 2010

Bom dia, meu nome é Gleise e sou aluna do curso de Ciências Sociais na Universidade Federal do Piauí, considero a pesquisa bastante interessante, principalmente no ponto que diz respeito, que os piauienses usam os livros como pesquisas escolares e não como lazer, fica parecendo leitura obrigatória.Está na hora de se pensar em uma reeducação da leitura,assim como o próprio Minc propõem,eu mesma tenho um projeto de ponto de leitura para desenvolver no meu bairro(Bairro Vermelha,um dos bairros mais antigos de Teresina), uma biblioteca comunitária, que seja voltado para leitura infantil e infanto-juvenil e que funcione como forma de lazer na comunidade, com oficinas extra, de artes cenicas, pláticas, artesanatos e apresentação de filmes,exposição de gibis,cordel. Por esse motivo estou aguardando a abertura de editaisde pontos de leitura para o Piauí,em especial Teresina.