sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

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Investimento em prédio e no acervo da instituição

Estado de S.Paulo, em 2/11/2010

No último dia 29, data em que a Fundação Biblioteca Nacional completou 200 anos de existência, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou seu maior aporte já feito na área cultural – o repasse para a instituição de R$ 31,7 milhões para recuperação dos prédios e manutenção do acervo. O anúncio foi feito em evento no prédio principal da FBN, na Rua México, no centro do Rio, com a presença do ministro da Cultura, Juca Ferreira.

O foco principal do investimento será o prédio anexo da FBN, localizado na Gamboa, zona portuária do Rio, e que será destinado à instalação da Hemeroteca Brasileira. O edifício receberá R$ 17,8 milhões do total repassado pelo BNDES, e abrigará acervo de periódicos que inclui cerca de 3,5 milhões de exemplares de jornais e revistas, com publicações desde o século 19.

“Estamos chegando a uma saturação de ocupação do prédio principal. Com a criação da hemeroteca, poderemos separar uma parte da coleção que está nesse prédio e abrir espaço para guardar em melhores condições o resto da coleção”, disse Juca Ferreira. Com acervo de mais de 9 milhões de itens, entre livros, mapas e outros documentos, a Biblioteca Nacional recebe a cada mês 7.500 novas obras, e o prédio principal está saturado para agregar ainda mais material.

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Cultura popular

O Globo-RJ, Ancelmo Gois, em 11/03/10

O ministro Juca Ferreira anuncia hoje o primeiro edital brasileiro para literatura de cordel, no valor de R$ 3 milhões. Aliás, na Biblioteca do Senado dos EUA, há no acervo 10 mil títulos do cordel brasileiro

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Livro sobreviverá às novas tecnologias, diz ministro da Cultura

Folha Online, 22/10/2009.

Ouça aqui a entrevista concedida pelo ministro Juca Ferreira para a Folha Online nessa quinta-feira (dia 22), minutos antes de sua participação na cerimônia do prêmio VivaLeitura 2009, que distribuiu R$ 90 mil para projetos em Mato Grosso, Pernambuco e Minas Gerais.


Leitura da Olimpíada e a Olimpíada da Leitura (Artigo)

Correio Braziliense, artigo de Affonso Romano de Sant’Anna, publicado em 18/10/2009.

“Vamos quebrar recordes na área do livro, da leitura e das bibliotecas. Dinheiro, aliás, para isto não vai faltar”

Direto ao assunto, sem blá-bla-blá. Dizia eu no Fórum Nacional Mais Livro e Mais Leitura, realizado em Brasília, há dias, que o prefeito Eduardo Paes, o governador Sergio Cabral, e claro, o Ministro Juca Ferreira e, sobretudo, o próprio presidente Lula poderiam lançar um projeto duplo: a Leitura da Olimpíada e a Olimpíada da Leitura.

O momento é este. Já que o presidente e o ministro estão para anunciar que zeraram o déficit de bibliotecas nos seis mil municípios, já que estão lançando, com outros ministérios, dezenas de ações na área do livro e da Leitura. A Olimpíada 2016 surge como aquilo que os astrônomos chamam de “grande atrator” para que estabeleçamos recordes também na área da educação e da cultura.

Essa ideia flex (com dupla função) é simples. Primeiro, nas escolas, proceder a uma Leitura da Olimpíada. Ou seja, usar todas as disciplinas, seja geografia, economia, história, política, química, física, para estudar o fenômeno das olimpíadas da Grécia ao Rio de Janeiro. Botem criatividade nisto. Aí se estudará de tudo, desde o racismo, o terrorismo até a questão do doping. Uma “Leitura” profunda do universo das olimpíadas se converterá numa grande enciclopédia de conhecimentos. É o grande jogo do conhecimento.

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Encontro discute políticas públicas para democratização do livro

Jornal Futura, 09/10/2009 (12h)

Em Brasília, o Fórum Nacional Mais Livro, Mais Leitura nos Estados e nos Municípios discutiu políticas públicas para a democratização do acesso a esses meios. Durante o encontro, foi lançado o projeto ‘A leitura e o livro nos planos municipais e estaduais’ para orientar a formulação e a implantação dessas políticas. Para o ministro da Cultura, Juca Ferreira, o Brasil tem grandes desafios a superar, como baixar os preços dos livros e tornar as bibliotecas mais prazeirosas ao leitor, além do envolvimento dos pais para estimular a leitura na família.  “Família onde não se lê, o trabalho tem que ser dobrado para gerar leitores”.

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Mais Livro e Mais Leitura terá portal na internet

Novo portal na Internet e guia com orientações para secretários de Educação e de Cultura foram apresentados em Brasília

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, presidiu na manhã desta quarta-feira (7/10), em Brasília, o Fórum Nacional Mais Livro e Mais Leitura nos Estados e Municípios, que reuniu representantes dos governos federal, estadual e municipal, da sociedade civil e do setor produtivo, que lotaram as dependências do salão do Centro de Eventos e Convenções Brasil 21.

Segundo Juca Ferreira, o Brasil tem mazelas históricas, como as desigualdades sociais e a incapacidade de se relacionar com os recursos naturais de maneira responsável. “Mas o país entra numa nova era, retoma o desenvolvimento, e o livro faz parte de uma série de procedimentos que o Brasil terá de realizar para retificar o projeto de desenvolvimento”, enfatizou.

O Fórum Nacional Mais Livro e Mais Leitura nos Estados e Municípios foi promovido pelos ministérios da Cultura (MinC), da Educação (MEC), Secretaria Executiva do Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL) e Instituto Pró-Livro (IPL), que se reuniram para lançar o projeto A Leitura e o Livro nos Planos Municipais e Estaduais (PMLL e PELL). Com o projeto serão estimuladas a criação e a implantação de planos de livro e leitura nas localidades brasileiras, sendo este um dos objetivos do PNLL. Todo esse trabalho contará com os serviços de capacitação e assessoramento às prefeituras e secretarias de educação e de cultura do país.

Para tanto, um novo portal na Internet, intitulado Mais Livro e Mais Leitura, será inaugurado no dia 15 de outubro.  O projeto do site foi apresentado aos participantes do Fórum. Para acessá-lo, será necessário entrar no endereço eletrônico do Plano Nacional do Livro e Leitura. Nele haverá várias seções, como as reservadas ao cadastro dos órgãos que aderirem ao projeto, notícias, experiências bem sucedidas, depoimentos, perguntas frequentes e outras. Também foi editado um guia para a elaboração e a implantação dos planos, os quais foram distribuídos aos participantes do fórum. A publicação também estará disponível no portal.

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(Edição: Andressa Mundim, com informações de Gláucia Ribeiro Lira – Ascom/MinC)
(Foto: Bruno Peres; arte: Rafael de Oliveira)


Ministro da Cultura: Brasil tem dívida histórica com o livro e a leitura

Agência Brasil, 07/10/2009.

O Brasil tem uma dívida histórica com o livro e a leitura, na avaliação do ministro da Cultura, Juca Ferreira, que afirma que houve um razoável abandono dessa área no país. Ele comparou a realidade brasileira, na qual a tiragem média de um livro é de 5 mil exemplares, com a de Cuba onde cada título tem uma tiragem de 100 mil.

forum_livroPara o ministro, sem livro e sem leitura não há objetividade na construção de uma sociedade complexa. Ele acredita ainda que é preciso que os alunos sejam treinados a ler. “É preciso que no dia a dia da sala de aula, o livro seja apresentado de forma prazerosa”, defendeu durante solenidade de abertura do 21º Fórum Nacional Mais Livro, Mais Leitura nos Estados e Municípios. O evento tem o objetivo de discutir o acesso ao livro e à leitura.

Presente à abertura do evento, o secretário executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), José Castilho Neto, disse que o povo brasileiro não pode ficar à margem do direito à leitura. “Era chegada a hora de o brasileiro exercer seu direito à leitura, esse direito somado a outros direitos fundamentais e civis, poderiam levar o país à plena cidadania.”

O presidente do Instituto Pró-Livro (IPL), Jorge Yunes, falou sobre a intenção de reunir governo e sociedade civil para a realização de um projeto para implementação de medidas de incentivo à leitura, com o objetivo de melhorar os indicativos de leitura do país.  Yunes afirmou que é preciso cativar os leitores, para tornar a leitura um hábito prazeroso. “Não é possível cativar os leitores se eles não entendem o que leem.”

O secretário de alfabetização, educação continuada e diversidade do Ministério da Educação, André Lázaro, lembrou que 65 milhões de brasileiros não tem o ensino fundamental completo, e que para esses brasileiros só o fato de os filhos estarem na escola já é uma vitória. Porém, segundo ele, é preciso saber se as crianças estão realmente aprendendo nas escolas. “O direito de aprender é o nosso principal lema”, defendeu.


Vale-Cultura vai incentivar compra de livros

TV NBR, Programa Bom dia Ministro, 13/08/2009

Ministro da Cultura, Juca Ferreira, fala sobre o Vale-Cultura, benefício de R$ 50 destinado ao trabalhador, cujo objetivo é aumentar o acesso da população a bens e serviços culturais, como cinema, teatro e aquisição de livros, dentre outros.

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Faturamento do mercado editorial cresce 9,7%

O Estado de S.Paulo, Economia e Negócios, por Ubiratan Brasil – 12/08/2009

Em 2008, o mercado editorial brasileiro apresentou crescimento de 9,7% em termos nominais (4,9% em termos reais) no faturamento em relação ao ano anterior, não sentindo, portanto, efeito da crise econômica global. A informação foi revelada pela Pesquisa anual sobre Produção e Venda do Setor Editorial Brasileiro, encomendada à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP e divulgada ontem, no Rio.

O total arrecadado foi de R$ 3,3 bilhões ante R$ 3,01 bilhões de 2007. “Foi um bom ano, mas o mercado continua atrelado às compras do governo”, diz Leda Maria Paulani, coordenadora da pesquisa, apresentada pelo Sindicato Nacional dos Editores e Livreiros (Snel) e Câmara Brasileira do livro (CBL). “Descontando as compras governamentais e observando só o crescimento do mercado (1,9%), a situação muda e pode-se afirmar que o ano não foi tão bom.”

Segundo ela, a crise econômica não provocou efeito tão devastador, pois o mercado poderia ter atingido até 2,2% de crescimento. Mesmo assim, os números foram festejados por representantes do setor. “O preço médio dos livros caiu, o que contraria comentários feitos pelo presidente Lula e pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, de que o mercado livreiro não tem colaborado”, diz Sônia Machado Jardim, presidente do Snel. O valor médio por unidade vendida variou de R$ 8,58 em 2004 para R$ 8 em 2008. “Isso demonstra um fator de aumento na concorrência, ou seja, o mercado tornou-se mais competitivo, com promoções mais agressivas e incentivo de novas formas de venda como o porta a porta e as edições de bolso.”

Um dos efeitos da crise foi notado na produção de livros, que caiu 3,17%: foram 340,2 milhões de exemplares produzidos em 2008 ante 351,4 milhões em 2007. “Por outro lado, os títulos em primeira edição cresceram 4,46%”, observa Rosely Boschini, presidente da CBL. Em 2007 foram 18.356 ante 19.174 em 2008. Outro dado curioso foi o aumento na quantidade de livros religiosos, subsegmento que mais cresceu, atingindo 21,8%. “Era um fato isolado que se tornou tendência”, comenta Sônia, que desconhece a parcela de crescimento que pode ser creditada como leitores em geral e não apenas de obras estritamente religiosas. Por outro lado, os didáticos apresentaram a maior redução na quantidade de exemplares (17,82%).

O aumento no número de universidades e, por extensão, o de alunos contribuiu para o crescimento no número de títulos científicos, técnicos, profissionais, atingindo 34,5%. “Os números refletem, de uma certa forma, o crescimento na quantidade de universitários segundo levantamento do IBGE, que apontava cerca de 10 milhões em 2000 e cerca de 15 milhões em 2006″, observa Sônia.

Os efeitos da crise econômica poderão ser mais visíveis no levamento a ser feito em 2010, com os números deste ano. “Novamente, poderemos não ter uma temporada tão boa”, avalia Leda. “Mesmo com a esperada recuperação da economia neste segundo semestre, a falta de incentivo e a queda de consumo que marcaram os primeiros seis meses poderão puxar as cifras para baixo.”

Números

R$ 3,3 bilhões foi a receita do mercado editorial brasileiro em 2008. No ano anterior, esse número havia ficado em R$ 3,01 bilhões.

R$ 8 foi o preço médio dos livros vendidos no País no ano passado. Em 2004, esse valor médio era de R$ 8,58

340,2 milhões de livros foram produzidos no Brasil no ano passado, menos que em 2007, quando a produção ficou em 351,4 milhões


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