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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Tag » democratização do acesso ao livro

Exemplo colombiano

O Globo Online, Coluna Ancelmo Gois, em 4/6/2010

Fortaleza será a primeira capital brasileira a receber dinheiro do Programa Mais Cultura para construção de duas bibliotecas públicas de grande porte em bairros carentes. O investimento é de R$ 896 mil, sendo R$ 581 mil do do Ministério da Cultura.

A iniciativa é inspirada na experiência de Medellín, na Colômbia, cidade que investe 40% do orçamento em cultura como forma de reduzir a violência e promover inclusão social de jovens.


Mais Cultura investe R$ 2,1 milhões em Canoas (RS)

Jornal do Almoço, da RBS TV, em 24/05/2010

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Projeto Bibliotecas Casa do Saber

ClicaBrasilia, em 20/05/2010

O sonho de tornar uma sociedade mais culta e justa através da leitura nasceu a partir da ideia de um grupo de funcionários e da solidariedade da população brasiliense. Criada há três anos, o “Projeto Bibliotecas Casa do Saber” nasceu da semente tímida de programas sociais da rede Gasol de postos de combustíveis, desenvolvidos desde 1999.

A proposta inicialmente consistia na doação de donativos (roupas, brinquedos, comida e etc.), para pessoas carentes das cidades do entorno do Distrito Federal. A iniciativa rompeu limites. O alimento que antes, se restringia apenas ao físico, transcendeu à alma. Já dizia um poeta que o livro transforma o homem e o homem transforma o mundo. Foi seguindo esse El Dourado que o proejto se transformou. Ganhou uma incorporação de mais de 60 bibliotecas espalhadas por todo o DF e entorno. O Lago Sul recebeu na tarde de ontem a 69ª unidade do programa.

O objetivo até o ano de 2010, ano cinqüentenário da capital federal, era atingir a meta de 50 bibliotecas. No entanto, as arrecadações de livros usados surpreenderam e a marca foi ultrapassada. Para o diretor de Operação da empresa, Antônio Matias, o projeto se diferencia dos já existentes por não ser perecível. Ele explica. “Você dá o alimento, ele acaba. A roupa depois de um tempo se desgasta. Mas o livro não. Ele fica.” E exemplifica. “A primeira que fundamos no Lago Oeste, está impecável”.


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Dia Mundial do Livro

Investimentos do MinC em ações de fomento ao livro, leitura e literatura devem alcançar R$ 185 milhões em 2010

capa21A celebração do Dia Mundial do Livro, 23 de abril, foi instituída pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 1996. No Brasil, os segmentos do livro, da leitura e da literatura têm recebido investimentos crescentes nos últimos sete anos: em 2003, foram aplicados R$ 6,1 milhões e para 2010 estão previstos R$ 185 milhões.

Desde o final de 2007, com a instituição do Programa Mais Cultura, as ações de fomento ao livro e de incentivo ao hábito da leitura foram impulsionadas dentro do Ministério da Cultura que aplicou, em 2008, R$ 92 milhões. No período, foram implantadas mais de 1.200 bibliotecas públicas municipais e modernizadas 509 unidades.

“Hoje é um dia para festejarmos o livro e, ao mesmo tempo, pensarmos sobre os esforços que o Brasil tem feito para a democratização do acesso à leitura”, diz o diretor de Livro, Leitura e Literatura da Secretaria de Articulação Institucional do MinC, Fabiano dos Santos Piúba.

Leia aqui a matéria na íntegra.


Cavalgada no plenário

 Correio Braziliense-DF, em 18/04/2010

A Cavalgada Cultural Brasília 50 anos tornou mais colorida a Esplanada dos Ministérios na manhã de ontem. Por volta das 11h, os 16 cavaleiros culturais chegaram à Biblioteca Nacional, no Eixo Monumental, e entregaram 3,5 mil livros à instituição. Um grupo de crianças do Projeto Mala do Livro recebeu os propagadores do hábito da leitura com muita curiosidade. Os membros da Associação Cavaleiros da Cultura completaram ontem a segunda etapa de um projeto que teve início em 2007, quando o administrador Carlos Oscar Niemeyer, 45 anos, neto do arquiteto responsável pelos projetos dos principais monumentos de Brasília, decidiu homenagear o avô pelos 100 anos e fazer uma cavalgada. A ideia de levar livros partiu do próprio Niemeyer. A saga começou em junho de 2009, quando os cavaleiros partiram do Museu de Arte Contemporânea, em Niterói (RJ) e seguiram até o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte. Na segunda etapa, percorreram 850km de Belo Horizonte até Brasília (MG). É a primeira vez que essa cavalgada vem à capital do país.


O mundo através das bibliotecas

Diário do Nordeste-CE, Carol Domingues, em 12/04/2010

 Affonso Romano: “Biblioteca deve ser o lugar de encontro, reencontro e de invenção. Não é um arquivo morto” 

O escritor e jornalista Affonso Romano de Sant´Anna participa da IX Bienal Internacional do Livro do Ceará. Ex-presidente da Fundação Biblioteca Nacional, ele antecipa em entrevista ao Caderno 3 um pouco de sua fala na mesa “O meu encontro com a biblioteca”, dentro do V Encontro do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas

A biblioteca costumava ser a principal ou única fonte para realizar pesquisas, por exemplo. Hoje, com o acesso facilitado a informações de todo tipo, com a crescente popularização da internet, muitos jovens e adultos deixaram de frequentá-la. Nesse contexto, qual a importância hoje da biblioteca? Como chamar de volta seu público?

Está acontecendo uma coisa formidável, assombrosa. É como se estivéssemos em pleno Renascimento, de novo. Estamos vendo o surgimento de um novo Gutenberg, um novo conceito de livro. O livro virtual é uma realidade (não apenas virtual). E o será cada vez mais. Ingressamos no mundo de “Matrix”. E o Brasil que estava muito atrasado nessa área, pois sempre foi carente de livros e bibliotecas, pode agora dar um salto qualitativa. Podemos queimar etapas. Qualquer pessoa, na selva ou na cidade pode ter uma biblioteca nas mãos, um I-Pad com mais de dois mil volumes. É uma revolução cultural. Algumas prefeituras e governos estaduais estão entendendo isto. O atual Ministério da Cultura está entendendo isto. E isto nos dá esperanças.

Leia aqui a matéria na íntegra.


Silvana Meireles, coordenadora do Programa Mais Cultura, fala sobre a primeira Biblioteca Parque do Brasil

Silvana Meirelles, secretária de Articulação Institucional

Medellín, na Colômbia, era uma cidade marcada pelo narcotráfico e pela violência. Mas a partir de 2006, com a inauguração de Bibliotecas Parque – uma biblioteca com um parque para que os leitores possam usufruir da leitura ao ar livre – a cidade elevou o seu nível educacional, fator que contribuiu para a diminuição do índice de violência.

Inspirando-se nesse projeto, foi implantada em Manguinhos, no Rio de Janeiro, a primeira Biblioteca Parque brasileira, em um espaço de 3,3 mil m², que sediava o antigo Depósito de Suprimento do Exército (1º DSUP). Essa área foi totalmente urbanizada, e se transformou no local de maior concentração de equipamentos sociais em uma comunidade carente da cidade, um complexo com ludoteca, filmoteca, sala de leitura para portadores de deficiências visuais, acervo digital de música, cineteatro, cafeteria, acesso gratuito à Internet e uma sala denominada Meu Bairro, para que os usuários façam reuniões da comunidade.

Em entrevista ao blog Acesso, a secretária de Articulação Institucional do Ministério da Cultura e coordenadora do Programa Mais Cultura, Silvana Meireles, explica melhor o projeto.

Veja aqui.


Conheça sites para baixar livros gratuitos

 Folha de S.Paulo-SP, Rafael Capanema, em 07/04/2010

Obras em domínio público de escritores como Machado de Assis e Fernando Pessoa estão disponíveis na rede

É vasta a oferta de sites com livros eletrônicos para down- load -isso se você procura obras da literatura brasileira e internacional em domínio público ou lançamentos em inglês. Ainda há poucos títulos comerciais em português disponíveis em forma de e-book.

Leia matéria na íntegra.


O andarilho dos livros

 Correio Braziliense-DF, Conceição Freitas, em 03/04/2010

Faz algum tempo que um andarilho dos livros perambula pelos bares do Plano Piloto e, de vez em quando, pelo Guará e Taguatinga. Quem gosta, por exemplo, da cerveja do Beirute sabe de quem estou falando. O Faraó chega suavemente, deixa três ou quatro volumes sobre a mesa, volta mais tarde e só puxa assunto se o freguês tomar a iniciativa.

Faraó é um poço de histórias vistas e ouvidas nos bares da cidade. Porém, ele conta muito pouco. Sabe que a freguesia precisa de sua discrição. Só revela episódios inofensivos. Como a história de um homem que pegou um dos livros e ficou longos minutos olhando a capa, a contracapa, a brochura, a orelha – de um volume que estava de cabeça para baixo. Depois, entregou o livro a Faraó e agradeceu. Uma outra moça que estava na mesma mesa sussurrou para Faraó: “Papai não saber ler, mas adora olhar livros”.

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O futuro do livro

Valor Econômico -SP, João Luiz Rosa, Heloísa Magalhães e Cibelle Bouças, em 1/04/2010

(…) Milênios depois, parece que a biblioteca está pegando fogo novamente. Claro, em sentido figurado. Editoras, livrarias e autores – os principais elos da cadeia editorial – estão preocupados com o avanço de companhias de tecnologia como Apple, Amazon e Sony, ávidas em lucrar com seus leitores eletrônicos de livros. Para os pessimistas, essas empresas seriam os novos bárbaros, capazes de colocar abaixo o edifício ao minar as bases que há muito tempo sustentam negócio. Os mais otimistas veem exagero nisso tudo, mas concordam que os atores tradicionais do setor terão de mudar seu script para não sair de cena. Nos dois lados, prevalece a dúvida: afinal, qual será o futuro do livro?

“Vai haver uma coexistência. [O meio digital] é uma evolução natural do livro. Os consumidores dos livros físicos e dos digitais continuarão existindo porque são tipos de leitura diferentes”, diz Eduardo Mendes, diretor-executivo da Câmara Brasileira do Livro (CBL). “O público é que vai definir com que intensidade consumirá um tipo ou outro.” O tema ganhou tanta importância que o órgão organizou nesta semana, em São Paulo, o I Congresso Internacional do Livro Digital.

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