Escolas públicas estimulam leitura por meio dos gibis
Hoje em Dia, em 3/11/2010
Professores de escolas públicas de Belo Horizonte recorrem a gibis como meio de alfabetização e incentivo à leitura. O resultado é um interesse muito maior dos estudantes pelo hábito de ler. As revistas em quadrinhos, charges e tiras de jornal são, em muitos casos, a porta de entrada para a descoberta de clássicos assinados por Ziraldo, Monteiro Lobato, Carlos Jansen e Figueiredo Pimentel, além de Machado de Assis e Eça de Queiroz. Um dos reflexos da estratégia é o aumento no índice de leitura entre os pequenos, que em oito anos passou de 1,8 livro por ano para 4,7, de acordo com pesquisa do Instituto Pró-livro. Sem necessidade exclusiva de um texto escrito, os quadrinhos podem ser usados até na educação infantil, durante a pré-alfabetização.
A leitura é feita de maneiras diversas. Desde cedo, as crianças aprendem a “ler” o mundo que as cerca. A educadora e psicopedagoga Lucinéia Toledo ressalta que os pequenos são capazes de efetuar formas de leitura avançada muito antes de iniciar a alfabetização. Isso se dá por meio de incentivos quando, ainda bebês, são estimulados por figuras e telas.
“Quando meninos e meninas já estão maiores, os quadrinhos são ótimos por conterem humor, cor e, principalmente, uma sequência da história, que dá à criança uma percepção da narrativa”, destaca Lucinéia, que trabalha no Centro de Aperfeiçoamento dos Professores da rede de educação de Belo Horizonte e garante que gibis acabam sendo um suporte para formar leitores de outros livros.
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Data: 3 de novembro de 2010
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