O teste da mais moderna biblioteca
O Estado de S. Paulo – SP, Edison Veiga e Lucas de Abreu Maia, em 15/03/2010
Repórteres foram ao local como usuários comuns, verificar o que funciona (ou não) na instituição inaugurada no mês passado, no Parque da Juventude
Ambiente multicor. Decoração da biblioteca inova, com pufes, e não há ninguém fazendo “psiu” ao menor barulho feito por um visitante: título mais retirado é “Querido Diário Otário”
No primeiro mês de funcionamento, a moderna Biblioteca de São Paulo, no Parque da Juventude, em Santana, zona norte, conseguiu um de seus principais objetivos: atrair leitores. Doze mil pessoas estiveram em seu prédio no período, deleitando-se com alguns dos 30 mil livros disponíveis, utilizando um dos 80 computadores conectados à internet ou assistindo aos vários DVDs do acervo. “Muito se diz que o Brasil não tem tradição de leitores. Surpreendi-me com o número de frequentadores”, admite a diretora da instituição, Magda Montenegro.
Entretanto, nem tudo é perfeito na instituição, inaugurada com pompa pela Secretaria de Estado da Cultura sob o rótulo de “modelo”. Dois repórteres do Estado estiveram no local – sem se identificar como jornalistas – duas vezes cada um nas últimas quatro semanas e tentaram usufruir de toda a sua estrutura.
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Data: 15 de março de 2010
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