quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Santa Catarina

Bibliotecas de Santa Catarina são as mais informatizadas do país

Pesquisa da FGV, encomendada pelo Ministério da Cultura, revela o perfil das Bibliotecas Públicas Municipais (BPMs) de todo o país. Mapeamento permitirá o aperfeiçoamento das políticas para o setor.

Brasília, 30 de abril de 2010 – O 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais mostra que o estado de Santa Catarina é o que mais tem bibliotecas com computador no país (87%). É também o 1º colocado, no ranking nacional, com estabelecimentos com acesso à rede (87%). Em 62% das BPMs os usuários têm acesso à rede, número bem superior à média brasileira (28%).

O estudo revela que, em 2009, 94% dos municípios catarinenses possuíam ao menos uma biblioteca aberta, o que corresponde a 277 bibliotecas em 274 municípios. Em 2% dos casos, as BPMs ainda estão em fase de implantação ou reabertura e 4% estão fechadas, extintas ou nunca existiram. Considerando apenas aquelas que estão em funcionamento, são 4,52 bibliotecas por 100 mil habitantes.

O levantamento aponta que as BPMs emprestam 349 livros por mês e concentram acervo entre 2 mil e 5 mil volumes (35%). Mais da metade tem acesso à internet (87%) e 62% oferecem este serviço para o público. Os usuários frequentam o local uma vez por semana e utilizam o equipamento preferencialmente para pesquisas escolares (57%). Quase todas funcionam de dia (98%), de segunda à sexta (100%), algumas aos sábados (6%) e nenhuma aos domingos. No período noturno, 23% estão abertas aos usuários. A maioria dos dirigentes das BPMs são mulheres (90%) e tem nível superior (59%).

Foram pesquisados todos os 5.565 municípios brasileiros. Em 4.905 municípios foram realizadas visitas in loco para a investigação sobre a existência e condições de funcionamento de BPMs, no período de setembro a novembro de 2009. Os 660 municípios restantes – identificados sem bibliotecas entre 2007 e 2008 pelo Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas e atendidos pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio do Programa Mais Cultura, com a instalação de BPMs – foram pesquisados por contato telefônico, até janeiro deste ano.

O Censo Nacional tem por objetivo subsidiar o aperfeiçoamento de políticas públicas em todas as esferas de governo – federal, estadual e municipal – voltadas à melhoria e valorização das bibliotecas públicas brasileiras. Segundo o levantamento, em 420 municípios as BPMs foram extintas, fechadas ou nunca existiram. Deste total, 13 estavam no estado. O MinC – por meio da Fundação Biblioteca Nacional, com recursos do Programa Mais Cultura – em parceira com as prefeituras municipais, promoverá a implantação ou reinstalação dessas bibliotecas, com a distribuição de kits com acervo de dois mil livros, mobiliário e equipamentos, no valor de R$ 50 mil/cada, totalizando R$ 650 mil no estado. As BPMs receberão, ainda, Telecentros Comunitários do Ministério das Comunicações.

SC é o que menos precisa de bibliotecas na região

O estado de Santa Catarina é o com menor número de municípios, no Sul, que receberão kits de implantação de bibliotecas: 13. A região tem 67 cidades sem bibliotecas. Segundo a pesquisa, 94% dos municípios catarinenses possuem o equipamento. As cidades que não receberão kits já estão reabrindo ou implantando suas bibliotecas.

A região tem uma média de 4,06 bibliotecas por 100 mil habitantes. Em Santa Catarina, o índice é de 4,52 (2º no ranking nacional). O município catarinense com maior número de bibliotecas por 100 mil habitantes é Balneário Camboriú (0,97). O pior índice do estado é em Joinville (0,20).

 

Catarinenses vão mais às bibliotecas para o lazer que a média nacional

Os catarinenses vão mais às BPMs para o lazer (14%) que a média nacional (8%). Mas, assim como no restante do Brasil, o uso é maior para pesquisas escolares (57%), inferior à média nacional (65%).

Os catarinenses preferem pesquisar obras gerais – enciclopédias e dicionários – (80%), Literatura (79%) e Geografia e História (75%). A resposta a esta questão era de múltipla escolha e, portanto, a soma é superior a 100%.

Frequência dos usuários às bibliotecas é menor que a média nacional

Segundo o levantamento, a média de visita às BPMs é de uma vez por semana, abaixo do índice nacional (1,9/semana).

 

Acervo médio de 2 mil a 5 mil volumes

A maior parte das bibliotecas de Santa Catarina tem acervo entre 2 mil e 5 mil volumes (35%), igual à média nacional. Dentre as restantes: até 2 mil volumes (9%), entre 5 mil e 10 mil (29%) mais de 10 mil (27%).

Empréstimos acima da média nacional

O estado de Santa Catarina tem uma média mensal de empréstimos de livros de 349/mês, superior à nacional (296/mês).

Mais de 10% das BPMs oferecem serviço para pessoas com deficiência

Apenas 12% oferecem serviços para deficientes visuais (audiolivros, livros em Braille, etc.), índice superior ao nacional (9%). No caso dos serviços especializados para surdos-mudos, deficientes mentais ou físicos, o índice sobe para 13%. Em nível nacional, este número é de apenas 6%.

BPMs que funcionam à noite são mais que a média regional

À noite, 23% das bibliotecas catarinenses estão abertas, número superior à média regional (18%), mas inferior à nacional (24%). Segundo a pesquisa, quase todos os estabelecimentos funcionam de dia (98%), de segunda à sexta (100%). O índice é superior ao nacional (99%). A pesquisa mostrou também que 6% abrem aos sábados – menos que a média brasileira (12%) – e nenhuma aos domingos (abaixo da nacional, de 1%).

Bibliotecas do estado são as mais informatizadas

O estado de Santa Catarina é o que mais tem bibliotecas com computador no país (87%). É também o 1º colocado, no ranking nacional, com estabelecimentos com acesso à rede (87%). Em 62% das BPMs os usuários têm acesso à rede, número bem superior à média brasileira (29%).

BPMs de SC são as que têm menos funcionários no País

As BPMs catarinenses são as que têm menos funcionários no País (2,4). A média brasileira é de 4,2 funcionários. O levantamento mostra que 90% dos dirigentes das bibliotecas são mulheres e maioria tem nível superior (59%). No Brasil são 84% mulheres e 57% com nível superior.

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