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quinta-feira, 24 de maio de 2012

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Gosto pela leitura vem de berço

Jornal de Brasília, em 27/7/2010

Bebês que têm contato com livros chegam ao Ensino Fundamental com mais vocabulário

Ler para um bebê que ainda não fala nem entende o que é falado pode parecer perda de tempo, mas diversos estudos mostram que, a longo prazo, a prática pode beneficiar o desempenho escolar. Além de adquirir gosto pela leitura, as crianças que têm contato com livros desde o berço chegam ao ensino fundamental com vocabulário mais rico e maior capacidade de compreensão e de manter a atenção nos estudos.

Para ajudar na escolha do título mais adequado para cada idade e no desafio de manter as crianças pequenas entretidas, o Instituto Alfa e Beto (IAB) apresenta na próxima Bienal do livro de São Paulo a Biblioteca do Bebê. Além de vários livros divididos por faixa etária, o local terá voluntários que ensinarão aos pais técnicas de leitura. As principais dicas estão reunidas em uma cartilha que será distribuída aos visitantes.

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A Flip vem aí (Moacyr Scliar)

Correio Braziliense, em 27/7/2010

“O autor de um livro não é uma entidade misteriosa, não é um ET; é uma pessoa igual a todas as outras, capaz de falar sobre seu trabalho, de esclarecer dúvidas e, sobretudo, de motivar pessoas a ler e, inclusive, a escrever”

Que o Brasil está mudando para melhor não pode haver dúvida. É só consultar os números: os indicadores econômicos, os indicadores de saúde e bem-estar social (a mortalidade infantil diminuindo, a expectativa de vida aumentando, o analfabetismo caindo, pessoas saindo da faixa da pobreza absoluta). E isso se manifesta também na área cultural: o mercado livreiro está crescendo, a rede de ensino está introduzindo os jovens à literatura e, detalhe interessante e significativo, aumenta o número de eventos livreiros-literários.

Neste sentido, o país percorreu uma trajetória. De início tínhamos as feiras do livro, que obedeciam ao clássico e muito antigo conceito de feira: um lugar, frequentemente situado ao ar livre, onde as pessoas podem fazer compras de maneira informal, pagando preços mais baixos. Um exemplo típico é o da Feira do livro de Porto Alegre que, em termos de duração contínua (outras surgiram antes, mas interromperam sua atividade) é a mais antiga do país. A feira se realiza na Praça da Alfândega, no centro da cidade, tradicionalmente em outubro/novembro. A época não foi escolhida por acaso: desde seu início, a feira tornou-se uma fonte de presentes de Natal e também fornecia leitura para aqueles que, seguindo o tradicional costume gaúcho, iam passar as férias nas praias de mar.

As feiras se propagaram por todo o país. E se sofisticaram. Surgiu uma programação paralela: as sessões de autógrafo, os encontros com escritores, os espetáculos musicais (sem falar nos lugares de comida e bebida; nem só da nutrição espiritual vive o leitor). E depois das feiras vieram as bienais do livro; o intervalo de dois anos permite uma preparação mais complexa e diversificada. Ah, sim, temos ainda o salão do livro, evento semelhante às feiras e bienais.

A etapa mais recente nessa trajetória é constituída pelos festivais literários. Destes, o mais conhecido é a Flip, que data de 2003 e tem como cenário uma das mais belas regiões do país. Naquele ano, a sigla designava o Festival Literário de Paraty; mas já na segunda edição o nome mudou para Festa, o que parece mais compatível com o jeito de ser de nossa gente. Um nome importante na história da Flip é o da inglesa Liz Calder, uma editora que revelou ao mundo nomes como os de Julian Barnes, Salman Rushdie e J.K. Rowling, a criadora de Harry Potter. Nos anos 1960, antes mesmo de trabalhar com literatura, Liz Calder morou no BRASIL com o primeiro marido e duas filhas pequenas. Voltou para a Inglaterra, mas continuava passando as férias em nosso país; aqui acabou descobrindo Paraty, lugar pelo qual se apaixonou. Ali construiu uma casa; e ali nasceu o projeto do festival literário.

Que agora chega à sua oitava versão (de 4 a 8 de agosto), homenageando uma figura importante e singular na vida cultural brasileira: Gilberto Freyre, a quem serão dedicadas nada menos que três mesas e cuja obra será apresentada por Fernando Henrique Cardoso. Além disso, teremos uma verdadeira constelação de nomes internacionais: Isabel Allende, Robert Darnton, Salman Rushdie, William Kennedy, Robert Crumb, Terry Eagleton, A.B. Yeoshua, a iraniana Azar Nafisi, para citar só alguns nomes. Tempos atrás houve certa polêmica a respeito desse fato: a Flip estaria privilegiando escritores estrangeiros. Mas esse tipo de ponderação não faz sentido. Em primeiro lugar porque vivemos num mundo globalizado e lemos autores de vários países, seja no original ou em tradução, seja em livros ou na internet. Depois, porque o contato com escritores motiva os leitores, sobretudo os jovens leitores. Eles descobrem que o autor de um livro não é uma entidade misteriosa, não é um ET; é uma pessoa igual a todas as outras, capaz de falar sobre seu trabalho, de esclarecer dúvidas e, sobretudo, de motivar pessoas a ler e, inclusive, a escrever.

A Flip ajuda a colocar o Brasil no mapa da cultura literária mundial. E mostra que, de fato, estamos mudando. Para melhor.


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Livro virtual não ameaça as livrarias

Bom Dia Brasil, em 27/7/2010

“Livro não é só o formato, mas o espírito que está dentro dele. Isso tem que continuar e continuará independente dos avanços tecnológicos”, afirma Miriam Leitão.

O livro virtual não ameaça as livrarias. O livro não morre e não vai morrer, porque o livro não é só um formato. Esse formato tem 500 anos, veio de Gutenberg. Agora tem o livro eletrônico, mas o importante é que o livro não é só o formato, mas é o espírito que está dentro dele. Isso tem que continuar e continuará independente dos avanços tecnológicos.

A leitura começa de criança. Inclusive o que os psicólogos dizem que, se ela não souber ler, os pais têm que ler para a criança, sempre, porque vai ajudar a formar o leitor. O Brasil lê ainda muito pouco.


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O judeu de Bethesda (Artigo)

 Revista Veja, Claudio de Moura e Castro, em 18/06/2010

“Se livro fosse cultura, os cupins seriam os seres mais cultos do globo. Só livro lido é cultura”

Último dia de aula na escola Walt Whitman. Situada em Bethesda, um bairro intelectualmente sofisticado da região de Washington (DC), é uma das melhores dos Estados Unidos. O pimpolho volta para casa. Poderia estar sonhando com três meses de vadiagem, longe dos livros. Mas o sonho duraria pouco. Ao fim da tarde, chega o pai judeu, carregando uma sacola de livros recém-comprados. Chama o filho, esparrama os livros na mesa da sala e começa a montar o cronograma de leituras, incluindo a cobrança periódica do que terá sido lido. Ignoro quantos pais judeus passaram também nas livrarias. Mas imagino que não foram poucos.

Leia aqui a matéria completa


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O direito à leitura – Vivaleitura! (Artigo)

Diário de Pernambuco – PE, José Castilho Marques* e Mônica Messenberg**, em 19/6/2010

O brasileiro lê em média 1,7 livros per capita/ano, se expurgarmos do índice apurado os livros didáticos de leitura obrigatória nas escolas, segundo informações da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, de responsabilidade do Instituto Pró-Livro. Um índice baixo que pode ser atribuído a diversos fatores.

Seria injusto dizer, no entanto, que o brasileiro não lê porque não quer e são muitas as evidências desta afirmativa. Uma das principais evidências, o Prêmio Vivaleitura, iniciativa dos Ministérios da Cultura e da Educação, e que faz parte do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), completa cinco anos em 2010 sob a coordenação da OEI e o patrocínio da Fundação Santillana.

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Caravana incentiva crianças a ler livros

Canção Notícias, Canção Nova, em 8/6/2010

Em Monteiro Lobato, interior de São Paulo, as crianças ganharam um motivo há mais para gostar de ler. Elas receberam hoje uma caravana, que além de incentivar a leitura, oferece exemplares que custam baratinho.

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Tecnologia – Câmara promove II Seminário do Livro e da Leitura no Brasil

Jornal da Câmara – DF, 17/05/2010

A Comissão de Educação e Cultura e a Frente Parlamentar Mista da Leitura no Congresso Nacional promovem na quinta-feira (20) o II Seminário do Livro e da Leitura no Brasil. Com o tema “Estado e sociedade: a leitura na era do livro digital”, o evento reunirá representantes do poder público e das entidades representativas do mercado editorial. O seminário será realizado das 9 às 17 horas, no Auditório Nereu Ramos.

O primeiro seminário foi realizado em 2008, quando foram discutidas as políticas públicas para o livro e a leitura no Brasil.

A partir desse primeiro encontro, foram retomadas as negociações entre poder público e setor privado para a criação do Fundo Setorial Pró-Leitura, cujo projeto de lei deve ser encaminhado pelo governo ao Congresso no próximo mês.

“Espero que uma nova frente de trabalho surja desse segundo seminário, mobilizando todas as forças do setor do livro e da leitura em torno de objetivos iguais”, afirma o deputado Marcelo Almeida (PMDB-PR), presidente da Frente Parlamentar Mista da Leitura.

Painéis – O evento será composto por quatro painéis de debates, que abordarão os seguintes temas: políticas públicas para o livro e a leitura; leitura e educação na era do livro digital; o mercado editorial da era do livro digital; e direitos autorais na era do livro digital.

As inscrições podem ser feitas pelo site www.frentedaleitura.com.br


Entrevista com o diretor Fabiano Piúba sobre o edital de apoio a bibliotecas públicas

NBR Entrevista, da TV NBR, 12/05/2010

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Conheça sites para baixar livros gratuitos

 Folha de S.Paulo-SP, Rafael Capanema, em 07/04/2010

Obras em domínio público de escritores como Machado de Assis e Fernando Pessoa estão disponíveis na rede

É vasta a oferta de sites com livros eletrônicos para down- load -isso se você procura obras da literatura brasileira e internacional em domínio público ou lançamentos em inglês. Ainda há poucos títulos comerciais em português disponíveis em forma de e-book.

Leia matéria na íntegra.


III Congresso Brasileiro de Compreensão Leitora

Vem aí o III Congresso Latino-Americano de Compreensão Leitora: ler para produzir mais cultura, iniciativa da Fundação Cultural Jaime Cerrón Palomino (Huancayo, Peru) e apoio da Fundación de Lecturas del Sur del Mundo com a Organización Latinoamericana de asistencia en las problemáticas lectoras (Patagônia, Argentina), pela primeira vez realizado no Brasil, Distrito Federal, dentro das comemorações do Cinquentenário de Brasília.

O Grupo de Pesquisa LER: leitura, ensino, recepção da Universidade de Brasília almeja reunir um grupo seleto de pessoas, entre estudantes, docentes e investigadores da América Latina e do Brasil, para discutir e propor alternativas de ação que objetivem otimizar a competência leitora de infantes, jovens e adultos, no cenário latino-americano.

Mais informações pelos seguintes endereços:

http://leituras.literaturas.pro.br

http://ler.literaturas.pro.br

http://www.literaturas.pro.br

http://leituraliteraria.blogspot.com/