sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Tag » acordo

Acordo Cadeia Produtiva e MinC

Cadeia Produtiva do Livro e MinC assinam acordo de R$60 milhões para o Fundo.

Entidades da Cadeia Produtiva do Livro e MinC assinam acordo.

Durante a XIV Bienal do Livro no Rio de Janeiro, entidades da cadeia produtiva do livro assinaram acordo onde estabelecem contribuição de parte do faturamento do setor para o desenvolvimento das políticas de livro e de leitura no País como retribuição à desoneração dos impostos agraciada pelo governo em 2004.

Essa contribuição representará aproximadamente 60 milhões de reais que retornarão para a economia do livro em forma de projetos e programas para fomento do livro e da leitura para fazer do Brasil um país de leitores.

O acordo foi firmado com as entidades representativas do setor: Associação Brasileira dos Editores de Livros, a Câmara Brasileira do Livro e o Sindicato Nacional de Editores de Livros, a Associação Brasileira de Difusão de Livros, Associação Nacional de Livrarias, Liga Brasileira de Editores, Associação Brasileira de Editoras Universitárias, Câmara Rio Grandense do Livro, Associação Estadual de Livrarias do Rio de Janeiro, Câmara Mineira do Livro, Câmara Amazonense do Livro e Leitura, Câmara do Livro do Distrito Federal, Câmara Baiana do Livro, Sindilivros Ceará e Diretoria do Livro, Leitura e Literatura/SAI/MinC.


Nova taxação

O Popular, em 17/09/2009.

Jotabê Medeiros
São Paulo/Agência Estado

Acordo na Câmara dos Deputados divide Imposto do livro em três partes

Vem aí o Imposto do livro. Semelhante à Contribuição para a Saúde, o imposto taxa a indústria editorial em 1% do preço final do livro, dividido da seguinte forma: 0,33% para os editores, 0,33% para os livreiros e 0,33% para os distribuidores.

O governo estima que a receita oriunda dessa taxa será de cerca de R$ 40 milhões por ano e vai para o Fundo Setorial do livro, da leitura e da Literatura. A ideia é usar o dinheiro arrecadado para ações de incentivo na formação de novos leitores e autores. O acordo que formatou o projeto de lei foi fechado na semana passada na Câmara dos Deputados, sob a coordenação do deputado Marcelo Almeida (PMDB-PR), presidente da Frente Parlamentar da leitura. Agora, o projeto está no Ministério da Fazenda, que tem restrições ao plano.

O ministro interino da cultura, Alfredo Manevy, esteve terça-feira em São Paulo para um debate e comentou o acordo. Segundo Manevy, a divisão do imposto em três partes deveu-se a uma preocupação do setor, que temia “efeito-cascata” na cobrança – ou seja, que livreiros, editores e distribuidores fossem cobrados, cada um, em 1%.

O mercado editorial temia reflexos no desempenho das empresas e até desemprego. Segundo dados do Sindicato Nacional de Editores de Livros, o número de exemplares de livros vendidos tem caído, passando de 225 milhões em 1999 para 200 milhões em 2007.

Com a divisão em três, os recursos para o Fundo serão inferiores ao que se previa no começo do estudo. “O Fundo vai ter menos dinheiro com isso, mas preferimos um acordo.”

O imposto é resultado de um compromisso assumido pelo setor em 2004, quando a área foi isentada pelo governo do pagamento dos impostos PIS e Cofins. Na época, a contrapartida assumida foi de as empresas contribuírem para o chamado Fundo Pró-Leitura.

Segundo o governo, a suspensão do pagamento de PIS e Cofins pelo setor editorial desonerou em 10% a área e representou uma renúncia fiscal da ordem de R$ 300 milhões. Mas o preço do livro não caiu.

A taxação que virá agora, e que parte dos ministérios da cultura e da Fazenda, parece reflexo de um diagnóstico do próprio presidente Lula. Durante o lançamento do vale cultura em São Paulo, em julho, ele disse: “Outro dia, assinei uma lei que isentava as editoras. Um ano e meio depois, o ministro Gil veio até minha sala com a cabeça baixa: ‘Presidente, não baixou o preço do livro…’”

A indústria editorial também conseguiu que fosse incluído, no texto da lei, a isenção fiscal definitiva de PIS/Cofins. A desoneração definida em 2004 não era permanente, e os impostos poderiam ser restabelecidos a qualquer momento.

Manevy disse preferir que a taxa não seja chamada de imposto. “Imposto não, contribuição. A palavra imposto assusta no Brasil, e na verdade o setor está deixando de pagar imposto. Trata-se de uma contrapartida.” O ministro interino também afirmou que não acredita num veto do Ministério da Fazenda à taxa. “Há divergências internas, mas não acredito que haja desalinhamento. Todos os ministérios estão sintonizados com o comando presidencial.”


Assinado acordo que cria Fundo Setorial Pró-leitura

Cultura e Mercado, por Carina Teixeira, 16/09/2009.

Na última sexta-feira, dia 11, entidades do livro e Governo Federal assinaram acordo que cria o Fundo Setorial Pró-Leitura. A assinatura aconteceu no Rio de Janeiro, onde ocorre a 16ª Bienal do Livro.

São entidades signatárias: Câmara Brasileira do Livro (CBL), Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU), Associação Brasileira Difusão de Livros (ABDL), Associação Brasileira dos Editores de Livros (ABRELIVROS), Associação Estadual de Livrarias do Rio de Janeiro (AEL-RJ), Associação Nacional de Livrarias (ANL), Câmara Amazonense do Livro e Leitura (CALL), Câmara Baiana do Livro, Câmara Mineira do Livro, Câmara Riograndense do Livro (CRL), Liga Brasileira de Editores (LIBRE), Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e Sindilivros Ceará.

Reunidas no Rio de Janeiro, onde ocorre a 16ª Bienal do Livro, as entidades honraram o compromisso firmado pela cadeia produtiva do livro em 2004, quando ocorreu a desoneração do PIS/Cofins para o setor. O Governo foi representado pelo diretor do Livro, Leitura e Literatura do MinC, Fabiano dos Santos.

Veja abaixo trechos do acordo:

- A contribuição dos editores, dos distribuidores e dos livreiros cujas empresas foram desoneradas do PIS/Cofins, na ordem de 0,33% cada um sobre o preço final ao consumidor em sua instância de produção ou comercialização. A contribuição será arrecadada sem nenhum nível de escalonamento, sendo iniciada com a aprovação do projeto de lei e os trâmites necessários para sua implementação. Esse percentual foi validado em Assembleia realizada na sede da Câmara Brasileira do Livro, em São Paulo.

- A composição do Comitê Gestor do Fundo Setorial Pró-Leitura terá a seguinte composição: 6 membros do Governo Federal; 6 membros do setor produtivo do livro, sendo a Câmara Brasileira do Livro, a Associação Brasileira das Editoras de Livros Escolares, o Sindicato Nacional dos Editores de Livros, a Associação Nacional de Livrarias, a Associação Brasileira de Difusão do Livro, e um sexto membro rotativo, cujo critério será definido entre as entidades estaduais do livro; 4 membros da sociedade, sendo 2 da cadeia criativa do livro e 2 da cadeia mediadora da leitura, indicados pelo Colegiado Setorial do Livro e da Leitura, submetidos aos membros do governo e do setor produtivo;

- Ao final do terceiro ano de exercício do Fundo Setorial Pró-Leitura, será realizada uma avaliação dos resultados, por meio de uma consultoria independente, contratada pelo Comitê Gestor.

As entidades do livro afirmaram ter a “convicção de que este é um passo importante para que mais brasileiro exerçam o direito à leitura e tenham acesso ao conhecimento transformador que os livros podem proporcionar”. Ressaltaram, também, que o diálogo viabilizou o consenso que tornará possível “construir um país de leitores”.

* Com informações da Câmara Brasileira do Livro