sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

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Entrevista Com Fabiano Dos Santos, Diretor do Livro e Da Leitura, do MinC

Fabiano dos Santos Piúba, diretor de Livro, Leitura e Literatura

Fabiano dos Santos Piúba, diretor de Livro, Leitura e Literatura

Revista Vida e Educação – CE, nº 27 – Mayara Carol Araújo

Agenda farta, prazos curtos: trabalho. Suas obrigações, contudo, não extirparam a simpática disposição revelada ao falar do que lhe encanta, o motivo da labuta – leitura e política pública. Fabiano dos Santos Piúba aceitou há muito o desafio de relacionar essas duas palavras-chave. O cearense é Doutor em Educação pela Universidade Federal do Ceará e, no Estado, coordenou o setor de Políticas de Livros e de Acervos da Secretaria de Cultura (Secult – CE), onde elaborou o projeto Agentes de Leitura. Atualmente, é Diretor do Livro, Leitura e Literatura, do Ministério da Cultura. Nesta entrevista, concedida entre reuniões e telefonemas, Fabiano dos Santos discute sobre as estratégias e ações governamentais desenvolvidas para fomentar a economia do livro, garantir a democratização do acesso, estimular a leitura no País e transformar as demandas relativas ao livro e à leitura em políticas públicas perenes.

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Críticas e valores da leitura

 Diário do Nordeste – CE, Marília Camelo, em 09/04/2010

Entre atrasos e discursos, a IX Bienal Internacional do Livro do Ceará foi aberta, ontem, no Centro de Convenções

Enquanto lá fora parte do pequeno público que compareceu ao Centro de Convenções permanecia mais animada pelo cortejo de cordelistas, como os irmãos Klévisson e Arievaldo Viana, ou pelo movimento Crítica Radical (divulgando o lançamento da revista “Emancipação Humana”, às 17h de hoje, no estande da editora Premius), no auditório principal, Auto Filho tratou de receber os “leitores” com seu habitual discurso. Isso depois de Tadeu Schmidt descrever as principais atrações do evento, algumas presentes à cerimônia: Tiago de Melo, Carlos Heitor Cony, Dimas Macêdo.

Mas sob um painel com uma série de valores associados à Leitura, da Magia à Luta, instigou o Diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano Piúba, a criar o Instituto Nacional do Livro e da Leitura, para que o setor tenha uma gestão autônoma. “Não é admissível que essa gestão seja feita pela Biblioteca Nacional”, criticou ele.

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Serviço literário em domicílio

Diário do Nordeste-CE- Marília Camelo, em 12/04/2010 

Além de livros e camisa, uma bicicleta faz parte do kit do agente de leitura

Mal pisa na calçada, as crianças já lhe abordam: “Tia, cadê os desenhos”? A pé, de bicicleta ou com o auxílio do carrinho de bebê, a agente de leitura Cláudia da Silva sai de casa diariamente pelas ruas do Conjunto Novo, Cidade 2000, com uma missão muito nobre: ela leva livros para adultos e crianças, conta histórias, distribui desenhos e constrói laços de amizade baseados em atitudes que reforçam os valores da educação, cidadania e cultura.

Assim como Cláudia, existem mais três agentes no mesmo bairro e outros 300 estão distribuídos pelo Ceará. Pioneiro na iniciativa, o Estado já cadastrou mais oito mil famílias leitoras.

Entrevista

Fabiano dos Santos Piúba – Diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura

“Uma nação se faz com homens, livros, mulheres, crianças e leitura”

O Ceará foi pioneiro no projeto Agentes da Leitura. Hoje, a iniciativa foi estendida para 15 estados brasileiros, tornando-se política pública em nível federal, a que se deve esse sucesso?

Vale registrar que também o Programa de Saúde da Família (PSF) surgiu no Ceará. Ambos atuam como estratégias de cidadania. A seleção traz a oportunidade de uma formação continuada e cria ambientes favoráveis nas comunidades para a formação leitora. O projeto foi criado em 2005 pela Secretaria da Cultura do Ceará (Secult). Em julho de 2007, foi incluído nas linhas programáticas do Mais Cultura, Programa do Governo Federal, criado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ex-ministro Gilberto Gil, que tem como diretrizes a democratização do acesso aos bens e serviços culturais, a qualificação dos ambientes sociais e urbanos e a geração de emprego e renda. A iniciativa dos Agentes da Leitura foi reconhecida porque democratiza, de fato, o acesso ao LIVRO e beneficia tanto os agentes como todas as famílias envolvidas.

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Fórum da Rede Nordeste do Livro e da Leitura

Terceira edição da iniciativa ocorre neste sábado e domingo, 10 e 11 de abril, em Fortaleza, durante a 9ª Bienal do Livro do Ceará

A cadeia do livro e leitura, que está reunida em Fortaleza para a IX Bienal Internacional do Livro do Ceará, que ocorre de 9 a 18 de abril, aproveita o fim-de-semana para discutir as políticas para o setor. Neste sábado e domingo, dias 10 e 11, será promovido o III Fórum da Rede Nordeste do Livro e da Leitura, na sala As Três Marias, no Centro de Convenções do Ceará. O evento é uma realização conjunta da Representação Nordeste do Ministério da Cultura, Fórum de Literatura e da Leitura do Estado do Ceará, Câmara Cearense do Livro, Secretaria da Cultura do Ceará e Sindicato do Comércio Varejista de Livros do Ceará.

Durante o encontro serão avaliadas as políticas públicas para o livro e leitura na região e a II Conferência Nacional da Cultura (II CNC), no que tange ao segmento; discutidas ações de estímulo à formação de leitores, debatidas lei sobre o tema – como o projeto do Fundo Pró-Leitura – e avaliada a organização do setor no Nordeste.

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“A leitura muda a vida das pessoas”

O Diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos, concedeu entrevista ao Jornal A Tribuna (SP) sobre “Retratos da Leitura no Brasil”, a maior pesquisa sobre o assunto, uma iniciativa do Instituto Pró Livro e realizado pelo Ibope Inteligência dentro de uma ação do Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL). O resultado, divulgado recentemente, demonstra que a mudança de status social é possível através da leitura e que os exemplos familiares e do círculo social ainda são os maiores influenciadores na formação da imagem que o leitor médio brasileiro tem do livro e da leitura como ferramenta eficiente para a mudança de vida das pessoas. Fabiano dos Santos analisa os resultados desta pesquisa e da importância da leitura na formação política e ascensão social dos cidadãos brasileiros.

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Revista ANL 38 – Veja a Entrevista do Diretor do Livro e Leitura

O Diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos, concedeu entrevista para a edição número 38, deste mês de dezembro, da Revista ANL (Associação Nacional das Livrarias). Fundada em 5 de maio de 1978 a ANL busca incentivar o crescimento do mercado livreiro ao apoiar e incentivar a cultura e a leitura no país. Leia a íntegra clicando aqui: Entrevista Fabiano dos SantosCapa - Revista 38


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A internet deve ser uma aliada na formação de leitores, diz Ministério da Cultura

Matéria do Terra, em 21/11/2009

internet1Crianças e jovens entre 5 e 17 anos leem três vezes mais que os adultos, mas 45% afirmam que o fazem por obrigação. Apenas 26% consideram o hábito daleitura um prazer. Os dados, que estão na Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita em 2007 com 5.012 pessoas em 311 municípios, indicam que o jovem leitor não manterá o hábito da leitura depois de concluída a fase escolar. (…)

Na tentativa de ampliar o acesso ao livro e incentivar a formação de leitores, o Ministério da Cultura trata a internet como “aliada”. A modernização das bibliotecas públicas inclui a instalação de centros digitais. “Nada substitui o livro. Não vamos cair na armadilha de opor a internet ao livro. Mas, inevitavelmente, a internet leva o jovem ao universo da leitura e da escrita”, afirma o diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos.

(…) Para Fabiano dos Santos, é importante estimular a leitura de qualidade, mas a formação do hábito é fundamental. “Por isso, tratamos a internet como aliada”, afirma. “A leitura é fundamental para o desenvolvimento humano. É um elemento de inclusão social. Quem lê, amplia seus conhecimentos e sua capacidade de crítica. Ao fim de um livro, você não é mais o mesmo”, completou. (…)

Leia aqui  matéria na íntegra.


Governo pode zerar municípios sem biblioteca até junho de 2010

Bahia em Foco, 21/11/2009

Três em cada quatro brasileiros não frequentam bibliotecas. Para reverter este quadro, ampliar o acesso ao livro e formar novos leitores, o Ministério da Cultura aposta na construção e modernização de bibliotecas municipais. A meta, segundo o diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos, é zerar, até junho de 2010, o número de municípios sem biblioteca. Desde 2004, 1,2 mil foram implantadas. Mais mil foram modernizadas nos últimos dois anos, disse.

“Um acervo desatualizado e pouco atraente não ajuda. É preciso transformar as bibliotecas em espaços culturais, fazer do cartão da biblioteca um passaporte para o universo literário, e não mantê-las como meros depósitos de livros”, afirmou Fabiano dos Santos. Leia mais…


Maioria dos que ganham até um salário mínimo não compra livros

Site Terra, 21/11/2009

1187873_book_and_character_1Se o brasileiro não tem o hábito da leitura, a indústria editorial tem a sua parcela de responsabilidade, afirma o diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos. Segundo ele, apesar da desoneração do setor, o livro ainda é bastante caro no Brasil, custando, em média, R$ 25.

A Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita com 5.012 pessoas em 311 municípios, indica que 36,3 milhões de brasileiros compraram pelo menos um livro em 2007. O número representa cerca de 21% do total de entrevistados considerados leitores. O levantamento revela ainda que 71% dos entrevistados com renda familiar de até um salário mínimo declararam que não compram livros. Para quem ganha entre 1 e 2 salários mínimos, o índice cai para 57%.

Já o prazer ou o gosto pela leitura é a principal motivação para a compra de uma obra para 44% dos entrevistados com renda familiar superior a dez salários mínimos, classe social que concentra apenas 5% de não leitores. Por esta razão, apenas 17% dos entrevistados que recebem salário mínimo decidem comprar um livro. Leia mais…


Brasileiro lê um livro por ano, revela pesquisa

Lísia Gusmão
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Um levantamento do Instituto Pró-Livro confirma que o brasileiro lê pouco. São 77 milhões de não leitores, dos quais 21 milhões são analfabetos. Já os leitores, que somam 95 milhões, leem, em média, 1,3 livro por ano. Incluídas as obras didáticas e pedagógicas, o número sobe para 4,7 – ainda assim baixo. Os dados estão na pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita com 5.012 pessoas em 311 municípios de todos os estados em 2007.

“O livro é pouco presente no imaginário do brasileiro”, explica o diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a população lê, em média, 11 livros por ano. Já os franceses leem sete livros por ano, enquanto na Colômbia, a média é de 2,4 livros por ano. Os dados, de 2005, são da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), que integram o Instituto Pró-Livro.

Detalhes dos hábitos do brasileiro relacionados ao livro, revelados na pesquisa, atestam esta afirmação. O levantamento considera como não leitores aqueles que declararam não ter lido nenhum livro nos últimos três meses, ainda que tenha lido ocasionalmente ou em outros meses do ano.

Entre os leitores, 41% disseram que gostam muito de ler no tempo livre, enquanto 13% admitiram que não gostam. Também entre os 95 milhões de leitores brasileiros, 75% disseram que sentem prazer ao ler um livro, mas 22% sustentaram que leem apenas por obrigação.

Com as estatísticas nas mãos, Fabiano dos Santos diz que há dois caminhos a percorrer para fazer do Brasil um país de leitores: ampliar o acesso ao livro e investir na formação de leitores.

A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil sugere que a maior influência para a formação do hábito da leitura vem dos pais, o que explica o fato de que 63% dos não leitores informaram nunca terem visto os pais lendo.

Por outro lado, o levantamento sugere que o hábito de ler é consolidado na escola e quanto maior o nível de escolaridade, maior o tempo dedicado à leitura. Entre os entrevistados com ensino superior, há apenas 2% de não leitores e 20% disseram que dedicam entre quatro e dez horas por semana aos livros. Este índice cai para 12% entre estudantes do ensino médio.

“É em casa e na escola, que os leitores são formados. Depois dos pais, os professores são os maiores incentivadores, mas poucos têm a experiência da leitura. E, neste caso, fazer do aluno um leitor é uma mágica”, diz o diretor do Livro do Ministério da Cultura.

O professor de Literatura Dilvanio Albuquerque considera que o desinteresse do brasileiro pelos livros não pode ser atribuído apenas à família e à escola. “O problema é mais amplo. Não podemos falar que a culpa é da instituição, seja ela familiar ou escolar, porque, na verdade, o problema é cultural”.

Para o professor, até entre os universitários, o hábito da leitura não é comum, inclusive nos cursos em que o contato com a escrita é fundamental. “Normalmente a universidade não oferece um bom acervo. Moramos em um país em que os livros são caros e de difícil acesso”, disse