sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Tag » fundo setorial pro leitura

Tecnologia – Câmara promove II Seminário do Livro e da Leitura no Brasil

Jornal da Câmara – DF, 17/05/2010

A Comissão de Educação e Cultura e a Frente Parlamentar Mista da Leitura no Congresso Nacional promovem na quinta-feira (20) o II Seminário do Livro e da Leitura no Brasil. Com o tema “Estado e sociedade: a leitura na era do livro digital”, o evento reunirá representantes do poder público e das entidades representativas do mercado editorial. O seminário será realizado das 9 às 17 horas, no Auditório Nereu Ramos.

O primeiro seminário foi realizado em 2008, quando foram discutidas as políticas públicas para o livro e a leitura no Brasil.

A partir desse primeiro encontro, foram retomadas as negociações entre poder público e setor privado para a criação do Fundo Setorial Pró-Leitura, cujo projeto de lei deve ser encaminhado pelo governo ao Congresso no próximo mês.

“Espero que uma nova frente de trabalho surja desse segundo seminário, mobilizando todas as forças do setor do livro e da leitura em torno de objetivos iguais”, afirma o deputado Marcelo Almeida (PMDB-PR), presidente da Frente Parlamentar Mista da Leitura.

Painéis – O evento será composto por quatro painéis de debates, que abordarão os seguintes temas: políticas públicas para o livro e a leitura; leitura e educação na era do livro digital; o mercado editorial da era do livro digital; e direitos autorais na era do livro digital.

As inscrições podem ser feitas pelo site www.frentedaleitura.com.br


Propostas Selecionadas

Publicado o resultado dos candidatos habilitados no Edital Periódicos de Conteúdo Mais Cultura

O Ministério da Cultura publicou, nesta sexta-feira, 19 de fevereiro, no Diário Oficial da União (Seção 2, página 7), portaria com a lista de habilitados, inabilitados e desclassificados para o Edital Periódicos de Conteúdo Mais Cultura.

Revistas, jornais e publicações de quase todas as regiões do país enviaram propostas ao edital, que selecionará quatro publicações para aquisição de sete mil assinaturas por periódico, com investimento total de R$ 2,1 milhões.

Ao todo, foram 60 inscritos, sendo 45 do Sudeste; nove do Sul; cinco do Nordeste e um do Centro-Oeste. São Paulo, com 31 propostas, é o estado com maior participação no edital, seguido do Rio de Janeiro, com nove, e Rio Grande do Sul e Minas Gerais, que tiveram cinco inscritos, cada.

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Prefeito inaugura Ponto de Leitura

Diário de Petrópolis, em 01/02/2010

(…) O Ponto de Leitura Joana Marchiori, que recebeu o nome de uma das mais antigas moradoras do distrito de Secretário, conta com títulos doados pelo Ministério da Cultura e por uma das moradoras da região, Stella Maris.

Durante a inauguração do Ponto de Leitura, o prefeito Paulo Mustrangi ressaltou a importância do Incentivo à Cultura e à Leitura em nosso município. “Eu agradeço aos colaboradores dessa região, que sempre trabalham para o crescimento de nossa cidade, não só pelo setor econômico, mas também para o crescimento dos setores de educação e cultura na região. Este é apenas mais um dos exemplos que estamos trabalhando duro para melhorar a qualidade de vida em nossas comunidades. Inauguramos na noite de ontem (29) a Subprefeitura, em Itaipava, que oferecerá mais agilidade e qualidade aos serviços do poder público nos distritos de nosso município. Estamos trabalhando em conjunto com a população, ouvindo suas reivindicações, e trabalhando por uma cidade mais humana e melhor para todos”, frisou o prefeito.

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Fórum Social Mundial 2010 – “O acesso à leitura por deficientes visuais e os direitos autorais”

A inclusão dos cegos ao conhecimento e à cultura será objeto de debate nesta sexta-feira, 29/01, no Rio Grande do Sul. A proposta será discutida em Canoas, no Fórum Social Mundial (FSM-10).

O painel “O acesso à leitura por deficientes visuais e os direitos autorais” é coordenado pela Organização Nacional dos Cegos do Brasil (ONCB) e acontece às 10 horas do dia 29/01/2010, no Centro Universitário La Salle, prédio 8, 3º andar, Auditório Bruno Rüedell, na cidade de Canoas, RS.

A atividade pretende debater a atual situação do acesso à cultura por deficientes visuais na América Latina e a proposta de tratado internacional feita pela União Mundial dos Cegos na Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI). A proposta, que foi recepcionada pelo Brasil, Paraguai e Equador, está sendo estudada pelos países-membros da ONU. Visa regulamentar as relações entre os leitores com deficiência visual e os detentores de direitos autorais e será um importante instrumento para a difusão e o acesso à cultura pelos deficientes visuais de todo o mundo.

A mesa terá a seguinte composição:

- Airton Simille Marques – Organizador da Biblioteca Digital da Biblioteca Pública do Paraná.

- Clóvis Alberto Pereira – Consultor em Acessibilidade da Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual – Laramara e membro da Comissão de Comunicação e Relações Institucionais da ONCB.

- Pablo Lecuona – Desenvolvedor da Biblioteca eletrônica Tiflolibros de Buenos Aires, na Argentina, e representante da União Latinoamericana de Cegos – ULAC junto à Organização Mundial de Propriedade Intelectual – OMPI.

- Pedro José Milliet – Desenvolvedor Sênior e Arquiteto de Informação da Fundação Dorina Nowill para Cegos – FENC.

- Rafael Pereira Oliveira – Corodenador-Geral de Difusão de Direitos Autorais e Acesso à Cultura da Diretoria de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura (DDI/SPC).

Maiores informações podem ser obtidas com Moisés Bauer Luiz, Vice-Presidente da ONCB.

ONCB – Secretaria Brasília

SCS – Quadra 02 – Bloco C / Sala 209 – Ed. Anhanguera – Brasília/DF

70.315-900

Fone: 61.3041.8288

E-mail: brasilia@oncb.org.br


Avant-Première

Valor Econômico, 04/12/2009.

As editoras universitárias brasileiras aderiram ao Fundo Setorial Pró-Leitura, para o qual passaram a doar 1% de sua receita. O fundo prevê criar políticas públicas de incentivo ao acesso ao livro e à leitura.


Diretor do MinC fala sobre o Fundo Setorial Pró-Leitura

Site Leia Brasil

O diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos fala sobre o Fundo Setorial Pró-Leitura, uma iniciativa que pretende financiar programas e projetos de incentivo à leitura em todo território nacional. O vídeo também pode ser visto no site Leia Brasil.

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Professor da Unicamp defende Fundo Pró-Leitura

IN CORREIO POPULAR, Campinas - 25/09/2009

IN CORREIO POPULAR, Campinas - 25/09/2009

Ezequiel Theodoro da Silva

Faculdade de Educação – Unicamp

Despojando-me de quaisquer ideologias político-partidárias e expressando aqui tão unicamente as minhas visões de um professor que sempre lutou pela democratização da leitura no Brasil, não posso deixar de entrar no debate em torno da criação do Fundo Setorial Pró-Leitura. E lendo a paisagem atual da leitura nas diferentes regiões brasileiras, sinto-me na obrigação de me posicionar favoravelmente à consolidação e funcionamento, o mais rápido possível, desse Fundo.

Num flashback de natureza histórica, vejo que a circulação da escrita no Brasil, desde o Período Colonial, sempre foi realizada aos trancos e barrancos, sempre foi levada ao sabor dos acasos, seja porque a tesoura da censura serviu para impedir o conhecimento das idéias contra as injustiças sociais, seja porque as conquistas na esfera da produção de materiais escritos (livros, jornais, revistas, etc.) nunca foram acompanhadas de políticas consequentes de leitura. Daí o domínio e o manejo da escrita ter permanecido, ao longo da história brasileira, como um privilégio de classe e não como um direito de cidadania.

Desde o Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova nos idos de 1932, desde as contundentes reflexões de Lourenço Filho sobre a necessidade de bibliotecas para promover as práticas de leitura dentro e fora dos ambientes escolares, reitera-se a íntima relação entre leitura e desenvolvimento e, ao mesmo tempo, lamenta-se o esquecimento dos governos no que diz respeito à implantação de um serviço decente, contínuo, permanente, bem mantido e abastecido de organismos para promover o acesso democrático aos bens culturais do mundo da escrita.

É oportuno lembrar aqui que estamos vivendo o Terceiro Milênio, ano de 2009, aldeia global, com a escrita virtual da Internet abrindo perspectivas inéditas para a melhoria da comunicação humana e fazendo explodir informações por todos os lados, por todos os poros. Porém, no Brasil, o panorama da leitura – do acesso, manejo e fruição da escrita – é drástico, vergonhoso. A dívida dos governos para com a formação de leitores habituais e maduros é imensa, bastando analisar com o devido carinho os resultados das duas últimas pesquisas nacionais “Retratos da Leitura no Brasil” (2001 e 2008, Instituto Pró-Livro) e/ou comparar esses resultados com aqueles países onde as práticas de leitura foram devidamente enraizadas ao longo da sua evolução histórica.

Sempre afirmei que o ato de ler é um ato perigoso ao poder e àqueles que gozam das benesses do poder. Isto porque a leitura serve, antes de tudo, para o desvelamento das contradições sociais e para qualificar, adensar as decisões e ações dos indivíduos. Nestes termos, deixar a leitura como está, reproduzir as suas misérias, dificultar o funcionamento de programas de transformação, discursar para nada mudar ou então fingir mudar para deixar exatamente como está, arbitrar contra a instalação de um Fundo para alavancar projetos de mudança, etc. são movimentos para escantear a possibilidade de assentar neste país, definitivamente, a leitura enquanto um direito de cidadania.

Caio Graco Prado, editor com quem muitas vezes conversei a respeito dos problemas culturais brasileiros e com quem compartilhava muitas utopias, percebia muito bem que sem leitores os livros não mudam o mundo, mas que os livros, por sua vez, mudam as pessoas. Em outras palavras, que livros sem leitores são nada mais que papeis pintados com tinta. O Brasil até tem uma política do livro, mas uma política de leitura somente agora começa a se corporificar através de diferentes iniciativas do atual Governo (PNLL, Programa Mais Cultura do MINC, etc.); nestes termos, o FUNDO SETORIAL PRÓ-LEITURA pode, ao lado de outras ações também necessárias, tirar a leitura (prática sem a qual o livro não existe) do fundo do poço em que foi historicamente colocada e, o mais importante, ser uma ponte entre um governo e o seu próximo, permitindo a continuidade dos programas em favor de mudanças reais na área da leitura e evitando que  burocratas iluminados, serviçais das elites ou do poder econômico, reinventem a roda para manter a cultura escrita na sua eterna jornada sempre a pé ou de marcha ré!


Acordo Cadeia Produtiva e MinC

Cadeia Produtiva do Livro e MinC assinam acordo de R$60 milhões para o Fundo.

Entidades da Cadeia Produtiva do Livro e MinC assinam acordo.

Durante a XIV Bienal do Livro no Rio de Janeiro, entidades da cadeia produtiva do livro assinaram acordo onde estabelecem contribuição de parte do faturamento do setor para o desenvolvimento das políticas de livro e de leitura no País como retribuição à desoneração dos impostos agraciada pelo governo em 2004.

Essa contribuição representará aproximadamente 60 milhões de reais que retornarão para a economia do livro em forma de projetos e programas para fomento do livro e da leitura para fazer do Brasil um país de leitores.

O acordo foi firmado com as entidades representativas do setor: Associação Brasileira dos Editores de Livros, a Câmara Brasileira do Livro e o Sindicato Nacional de Editores de Livros, a Associação Brasileira de Difusão de Livros, Associação Nacional de Livrarias, Liga Brasileira de Editores, Associação Brasileira de Editoras Universitárias, Câmara Rio Grandense do Livro, Associação Estadual de Livrarias do Rio de Janeiro, Câmara Mineira do Livro, Câmara Amazonense do Livro e Leitura, Câmara do Livro do Distrito Federal, Câmara Baiana do Livro, Sindilivros Ceará e Diretoria do Livro, Leitura e Literatura/SAI/MinC.


Fundo Setorial Pró-Leitura

Diário do Nordeste, por Flávio Viana, 17/09/2009.

diario do nordeste

Acesse aqui o texto online.


Fundo Setorial Pró-Leitura (Flávio Paiva)

Diário do Nordeste, em 17/09/2009.

Leia abaixo trechos do artigo do jornalista Flávio Paiva, colunista do jornal Diário do Nordeste.

A concentração nesse mercado tem priorizado a literatura de araque, aquela do romance padrão e da bobalização juvenil.  Conquistas como a do FSPL precisam ser postas em prática como prova de que o Brasil está disposto a ter voz no mundo atual.

Há cinco anos o governo federal desonerou (Lei 11.033/2004) a cadeia produtiva do livro de pagar PIS/Pasep e Cofins, reduzindo em média 9% dos tributos sobre a produção. A desoneração, que num plano mais imediato visou melhorar a competitividade do setor, tinha como objetivo maior e de longo prazo, fomentar a democratização do acesso ao livro. Em contrapartida, o mercado editorial passaria a contribuir com um fundo a ser criado em favor das ações de incentivo ao livro e à leitura.

O Ministério da Cultura (MinC) regulamentou o acordo, criando o Fundo Setorial Pró-leitura (FSPL) que, assim como o vale cultura, integrará o sistema de políticas públicas compartilhadas entre governo, mercado e sociedade civil. Editores, distribuidores e livreiros deverão contribuir com cerca de um por cento do faturamento anual para a composição do arranjo de recursos que financiará as ações do Plano Nacional do livro e da leitura.

A iniciativa é boa para todo mundo: bem administrado, o FSPL contribuirá para a divulgação do hábito de leitura, para a formação de mediadores, para o fomento à realização de eventos e programas que disseminam o livro com efeitos econômicos positivos para o próprio mercado, em todos os elos da cadeia. O raciocínio econômico aplicado a esse fundo setorial tem o mesmo viés do keynesianismo de indução de demanda, que vem irrigando a Base da Pirâmide brasileira com recursos de destinação popular, revertidos em fortalecimento do mercado interno.

Esse tipo de ação é tão relevante que, em 2006, algumas entidades mantidas pela indústria do livro criaram o Instituto Pró-livro (IPL), tendo como finalidade a promoção do livro e da leitura, do ponto de vista e dos interesses do mercado, contando inclusive com a participação de representantes oficiais. Um dos bons trabalhos desenvolvidos pelo IPL foi a pesquisa Retrato da Leitura no Brasil que comentei neste espaço (DN, 12/06/2008) e que revelou o aumento da disposição dos entrevistados de ampliar o conhecimento e a informação pela leitura.

(…) O fundo, na forma como está posto pelo MinC, é a concretização do acerto resultante do processo de isenção de encargos tributários feito em 2004 a partir de proposições do próprio mercado editorial. Trata-se de um mecanismo de valorização da leitura com impacto no desenvolvimento da economia do livro mas que vai além dos interesses do mercado. Tanto que seu Comitê Gestor será formado por cinco representantes do mercado, cinco dos órgãos de cultura e educação do governo federal, dois escritores e dois mediadores de leitura.

A contribuição compulsória para a formação do FSPL é um compromisso de editores, distribuidores e livreiros beneficiados com a desoneração e que pensam no fortalecimento do setor e não apenas isoladamente no seu negócio. Um ponto que precisa ser bem mensurado neste caso é se haverá diferenças percentuais de participação por tamanho de empresa e se o percentual de contribuição será vinculado aos custos de cada segmento. Diferenciada ou não, a contribuição compulsória é fundamental para a saúde de um setor marcado pela desigualdade competitiva.

A concentração nesse mercado tem priorizado a literatura de araque, aquela do romance padrão, do esoterismo deslavado, da auto-ajuda tacanha, da bobalização infantil e juvenil, enfim, das narrativas inspiradas em pesquisas e estatísticas de consumo, modeladas pela razão instrumental e mercantil da arte de contar histórias. Essa tendência vem causando um mal-estar cultural pelo que representa de empobrecimento da experiência estética do leitor, causado pelo enxugamento da diversidade de títulos, recintos e situações propícias à elaboração do pensamento e à diversão com sensibilidade e honestidade autoral.

As grandes editoras, sobretudo as de capital estrangeiro, estão engolindo as pequenas, adquirindo seus catálogos e congelando títulos que deixam de circular por mera deliberação de estratégias montadas à revelia dos interesses nacionais. Deveria haver uma lei que obrigasse a disponibilizar no portal da Biblioteca Nacional todos os títulos que ficassem fora de catálogo por um determinado período. O livro como produto cultural necessário, não deve ser tratado simplesmente como mercadoria e nem o leitor, na sua condição de cidadão, merece ser vitimado pelos efeitos da concentração.

(…) O Fundo Setorial Pró-Leitura em sua configuração de mesa com quatro pernas, embora as duas pernas formadas por autores e mediadores (educadores, bibliotecários e contadores de histórias) ainda sejam menores do que as pernas do governo e da iniciativa privada, expressa uma intenção de equilíbrio democrático que dificulta o desvio de recursos para o atendimento de interesses isolados de monopólios e hegemonias da indústria e do comércio tradicionais e virtuais.

Um dos valores comparativos dos povos no diálogo global é a originalidade social e cultural de cada um. E o lugar das pessoas e dos grupos sociais no mundo contemporâneo passa pelo livro e pela leitura, ora como um ato pessoal e ora como um ato coletivo. Por isso, conquistas como a do FSPL precisam ser asseguradas e postas em prática, como prova de que o Brasil e nós brasileiros estamos mesmos dispostos a ter voz na construção de um novo padrão civilizatório.

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