quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

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Ler para crescer

Jornal do Brasil, em 30/9/2010

O projeto Lê pra mim? chega à segunda edição, esse fim de semana, no Forte de Copacabana, e fica até o fim de outubro, todo sábado e domingo, com entrada franca. O evento de incentivo à leitura já começa com Cláudia Raia (sábado) e Alexandre Borges (domingo), lendo as histórias Até as princesas soltam pum e O filho do meio para as crianças. “Ao lerem para os filhos, é como se os pais estivessem plantando uma sementinha. Tem de ser um incentivo diário, porque, em um mundo acelerado como o atual, competir com a internet é muito difícil”,comenta a atriz e produtora de teatro Sônia de Paula, idealizadora do ciclo. Sônia tem uma filha, já de 18 anos, que foi quem a inspirou a criar o evento. “Lembro que o primeiro livro que eu li para ela foi Chapeuzinho Vermelho, mas o que veio à minha cabeça quando pensei em realizar o projeto foi o primeiro que eu li, Meu pé de laranja lima”, recorda Sônia, ressaltando ainda que a leitura faz com que as pessoas nunca deixem de sonhar. Em tempo: o local tem acesso para cadeirantes e haverá um intérprete da linguagem de libras.


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Taubaté pode se tornar capital da literatura infantil (CE)

Jornal do Senado, em 16/9/2010

Berço de Monteiro Lobato, a cidade de Taubaté (SP) poderá ganhar o título de Capital Nacional da Literatura Infantil se o Senado aprovar o PLC 164/10, do deputado Roberto Alves (PTB-SP), conterrâneo do escritor. O projeto, já aprovado pela Câmara, pode ser votado na próxima reunião da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) em decisão terminativa.

Autor das histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo, Monteiro Lobato teria se inspirado na infância vivida na Fazenda do Buquira, localizada no município paulista, para criar as aventuras de personagens emblemáticos da literatura brasileira como Emília, Pedrinho, Narizinho, Dona Benta, Tia Nastácia e Visconde de Sabugosa.

A casa onde nasceu e viveu o escritor abriga atualmente o Museu Histórico, Folclórico e Pedagógico Monteiro Lobato, que recebe, de acordo com o deputado Roberto Alves, cerca de 10 mil visitantes por mês. Em abril, quando é realizada a Semana Monteiro Lobato, em homenagem ao aniversário do ficcionista, mais de 30 mil turistas visitam a cidade do interior paulista, na qual está preservada a memória daquele que há muitas gerações vem conquistando os jovens leitores.

De acordo com o autor do projeto, a casa de Monteiro Lobato tem a biblioteca onde “o escritor, ainda garoto, tomou gosto pelas letras”. Ele destacou também que o reconhecimento de Taubaté como capital da literatura infantil ressaltará todo o potencial turístico do município.

Nascido em 18 de abril de 1882, Lobato escreveu seu primeiro livro para crianças em 1920: A menina do narizinho arrebitado, considerado um marco da literatura infantil.


Veríssimo elogia Feira do Livro em coluna nacional

Diário do Pará, em 9/9/2010

Quatro dias após o seu encerramento a Feira Pan-Amazônica do Livro foi destaque na coluna do escritor Luiz Fernando Veríssimo publicada no caderno ‘Brasil’ do Diário do Pará, além de jornais de circulação nacional como O Globo.

O escritor foi uma das grandes atrações da Feira, participando de um encontro literário ao lado de Zuenir Ventura, e escreveu em sua coluna sobre o grande público presente em um evento direcionado à literatura, comentando também algumas atrações musicais da Feira.

Leia o trecho em que Veríssimo fala sobre a participação na Feira:

Luiz Fernando Veríssimo

Crimes e livros

(…)

POÇÕES

Quem teme pelo futuro do livro e lamenta a falta de leitores no Brasil deveria dar um jeito de conhecer a Feira Pan-Amazonica do Livro, em Belém do Pará. Garanto que sairia com as esperanças recauchutadas e nova fé no brasileiro. A Feira, que estava na sua décima-quarta edição quando a visitamos com o Zuenir e a Mary , há dias, não para de crescer e já é uma das principais no continente. Claro que só uma pequena parte daquela multidão estava lá para comprar livros, mas o livro e seus entornos eram a principal atração do evento e a maior parte da multidão era de jovens leitores em potencial. No famoso mercado Ver-o-peso de Belém vendem poções para fazer crescer cabelo em careca enquanto levantam seu libido e curam sua lerdeza, mas aposto que nenhum líquido engarrafado entusiasmaria mais do que a visão da garotada enchendo todos os espaços da enorme feira, levada pelo livro.

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Estudantes adotam os e-books

Folha de Pernambuco, em 25/8/2010

Professores acreditam que os e-books não vão substituir os livros tradicionais. Para eles, os dois irão conviver juntos. Estudantes que usam os e-books dizem que os dois tipos têm suas vantagens. Enquanto isso, cada vez mais as empresas aprimoram os aparelhos que vendem aos leitores e editoras começam a lançar e relançar obras no formato digital.

A professora de Letras da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Fa­bia­­­na Câmara não acredita na substituição dos livros pelos meios eletrônicos. “Creio que não vai haver uma substi­tuição, até mes­mo porque o impresso pro­voca uma maior vontade de ler do que o formato digital. Um livro grande, como ‘Gran­de Sertão Veredas’ exi­ge concentração, que a pessoa volte a página para reler algo que precise relembrar”, compara.

A estudante Joana Turton, 17 anos, comprou um dos primeiros tipos de e-reader (aparelho para leitura dos e-books) da Sony durante uma viagem que fez aos Estados Unidos no final do ano passado. Ela já sabia da exis­tência dos aparelhos e pes­quisou preços antes da viagem. Para a garota, os e-books ajudam na leitura de livros estran­geiros. “Eu leio muito em inglês e, às vezes, é difícil achar livros em inglês nas livrarias daqui. A vantagem é que eu compro livros para o e-reader pela internet e uso para ler neste idioma”, contou Joana. Co­mo o aparelho da garota foi um dos primeiros, ela já o acha “arcaico” em relação aos mais novos.

Na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) o Pro­grama de Pós-Graduação em Letras (PPGL) publicou dois livros como e-books. O professor do Programa, Anco Márcio, não vê as pessoas discutindo ainda se os apa­relhos estão ficando ou não ultrapassados, como já observa Joana em relação ao que comprou. “Se o e-book vier a ficar defasado tecnologicamente com a mesma rapidez com que um PC fica, creio que o pior inimigo do e-book será o próprio e-book”, destaca o professor.

 

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Seduções da leitura

A Tarde, em 28/7/2010

Não é tão grave quanto parecia, nem irreversível, a crise de leitura no universo brasileiro. Esta verificação produz uma alegria de fundo emotivo: o País passou a ler mais, está fadado a pensar e agir melhor, após um período em que a contínua expansão populacional encolhia estranhamente o acesso ao clube do livro. O descompasso era atribuído mormente a deficiências do ensino e baixo poder aquisitivo.

Levantamento da Associação Nacional de Livrarias (ANL), ontem divulgado, informa que o número de lojas cresce. Não mais do tipo papelaria, senão livrarias autênticas,em que o livro bem acabado, a criatividade do espaço e o seu conforto fazem consumidores.A Bahia está bem na pesquisa: é a primeira em número de livrarias no Nordeste, e responde pelo sexto posto nacional.

Em média, o nível de leitura por habitante faz 1,9 livro por ano. É pouco,em comparação com Argentina (5), Chile (3) e Colômbia (2,5). Mas para o pequeno e significativo avanço há de ter contribuído a oferta de livrarias modernas, misto de sala de leitura, café e ponto de encontro – um privilégio até aqui dos grandes centros. De qualquer maneira, há no Brasil 2.980 lojas de livros – 11% a mais do que em 2006.

A distribuição de livrarias não é aleatória.

A iniciativa privada busca o retorno mais curto dos capitais, e nesse caso prioriza cidades e regiões de maior densidade demográfica ,melhor padrão de renda e de educação formal. Não será à toa que o Sudeste tenha mais lojas, e que São Paulo possua o dobro do segundo colocado,o Rio de Janeiro. Muitas lojas complementamos livros com CDs, DVDs e demais atrações eletrônicas.

Mudou o perfil do consumidor,mudou a estratégia mercadológica. A essas mudanças corresponde, na primeira infância e juventude, uma fome aberta de conhecimentos, curiosidade atiçada e aventuras espirituais – forças com que se transforma o indivíduo para melhor,e se adquire consciência crítica, e se firma a aliança do progresso.


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Gosto pela leitura vem de berço

Jornal de Brasília, em 27/7/2010

Bebês que têm contato com livros chegam ao Ensino Fundamental com mais vocabulário

Ler para um bebê que ainda não fala nem entende o que é falado pode parecer perda de tempo, mas diversos estudos mostram que, a longo prazo, a prática pode beneficiar o desempenho escolar. Além de adquirir gosto pela leitura, as crianças que têm contato com livros desde o berço chegam ao ensino fundamental com vocabulário mais rico e maior capacidade de compreensão e de manter a atenção nos estudos.

Para ajudar na escolha do título mais adequado para cada idade e no desafio de manter as crianças pequenas entretidas, o Instituto Alfa e Beto (IAB) apresenta na próxima Bienal do livro de São Paulo a Biblioteca do Bebê. Além de vários livros divididos por faixa etária, o local terá voluntários que ensinarão aos pais técnicas de leitura. As principais dicas estão reunidas em uma cartilha que será distribuída aos visitantes.

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A Flip vem aí (Moacyr Scliar)

Correio Braziliense, em 27/7/2010

“O autor de um livro não é uma entidade misteriosa, não é um ET; é uma pessoa igual a todas as outras, capaz de falar sobre seu trabalho, de esclarecer dúvidas e, sobretudo, de motivar pessoas a ler e, inclusive, a escrever”

Que o Brasil está mudando para melhor não pode haver dúvida. É só consultar os números: os indicadores econômicos, os indicadores de saúde e bem-estar social (a mortalidade infantil diminuindo, a expectativa de vida aumentando, o analfabetismo caindo, pessoas saindo da faixa da pobreza absoluta). E isso se manifesta também na área cultural: o mercado livreiro está crescendo, a rede de ensino está introduzindo os jovens à literatura e, detalhe interessante e significativo, aumenta o número de eventos livreiros-literários.

Neste sentido, o país percorreu uma trajetória. De início tínhamos as feiras do livro, que obedeciam ao clássico e muito antigo conceito de feira: um lugar, frequentemente situado ao ar livre, onde as pessoas podem fazer compras de maneira informal, pagando preços mais baixos. Um exemplo típico é o da Feira do livro de Porto Alegre que, em termos de duração contínua (outras surgiram antes, mas interromperam sua atividade) é a mais antiga do país. A feira se realiza na Praça da Alfândega, no centro da cidade, tradicionalmente em outubro/novembro. A época não foi escolhida por acaso: desde seu início, a feira tornou-se uma fonte de presentes de Natal e também fornecia leitura para aqueles que, seguindo o tradicional costume gaúcho, iam passar as férias nas praias de mar.

As feiras se propagaram por todo o país. E se sofisticaram. Surgiu uma programação paralela: as sessões de autógrafo, os encontros com escritores, os espetáculos musicais (sem falar nos lugares de comida e bebida; nem só da nutrição espiritual vive o leitor). E depois das feiras vieram as bienais do livro; o intervalo de dois anos permite uma preparação mais complexa e diversificada. Ah, sim, temos ainda o salão do livro, evento semelhante às feiras e bienais.

A etapa mais recente nessa trajetória é constituída pelos festivais literários. Destes, o mais conhecido é a Flip, que data de 2003 e tem como cenário uma das mais belas regiões do país. Naquele ano, a sigla designava o Festival Literário de Paraty; mas já na segunda edição o nome mudou para Festa, o que parece mais compatível com o jeito de ser de nossa gente. Um nome importante na história da Flip é o da inglesa Liz Calder, uma editora que revelou ao mundo nomes como os de Julian Barnes, Salman Rushdie e J.K. Rowling, a criadora de Harry Potter. Nos anos 1960, antes mesmo de trabalhar com literatura, Liz Calder morou no BRASIL com o primeiro marido e duas filhas pequenas. Voltou para a Inglaterra, mas continuava passando as férias em nosso país; aqui acabou descobrindo Paraty, lugar pelo qual se apaixonou. Ali construiu uma casa; e ali nasceu o projeto do festival literário.

Que agora chega à sua oitava versão (de 4 a 8 de agosto), homenageando uma figura importante e singular na vida cultural brasileira: Gilberto Freyre, a quem serão dedicadas nada menos que três mesas e cuja obra será apresentada por Fernando Henrique Cardoso. Além disso, teremos uma verdadeira constelação de nomes internacionais: Isabel Allende, Robert Darnton, Salman Rushdie, William Kennedy, Robert Crumb, Terry Eagleton, A.B. Yeoshua, a iraniana Azar Nafisi, para citar só alguns nomes. Tempos atrás houve certa polêmica a respeito desse fato: a Flip estaria privilegiando escritores estrangeiros. Mas esse tipo de ponderação não faz sentido. Em primeiro lugar porque vivemos num mundo globalizado e lemos autores de vários países, seja no original ou em tradução, seja em livros ou na internet. Depois, porque o contato com escritores motiva os leitores, sobretudo os jovens leitores. Eles descobrem que o autor de um livro não é uma entidade misteriosa, não é um ET; é uma pessoa igual a todas as outras, capaz de falar sobre seu trabalho, de esclarecer dúvidas e, sobretudo, de motivar pessoas a ler e, inclusive, a escrever.

A Flip ajuda a colocar o Brasil no mapa da cultura literária mundial. E mostra que, de fato, estamos mudando. Para melhor.


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Livro virtual não ameaça as livrarias

Bom Dia Brasil, em 27/7/2010

“Livro não é só o formato, mas o espírito que está dentro dele. Isso tem que continuar e continuará independente dos avanços tecnológicos”, afirma Miriam Leitão.

O livro virtual não ameaça as livrarias. O livro não morre e não vai morrer, porque o livro não é só um formato. Esse formato tem 500 anos, veio de Gutenberg. Agora tem o livro eletrônico, mas o importante é que o livro não é só o formato, mas é o espírito que está dentro dele. Isso tem que continuar e continuará independente dos avanços tecnológicos.

A leitura começa de criança. Inclusive o que os psicólogos dizem que, se ela não souber ler, os pais têm que ler para a criança, sempre, porque vai ajudar a formar o leitor. O Brasil lê ainda muito pouco.


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Uma receita para cada caso

 Correio Braziliense – DF, em 27/06/2010

A ideia de ler os livros certos e, de repente, ver seus problemas evaporarem é um tanto simplista. A bibliotecária e professora Maria Alice Borges alerta que uma escolha de títulos feita de forma inadequada pode não dar resultado algum. Para não correr o risco de errar na mão, ter sensibilidade para perceber as reais necessidades dos pacientes e o ambiente onde o trabalho está sendo feito é essencial.

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CCJ aprova criação de fundo para estimular a leitura

Agência Senado – DF, Valéria Castanho, em 9/6/2010

Estimular a produção brasileira de livros e incrementar o acesso da população às publicações é o objetivo do Fundo Nacional Pró-leitura (FNPL), cuja criação foi aprovada nesta quarta-feira (9) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Pelo projeto de lei (PLS 294/05), que segue para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o fundo objetiva captar recursos e destiná-los a projetos que fomentem a produção, distribuição e comercialização dos livros, incluindo a exportação, como prevê a Política Nacional do Livro (Lei 10.753/03). Terá recursos do Tesouro Nacional, de doações, legados, subvenções e auxílios, entre outras fontes, e não terá prazo determinado de duração.

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