quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro tem 93% dos municípios com bibliotecas

Pesquisa da FGV, encomendada pelo Ministério da Cultura, revela o perfil das bibliotecas públicas municipais (BPMs) de todo o país. Mapeamento permitirá o aperfeiçoamento das políticas para o setor.

Brasília, 30 de abril de 2010 – O 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais mostra que, em 2009, 93% dos municípios fluminenses possuíam ao menos uma biblioteca aberta, o que corresponde a 138 bibliotecas em 86 municípios. Em 1% dos casos, as BPMs ainda estão em fase de implantação ou reabertura e em 5% estão fechadas, extintas ou nunca existiram. Considerando as que estão em funcionamento, são 0,86 bibliotecas por 100 mil habitantes.

O levantamento aponta que as BPMs emprestam 223 livros por mês e concentram acervo superior a 10 mil volumes (45%). Mais da metade possui computador com acesso à internet (55%) e 30% oferecem este serviço para o público. Os usuários frequentam o local uma vez por semana e utilizam o equipamento preferencialmente para pesquisas escolares (71%). Quase todas as BPMs funcionam de dia (99%), de segunda à sexta (100%), algumas aos sábados (22%), poucas aos domingos (2%). No período noturno, somente 10% estão abertas aos usuários. A maioria dos dirigentes das BPMs são mulheres (86%) e tem nível superior (66%).

Foram pesquisados todos os 5.565 municípios brasileiros. Em 4.905 municípios foram realizadas visitas in loco para a investigação sobre a existência e condições de funcionamento de BPMs, no período de setembro a novembro de 2009. Os 660 municípios restantes – identificados sem bibliotecas entre 2007 e 2008 pelo Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas e atendidos pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio do Programa Mais Cultura, com a instalação de BPMs – foram pesquisados por contato telefônico, até janeiro deste ano.

O Censo Nacional tem por objetivo subsidiar o aperfeiçoamento de políticas públicas em todas as esferas de governo – federal, estadual e municipal – voltadas à melhoria e valorização das bibliotecas públicas brasileiras. Segundo o levantamento, em 420 municípios as BPMs foram extintas, fechadas ou nunca existiram. Deste total, cinco estavam no estado. O MinC – por meio da Fundação Biblioteca Nacional, com recursos do Programa Mais Cultura – em parceira com as prefeituras municipais, promoverá a implantação ou reinstalação dessas bibliotecas, com a distribuição de kits com acervo de dois mil livros, mobiliário e equipamentos, no valor de R$ 50 mil/cada, totalizando R$ 250 mil no estado. As BPMs receberão, ainda, Telecentros Comunitários do Ministério das Comunicações.

Cinco municípios do Rio de Janeiro receberão kits

O estado do Rio de Janeiro tem apenas cinco municípios que receberão kits do MinC. A região tem 104 municípios sem bibliotecas – atrás apenas do Nordeste (161). Segundo a pesquisa, 93% dos municípios fluminenses possuem BPMs. As cidades que não receberão kits já estão reabrindo ou implantando suas bibliotecas.

A região tem uma média de 2,12 bibliotecas por 100 mil habitantes. No estado este índice é de 0,86. O município fluminense com maior número de bibliotecas por 100 mil habitantes é Macaé (1,54). O pior índice do estado é em São Gonçalo (0,10).

Fluminenses vão menos às bibliotecas para o lazer que a média nacional

Os fluminenses vão menos às BPMs para o lazer (4%) que a média nacional (8%). Mas, assim como no restante do Brasil, o uso é maior para pesquisas escolares (71%), superior à média nacional (65%).

Os assuntos mais pesquisados nas bibliotecas da região são Geografia e História (83%); Literatura (72%) e obras gerais – enciclopédias e dicionários – (67%). A resposta a esta questão era de múltipla escolha e, portanto, a soma é superior a 100%.

Rio de Janeiro tem menor média de visita à BPM na região Sudeste

Segundo o levantamento, a média de visita às BPMs é de uma vez por semana. O índice está abaixo do nacional (1,9/semana) e do regional (1,6).

BPMs do RJ concentram o acervo acima de 10 mil volumes

No Rio de Janeiro a maior parte das BPMs tem acervos superiores a 10 mil volumes (45%). Nas demais faixas: entre 5 mil e 10 mil volumes (28%), entre 2 mil e 5 mil (23%) e abaixo de 2 mil (4%). Na média brasileira, as bibliotecas têm acervo entre 2 mil e 5 mil (35%).

Empréstimos no RJ abaixo da média regional

No Rio de Janeiro, os empréstimos de livros (223/mês) são inferiores às médias regional (421/mês) e nacional (296/mês).

Menos de 5% das BPMs oferecem serviço para pessoas com deficiência

Apenas 4% das BPMs oferecem serviços para deficientes visuais (audiolivros, livros em Braille, etc), índice inferior ao nacional (9%). No caso dos serviços especializados para surdos-mudos, deficientes mentais ou físicos, o índice é o mesmo (4%), enquanto a média brasileira é de 6%.

BPMs que funcionam à noite são menos da metade da média nacional

À noite, apenas 10% das bibliotecas fluminenses estão abertas, equivalente a menos da metade da média nacional (24%). Segundo a pesquisa, 99% dos estabelecimentos funcionam de dia, de segunda à sexta (100%). Mas a pesquisa mostrou também que 22% abrem aos sábados – quase o dobro da média brasileira (12%) – e 2% aos domingos (o dobro da nacional).

Mais da metade dos estabelecimentos têm internet

O Rio de Janeiro tem mais bibliotecas com internet (55%) que a média nacional (45%). Entretanto, em apenas 30% das BPMs os usuários têm acesso à rede, próximo à média brasileira (29%).

Bibliotecas fluminenses têm mais funcionários

As BPMs fluminenses têm mais funcionários (5,1) que a média brasileira (4,2). O levantamento mostra que 86% dos dirigentes das bibliotecas são mulheres e maioria dos dirigentes tem nível superior (66%). No Brasil são 84% mulheres e 57% com nível superior.

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