Correio Braziliense, artigo de Affonso Romano de Sant’Anna, publicado em 18/10/2009.
“Vamos quebrar recordes na área do livro, da leitura e das bibliotecas. Dinheiro, aliás, para isto não vai faltar”
Direto ao assunto, sem blá-bla-blá. Dizia eu no Fórum Nacional Mais Livro e Mais Leitura, realizado em Brasília, há dias, que o prefeito Eduardo Paes, o governador Sergio Cabral, e claro, o Ministro Juca Ferreira e, sobretudo, o próprio presidente Lula poderiam lançar um projeto duplo: a Leitura da Olimpíada e a Olimpíada da Leitura.
O momento é este. Já que o presidente e o ministro estão para anunciar que zeraram o déficit de bibliotecas nos seis mil municípios, já que estão lançando, com outros ministérios, dezenas de ações na área do livro e da Leitura. A Olimpíada 2016 surge como aquilo que os astrônomos chamam de “grande atrator” para que estabeleçamos recordes também na área da educação e da cultura.
Essa ideia flex (com dupla função) é simples. Primeiro, nas escolas, proceder a uma Leitura da Olimpíada. Ou seja, usar todas as disciplinas, seja geografia, economia, história, política, química, física, para estudar o fenômeno das olimpíadas da Grécia ao Rio de Janeiro. Botem criatividade nisto. Aí se estudará de tudo, desde o racismo, o terrorismo até a questão do doping. Uma “Leitura” profunda do universo das olimpíadas se converterá numa grande enciclopédia de conhecimentos. É o grande jogo do conhecimento.
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