Brasil Acesso à Informação

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Tag » fundo pró-leitura

Prefeito inaugura Ponto de Leitura

Diário de Petrópolis, em 01/02/2010

(…) O Ponto de Leitura Joana Marchiori, que recebeu o nome de uma das mais antigas moradoras do distrito de Secretário, conta com títulos doados pelo Ministério da Cultura e por uma das moradoras da região, Stella Maris.

Durante a inauguração do Ponto de Leitura, o prefeito Paulo Mustrangi ressaltou a importância do Incentivo à Cultura e à Leitura em nosso município. “Eu agradeço aos colaboradores dessa região, que sempre trabalham para o crescimento de nossa cidade, não só pelo setor econômico, mas também para o crescimento dos setores de educação e cultura na região. Este é apenas mais um dos exemplos que estamos trabalhando duro para melhorar a qualidade de vida em nossas comunidades. Inauguramos na noite de ontem (29) a Subprefeitura, em Itaipava, que oferecerá mais agilidade e qualidade aos serviços do poder público nos distritos de nosso município. Estamos trabalhando em conjunto com a população, ouvindo suas reivindicações, e trabalhando por uma cidade mais humana e melhor para todos”, frisou o prefeito.

Leia mais…


PNLL estimula crescimento de 1.500% do orçamento para as ações no segmento cultural

Por Tatiana Sottili, SAI/MinC

A institucionalização do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) foi destacada na Assembleia de Livro e Leitura, ocorrida na manhã desta quinta-feira, 28 de janeiro, na Biblioteca Pública Municipal João Palma da Silva, em Canoas, no Rio Grande do Sul. A atividade integrou um dos 230 debates promovidos naquela cidade gaúcha como parte da programação do Fórum Social 10 Anos: Grande Porto Alegre.

Para o diretor de Livro, Leitura e Literatura da Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura (SAI/MinC), Fabiano dos Santos Piuba, “a elaboração do PNLL proporcionou um discurso mais qualificado em torno do tema, o que gerou aumento expressivo no orçamento do Programa Mais Cultura direcionado às ações de livro e leitura, passando de R$ 6 milhões, em 2003, para mais de R$ 90 milhões, em 2009”.

Leia mais…


Fórum Social Mundial 2010 – “O acesso à leitura por deficientes visuais e os direitos autorais”

A inclusão dos cegos ao conhecimento e à cultura será objeto de debate nesta sexta-feira, 29/01, no Rio Grande do Sul. A proposta será discutida em Canoas, no Fórum Social Mundial (FSM-10).

O painel “O acesso à leitura por deficientes visuais e os direitos autorais” é coordenado pela Organização Nacional dos Cegos do Brasil (ONCB) e acontece às 10 horas do dia 29/01/2010, no Centro Universitário La Salle, prédio 8, 3º andar, Auditório Bruno Rüedell, na cidade de Canoas, RS.

A atividade pretende debater a atual situação do acesso à cultura por deficientes visuais na América Latina e a proposta de tratado internacional feita pela União Mundial dos Cegos na Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI). A proposta, que foi recepcionada pelo Brasil, Paraguai e Equador, está sendo estudada pelos países-membros da ONU. Visa regulamentar as relações entre os leitores com deficiência visual e os detentores de direitos autorais e será um importante instrumento para a difusão e o acesso à cultura pelos deficientes visuais de todo o mundo.

A mesa terá a seguinte composição:

- Airton Simille Marques – Organizador da Biblioteca Digital da Biblioteca Pública do Paraná.

- Clóvis Alberto Pereira – Consultor em Acessibilidade da Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual – Laramara e membro da Comissão de Comunicação e Relações Institucionais da ONCB.

- Pablo Lecuona – Desenvolvedor da Biblioteca eletrônica Tiflolibros de Buenos Aires, na Argentina, e representante da União Latinoamericana de Cegos – ULAC junto à Organização Mundial de Propriedade Intelectual – OMPI.

- Pedro José Milliet – Desenvolvedor Sênior e Arquiteto de Informação da Fundação Dorina Nowill para Cegos – FENC.

- Rafael Pereira Oliveira – Corodenador-Geral de Difusão de Direitos Autorais e Acesso à Cultura da Diretoria de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura (DDI/SPC).

Maiores informações podem ser obtidas com Moisés Bauer Luiz, Vice-Presidente da ONCB.

ONCB – Secretaria Brasília

SCS – Quadra 02 – Bloco C / Sala 209 – Ed. Anhanguera – Brasília/DF

70.315-900

Fone: 61.3041.8288

E-mail: brasilia@oncb.org.br


Videoconferência Regional

Estados do Nordeste debatem na segunda-feira, 25 de janeiro, políticas para Livro, Leitura e Literatura

Assembleias estaduais são preparatórias para a Pré-Conferência Setorial

O Ministério da Cultura promove na próxima segunda-feira, 25 de janeiro, videoconferência para gestores públicos, escritores, editores, livreiros e demais atores envolvidos nas cadeias produtiva e criativa do livro e na mediação da leitura nos estados do Nordeste. O encontro acontece das 9h às 17h, em todas as salas do Banco do Nordeste (BNB) das capitais da região (confira endereços abaixo).

As assembleias estaduais têm por objetivos avaliar o Plano Nacional de Livro e Leitura; propor estratégias para o desenvolvimento do setor e eleger três delegados da sociedade civil, e respectivos suplentes, e um delegado, também com suplência, indicado pelas Secretarias de Cultura dos estados para a Pré-Conferência de Livro, Leitura e Literatura, preparatória para a II Conferência Nacional de Cultura (II CNC), que acontece em março deste ano, em Brasília.

(Matéria de Rafael Ely, SAI/MinC)

Leia mais…


Estamos lendo mais

A Notícia – SC, em 19/01/2010

(…) Na opinião do presidente da ANL, Vitor Tavares, a qualidade do livro infantil influenciou a conquista do público. “Eles estão mais lúdicos, dinâmicos e atraem a atenção da criança. A leitura deixou de ser obrigatória e o livro se tornou um objeto de entretenimento também”, avalia. Para ele, a diversidade da produção literária no país e a qualidade dos produtos asseguraram o crescimento. “A produção brasileira não é inferior às internacionais.”

Segundo Tavares, o índice de leitura do brasileiro é de 1,8 livro por ano. Ele concorda que o preço do livro é caro no Brasil, mas afirma que há várias possibilidades para quem quer ler, como as bibliotecas públicas. Ele destaca que a formação de leitores é fundamental para o mercado. “Se houver mais leitores, a produção do mercado editorial aumenta e, por consequência, o preço dos livros diminuirá”, afirma. Para Tavares, o crescimento do mercado se mantém regular há três anos. “Isso é reflexo das políticas públicas de educação”, diz.

Leia aqui a matéria na íntegra.


R$ 1,9 bi em faturamento nas livrarias

Brasil Econômico, por Cintia Esteves e Ruy Barata Neto, em 13/01/2010

O valor obtido só com a venda de livros representa alta de 9,73% na comparação com o registrado no ano anterior

As livrarias registraram, apenas com as vendas de livros, faturamento de R$1,9 bilhão no ano passado.O número é 9,73% maior na comparação com o 2009, segundo a Associação Nacional de Livrarias (ANL). O resultado ficou um pouco abaixo da meta estabelecida no início do ano, que era de um aumento de 11,89%. “Essa diferença de cerca de 2,16% foi um reflexo da crise econômica verificada em 2009″, afirma Vitor Tavares, presidente da ANL.

“Nos meses de março, abril, maio e junho tivemos quedas nas vendas, mas sentimos uma retomada a partir do meio do ano”, informa. Entre os temas que apresentaram maior crescimento em 2009 estão: infanto-juvenil; ficção; ciências humanas e sociais; literatura e religião. A venda de livros de autoajuda ocupou a sexta posição, enquanto a de livros didáticos de língua espanhola apareceu na nona posição em crescimento de vendas.

Leia mais…


Revista ANL 38 – Veja a Entrevista do Diretor do Livro e Leitura

O Diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos, concedeu entrevista para a edição número 38, deste mês de dezembro, da Revista ANL (Associação Nacional das Livrarias). Fundada em 5 de maio de 1978 a ANL busca incentivar o crescimento do mercado livreiro ao apoiar e incentivar a cultura e a leitura no país. Leia a íntegra clicando aqui: Entrevista Fabiano dos SantosCapa - Revista 38


Faça seu comentário

Brasileiros associam leitura à ascensão social, revela pesquisa

A pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, a maior já feita no país sobre hábitos dos leitores brasileiros, revela que 35% dos entrevistados dizem conhecer alguém “que venceu na vida” através da leitura. E desses 35%, 45% dizem que esse alguém que “venceu na vida” graças à leitura é da própria família; outros 41% que é um amigo, 5%, “alguém famoso” e 9%, “outras pessoas”. A pesquisa mostra que os exemplos familiares e do círculo social ainda são os maiores influenciadores na formação da imagem que o leitor médio brasileiro tem do livro e da leitura como ferramenta eficiente para a mudança de vida das pessoas.

A percepção de que a mudança de status social é possível através do livro e da leitura já havia sido antecipada pelas políticas públicas do governo federal, com ações como a desoneração em até 11% no PIS e Cofins sobre a produção do livro e especialmente via projetos como o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL).

Outras ações são a realização do Fórum Nacional Mais Livro Mais Cultura com foco no engajamento dos Estados e dos municípios através dos Planos Estadual e Municipal do Livro e da Leitura (PELL e PMLL) e o afunilamento da discussão do Fundo Pró Leitura, cujo projeto de lei será encaminhado pelo Executivo ao Congresso Nacional em breve.

De iniciativa do Instituto Pró Livro, o censo foi realizado pelo Ibope Inteligência dentro de uma ação do PNLL com a coordenação do Observatório do Livro e da Leitura. Um primeiro trabalho nesse sentido já havia sido realizado, envolvendo a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e outras instituições.

Mãe é principal influência

A influência da mãe (ou responsável mulher pela família) nos hábitos de leitura é preponderante: 73% das crianças citam as mães como maior influenciadora. Na resposta estimulada em que se podia escolher duas alternativas, a figura da mãe alcançou 49%, seguida pela da professora, com 33%; do pai com 30%; outro parente com 14%; amigo com 8%; padre, pastor ou líder religioso com 5%;  colega ou superior no trabalho com 2%, outros com 3% e ninguém como influenciador de sua leitura, 14%. Apenas 1% disse não saber ou não opinou.

A pesquisa mostrou também que a família pode, inversamente, influir na formação de não leitores, quando os membros da família não oferecem o exemplo de ler ou não detém a posse de livros.


Núcleo familiar premia leitores e colabora no fomento ao livro

Incentivar a leitura e ampliar o público leitor é uma das iniciativas do Fundo Pró-Leitura através do acesso ao livro. E em pequenos núcleos da sociedade civil, podem-se encontrar ações fundamentais na valorização da leitura.

Leitor compulsivo desde pequeno, Manoel Rodrigues de Souza Neto, hoje com 50 anos, criou com a irmã Dalvanira e mais cinco irmãos um clube da leitura. O projeto, que teve início em março de 2009, tem suas origens lá atrás, quando ainda crianças, a mãe, Maria de Jesus Boaventura de Souza, conhecida como dona Zuíta, lia as histórias para o pai deles, seu José Otávio de Sousa, que não aprendeu a ler. Tanta história contada inspirou a família na leitura. O pai, analfabeto, adorava ouvir as histórias lidas pela esposa e incentivava os filhos presenteando-os com revistas Contigo, de moda a livros estudantis.

Os irmãos, que tinham preferências distintas de leitura, quebraram o preconceito por gêneros e começaram a trocar livros. Juntaram desde livros de etiqueta, romances a obras filosóficas mais engajadas e formaram o Clube da Leitura Bruzugu, como é conhecida a família, em Rio Branco, no Acre, onde mora. Com sede na casa dos genitores, o Clube, que iniciou com quase 80 obras e já dispõe de mais de 150 títulos como “A Cabana”, “Quando Nietsche Chorou”, livros de Glorinha Kalil, Dan Brown, realiza trocas de livros e discussões de dois em dois meses. Nos acalorados encontros, não basta ser apenas bom leitor, mas um ótimo contador de história, o que motiva ainda mais a leitura.

“Parece que caí num favo de mel”, conta Manoel Neto, que lê cada vez mais. O projeto surgiu espontaneamente na família para sensibilizar a importância de ler. “E facilitamos este acesso pela troca, onde consumimos livros a custo zero”, diz Neto. Iniciativa essa que está dentro da proposta do Fundo Pró-Leitura. Fabiano dos Santos, diretor do Plano Nacional do Livro e Leitura, explica: “O Plano estabelece as diretrizes: democratização do acesso, a questão da formação de leitores, da valorização da leitura e do fomento da economia do livro.”

A família Bruzugu, impactada com a nova geração que não encontra tempo nem prazer nas leituras por conta de imposições de obras escolares e de vestibular, estimula o hábito criando identidade pelos autores e tornando o ato de ler estimulante, através de encontros, onde saem histórias fantásticas e verdadeiros talentos descobertos. Das reuniões decorrentes, o projeto da família ampliou. Atraiu sogros, primos e tem chamado a atenção da vizinhança. Um amigo da família doou R$ 1.000,00 ao acervo, que em janeiro passará por uma contagem e reorganização. O dinheiro já tem destino: metade será para o vencedor (ainda a ser escolhido: ou para quem leu mais ou para o melhor contador) e a outra para oferecer melhor infraestrutura ao clube.


Faça seu comentário

Kindle chega num Brasil de 77 milhões de não leitores

Com a chegada do Kindle, sucesso nos Estados Unidos, através da Amazon, o Brasil e mais de 100 países podem baixar obras literárias por meio de um simples download. Foi o suficiente para preocupar alguns setores da cadeia produtiva do livro.

Mas basta olhar para a realidade brasileira em que cerca de 73% das obras estão nas mãos de apenas 16% da população e considerar que 77 milhões de brasileiros ainda são não leitores para mudar o foco das preocupações.

Diante desta realidade, é urgente que governo, editoras, distribuidoras e livreiros se mobilizem, antes de mais nada, pela inclusão de mais leitores dos livros convencionais em vez de se preocupar com a suposta ameaça embutida no Kindle. Uma engenhoca da Amazon que chega ao mercado brasileiro custando cerca de mil reais e com pouquíssimos títulos disponíveis em português.

Para ampliar a inclusão dos não leitores basta dar andamento às iniciativas da cadeia produtiva do livro e do governo em torno do Fundo Pró-Leitura, cujo projeto de lei será encaminhado pelo governo federal ao Congresso Nacional em breve. O fundo tem, por exemplo, entre seus objetivos abrir uma biblioteca em cada uma das mil cidades brasileiras sem bibliotecas.

“Com a inclusão de milhões de novos leitores, vamos reforçar nosso mercado livreiro, ampliar a experiência dos não leitores com o universo do conhecimento e da cultura”, afirma Fabiano dos Santos, diretor de Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura.

E nos preparar para transformar conhecimento em renda e, a médio prazo, encontrar pelas ruas, junto com os aparelhos celulares, os novos leitores usufruindo de seus livros através de novas engenhocas eletrônicas.


1 comentário