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sábado, 13 de março de 2010

Tag » ações de incentivo ao livro e à leitura

Bibliotecário avança para o mundo digital

Estado de Minas – MG, Glória Tupinambás, em 12/03/2010

Livros, histórias, personagens reais e imaginários e uma paixão, sem ponto final, pela cultura. Os bibliotecários, profissionais dedicados a uma atividade recheada de pesquisa e conhecimento, comemoram hoje, no dia dedicado à categoria, uma conquista especial: a entrada definitiva no mundo das novas tecnologias. Os guardiões da informação celebram a data como um passo decisivo rumo ao universo da internet. E deixam, no passado, a imagem relacionada apenas à organização de prateleiras e estantes. Muito do conteúdo em circulação na rede mundial de computadores passa pelas mãos cuidadosas desses especialistas, cuja profissão foi regulamentada há quase 50 anos.

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Mindlin e a USP (Tendências/Debates) (Artigo)

Folha de S.Paulo-Sp, Jacques Marcovitch*, em 09/03/2010

A cultura brasileira está de luto com a morte de José Mindlin. Essa ausência é particularmente sentida na USP, que muito em breve abrigará o seu legado mais valioso, a coleção Brasiliana, formada por ele e sua mulher, Guita, durante a vida inteira. O prédio destinado a hospedar a biblioteca no campus da capital está em fase final de construção.

Lamenta-se não ter podido o seu generoso doador ver prontas as instalações e convertido em realidade um sonho de tantos anos.

Trata-se de obra arquitetônica em harmonia perfeita com o raro conteúdo a ser guardado. Quem a visita desde agora percebe que ela se compara -ou até supera-, em beleza e funcionalidade, com as melhores referências congêneres de universidades americanas ou europeias. É uma viva referência de parceria público-privada, reunindo a USP e grandes empresas mobilizadas pela família Mindlin.

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Mindlin, os livros, a educação e o futuro do Brasil

Revista Época – SP, Carta do diretor de redação Helio Gurovitz,  em 06/03/10

O BRASIL não costuma se sair bem nas avaliações internacionais de leitura e compreensão de textos. Nas comparações divulgadas periodicamente pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), sempre aparecemos entre os últimos da lista. Também não somos bem avaliados nas medidas de educação em geral. Nosso presidente confessa ler muito pouco e, em que pese o talento evidente de alguns expoentes nacionais das letras e das ciências, não é um exagero afirmar que, na média, o brasileiro é um povo de poucas luzes. É verdade que temos melhorado nos últimos anos – e essa melhora deve ser incentivada e aplaudida. Mas, quando tentamos imaginar um papel maior para o país no cenário mundial, fica difícil acreditar que chegaremos a algum lugar com um povo deseducado como o nosso.

Há muitas formas de educar alguém. Nada, porém, substitui a leitura. Ler é, antes de mais nada, um prazer. É também um modo de viajar, de conhecer gente e de ter acesso à maior quantidade de universos humanamente imagináveis. “Num mundo sem livros, seria impossível viver”, costumava dizer José Mindlin, o maior dos bibliófilos brasileiros, morto na semana passada aos 95 anos. Mindlin deixou como legado uma gigantesca biblioteca e, num ato de amor ao Brasil, doou ao público a parte de seu acervo relacionada ao país.

Ninguém imagina que um dia seremos uma nação formada por intelectuais como Mindlin. Enquanto, porém, o brasileiro médio não demonstrar amor semelhante pela leitura, pelo estudo e pelo conhecimento, seremos secundários na cena internacional. De nada adianta tentar dar lições de moral a americanos, europeus e asiáticos – como o presidente Lula e o chanceler Celso Amorim pareciam fazer na semana passada diante da secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton -, se nossas crianças nem conseguem fazer lição de casa direito. É possível – provável até – que o  Brasil atinja um dia o papel de protagonismo global com que todos sonhamos. Mas isso não acontecerá sem que nosso povo leia mais, sem que nossas escolas melhorem, sem que nelas haja alunos cada vez melhores.

Cada brasileiro pode contribuir para isso, como revela a reportagem da página 74, de autoria da repórter especial Camila Guimarães. Ela investigou nas últimas semanas os segredos que tornam alguns alunos melhores que outros. Seu texto revela, por meio de histórias reais, como é possível tirar nota alta sem ser alguém especial ou superdotado. De acordo com Camila, um misto de ambiente familiar favorável, escolas com condições, garra e dedicação pode levar uma criança a se destacar nos estudos. As crianças retratadas na reportagem de Camila são um exemplo de como o Brasil pode melhorar em poucos anos e se aproximar do país sonhado por gente como Mindlin.

 


O livro que Mindlin não comprou

Jornal do Brasil – RJ, Fernando Monteiro, em 6/03/2010

No momento em que tantos estão a escrever tantas generalidades sobre o realmente admirável José Mindlin, eu gostaria de relatar uma historinha a respeito de um livro.

Um dos mais raros livros que já passaram pela mesa do meu amigo Stefan Geyerhahn, sebista que. Não, esse nome precisa, antes de mais nada, ser trocado pelo de antiquário de livros, que melhor se adapta ao perfil de grande livreiro especialista em obras raras e antigas (título dignamente conquistado por Geyerhahn, um dos donos da Livraria Kosmos – “sebo” que ajudou a civilizar o Brasil).

Muito bem. Vamos à historinha: estava eu, numa tarde paulista, em conversa com o Stefan na sua sala da Avenida São Luís, quando lhe anunciam que um estrangeiro, um europeu, de posse de uma obra que parece realmente rara (na avaliação inicial que era feita lá no salão da livraria, antes de alguma oferta vir para o exame especializado de Geyerhahn), tinha vindo oferecer uma obra que parecia “interessante”.

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Políticas para Livro e Leitura são debatidas em setorial da II CNC

A institucionalização de políticas foi a tônica da abertura da Pré-Conferência Setorial do Livro, Leitura e Literatura hoje (8) de manhã, na Esplanada dos Ministérios. Os dirigentes participantes da mesa de abertura ressaltaram a importância de projetos de lei que institucionalizem políticas como os do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), do Fundo Pró-Leitura e do Instituto Nacional do Livro e Leitura (INLL). Hoje à tarde, os delegados presentes ao encontro irão avaliar o PNLL e debater propostas a serem levadas para a II Conferência Nacional da Cultura, que se realiza a partir de quinta-feira (11), também em Brasília.

O diretor de Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos Piuba, destacou que na I Conferência Nacional de Cultura não havia “uma linha dedicada” ao setor e que o governo hoje está resgatando uma “dívida social secular com a leitura”.

“Temos agora o desafio de transformar este plano em projeto de lei, de instituir o Fundo Pró–Leitura e de criar o Instituto Nacional do Livro e Leitura (INLL)”, disse a secretária de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, Silvana Lumachi Meireles. Ela destacou o aumento dos recursos destinados ao setor: eram R$ 6,1 milhões em 2003 e em 2010 estão previstos R$ 150 milhões.

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Incentivo ao hábito da leitura

Acompanhe matéria veiculada no Repórter Brasil, TV Brasil, em 03/03/2010, que destaca iniciativa de sete colégios públicos do Rio de Janeiro para incentivar a leitura ainda na infância.

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Cursos da Casa de Leitura

A Casa da Leitura do Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler), no Rio de Janeiro, recebe até 23 de março propostas de cursos voltados para formação continuada (prioritariamente) de professores e bibliotecários da rede pública, e outros mediadores de leitura.

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USP deve inaugurar Biblioteca Brasiliana em 2011

Iniciativa era sonho José Mindlin

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Matéria veiculada no Jornal da Cultura, TV Cultura, em 01/03/2010


Morre, aos 95, o bibliófilo José Midlin

Folha de S. Paulo – SP, Ana Paula Sousa, em 01/03/2010.

Empresário, que ergueu a maior biblioteca privada do Brasil, estava internado desde janeiro no Albert Einstein. Acervo de 38 mil exemplares começou a ser constituído em 1927; obras brasileiras serão transferidas para a USP

Os livros perderam, ontem, um de seus seguidores mais fiéis. José Mindlin, o empresário que atravessou a vida na companhia da leitura, morreu ontem, de falência múltipla de órgãos, no hospital Albert Einstein. Internado desde 9 de janeiro, o bibliófilo, que tinha 95 anos, passou os últimos dias sedado. Pouco antes de perder a consciência, em conversa com o neto Rodrigo Mindlin Loeb, quis saber como andavam as obras no prédio que abrigará a biblioteca Brasiliana, que doara para a USP.

“Trata-se da concretização de um projeto de vida de difundir cultura e literatura para toda a população”, disse Loeb, no enterro, ocorrido no cemitério Israelita, no bairro da Vila Mariana. À cerimônia compareceram políticos como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o governador José Serra e a prefeita Marta Suplicy, e intelectuais, como Antonio Candido e o chanceler Celso Lafer.

É que, apesar de ter adquirido fama pública, sobretudo, por ter erguido uma das maiores bibliotecas privadas do mundo, Mindlin era uma dessas personalidades capazes de dividir-se entre diferentes gostos e atividades. Foi empresário de proa e personagem político. (…)

REPERCUSSÃO

JUCA FERREIRA, ministro da Cultura:

“Fiquei impressionado não só com o conhecimento que tinha de livros, mas também com o afeto que ele tinha com as obras e o conhecimento que tinha de cada livro. Mindlin não era só colecionador, mas também leitor”

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Propriá ganhará Biblioteca Pública com telecentro

Infonet Online – SE, em 27/02/2010

Desativada havia dez anos, biblioteca funcionará em prédio onde ficava a Secretaria de Saúde Municipal

Será implantada em breve no município de Propriá, região do Baixo São Francisco, uma nova biblioteca pública, que funcionará no antigo prédio da secretaria municipal de Saúde, na Praça da Bandeira. De acordo com o secretário municipal de Cultura e Meio Ambiente, Martinho José da Silva, este é um sonho da atual administração que está se concretizando agora.

A implantação da Biblioteca é uma ação de parceria entre a Prefeitura de Propriá (secretaria da Cultura e Meio Ambiente), Governo do Estado (Biblioteca Pública Epiphânio Dória) e Governo Federal (Ministério da Cultura).

Propriá não receberá somente uma biblioteca, mas também um telecentro. Isso permite que a população tenha acesso a um número maior de informações. “A Biblioteca hoje não é só um espaço para pesquisa e leitura, mas também para atividades de toda a natureza: lúdica, teatrais, oficinas diversas, exposições de artes e etc. A Biblioteca hoje é mais um espaço de Cultura, não só para a estudantada, como também para toda a comunidade”, disse Martinho José.

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