quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

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Inscrições para o projeto Minha Escola Lê ficam abertas até o final do mês

tosabendo.com, em 14/03/2011

Escolas públicas de todo o País interessadas em participar do projeto Minha Escola Lê têm até 31 de março para fazer as suas inscrições. A iniciativa atua em todo o Brasil com diversas atividades que têm a finalidade de incentivar o hábito da leitura junto às crianças, jovens e adultos.

Para participar do projeto Minha Escola Lê, as escolas públicas interessadas fazem suas inscrições iniciais pelo site da instituição. Em seguida, recebem uma amostra do material que será utilizado pelos alunos (livros e outros materiais). Depois dessa análise, as escolas preenchem uma segunda ficha (também no site do projeto), que é a de confirmação do interesse em participar do trabalho. Todas as escolas públicas brasileiras podem participar com séries a partir do 6º ano (5ª série) do ensino fundamental, até o ensino médio. A aplicação do projeto é realizada gratuitamente.

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Caipiras de Araçatuba invadem Casa das Rosas

Concurso de Contos, em 12/02/2011

O Concurso de Contos “Cidade de Araçatuba” foi lançado oficialmente em São Paulo, na Casa das Rosas, na noite desta sexta-feira (11). Esta é sua 24ª edição e a primeira aberta também a escritores de outros países de língua lusófona. Também é inédito o fato de o evento ter sido lançado fora de Araçatuba. A solenidade marcou ainda a abertura das inscrições, que encerram em 3 de maio

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A leitura é porta para a civilidade

Tribuna da Bahia, em 28/10/2010

A prática da leitura deveria se fazer presente na vida desde o momento em que se inicia a compreensão do mundo. Devido à sua importância, o dia 29 de outubro foi escolhido como Dia Nacional do Livro, em homenagem à fundação da Biblioteca Nacional, ocorrida em 1810.

Com as tecnologias avançadas do mundo moderno, que fizeram as pessoas trocarem o hábito da leitura pelos aparelhos eletrônicos, muitos passaram a desinteressar-se por livros, empobrecendo cada vez mais seu vocabulário. Mesmo assim, saber que a leitura é algo crucial para a aprendizagem do ser humano é de suma importância, pois é através dela que se pode enriquecer o vocabulário, obtendo conhecimento, dinamizando o raciocínio e a interpretação.

Além disso, é no decorrer da leitura que se pode descobrir um mundo novo e, para tanto, o hábito de ler deve ser estimulado ainda na infância, para que o indivíduo logo cedo aprenda que é algo importante e prazeroso, assim com certeza, ao se tornar adulto, ele será culto, dinâmico e perspicaz.

“Nós vivemos numa sociedade da informação e do conhecimento e quando as pessoas estão fora desta realidade, sem o hábito da leitura, elas deixam de ter acesso a todo o legado cultural”, destaca o pedagogo e coordenador geral de ensino da Secult (Secretaria Municipal da Educação, Cultura, Esporte e Lazer), Manuel Calazans.

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Especialistas criticam analfabetismo literário no Brasil

Planeta Universitário-DF, em 14/10/2010

A falta do hábito da leitura em todos os níveis da educação brasileira, do ensino básico ao superior, foi o ponto de discussão de especialistas no III Congresso Latino-Americano de Compreensão Leitora (Comlei), nesta quarta-feira, 13 de outubro. O encontro, organizado pelo Departamento de Teoria Literária e Literaturas da Universidade de Brasília, segue até sexta-feira, 15, com programação na sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), localizada no campus Darcy Ribeiro da UnB. O escritor carioca Gabriel Perissé afirma que a cultura do analfabetismo literário, embora ainda muito forte no país, pode e deve ser mudada por meio da criatividade de professores em sala de aula. “Professores leitores podem estimular alunos criativos que no futuro constituirão famílias leitoras criativas e assim por diante”, conta o autor do livro Ler, Pensar e Escrever (1996).

Para ilustrar o poder transformador da literatura, Perissé contou uma experiência de infância. Aos nove anos, ele foi reprimido por uma professora ao escrever o plural de irmã como “irmães”. O garoto cresceu traumatizado com a grosseria da mulher. Aos 19, no entanto, Perissé leu um trecho do livro Grande Sertão – Veredas, de Guimarães Rosa, onde o autor escrevia “Enfim, cada um o que quer aprova, o senhor sabe: pão ou pães, questão de opiniães” e decidiu escrever seu primeiro ensaio literário. Hoje, aos 48 anos, tem 18 livros publicados.

A palestra de Perissé estimulou a piauiense Conceição Soares, 31 anos, a publicar o livro Cecita Concita, resultado da experiência que adquiriu em seis anos como educadora. Ela conta que a primeira versão da publicação já está pronta, mas, por se tratar de um material direcionado às crianças de zero a seis anos, não encontrou apoio para concretizar o projeto. “Aqui achei motivação para dar continuidade. O primeiro contato da criança com o livro é importante e deve acontecer ainda na primeira infância”, defende.

HISTÓRIAS – A cearense Magnólia Araújo Santos, 36 anos, defendeu a contação de histórias como uma forma de incentivar o hábito da leitura em crianças e adolescentes. Coordenadora do Projeto Protagonistas da História, ela conta com o apoio de alunos do ensino médio para visitar turmas do ensino fundamental. “O ato de contar histórias pode ser mais que uma leitura, pode ser a emoção do aprender a compartilhar”, afirma. “Não quero ser uma professora comum, quero que minha prática seja significativa”, completa.

ISOLADOS – A falta do hábito da leitura também faz parte do cotidiano de universitários e pós-graduandos. É o que afirma a professora Graça Paulino, da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Segundo ela, a medida que a pessoa se especializa o repertório literário empobrece. “A literatura especializada afasta os intelectuais da realidade brasileira”, afirma.

“Ter olhos apenas para a literatura especializada é como se fechar para a vida social e ignorar aspectos importantes da vida das pessoas”.

Organizadora do encontro, a professora Hilda Lontra, do Departamento de Teoria Literária e Literaturas da UnB, ressalta que as abordagens dos colegas traduzem a importância do congresso. “Nosso objetivo é solidificar entre educadores de todos os níveis a importância da formação leitora”, esclarece. De acordo com ela, após o encerramento do congresso, as discussões e os debates do encontro serão disponibilizados no site do evento. “O site será um canal aberto de comunicação entre os professores e o Ministério da Cultura para o engrandecimento da cultura literária brasileira”, observa.


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Veríssimo elogia Feira do Livro em coluna nacional

Diário do Pará, em 9/9/2010

Quatro dias após o seu encerramento a Feira Pan-Amazônica do Livro foi destaque na coluna do escritor Luiz Fernando Veríssimo publicada no caderno ‘Brasil’ do Diário do Pará, além de jornais de circulação nacional como O Globo.

O escritor foi uma das grandes atrações da Feira, participando de um encontro literário ao lado de Zuenir Ventura, e escreveu em sua coluna sobre o grande público presente em um evento direcionado à literatura, comentando também algumas atrações musicais da Feira.

Leia o trecho em que Veríssimo fala sobre a participação na Feira:

Luiz Fernando Veríssimo

Crimes e livros

(…)

POÇÕES

Quem teme pelo futuro do livro e lamenta a falta de leitores no Brasil deveria dar um jeito de conhecer a Feira Pan-Amazonica do Livro, em Belém do Pará. Garanto que sairia com as esperanças recauchutadas e nova fé no brasileiro. A Feira, que estava na sua décima-quarta edição quando a visitamos com o Zuenir e a Mary , há dias, não para de crescer e já é uma das principais no continente. Claro que só uma pequena parte daquela multidão estava lá para comprar livros, mas o livro e seus entornos eram a principal atração do evento e a maior parte da multidão era de jovens leitores em potencial. No famoso mercado Ver-o-peso de Belém vendem poções para fazer crescer cabelo em careca enquanto levantam seu libido e curam sua lerdeza, mas aposto que nenhum líquido engarrafado entusiasmaria mais do que a visão da garotada enchendo todos os espaços da enorme feira, levada pelo livro.

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Do que depende a sobrevivência da leitura?

GUIA GLOBAL – em 06/09/2010

O término da 21ª Bienal do Livro de São Paulo mais uma vez colocou em evidência um espectro que ronda o mercado editorial e o universo de leitores já há alguns anos: o fantasma do livro digital. É bom lembrar, antes de mais nada, que um fantasma não é essencialmente uma entidade maléfica, assim como não o é, em essência, o livro digital, ou e-book. Mas algumas leituras muito apressadas e propagandas mais apressadas ainda têm causado reações precipitadíssimas, para o bem ou para o mal mas, sobretudo, por uma compreensão parcial de tudo o que envolve o livro digital, o próprio livro, a leitura e até mesmo a educação como ela é, pois ainda se trata da principal fonte de formação de novos leitores.

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Feira do Livro 2010 será expandida

Alô Brasília, em 19/8/2010

A 29ª edição da Feira do Livro de Brasília, marcada para acontecer entre os dias 8 de 17 de outubro, será ampliada este ano. A Secretaria de Cultura, parceira da Câmara do Livro na organização do evento, decidiu transferir o evento do shopping da W3 Sul para o ExpoBrasília, o pavilhão de exposições do Parque da Cidade. Com a mudança será possível ampliar não só o fluxo de visitantes por dia – cerca de 15 mil –, mas expandir o cronograma de atividades interativas como oficinas, seminários, bate-papos com autores e até performances artísticas.

 Outras novidades programadas para este ano são a inclusão do programa Mala do Livro, da Secretaria de Cultura, da Semana Nacional do Livro e da Bienal Internacional de Poesia de Brasília. Os detalhes estão sendo acertados em reuniões entre o secretário Silvestre Gorgulho, o diretor da Biblioteca Nacional de Brasília, Antônio Miranda, dirigentes da Câmara do Livro e representantes do Congresso Latino-Americano de Compreensão da Leitura, evento também simultâneo à Feira.

 Para Gorgulho, ampliar as dimensões da Feira é uma ótima estratégia para universalizar o hábito da leitura entre os brasilienses. “A Feira acontece em uma semana muito importante onde são comemorados os dias das crianças e dos professores. É preciso estimular o a leitura desde cedo, papel fundamental de nossos educadores. A Feira sempre atrai muitos alunos acompanhados de seus mestres. Neste ano eles terão um motivo a mais: comemorar seu dia num espaço voltado para o saber”, destacou o secretário de Cultura.


Diretor de Livro, Leitura e Literatura do MinC participa de programa de entrevista

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Seduções da leitura

A Tarde, em 28/7/2010

Não é tão grave quanto parecia, nem irreversível, a crise de leitura no universo brasileiro. Esta verificação produz uma alegria de fundo emotivo: o País passou a ler mais, está fadado a pensar e agir melhor, após um período em que a contínua expansão populacional encolhia estranhamente o acesso ao clube do livro. O descompasso era atribuído mormente a deficiências do ensino e baixo poder aquisitivo.

Levantamento da Associação Nacional de Livrarias (ANL), ontem divulgado, informa que o número de lojas cresce. Não mais do tipo papelaria, senão livrarias autênticas,em que o livro bem acabado, a criatividade do espaço e o seu conforto fazem consumidores.A Bahia está bem na pesquisa: é a primeira em número de livrarias no Nordeste, e responde pelo sexto posto nacional.

Em média, o nível de leitura por habitante faz 1,9 livro por ano. É pouco,em comparação com Argentina (5), Chile (3) e Colômbia (2,5). Mas para o pequeno e significativo avanço há de ter contribuído a oferta de livrarias modernas, misto de sala de leitura, café e ponto de encontro – um privilégio até aqui dos grandes centros. De qualquer maneira, há no Brasil 2.980 lojas de livros – 11% a mais do que em 2006.

A distribuição de livrarias não é aleatória.

A iniciativa privada busca o retorno mais curto dos capitais, e nesse caso prioriza cidades e regiões de maior densidade demográfica ,melhor padrão de renda e de educação formal. Não será à toa que o Sudeste tenha mais lojas, e que São Paulo possua o dobro do segundo colocado,o Rio de Janeiro. Muitas lojas complementamos livros com CDs, DVDs e demais atrações eletrônicas.

Mudou o perfil do consumidor,mudou a estratégia mercadológica. A essas mudanças corresponde, na primeira infância e juventude, uma fome aberta de conhecimentos, curiosidade atiçada e aventuras espirituais – forças com que se transforma o indivíduo para melhor,e se adquire consciência crítica, e se firma a aliança do progresso.


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Pesquisa revela que os brasileiros estão lendo mais

Bom Dia Brasil, em 27/7/2010

Levantamento da ANL aponta que os brasileiros leem 1,9 livros por ano. Os dirigentes do setor comemoram, mas dizem que dá para melhorar

Um dia na vida de Ulisses. Um dia na morte de Quincas. Quem gosta de ler sabe: é possível ir da Irlanda de James Joyce até a Bahia de Jorge Amado só correndo a prateleira.

É um mundo imenso, cada vez mais lido e vivido pelos brasileiros. O aumento no número de livrarias confirma essa boa notícia que apareceu em uma pesquisa, que será divulgada nesta terça-feira (27) pela Associação Nacional de Livrarias. Essa pesquisa também traz algumas surpresas, como o estado brasileiro com mais livrarias por habitante.

Veja na reportagem de Walace Lara.

A leitura é de alguém que começa a descobrir o prazer das palavras. Estamos lendo mais. Esta é uma das principais conclusões de uma pesquisa inédita da Associação Nacional de Livrarias (ANL). O levantamento mostra que no país existem 2.980 lojas – 11% a mais do que havia em 2006. Os dirigentes do setor comemoram, mas dizem que dá para melhorar.

“O nosso índice ainda é muito baixo. Ainda é 1,9 livros ano lido por habitante ano. Isso é muito pouco e muito aquém de países latino-americanos. Na Argentina, se lê em torno de cinco. No Chile, três. Na Colômbia, se lê 2,5 livros por anos”, declara Vitor Tavares, presidente da ANL.

Um dos motivos para o índice não ser mais alto é a falta de livrarias em pequenas e médias cidades. Hoje, a maior parte está concentrada nos grandes centros. A região Sudeste é a que tem o maior número de lojas. O estado de São Paulo tem mais que o dobro do segundo colocado, o Rio de Janeiro.

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