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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Tag » livro e leitura

Rede Nacional do Livro permite maior acesso das pessoas deficientes à cultura

O Norte de Minas, em 23/11/2010

Representantes das diretorias de Direitos Intelectuais e do Livro, Leitura e Literatura do ministério de Cultura e os selecionados no edital de fomento à ações no trabalho com pessoas deficientes, iniciaram, na semana passada, em Brasília, os trabalhos para a implantação da primeira rede nacional de produção, difusão e distribuição de livros no formato acessível.

A reunião compôs a agenda paralela do Encontro Nacional do Livro, Leitura e Literatura que está sendo realizado na cidade. No edital, lançado pelo Ministério da Cultura em junho deste ano, foram selecionadas oito instituições que trabalham com pessoas portadoras de deficiência e que irão atuar em parceria na formação desta rede.

Por meio deste edital, o ministério está destinando mais de R$ 1 milhão para financiar a ampliação e o fortalecimento da cadeia produtiva do livro acessível. Os investimentos serão feitos na estruturação da produção e na qualificação dos operadores da tecnologia que permite maior acesso das pessoas deficientes à Cultura.

A rede nacional do livro acessível deverá estar estruturada até meados de abril do próximo ano e será coordenada pela Organização Nacional dos Cegos do Brasil – ONCB. Segundo seu presidente, Moisés Bauer, a ideia é ampliar a produção deste tipo de livro no Brasil e descentralizar a produção para várias unidades da federação.

Leia aqui a matéria na íntegra.


Fórum discute implantação do plano municipal do livro

Jornal do Commercio – PE, em 8/10/2010

Membros da cadeia produtiva do livro, uni-vos! Já começaram as discussões em torno da formulação do Plano Municipal do livro e leitura. Na quarta-feira, no final da tarde, nos jardins da Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco – ambiente aprazível bem adequado aos temas livro e leitura -, foi realizada mais uma rodada de debate sobre o PMLL.

O encontro foi aberto ao público e reuniu membros do Fórum Pernambucano em Defesa do livro, da leitura e das Bibliotecas, que é composto por representantes da sociedade civil e das três esferas do poder público.

“O fórum objetiva uma troca de saberes e, sobretudo, fazer o controle social das políticas públicas voltadas para o livro, a leitura e as bibliotecas. No início de 2010, tivemos uma vitória importante, quando foi sancionado um projeto municipal sobre o tema”, diz o estudante de pedagogia Gabriel Lopes de Santana, um dos coordenadores do fórum, que também coordena a rede de bibliotecas comunitárias da Região Metropolitana do Recife.

Gabriel se refere ao projeto de lei, de autoria do vereador do Recife, Luciano Siqueira, que cria a Política Municipal do livro e incentivo à cultura da leitura.

Agora, é trabalho do fórum definir metas e estratégias, agregando à discussão outros elementos da cadeia do livro, a exemplo de escritores, livreiros e editoras. O Plano Nacional do livro e leitura, lançado pelo governo federal em 2006, previa que, até o final do ano passado, a maioria dos estados e municípios aderisse à ideia, criando seus próprios planos, adequados à realidade local. Na época, criou uma espécie de guia, mostrando o passo a passo para essa construção.


III Encontro Estadual de Bibliotecas acontece dias 23 e 24 de setembro

Infonet, em 22/9/2010

O evento será realizado no auditório da Biblioteca Pública Epifânio Dória e terá o objetivo de reunir a cadeia criativa, produtiva, mediadora e agente de biblioteca em torno de discussões

A Secretaria de Estado da Cultura e o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, com o apoio da Diretoria do Livro e Leitura do MinC realizam o Fórum do Plano Estadual do Livro e Leitura de Sergipe e do III Encontro Estadual de Bibliotecas Públicas, nos dias 23 e 24 de setembro de 2010.

O evento será realizado no auditório da Biblioteca Pública Epifânio Dória e terá o objetivo de reunir a cadeia criativa, produtiva, mediadora e agente de biblioteca em torno de discussões referentes às ações na área do livro, leitura e biblioteca no Estado de Sergipe.


O mundo é uma biblioteca

 Folha de S. Paulo-SP, Gilberto Dimenstein, em 21/7/2010

Trocar livros usados pelo mundo é como ter uma biblioteca espalhada por aí, sem sair de casa

A professora de inglês Eunira Galioni está preparando um modo diferente de ocupar o tempo da sua aposentaria: trocar livros usados mundo afora. “É como se eu tivesse uma biblioteca espalhada pelo mundo, sem sair de casa.” E, melhor, quase sem gastar dinheiro. Na maioria das vezes, sem gastar nem um centavo. Nem com o correio.

Esse tipo de tribo prospera na Europa e nos Estados Unidos. No Brasil, é um hábito desconhecido. Seja porque pouca gente lê, seja porque as pessoas se agarram aos livros.

Mas, agora, o espaço literário mais nobre da cidade vai permitir a troca. A biblioteca Mário de Andrade, que, depois de fechada para reforma, se abre para o público nesta semana, terá um canto para as pessoas deixarem um livro para quem quiser pegá-lo e passá-lo adiante.

Leia aqui a matéria completa.


Literatura brasileira para crianças africanas

 

Crianças de Cabo Verde vão receber livros infanto-juvenis brasileiros. O Ministério da Cultura doou mais de 500 títulos à Embaixada do Brasil em Praia, que serão distribuídos no país africano. Há dois anos, em mais uma ação de valorização da língua portuguesa, quem recebeu obras brasileiras foi o Timor Leste. As doações do Ministério da Cultura partem do acervo da Fundação Biblioteca Nacional, geridos pelo Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas.

Entre os títulos enviados às crianças de Cabo Verde estão 150 revistinhas da Turma da Mônica – doadas por Maurício de Sousa ao Ministério da Cultura -, livros de Ruth Rocha e Ziraldo.  

Em Cabo Verde, as crianças só falam português depois que entram na escola – antes disso, só o crioulo. Como não há, ainda, um alfabeto  regulamentado do crioulo em vigor, necessitam domínar a língua  portuguesa como instrumento de comunicação e acesso ao conhecimento.

No Timor Leste, o Itamaraty realizou no final do ano passado em parceria com o governo local o Mês Cultural do Brasil, onde foi montado no local um Ponto de Leitura, que funcionou como espaço para crianças aproximarem-se dos livros, fazerem contações de história e rodas de leitura.


“Vamos zerar o índice de municípios sem bibliotecas”

Zero Hora, em 30/06/2010

Em entrevista ao jornal Zero Hora, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, falou sobre o compromisso de zerar o número de municípios que não possuem bibliotecas.

entrevista

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Uma receita para cada caso

 Correio Braziliense – DF, em 27/06/2010

A ideia de ler os livros certos e, de repente, ver seus problemas evaporarem é um tanto simplista. A bibliotecária e professora Maria Alice Borges alerta que uma escolha de títulos feita de forma inadequada pode não dar resultado algum. Para não correr o risco de errar na mão, ter sensibilidade para perceber as reais necessidades dos pacientes e o ambiente onde o trabalho está sendo feito é essencial.

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Kindle estimula consumo de livros

Valor Econômico-SP, em 02/06/2010

A estratégia da Amazon de vender livros eletrônicos abaixo de US$ 10 para estimular a demanda pelo leitor Kindle está funcionando no Brasil. Usuários brasileiros reconhecem haver comprado mais obras do que planejavam, atraídos pelos preços bem inferiores aos das versões em papel, vendidas nas livrarias do país.

“A única desvantagem é que é tão fácil comprar na Amazon que no primeiro mês adquiri seis livros”, diz o funcionário dos Correios Alan Pires Ferreira. Ele comprou o Kindle em setembro e acumula 100 títulos na memória do aparelho. Ferreira diz sentir falta de mais livros em português. “Há pouca coisa e a maioria está em português lusitano”, observa. Procurada, a Amazon informou que não fornece dados por país sobre vendas de livros e de aparelhos.

O tradutor Fábio Macedo comprou o Kindle em novembro. Ele tem como meta baixar um título por mês, mas em sete meses adquiriu 110 obras. “Os livros realmente são muito baratos”, diz. O vice-presidente de tecnologia da seguradora SulAmérica, Luís Furtado, usa o Kindle para ler os jornais “Financial Times” e “O Globo”. “Para livros e jornais é o melhor dispositivo de leitura. Tenho um iPad, mas esse eu uso para jogos e internet”, afirma. (CB)


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Mais Cultura na Bahia

Programa de inclusão sociocultural investe mais de R$ 22 milhões no estado

Neste domingo, 30 de maio, o Ministério da Cultura e o Governo da Bahia anunciam pacote de ações para a melhoria de equipamentos públicos e incentivo a atividades artísticas da sociedade, com investimentos de R$ 22,3 milhões por meio do Programa Mais Cultura.

O anúncio será feito pela secretária de Articulação Institucional do MinC, Silvana Meireles, durante a abertura do VI Encontro de Dirigentes Municipais de Cultura da Bahia, que acontece às 20h, na Sala Principal do Teatro Castro Alves, em Salvador.

A Bahia foi o primeiro estado a assinar o acordo de cooperação para executar em parceria as ações do Programa Mais Cultura. Além dos recursos conveniados, os investimentos contemplam diversos editais de premiação.

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Um país que não lê

O Dia (RJ), Opinião, em 23/05/2010

O Brasil é um país em que poucos têm acesso a livros e, por isso, poucos leem. Essa verdade, que já era conhecida dos brasileiros, agora foi confirmada pelo 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para o Ministério da Cultura (Minc), em 4.905 cidades de todas as regiões.

Os números são desanimadores. Em pelo menos 420 municípios, a população não conta com nenhuma biblioteca pública. E nem o crescimento significativo dos investimentos feitos pelo governo federal, que aumentaram 1.500% de 2003 a 2009, de R$ 6 milhões para R$95 milhões,mudou a situação negativa.

A principal razão apontada é a falta de estrutura nos municípios, além da necessidade de cumprir muitas exigências burocráticas.

Mas é claro que por trás do problema há uma questão muito mais ampla, que tem raízes culturais, econômicas e políticas, e é antiga na história do Brasil.

A educação pública, em muitos municípios, ainda é encarada por administradores mais como despesa do que processo de crescimento social. Tanto que foi necessário definir na Constituição o percentual mínimo do orçamento que deve ser investido no setor.

À questão de custo se associa a falta de tradição de leitura dos brasileiros.

Por isso, é preciso que, além de liberar verbas, o governo desenvolva projetos de distribuição de livros e incentivo à leitura. E que eles não se restrinjam a bibliotecas. É preciso criar o hábito da leitura desde os primeiros anos na escola, com aulas específicas, profissionais preparados e acervo adequado.

O país não pode cair na armadilha de limitar o processo educacional à transmissão de conhecimentos básicos. A educação precisa ser transformadora e formadora de cidadãos com a melhor bagagem cultural possível. Afinal, como ensinou Monteiro Lobato, um país se faz com homens e livro.