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quarta-feira, 10 de março de 2010

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Pré-Conferência Setorial aprova a necessidade de legislação sobre políticas públicas para o segmento

Os delegados presentes à Prè-Conferência Setorial do Livro, Leitura e Literatura aprovaram hoje (9), no último dia do evento, a proposta de instituir legislação para as políticas e programas do setor. O tema foi discutido tanto nos Eixos da Conferência Nacional de Cultura – que se realiza de 11 a 14 de março, em Brasília – quanto na avaliação do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL).

Desde domingo estão reunidos em Brasília delegados de 14 setoriais – entre elas a do Livro, Leitura e Literatura – para levantar as cinco estratégias prioritárias a serem levadas à II CNC, uma para cada eixo da conferência.

Nas cinco estratégias foram levantados temas como a legislação; a sustentabilidade de espaços de leitura; a formação de leitores, produtores de texto e mediadores; a promoção de produtores locais e a consolidação do PNLL. Os delegados destacaram também a necessidade de que estados e municípios tenham seus planos para o setor.

“É muito importante o setor se mobilizar para garantir, por lei a continuidade e ampliação de programas e políticas”, disse o diretor do Livro, Leitura e Literatura, Fabiano dos Santos Piuba. Além de, entre as estratégias os delegados solicitara um legislação que garanta a continuidade e ampliação das políticas e programas, na avaliação do PNLL, a plenária também solicitou que o plano se transforme em lei, assim como a criação do Instituto Nacional do Livro e Leitura (INLL) e do Fundo Pró-Leitura estão garantidos em lei. Piuba ressaltou que de nada adiantam os esforços do governo sem esta institucionalização.

Durante a Pré-Conferência, os delegados também avaliaram o PNLL. O setor é o único entre os segmentos culturais que tem hoje um plano, e que está em execução. Nesta avaliação – que servirá para a reformulação do plano – os delegados enfatizaram a produção local e independente, a necessidade de atendimento às comunidades rurais e  a formação dos mediadores. Um das propostas de reformulação debatida foi a de criação de um selo do PNLL para projetos de leitura, que os certifique e que, com isso, os ajude na captação de recursos. O financiamento do setor também foi discutido, na necessidade de uma campanha público para a aprovação da Lei do Fundo Pró-Leitura, bem como na necessidade de debater a adoção ou não de uma lei de preço fixo.

 

 Veja abaixo as estratégias completas a serem levadas à IICNC:

 1) Instituir legislação que garanta a continuidade e ampliação de políticas e programas de fomento à leitura e literatura, considerando a diversidade da criação literária das regiões. (Eixo 1)

 2) Garantir para toda a população urbana e rural, em sua diversidade, a criação, manutenção e a sustentabilidade de bibliotecas públicas, comunitárias, itinerantes e escolares da rede pública e outros espaços de leitura, com quadro de profissionais qualificados que permitam o acesso à leitura literária, científica e informativa, em seus diversos suportes (livros, jornais, revistas, internet, livro acessível, em Braille, audio-livros, equipamentos visuo-espaciais etc.), informatizadas, em rede, integradas e dinamizadas por mediadores de leitura. (Eixo 2)

 3) Promover a formação de leitores, produtores de texto e mediadores de leitura, visando erradicar o analfabetismo funcional e não funcional, elevando o índice de letramento, a sinalização (libras) e braile, da população, contribuindo, dessa forma, para o desenvolvimento de um pensamento crítico que articule produção cultural sustentável, consciência ambiental e preservação das identidades e territórios culturais, favorecendo o patrimônio natural, material e imaterial, condição básica para o exercício pleno da cidadania. (Eixo 3)

 4) Garantir e promover a produção local (autores, editores, livreiros), compreendendo a preservação desses como prioridade de segurança intelectual e cultural nacionais; ampliando os recursos do FNC que visem principalmente o financiamento de projetos editoriais de relevância, onde o custo do livro facilite o acesso à leitura e ao conhecimento; garantir a difusão, circulação, capacitação e distribuição das produções regionais; estabelecer tabelas especiais para remessa dos livros junto aos Correios (carimbo apoio cultural dos correios/política pública dos Correios para a redução de tarifas); garantir linhas de créditos acessíveis para a cadeia produtiva do livro (editoras, livrarias e distribuidoras) e para os leitores e também autores independentes; criar leis que regulamentem os mecanismos de comercialização, distribuição e circulação da produção editorial nacional e regional como forma de traduzir a bibliodiversidade e as cadeias produtivas e criativas do livro locais. Garantir como orientação do MinC a exigência de um mínimo de produção local em estoque e em exposição nas livrarias, bem como na composição de acervos das bibliotecas públicas. (Eixo 4)

 5) Consolidar o PNLL, por meio de mecanismos legais e da garantia dos recursos orçamentários; criar o Instituto Nacional do Livro, Leitura e Literatura, e incentivar a implantação de planos e fundos estaduais e municipais, mediados pelos Conselhos Estaduais e Municipais de Política Cultural, assegurando o controle e a participação social e criando um sistema de condicionamentos e contrapartidas previstas nos demais programas sociais do governo federal para as instâncias responsáveis pela institucionalização das políticas públicas; Fortalecimento do sistema nacional de bibliotecas públicas. (Eixo 5)


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Políticas para Livro e Leitura são debatidas em setorial da II CNC

A institucionalização de políticas foi a tônica da abertura da Pré-Conferência Setorial do Livro, Leitura e Literatura hoje (8) de manhã, na Esplanada dos Ministérios. Os dirigentes participantes da mesa de abertura ressaltaram a importância de projetos de lei que institucionalizem políticas como os do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), do Fundo Pró-Leitura e do Instituto Nacional do Livro e Leitura (INLL). Hoje à tarde, os delegados presentes ao encontro irão avaliar o PNLL e debater propostas a serem levadas para a II Conferência Nacional da Cultura, que se realiza a partir de quinta-feira (11), também em Brasília.

O diretor de Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos Piuba, destacou que na I Conferência Nacional de Cultura não havia “uma linha dedicada” ao setor e que o governo hoje está resgatando uma “dívida social secular com a leitura”.

“Temos agora o desafio de transformar este plano em projeto de lei, de instituir o Fundo Pró–Leitura e de criar o Instituto Nacional do Livro e Leitura (INLL)”, disse a secretária de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, Silvana Lumachi Meireles. Ela destacou o aumento dos recursos destinados ao setor: eram R$ 6,1 milhões em 2003 e em 2010 estão previstos R$ 150 milhões.

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Incentivo ao hábito da leitura

Acompanhe matéria veiculada no Repórter Brasil, TV Brasil, em 03/03/2010, que destaca iniciativa de sete colégios públicos do Rio de Janeiro para incentivar a leitura ainda na infância.

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Cursos da Casa de Leitura

A Casa da Leitura do Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler), no Rio de Janeiro, recebe até 23 de março propostas de cursos voltados para formação continuada (prioritariamente) de professores e bibliotecários da rede pública, e outros mediadores de leitura.

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USP deve inaugurar Biblioteca Brasiliana em 2011

Iniciativa era sonho José Mindlin

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Matéria veiculada no Jornal da Cultura, TV Cultura, em 01/03/2010


Morre, aos 95, o bibliófilo José Midlin

Folha de S. Paulo – SP, Ana Paula Sousa, em 01/03/2010.

Empresário, que ergueu a maior biblioteca privada do Brasil, estava internado desde janeiro no Albert Einstein. Acervo de 38 mil exemplares começou a ser constituído em 1927; obras brasileiras serão transferidas para a USP

Os livros perderam, ontem, um de seus seguidores mais fiéis. José Mindlin, o empresário que atravessou a vida na companhia da leitura, morreu ontem, de falência múltipla de órgãos, no hospital Albert Einstein. Internado desde 9 de janeiro, o bibliófilo, que tinha 95 anos, passou os últimos dias sedado. Pouco antes de perder a consciência, em conversa com o neto Rodrigo Mindlin Loeb, quis saber como andavam as obras no prédio que abrigará a biblioteca Brasiliana, que doara para a USP.

“Trata-se da concretização de um projeto de vida de difundir cultura e literatura para toda a população”, disse Loeb, no enterro, ocorrido no cemitério Israelita, no bairro da Vila Mariana. À cerimônia compareceram políticos como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o governador José Serra e a prefeita Marta Suplicy, e intelectuais, como Antonio Candido e o chanceler Celso Lafer.

É que, apesar de ter adquirido fama pública, sobretudo, por ter erguido uma das maiores bibliotecas privadas do mundo, Mindlin era uma dessas personalidades capazes de dividir-se entre diferentes gostos e atividades. Foi empresário de proa e personagem político. (…)

REPERCUSSÃO

JUCA FERREIRA, ministro da Cultura:

“Fiquei impressionado não só com o conhecimento que tinha de livros, mas também com o afeto que ele tinha com as obras e o conhecimento que tinha de cada livro. Mindlin não era só colecionador, mas também leitor”

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Propriá ganhará Biblioteca Pública com telecentro

Infonet Online – SE, em 27/02/2010

Desativada havia dez anos, biblioteca funcionará em prédio onde ficava a Secretaria de Saúde Municipal

Será implantada em breve no município de Propriá, região do Baixo São Francisco, uma nova biblioteca pública, que funcionará no antigo prédio da secretaria municipal de Saúde, na Praça da Bandeira. De acordo com o secretário municipal de Cultura e Meio Ambiente, Martinho José da Silva, este é um sonho da atual administração que está se concretizando agora.

A implantação da Biblioteca é uma ação de parceria entre a Prefeitura de Propriá (secretaria da Cultura e Meio Ambiente), Governo do Estado (Biblioteca Pública Epiphânio Dória) e Governo Federal (Ministério da Cultura).

Propriá não receberá somente uma biblioteca, mas também um telecentro. Isso permite que a população tenha acesso a um número maior de informações. “A Biblioteca hoje não é só um espaço para pesquisa e leitura, mas também para atividades de toda a natureza: lúdica, teatrais, oficinas diversas, exposições de artes e etc. A Biblioteca hoje é mais um espaço de Cultura, não só para a estudantada, como também para toda a comunidade”, disse Martinho José.

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Primeiro leitor eletrônico de livros brasileiro sai em junho

Jornal do Brasil – RJ, em 26/02/2010

O primeiro leitor eletrônico de livros brasileiro, o Mix Leitord, será lançado em junho pela pequena empresa Mix Tecnologia. Com tela de 6 polegadas e 400 gramas, o aparelho comporta cerca de 1.500 livros em versão digital e tem uma bateria que permite mais de 8 mil trocas de páginas. O preço do eletrônico ficará entre R$ 650 e R$ 1.100. A empresa está pleiteando isenções fiscais, já que o produto terá utilidades acadêmicas.

Durante a conferência sobre educação, os diretores da Mix Tecnologia, Diego Mello e Murilo Marinho, mostraram como uma pequena ideia cresceu e irá se transformar em um grande lançamento. Diego disse que o país tem um grande potencial de leitura e que os livros precisam estar mais perto dos jovens.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil é o maior leitor de livros didáticos do mundo, embora quase 65% dos municípios não tenham livraria e 17%, careçam de bibliotecas.

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Brasileiro lê menos que há dois anos, diz pesquisa

Agência Estado – SP, em 22/02/2010

O brasileiro hoje lê menos livros, visita menos exposições de arte e assiste a menos espetáculos de dança que em 2007. A queda foi detectada em uma pesquisa realizada pela Fecomércio do Rio de Janeiro, cujo objetivo é o de mensurar os hábitos de lazer relacionados à cultura. Em compensação, as pessoas aumentaram sua ida ao cinema e mantiveram o mesmo índice de visita ao teatro e aos shows de música.

O levantamento teve alcance nacional e foi realizado em mil domicílios situados em 70 cidades, incluindo 9 regiões metropolitanas. As apurações, realizadas em dezembro tanto no ano passado como em 2007, buscavam entender a visão da população sobre atividades culturais de lazer e os motivos que a levam a procurar por essas atividades. Também interessou descobrir a avaliação dos consumidores sobre sua participação no ambiente cultural.

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Entrevista com Michèle Petit, autora de ‘A arte de ler’

Em entrevista ao Globo, a antropóloga francesa, Michèle Petit, conta - dentre outras histórias de incentivo ao livro e à leitura, reunidas na publicação “A arte de ler” - como uma biblioteca na periferia de Medellín, Colômbia, se transformou em refúgio  sociocultural para jovens que viviam no fogo cruzado entre guerrilheiros das FARC e paramilitares.

(…) A arte de ler” relata experiências desenvolvidas por mediadores de leitura em “espaços em crise” — locais afetados por confrontos armados, catástrofes naturais, pobreza e migrações forçadas — em diversas regiões, mas sobretudo na América Latina (inclusive no Brasil). Nestas situações, sugere a autora, mais importante que a interpretação do texto é o encontro ao redor do livro: a leitura funciona como um catalisador para discussões em grupo sobre questões (pessoais ou coletivas) despertadas pelas obras. (…)

(Fonte: Prosa Online, Guilherme Freitas, em 20/02/2010)

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