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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Letras escritas com pixels

Correio Braziliense – DF, Igor Silveira, em 11/01/2010

O lançamento do Kindle em mais de 100 países e o anúncio de leitores digitais de outras marcas, deve fazer o mercado dos e-books estourar neste ano. A preocupação, agora, é com a pirataria das obras

A notícia recém-saída do forno de que o Kindle DX(1), novo modelo do leitor digital mais popular do planeta, será comercializado pela Amazon a partir deste ano em mais de 100 países, incluindo o Brasil, reflete o bom momento do mercado editorial eletrônico. A popularização dos e-books ganhou força em 2009 com a aposta dos fabricantes em plataformas modernas e confortáveis para os usuários. As editoras pegaram carona na oportunidade de ampliar a margem de lucros e passaram a propor aos escritores contratos com cláusulas que permitem a publicação das obras na rede mundial de computadores. Revistas e jornais também aderiram à ideia e fornecem edições no formato apropriado para o aparelho de leitura eletrônica. Todos os indícios apontam para a mesma direção: a leitura digital é uma tendência sólida e irreversível.

Os entusiastas destacam a mobilidade como um dos principais trunfos dos leitores digitais. De fato, os arquivos de texto têm inúmeros formatos que ocupam pouca memória nos aparelhos. Assim, em uma viagem, por exemplo, o usuário pode transportar milhares de livros em um espaço onde caberia apenas uma fina pasta. A possibilidade de comprar um título em uma página eletrônica de outro país e recebê-lo quase que instantaneamente é outro aspecto positivo. Mesmo o desconforto causado ao ler textos nesses computadores não é mais problema. Os fabricantes criaram uma tela que reflete a luz da mesma maneira que uma folha de papel, sem iluminação no fundo.

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