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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Capital da leitura

Correio Braziliense – DF, Artigo de Lucília Garcez, em 03/11/2009

Estamos muito longe de ser um país de leitores. A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (Pró-Livro/ Ibope) concluiu que nossa média de leitura é de 4,7 livros por pessoa por ano, incluídos aí os didáticos. Se considerarmos apenas os livros lidos independentemente da escola, esse índice cai para 1,3, enquanto nos países desenvolvidos chega a 10 livros por ano. Temos mais de 77 milhões de pessoas que não leem. E não leem porque não aprenderam a considerar a leitura importante para suas vidas, vivem em ambientes que não valorizam o livro, não têm interesse, não têm tempo, têm dificuldades na decodificação da língua ou não têm acesso ao livro.

Há muitas iniciativas pelo país afora que se esforçam para modificar esse quadro: festas literárias, feiras de livros, seminários, debates, contação de histórias, formação de bibliotecas comunitárias e públicas. O Ministério da Educação e o Ministério da Cultura estão envolvidos nesse empreendimento de transformar os índices de leitura no Brasil por meio do Plano Nacional do Livro e da Leitura, e de iniciativas como o Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE). O Ministério da Cultura pretende zerar em dezembro o número de municípios sem biblioteca.

Para que as pessoas se interessem pela leitura, além do acesso ao livro é necessário um ambiente que o valorize. Se vivemos numa sociedade que não dá valor ao livro, dificilmente nos sentiremos atraídos para a experiência profunda e transformadora da leitura. Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, desde 1981 dá o exemplo, organizando a Jornada Nacional de Literatura, e hoje reivindica merecidamente o título de Capital Brasileira da Literatura.  Leia mais…


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