sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Tag » Plano Nacional do livro e da leitura

A leitura pode ser o melhor brinquedo

Enfoca Online – em 22/7/2010

De acordo com os especialistas, crianças podem gostar dos livros antes mesmo de aprenderem a ler

Para um país em que o cidadão lê, em média, dois livros por ano, parece estranho que uma criança se divirta com a leitura. Porém, para os especialistas nesse assunto, é exatamente nos primeiros anos de vida que esse hábito deve ser iniciado.

De acordo com Camila Rodrigues, pedagoga e especialista em Educação Infantil, a criança pode desenvolver o gosto pela leitura antes mesmo de ter o domínio da linguagem. As histórias contadas pelos pais, as figuras, as cores… Tudo isso desperta curiosidade e imaginação, que são pontos fundamentais para a formação de grandes leitores. “Crianças que ainda estejam nos berçários já deveriam escutar histórias todos os dias. Esse hábito deve fazer parte da rotina delas, de uma forma que sintam falta quando não o tiverem.”, explica a pedagoga.

Raíssa Ribeiro, 24, é mãe de um menino de três anos, que prefere os livros aos carros e bonecos. Ela conta que através do contato com a escola, passou não só a incentivar o filho, como também a desenvolver o gosto pela leitura. “Nós vamos juntos à livraria. Ele escolhe os livros sozinho, pelas cores ou desenhos. Lá mesmo ele pede que eu comece a ler as histórias e no outro dia quer que a professora repita. Nunca consigo sair só com um livro”.

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Governo quer recriar Instituto Nacional do Livro

Jornal da Câmara – DF, Noéli Nobre, em 24/5/2010

Representantes do Ministério da Cultura defenderam na Câmara a criação de um órgão específico para conduzir o Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL), proposto pelo governo federal. Eles apoiaram também a consolidação do plano como política de Estado, e não apenas de governo.

O diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos, e o secretário-executivo do PNLL, José Castilho Marques Neto, afirmaram durante o II Seminário do Livro e da Leitura no Brasil, promovido pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara, que há muito a ser feito para formar uma cultura de leitura do Brasil. Daí a necessidade de se criar um órgão específico que cuide do plano e faça a articulação das políticas do setor. O antigo Instituto Nacional do Livro foi fundado em 1937, durante o Estado Novo, e extinto em 1990, no governo Collor. Hoje, a Fundação Biblioteca Nacional acumula as tarefas do antigo INL. (…)

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Pontão Ação Cultural recebe prêmio nacional e é contemplado com editais Brasil afora

O Documento – MT, 03/02/2010

O Pontão Ação Cultural tem motivos de sobra para comemorar 2009 e, como consequência, diversas ações para realizar em 2010. Ganhador do Prêmio Estórias de Ponto, de duas bolsas, a Bolsa Escola Agente Viva e Bolsa Agente Cultura Viva e do I Concurso Pontos de Leitura, que homenageou Machado de Assis, a instituição começa o ano com novidades. 

Novo lugar para soltar a imaginação – Com um acervo de 650 livros, divididos em enciclopédias, literatura infantil e infanto-juvenil, didáticos, história, artes, dicionários e gibis, uma coleção de Dvds e ainda um Infocentro com dez computadores e uma Midiateca com um acervo com temas que variam de museus, artes cênicas à Patrimônio Material e imaterial o Pontão Ação Cultural abre para toda a comunidade o Pontinho de Leitura Poesia Necessária, instalado na sede do mesmo, dentro do Museu de Arte Sacra de Mato Grosso. (…)

Para a coordenadora do Pontão Ação Cultural, Viviene Lozi, o novo espaço será importante para o estímulo e fomento da Leitura. “Ganhar o primeiro concurso de Pontos de Leitura tem um significado muito importante para nós do Pontão, já que apesar de sermos os contemplados, quem verdadeiramente ganha é a sociedade, que terá de forma gratuita acesso aos livros e Dvds”, diz. Inédito em todo o país, o concurso, aberto em 2008, foi instituído pelo Ministério da Cultura, através do Programa Mais Cultura e desenvolvido pela Coordenação Geral de Livro e Leitura.

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Prefeito inaugura Ponto de Leitura

Diário de Petrópolis, em 01/02/2010

(…) O Ponto de Leitura Joana Marchiori, que recebeu o nome de uma das mais antigas moradoras do distrito de Secretário, conta com títulos doados pelo Ministério da Cultura e por uma das moradoras da região, Stella Maris.

Durante a inauguração do Ponto de Leitura, o prefeito Paulo Mustrangi ressaltou a importância do Incentivo à Cultura e à Leitura em nosso município. “Eu agradeço aos colaboradores dessa região, que sempre trabalham para o crescimento de nossa cidade, não só pelo setor econômico, mas também para o crescimento dos setores de educação e cultura na região. Este é apenas mais um dos exemplos que estamos trabalhando duro para melhorar a qualidade de vida em nossas comunidades. Inauguramos na noite de ontem (29) a Subprefeitura, em Itaipava, que oferecerá mais agilidade e qualidade aos serviços do poder público nos distritos de nosso município. Estamos trabalhando em conjunto com a população, ouvindo suas reivindicações, e trabalhando por uma cidade mais humana e melhor para todos”, frisou o prefeito.

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PNLL estimula crescimento de 1.500% do orçamento para as ações no segmento cultural

Por Tatiana Sottili, SAI/MinC

A institucionalização do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) foi destacada na Assembleia de Livro e Leitura, ocorrida na manhã desta quinta-feira, 28 de janeiro, na Biblioteca Pública Municipal João Palma da Silva, em Canoas, no Rio Grande do Sul. A atividade integrou um dos 230 debates promovidos naquela cidade gaúcha como parte da programação do Fórum Social 10 Anos: Grande Porto Alegre.

Para o diretor de Livro, Leitura e Literatura da Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura (SAI/MinC), Fabiano dos Santos Piuba, “a elaboração do PNLL proporcionou um discurso mais qualificado em torno do tema, o que gerou aumento expressivo no orçamento do Programa Mais Cultura direcionado às ações de livro e leitura, passando de R$ 6 milhões, em 2003, para mais de R$ 90 milhões, em 2009”.

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R$ 1,9 bi em faturamento nas livrarias

Brasil Econômico, por Cintia Esteves e Ruy Barata Neto, em 13/01/2010

O valor obtido só com a venda de livros representa alta de 9,73% na comparação com o registrado no ano anterior

As livrarias registraram, apenas com as vendas de livros, faturamento de R$1,9 bilhão no ano passado.O número é 9,73% maior na comparação com o 2009, segundo a Associação Nacional de Livrarias (ANL). O resultado ficou um pouco abaixo da meta estabelecida no início do ano, que era de um aumento de 11,89%. “Essa diferença de cerca de 2,16% foi um reflexo da crise econômica verificada em 2009″, afirma Vitor Tavares, presidente da ANL.

“Nos meses de março, abril, maio e junho tivemos quedas nas vendas, mas sentimos uma retomada a partir do meio do ano”, informa. Entre os temas que apresentaram maior crescimento em 2009 estão: infanto-juvenil; ficção; ciências humanas e sociais; literatura e religião. A venda de livros de autoajuda ocupou a sexta posição, enquanto a de livros didáticos de língua espanhola apareceu na nona posição em crescimento de vendas.

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Capital da leitura

Correio Braziliense – DF, Artigo de Lucília Garcez, em 03/11/2009

Estamos muito longe de ser um país de leitores. A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (Pró-Livro/ Ibope) concluiu que nossa média de leitura é de 4,7 livros por pessoa por ano, incluídos aí os didáticos. Se considerarmos apenas os livros lidos independentemente da escola, esse índice cai para 1,3, enquanto nos países desenvolvidos chega a 10 livros por ano. Temos mais de 77 milhões de pessoas que não leem. E não leem porque não aprenderam a considerar a leitura importante para suas vidas, vivem em ambientes que não valorizam o livro, não têm interesse, não têm tempo, têm dificuldades na decodificação da língua ou não têm acesso ao livro.

Há muitas iniciativas pelo país afora que se esforçam para modificar esse quadro: festas literárias, feiras de livros, seminários, debates, contação de histórias, formação de bibliotecas comunitárias e públicas. O Ministério da Educação e o Ministério da Cultura estão envolvidos nesse empreendimento de transformar os índices de leitura no Brasil por meio do Plano Nacional do Livro e da Leitura, e de iniciativas como o Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE). O Ministério da Cultura pretende zerar em dezembro o número de municípios sem biblioteca.

Para que as pessoas se interessem pela leitura, além do acesso ao livro é necessário um ambiente que o valorize. Se vivemos numa sociedade que não dá valor ao livro, dificilmente nos sentiremos atraídos para a experiência profunda e transformadora da leitura. Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, desde 1981 dá o exemplo, organizando a Jornada Nacional de Literatura, e hoje reivindica merecidamente o título de Capital Brasileira da Literatura.  Leia mais…


Unesco: Brasil tem um dos piores índices de leitura

Reportagem da TV Bandeirantes divulga dados referentes a leitura no país.

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Fundo Setorial Pró-Leitura

Diário do Nordeste, por Flávio Viana, 17/09/2009.

diario do nordeste

Acesse aqui o texto online.


Fundo Setorial Pró-Leitura (Flávio Paiva)

Diário do Nordeste, em 17/09/2009.

Leia abaixo trechos do artigo do jornalista Flávio Paiva, colunista do jornal Diário do Nordeste.

A concentração nesse mercado tem priorizado a literatura de araque, aquela do romance padrão e da bobalização juvenil.  Conquistas como a do FSPL precisam ser postas em prática como prova de que o Brasil está disposto a ter voz no mundo atual.

Há cinco anos o governo federal desonerou (Lei 11.033/2004) a cadeia produtiva do livro de pagar PIS/Pasep e Cofins, reduzindo em média 9% dos tributos sobre a produção. A desoneração, que num plano mais imediato visou melhorar a competitividade do setor, tinha como objetivo maior e de longo prazo, fomentar a democratização do acesso ao livro. Em contrapartida, o mercado editorial passaria a contribuir com um fundo a ser criado em favor das ações de incentivo ao livro e à leitura.

O Ministério da Cultura (MinC) regulamentou o acordo, criando o Fundo Setorial Pró-leitura (FSPL) que, assim como o vale cultura, integrará o sistema de políticas públicas compartilhadas entre governo, mercado e sociedade civil. Editores, distribuidores e livreiros deverão contribuir com cerca de um por cento do faturamento anual para a composição do arranjo de recursos que financiará as ações do Plano Nacional do livro e da leitura.

A iniciativa é boa para todo mundo: bem administrado, o FSPL contribuirá para a divulgação do hábito de leitura, para a formação de mediadores, para o fomento à realização de eventos e programas que disseminam o livro com efeitos econômicos positivos para o próprio mercado, em todos os elos da cadeia. O raciocínio econômico aplicado a esse fundo setorial tem o mesmo viés do keynesianismo de indução de demanda, que vem irrigando a Base da Pirâmide brasileira com recursos de destinação popular, revertidos em fortalecimento do mercado interno.

Esse tipo de ação é tão relevante que, em 2006, algumas entidades mantidas pela indústria do livro criaram o Instituto Pró-livro (IPL), tendo como finalidade a promoção do livro e da leitura, do ponto de vista e dos interesses do mercado, contando inclusive com a participação de representantes oficiais. Um dos bons trabalhos desenvolvidos pelo IPL foi a pesquisa Retrato da Leitura no Brasil que comentei neste espaço (DN, 12/06/2008) e que revelou o aumento da disposição dos entrevistados de ampliar o conhecimento e a informação pela leitura.

(…) O fundo, na forma como está posto pelo MinC, é a concretização do acerto resultante do processo de isenção de encargos tributários feito em 2004 a partir de proposições do próprio mercado editorial. Trata-se de um mecanismo de valorização da leitura com impacto no desenvolvimento da economia do livro mas que vai além dos interesses do mercado. Tanto que seu Comitê Gestor será formado por cinco representantes do mercado, cinco dos órgãos de cultura e educação do governo federal, dois escritores e dois mediadores de leitura.

A contribuição compulsória para a formação do FSPL é um compromisso de editores, distribuidores e livreiros beneficiados com a desoneração e que pensam no fortalecimento do setor e não apenas isoladamente no seu negócio. Um ponto que precisa ser bem mensurado neste caso é se haverá diferenças percentuais de participação por tamanho de empresa e se o percentual de contribuição será vinculado aos custos de cada segmento. Diferenciada ou não, a contribuição compulsória é fundamental para a saúde de um setor marcado pela desigualdade competitiva.

A concentração nesse mercado tem priorizado a literatura de araque, aquela do romance padrão, do esoterismo deslavado, da auto-ajuda tacanha, da bobalização infantil e juvenil, enfim, das narrativas inspiradas em pesquisas e estatísticas de consumo, modeladas pela razão instrumental e mercantil da arte de contar histórias. Essa tendência vem causando um mal-estar cultural pelo que representa de empobrecimento da experiência estética do leitor, causado pelo enxugamento da diversidade de títulos, recintos e situações propícias à elaboração do pensamento e à diversão com sensibilidade e honestidade autoral.

As grandes editoras, sobretudo as de capital estrangeiro, estão engolindo as pequenas, adquirindo seus catálogos e congelando títulos que deixam de circular por mera deliberação de estratégias montadas à revelia dos interesses nacionais. Deveria haver uma lei que obrigasse a disponibilizar no portal da Biblioteca Nacional todos os títulos que ficassem fora de catálogo por um determinado período. O livro como produto cultural necessário, não deve ser tratado simplesmente como mercadoria e nem o leitor, na sua condição de cidadão, merece ser vitimado pelos efeitos da concentração.

(…) O Fundo Setorial Pró-Leitura em sua configuração de mesa com quatro pernas, embora as duas pernas formadas por autores e mediadores (educadores, bibliotecários e contadores de histórias) ainda sejam menores do que as pernas do governo e da iniciativa privada, expressa uma intenção de equilíbrio democrático que dificulta o desvio de recursos para o atendimento de interesses isolados de monopólios e hegemonias da indústria e do comércio tradicionais e virtuais.

Um dos valores comparativos dos povos no diálogo global é a originalidade social e cultural de cada um. E o lugar das pessoas e dos grupos sociais no mundo contemporâneo passa pelo livro e pela leitura, ora como um ato pessoal e ora como um ato coletivo. Por isso, conquistas como a do FSPL precisam ser asseguradas e postas em prática, como prova de que o Brasil e nós brasileiros estamos mesmos dispostos a ter voz na construção de um novo padrão civilizatório.

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