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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Tag » livro digital

O futuro do livro

Valor Econômico -SP, João Luiz Rosa, Heloísa Magalhães e Cibelle Bouças, em 1/04/2010

(…) Milênios depois, parece que a biblioteca está pegando fogo novamente. Claro, em sentido figurado. Editoras, livrarias e autores – os principais elos da cadeia editorial – estão preocupados com o avanço de companhias de tecnologia como Apple, Amazon e Sony, ávidas em lucrar com seus leitores eletrônicos de livros. Para os pessimistas, essas empresas seriam os novos bárbaros, capazes de colocar abaixo o edifício ao minar as bases que há muito tempo sustentam negócio. Os mais otimistas veem exagero nisso tudo, mas concordam que os atores tradicionais do setor terão de mudar seu script para não sair de cena. Nos dois lados, prevalece a dúvida: afinal, qual será o futuro do livro?

“Vai haver uma coexistência. [O meio digital] é uma evolução natural do livro. Os consumidores dos livros físicos e dos digitais continuarão existindo porque são tipos de leitura diferentes”, diz Eduardo Mendes, diretor-executivo da Câmara Brasileira do Livro (CBL). “O público é que vai definir com que intensidade consumirá um tipo ou outro.” O tema ganhou tanta importância que o órgão organizou nesta semana, em São Paulo, o I Congresso Internacional do Livro Digital.

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Livro digital é tema de palestras em SP

 Folha de S. Paulo – SP, Fábio Victor, em 29/03/2010

Congresso internacional, que começa hoje, terá especialistas debatendo o futuro do mercado editorial

As incertezas que rondam o nascente mercado de livros digitais serão debatidas por especialistas e empresários a partir de hoje em São Paulo, no primeiro Congresso Internacional do Livro Digital.

Promovido em parceria entre CBL (Câmara Brasileira do LIVRO), Imprensa Oficial do Estado de SP e Frankfurter Buchmesse (organizadora da Feira de Frankfurt), o encontro vai até quarta-feira, no hotel Maksoud Plaza. Embora voltado ao setor, tem inscrições, pagas, abertas ao público.

A palestra de abertura, hoje, às 19h, reúne o diretor da Feira de Frankfurt, Juergen Boss, a presidente da CBL, Rosely Boschini, e o presidente da Imprensa Oficial, Hubert Alquéres. Em seguida, Boss, sozinho, discorre sobre “A Nova Era de Ouro das Editoras”.

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A edição é o livro

Revista Veja, em 29/03/2010

Chega às lojas dos Estados Unidos no próximo dia 3 de abril o iPad, o aguardado tablet da Apple, a combinação de notebook com leitor digital (e-reader). Esse aparelho, assim como outros do gênero, tenta ser uma opção à relação secular mantida pelo homem com os livros impressos desde a invenção da prensa de tipos móveis pelo alemão Johannes Gutenberg, no século XV. Com a proliferação dos livros eletrônicos, o processo de impressão física está em via de extinção? Para discutir o impacto das novas tecnologias no setor, a Câmara Brasileira do Livro, em parceria com a Imprensa Oficial, convidou especialistas no assunto para participar do 1º Congresso Internacional do Livro Digital, que ocorrerá em São Paulo de 29 a 31 de março. Um dos palestrantes é Juergen Boos, diretor da Feira de Frankfurt, o maior e o mais importante evento do mercado mundial de livros. Na semana passada, dias antes de sua visita ao Brasil, Boos falou ao repórter Luís Guilherme Barrucho.

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O encontro dos livros com a web

 

O Estadao de S.Paulo – SP, Raquel Cozer, em 21/03/2010

A mais recente reformulação do site da gigante editorial Simon & Schuster, no mês passado, abriu espaço para um guia de bons modos on-line para escritores. As regras? Abra um blog. Entre no Facebook. Crie conteúdo para redes sociais literárias. Interaja.

O crescimento das redes sociais literárias no País no último ano ajuda a entender como o mundo digital e o editorial podem se complementar. A maior delas, o Skoob (www.skoob.com), foi criada por um grupo de amigos em dezembro de 2008 e já tem 150 mil cadastrados – há coisa de seis meses, mal passava dos 30 mil. São números consideráveis para uma rede que se descreve apenas como “um local onde você diz o que está lendo, o que já leu e o que ainda vai ler”. Mas o fato é que esse tipo de mídia tem um papel bem maior que o de “dizer o que se lê” – e isso é algo que as editoras nacionais apenas começaram a perceber.

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Venda de “e-books” engatinha no País

Diário do Grande ABC – SP, Leone Farias, em 21/03/2010

Dados da Consumer Eletronics Association (associação norte-americana que reúne mais de 2.000 empresas, que vão do design, produção à distribuição) apontam que as vendas desses equipamentos quadruplicaram em 2009, somando 2,2 milhões de unidades, e devem duplicar neste ano, chegado à marca de 5 milhões.

Outra projeção, da consultoria Gartner, é ainda mais otimista: até o fim de 2010, serão vendidos 10 milhões desses itens no mundo.

Por sua vez, no Brasil, os preços elevados, por causa dos custos de importação (ainda não há itens fabricados no País), e o número reduzido de livros virtuais disponíveis (para baixar na internet) em português são alguns dos fatores que dificultam sua difusão por aqui, segundo especialistas.

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Tradição versus tecnologia gera debate sobre o futuro do livro

O Fluminense – RJ, Flávia Custódio, em 21/03/2010

O Jornal O Fluminense entrevistou seis personagens que deram o seu depoimento sobre o impacto do lançamento dos e-books na leitura. Entre eles, os escritores Arthur Dapieve e Thalita Rebouças, o jornalista William Bonner, a professora de letras da PUC Eliana Yunes, a leitora Michele Paiva e a editora Otacília de Freitas. As opiniões mostram um cenário otimista para a coexistência dos dois formatos. E uma questão foi unânime: o livro físico ainda é mais democrático que o digital, já que grande parte da população ainda não tem acesso à tecnologia. Gutemberg – inventor da prensa móvel, que possibilitou a produção de livros em larga escala – pode descansar tranquilo. Pelo menos por enquanto.

 

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Livro em ascensão

A Notícia – SC, Luiz Carlos Amorim, em 19/03/2010

Com a chegada ao Brasil dos leitores de livros eletrônicos, como Kindle e o novo da Apple – existe até um tupiniquim, já – instalou-se de novo a polêmica da previsão da queda do livro impresso.

O engraçado é que, mesmo rolando aos quatro ventos o anúncio do fim do livro, a verdade é que as vendas dos volumes tradicionais, impressos, está em ascensão. Levantamento da Associação Nacional de Livrarias dá conta de que o crescimento de vendas atingiu mais de 10% nos últimos anos.

Sabemos que, devagar, a adesão aos livros eletrônicos vai progredindo. E se, apesar dos adeptos do Kindle e outros leitores eletrônicos, que já perfazem uma pequena fatia da venda e de consumo de e-books, o livro impresso continua aumentando suas vendas, talvez isso signifique que o número de leitores de livros têm aumentado.

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Primeiro leitor eletrônico de livros brasileiro sai em junho

Jornal do Brasil – RJ, em 26/02/2010

O primeiro leitor eletrônico de livros brasileiro, o Mix Leitord, será lançado em junho pela pequena empresa Mix Tecnologia. Com tela de 6 polegadas e 400 gramas, o aparelho comporta cerca de 1.500 livros em versão digital e tem uma bateria que permite mais de 8 mil trocas de páginas. O preço do eletrônico ficará entre R$ 650 e R$ 1.100. A empresa está pleiteando isenções fiscais, já que o produto terá utilidades acadêmicas.

Durante a conferência sobre educação, os diretores da Mix Tecnologia, Diego Mello e Murilo Marinho, mostraram como uma pequena ideia cresceu e irá se transformar em um grande lançamento. Diego disse que o país tem um grande potencial de leitura e que os livros precisam estar mais perto dos jovens.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil é o maior leitor de livros didáticos do mundo, embora quase 65% dos municípios não tenham livraria e 17%, careçam de bibliotecas.

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Letras escritas com pixels

Correio Braziliense – DF, Igor Silveira, em 11/01/2010

O lançamento do Kindle em mais de 100 países e o anúncio de leitores digitais de outras marcas, deve fazer o mercado dos e-books estourar neste ano. A preocupação, agora, é com a pirataria das obras

A notícia recém-saída do forno de que o Kindle DX(1), novo modelo do leitor digital mais popular do planeta, será comercializado pela Amazon a partir deste ano em mais de 100 países, incluindo o Brasil, reflete o bom momento do mercado editorial eletrônico. A popularização dos e-books ganhou força em 2009 com a aposta dos fabricantes em plataformas modernas e confortáveis para os usuários. As editoras pegaram carona na oportunidade de ampliar a margem de lucros e passaram a propor aos escritores contratos com cláusulas que permitem a publicação das obras na rede mundial de computadores. Revistas e jornais também aderiram à ideia e fornecem edições no formato apropriado para o aparelho de leitura eletrônica. Todos os indícios apontam para a mesma direção: a leitura digital é uma tendência sólida e irreversível.

Os entusiastas destacam a mobilidade como um dos principais trunfos dos leitores digitais. De fato, os arquivos de texto têm inúmeros formatos que ocupam pouca memória nos aparelhos. Assim, em uma viagem, por exemplo, o usuário pode transportar milhares de livros em um espaço onde caberia apenas uma fina pasta. A possibilidade de comprar um título em uma página eletrônica de outro país e recebê-lo quase que instantaneamente é outro aspecto positivo. Mesmo o desconforto causado ao ler textos nesses computadores não é mais problema. Os fabricantes criaram uma tela que reflete a luz da mesma maneira que uma folha de papel, sem iluminação no fundo.

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Sebos na era digital

A Notícia – SC, em 08/01/2010

Sites especializados ajudam na busca de livros usados ou raros, e são opção para economizar

Laptop in classic libraryOs sebos encontraram na internet uma aliada poderosa para continuarem sendo uma opção na busca de livros baratos, raros e, na maioria das vezes, conservados. Os internautas dispõem na rede várias opções onde podem garimpar obras literárias em todo o país.

O site Estante Virtual é uma delas. Criado em 2005, já tem 1.619 sebos cadastrados em 307 cidades, e cerca de 5 milhões de livros.

O site funciona como um mediador entre o comprador e o vendedor. Todas as negociações, como o preço do frete e detalhes sobre o estado de conservação dos livros, são feitas diretamente com o dono do sebo escolhido.

“É uma tendência do mercado que não dá para desprezar”, afirma Cida Caldas, dona do Sebinho, um dos estabelecimentos cadastrados pelo Estante Virtual.

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