“A pujança do Brasil”
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, concedeu entrevista ao jornal semanal A Nação, de Cabo Verde, onde esteve em visita no ínicio deste mês. Na conversa, dentre outros assuntos, o ministro falou sobre as políticas públicas para promoção do Livro e Leitura no Brasil, Acordo Ortográfico e das linhas da estratégia de cooperação com país africano.
Em termos concretos, na decorrêncoia desta sua visita a Cabo Verde, que áreas vão ficar reforçadas?
Cabo Verde solicitou abertamente o nosso apoio em domínios como o audiovisual e as bibliotecas. Vamos colaborar com Cabo Verde nestas áreas, e estou a falar de bibliotecas de uma nova geração, que não ficam à espera que o leitor chegue, são verdadeiros centros culturais motivadores da leitura. Na área do património também há muita demanda, Vamos criar com, a chancela da UNESCO, um centro de formação de gestão de património no Brasil e já convidamos Cabo Verde a apresentar candidatos a formação a partir do início do próximo ano. Outra área importante é a da economia da cultura em que nós já podemos dar uma boa ajuda a partir da nossa experiencia.
Língua Portuguesa e o Acordo Ortográfico
Já que falamos de livros e bibliotecas, é inevitável introduzir a questão o acordo ortográfico…
Acho que o acordo ortográfico é positivo. Houve uma reacção em Portugal e no Brasil no sentido de dizer que quem faz a língua é quem a fala: o povo. É verdade, mas o acordo ortográfico não vai interferir na dinâmica da língua. É um acordo circunscrito à ortografia. O nosso português, tal como o vosso, é muito próprio. Mas a nossa ortografia vai empoderar a língua portuguesa. Primeiro vai-se tornar uma língua oficial na ONU, o que não acontecia até agora apesar de ela ser a sexta mais falada no mundo. E segundo lugar, vai ter maior expressão na Internet, o que é importante uma vez que, no futuro, a língua que não tiver presença significativa na rede não vai não sobreviver.
É também uma questão de estratégia…
Claro que é. É evidente também que o processo teve alguns erros, porque foi desenvolvido numa óptica muito técnica e programática. Mas são erros que podem ser corrigidos, através de iniciativas que poderão ajudar a melhorá-lo. Por exemplo, somos simpáticos à ideia de se criar uma Academia da Língua Portuguesa no universo da CPLP.
Mas já existe o Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP). Não tem cumprido sua missão?
Acho que não. Temos de criar algo mais eficiente, mais poderoso, com maior investimento e envolvimento da parte de todos os países da língua portuguesa. Temos de ser mais generosos e ver que o português convive com outros falares, no Brasil menos, mas aqui e em outros países como Angola e Moçambique, de forma muito concorrencial mas salutar. Essa seria uma forma de as enriquecer a todas.
Leia aqui a entrevista na íntegra.
O Ministério da Cultura (MinC) divulgou, na última sexta-feira (30), o 1º Censo Nacional de Bibliotecas Públicas Municipais (BPMs).


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