quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Tag » preço

O futuro do livro

Valor Econômico -SP, João Luiz Rosa, Heloísa Magalhães e Cibelle Bouças, em 1/04/2010

(…) Milênios depois, parece que a biblioteca está pegando fogo novamente. Claro, em sentido figurado. Editoras, livrarias e autores – os principais elos da cadeia editorial – estão preocupados com o avanço de companhias de tecnologia como Apple, Amazon e Sony, ávidas em lucrar com seus leitores eletrônicos de livros. Para os pessimistas, essas empresas seriam os novos bárbaros, capazes de colocar abaixo o edifício ao minar as bases que há muito tempo sustentam negócio. Os mais otimistas veem exagero nisso tudo, mas concordam que os atores tradicionais do setor terão de mudar seu script para não sair de cena. Nos dois lados, prevalece a dúvida: afinal, qual será o futuro do livro?

“Vai haver uma coexistência. [O meio digital] é uma evolução natural do livro. Os consumidores dos livros físicos e dos digitais continuarão existindo porque são tipos de leitura diferentes”, diz Eduardo Mendes, diretor-executivo da Câmara Brasileira do Livro (CBL). “O público é que vai definir com que intensidade consumirá um tipo ou outro.” O tema ganhou tanta importância que o órgão organizou nesta semana, em São Paulo, o I Congresso Internacional do Livro Digital.

Leia mais.


Livro em ascensão

A Notícia – SC, Luiz Carlos Amorim, em 19/03/2010

Com a chegada ao Brasil dos leitores de livros eletrônicos, como Kindle e o novo da Apple – existe até um tupiniquim, já – instalou-se de novo a polêmica da previsão da queda do livro impresso.

O engraçado é que, mesmo rolando aos quatro ventos o anúncio do fim do livro, a verdade é que as vendas dos volumes tradicionais, impressos, está em ascensão. Levantamento da Associação Nacional de Livrarias dá conta de que o crescimento de vendas atingiu mais de 10% nos últimos anos.

Sabemos que, devagar, a adesão aos livros eletrônicos vai progredindo. E se, apesar dos adeptos do Kindle e outros leitores eletrônicos, que já perfazem uma pequena fatia da venda e de consumo de e-books, o livro impresso continua aumentando suas vendas, talvez isso signifique que o número de leitores de livros têm aumentado.

Leia aqui crônica na íntegra.


Sebos na era digital

A Notícia – SC, em 08/01/2010

Sites especializados ajudam na busca de livros usados ou raros, e são opção para economizar

Laptop in classic libraryOs sebos encontraram na internet uma aliada poderosa para continuarem sendo uma opção na busca de livros baratos, raros e, na maioria das vezes, conservados. Os internautas dispõem na rede várias opções onde podem garimpar obras literárias em todo o país.

O site Estante Virtual é uma delas. Criado em 2005, já tem 1.619 sebos cadastrados em 307 cidades, e cerca de 5 milhões de livros.

O site funciona como um mediador entre o comprador e o vendedor. Todas as negociações, como o preço do frete e detalhes sobre o estado de conservação dos livros, são feitas diretamente com o dono do sebo escolhido.

“É uma tendência do mercado que não dá para desprezar”, afirma Cida Caldas, dona do Sebinho, um dos estabelecimentos cadastrados pelo Estante Virtual.

Leia mais…


Déficit de Leitura

TV Futura, Jornal Futura, 02/10/2009.

O Brasil possui 77 milhões de pessoas que não leem.

embedded by Embedded Video

YouTube Direkt


Faça seu comentário

Setor editorial e governo divergem sobre preço do livro

Jornal O Globo, por Guilherme Freitas, 11/08/2009.

Depois de receber críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Cultura Juca Ferreira pelos altos preços do livro no Brasil, o setor editorial divulgou nesta terça-feira um relatório que aponta queda no preço médio do livro desde 2004, quando o governo federal concedeu isenção de PIS e Cofins a editoras, distribuidoras e livrarias. O relatório, realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da Universidade de São Paulo, indica queda no preço médio de todos os segmentos do mercado editorial entre 2004 e 2008: de 24,5% nos livros didáticos; 22,4% em obras gerais (que inclui ficção e não-ficção); 38% nos livros religiosos e 23,3% em livros científicos, técnicos e profissionais.

“Quem sente redução do preço quando vai à livraria?”

O Ministério da Cultura realizará um levantamento próprio, com apoio do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), para avaliar as informações do relatório encomendado pelo Sindicato Nacional dos Editores e Livreiros (Snel) e pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). Os dois relatórios serão levados à reunião em que governo e representantes do setor editorial discutirão a criação do Fundo Pró-Leitura, prevista para 18 de agosto. Para o diretor nacional de Livro, Literatura e Leitura, Fabiano dos Santos, o estudo da Snel e da CBL precisa ser analisado:

— Quem sente essa redução do preço quando vai à livraria? O preço médio ainda é muito alto, principalmente para as classes C, D e E. Apenas 17% da população adquire livros, e precisamos pensar na população como um todo — diz Santos.

A presidente do Snel, Sonia Machado Jardim, aponta que a queda no preço médio indica que há uma oferta maior de livros baratos. Segundo Sonia, isso pode ser atribuído não a uma redução generalizada dos preços, mas ao investimento do mercado em opções mais econômicas, como os livros de bolso, as vendas porta-a-porta e os grandes saldos.

— Um determinado título pode não estar mais barato hoje do que estava em 2004, mas o leitor tem mais opções de títulos a preços menores do que antes — avalia Sonia.

Na reunião deste mês, governo e setor editorial discutirão o destino do Fundo Pró-Leitura. O projeto foi criado em 2004, como uma contrapartida à desoneração do PIS e do Cofins oferecida pelo governo: em troca, as empresas do setor editorial contribuiriam com 1% do faturamento a um fundo de promoção da leitura. O projeto até hoje não saiu do papel, o que faz com que o governo deixe de arrecadar R$ 40 milhões por ano, segundo Santos. Segundo Sonia, a Snel, a CBL e a Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros), que resistiram à criação do fundo na última reunião, em junho, trabalham em uma proposta conjunta para superar o impasse.

Crise econômica provoca queda de 10% no faturamento

O relatório divulgado nesta terça-feira mostra também que o faturamento do setor editorial cresceu no período entre 2004 e 2008 — só no último ano, o crescimento foi de 4,9%, descontada a inflação. O crescimento foi maior nos segmentos de livros religiosos e de livros científicos, técnicos e profissionais. No entanto, o levantamento não cobre o período da crise econômica, que afetou duramente o mercado editorial. Segundo estimativas do vice-presidente do Snel, Roberto Feith, o faturamento teria sofrido uma redução de cerca de 10% desde abril.

— As gráficas estão adiantando as entregas de setembro porque estão com pouco trabalho. É a primeira vez que isso acontece em muito tempo. A crise existe, mas sabemos que é passageira, e o mercado editorial está se adaptando para atravessá-la da melhor maneira possível — diz Feith.